sábado, 12 de março de 2016

OS PONTOS NEGROS DO VERDE NO BRASIL CAUSADOS PELO DESMATAMENTO E PELA DESTRUIÇÃO DE RIOS


Última natureza brasileira
Ecologistas do país e do planeta alertam sobre os 7 pontos mais dramáticos do processo de destruição: só uma gestão ambiental sustentável pode mudar essa realidade que ameaça o nosso futuro


O São Francisco que foi ícone da nossa natureza hoje é um dos pontos negros da sua destruição


Mata Atlântica
Restam só 7% de sua vegetação original. O desmatamento nos últimos 100 anos a transformou numa das florestas mais ameaçadas do planeta. Segundo dados de entidades como a Conservação Internacional e a SOS Mata Atlântica, hoje se perde um campo de futebol de vegetação a cada quatro minutos. Essa destruição põe em risco também a fauna da região: de 271 mamíferos que habitam a floresta, 160 só existem lá e podem desaparecer.
Rio São Francisco
A construção de grandes hidrelétricas já afetou demais alguns dos principais rios brasileiros. Também, a vegetação em volta deles foi desmatada e, segundo a Conservação Internacional, este fato tem provocado o assoreamento - a obstrução por sedimentos - de trechos por exemplo do São Francisco, ícone do interior do Brasil: chuvas simples causam deslizamentos das margens. Outro problema é a introdução neste rio de peixes de hábitats diferentes, o que já provocou um sério desequilíbrio ecológico e a extinção de várias espécies que habitavam tradicionalmente o Velho Chico, o rio São Francisco.
Floresta Amazônica
O desmatamento da maior floresta tropical úmida do mundo ocorre por vários motivos, como o uso de áreas para a pecuária, para a agricultura e a extração ilegal de madeiras e de recursos minerais, como nos garimpos. A taxa anual de desmatamento é de cerca de 25 500 km2. Se ela continuar perdendo a cobertura vegetal nesse ritmo, especialistas não se cansam de alertar que a Amazônia poderá no futuro se tornar um grande deserto. É que são as próprias árvores que dão a umidade necessária para a região, tornando o solo fértil para outras plantas e garantindo os ecossistemas nessa região que é vital para o país, para o continente e para o planeta.


Em alguns pontos extremos a Amazônia já mostra sinais de um deserto em formação

Cerrado
A vegetação típica da região central do Brasil perdeu, em apenas 30 anos, 60% de sua área original, segundo as mais recentes pesquisas. Do que sobrou, menos de 2% estão protegidos em parques ou reservas. Nesse ritmo de desmatamento, ambientalistas afirmam que em pouco tempo o cerrado estará numa situação pior que a da Mata Atlântica. A expansão do agronegócio, da pecuária, bem como, a mineração e a abertura de estradas em reservas da natureza, os principais problemas hoje.
Rio Xingu
A maior ameaça ao rio que cruza o Pará e Mato Grosso é a construção da hidrelétrica de Belo Monte, que deverá ser a terceira maior do planeta e envolvida em escândalos como os denunciados neste fim de semana pela revista Isto É. Apesar da necessidade concreta de se ampliar a produção de energia no país, especialistas reafirmam que a obra terá um grande impacto ambiental: além de uma possível mudança no fluxo do rio, a barragem de Belo Monte e outras complementares poderão inundar uma imensa área de vegetação nativa. A saída para os cientistas e ecologistas são investimentos em energias limpas, como a Eólica e a Solar.


A proteção dos igarapés, brejos e lagoas é essencial para reverter a destruição dos rios

Cubatão e São Sebastião
As duas cidades abrigam inúmeros oleodutos e para a Fundação SOS Mata Atlântica os dutos estão velhos, rachados, podendo se romper e causar um grande acidente ecológico nas praias e nos mangues da região. A Petrobrás se defende, por meio de sua assessoria de imprensa: "Somos uma indústria de risco, mas desde 2000 investimos 6 bilhões de reais em segurança. Os principais dutos foram automatizados com sensores e recebem manutenção a cada dois anos". Mas recentemente, houve um outro acidente nesta região.
Sul da Bahia
Hoje restam 25% de cobertura verde original da região. Florestas desmatadas para dar lugar a grandes hotéis, por exemplo. Áreas previstas para virar parques nacionais estão abandonadas e a extração de madeira continua. Entidades como a The Nature Conservancy (TNC) se preocupam principalmente com as cercanias de Porto Seguro. Empresários hoteleiros rebatem garantindo que as novas construções têm procurado preservar o máximo de floresta nativa, mas não é o que o desequilíbrio ecológico regional indica em todo sul baiano, um dos 7 pontos mais dramáticos da natureza do Brasil.


Poucos rios em quase todas as regiões brasileiras continuam protegidos por matas ciliares

Fontes: www.ibama.gov.br
             www.mundoestranho.abril.com.br
             www.folhaverdenews.com           

8 comentários:

  1. Estes 7 pontos sintetizam a situação extremamente dramática da natureza no Brasil e já provoca não só a revolta como um movimento entre entidades do meio ambiente, ecologistas e cientistas para salvar a última ecologia brasileira.

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  2. Uma das alternativas de solução é o plantio em massa de espécies nativas de árvores, outra, um programa de desenvolvimento sustentável com um fase emergencial e outra de recuperação a longo prazo.

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  5. "É um absurdo total a falta de políticas públicas sustentáveis que ainda podem brecar o processo de destruição da ecologia no Brasil, os cientistas, os ecologistas, os especialistas precisam ser ouvidos pelas autoridades governamentais": esta é a opinião de Alberto Santos Morais, advogado do Rio de Janeiro e da UFRJ que se dedica a Direito Ambiental.

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  6. "É um raio X do Brasil monstro de todos esses anos sem ecologia": o comentário é de Fabiana Gomes, de Florianópolis (SC), que estuda Biologia na Unicamp no interior de São Paulo.

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  7. "A gente tem mesmo que por o dedo (ou os olhos) na ferida da nossa natureza, para tentar mudar esse processo de destruição": quem comenta é Antônio Carlos Ribeiro Alves, de Divinópolis (MG), que participa de um grupo jovem, Poetas da Ecologia.

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  8. "Velho Chico é o nome tradicional do Rio São Francisco e não, da novela da Globo: a atual geração brasileira precisa conhecer melhor e assim proteger nossos recursos naturais": quem comenta é Isidoro Mendes, de Vitória (ES), que viaja com produtos e promoções pelo interior de São Paulo e de Minas Gerais.

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