terça-feira, 29 de março de 2016

PORTAL OFERECE CONSULTA PÚBLICA PARA QUEM TIVER CRÍTICA OU SUGESTÃO PARA O NOVO PLANO NACIONAL DE RECURSOS HIDRICOS: EXISTE UM?...

Brasil desperdiça 36,4% da água disponível e não tem um plano sustentável para a gestão hídrica em metais pesados a dano do ambiente e da saúde da população



Urgentes novas políticas públicas sustentáveis para os recursos hídricos brasileiros

 
Através de Marieta Cazarré, da Agência Brasil, bem como de postagem no site de assuntos socioambientais EcoDebate, aqui um resumo de informações de muito valor para a luta socioambiental e de saúde pública: no Brasil, 36,4% da água são desperdiçados e apenas 40,8% do esgoto são tratados, segundo o diretor do Departamento de Recursos Hídricos do Ministério do Meio Ambiente, Sérgio Antônio Gonçalves. Com a presença também de representantes da entidade civil Trata Brasil,  Sérgio Gonçalves participou  de um evento  objetivando fortalecer o intercâmbio de informações sobre a gestão de recursos hídricos, subsidiando assim também novas ações e políticas públicas no setor. De acordo com as informações oficiais do MMA, o desperdício  de 36,4% se deve às perdas causadas pelo próprio mecanismo de disponibilização de água para o abastecimento público, como ao uso de encanamentos velhos, por exemplo. Essas perdas acontecem antes mesmo de a água chegar às casas dos consumidores. O desenvolvimento de políticas públicas no setor é fundamental para que o Brasil consiga avançar no uso sustentável dos recursos naturais e na melhoria da disponibilidade de água em qualidade e quantidade para os diversos usos. “As águas não têm nação ou território único. A maioria transcende os limites de municípios, estados, nações. Temos essa responsabilidade de cuidar dos recursos hídricos porque nós moramos neste planeta”, afirmou Sérgio Gonçalves. Uma iniciativa de preservação da água que destacamos aqui nos blogs Folha Verde News e Flash de Ecologia é a consulta pública sobre o novo Plano Nacional de Recursos Hídricos para 2016-2020 (PNRH). Este é um documento que trará as diretrizes e prioridades para os próximos quatro anos. Qualquer cidadão interessado em contribuir pode participar da consulta pública  até o dia 1° de maio. O superintendente adjunto da Agência Nacional de Águas (ANA), Flávio Tröger, afirmou que o portal http://www3.snirh.gov.br/portal/snirh já oferece à população muita informação importante sobre qualidade, quantidade e uso da água, sendo que no portal, há um encarte especial sobre a Bacia do Rio Doce, atingida pelo rompimento da barragem da mineradora Samarco/Vale/BHP Billiton, em novembro do ano passado. “Os usuários deste portal sobre recursos hídricos podem encontrar mapas interativos, podem baixar metadados, além de dados necessários para estudos. Dessa maneira, a sociedade, de uma forma geral, poderá dispor dessas informações para os mais diferentes fins”, disse Tröger, além de o acesso  a este site especial Portal Snirh possibilitar um debate sobre avanços hoje muito necessários no plano nacional de nossas águas no país. Nesse sentido, Letícia Cravalho, que dirige o setor técnico de Qualidade Ambiental do Ministério do Meio Ambiente, destacou que é uma preocupação identificar por exemplo uma possível contaminação da Bacia do Rio Doce por substâncias químicas resultantes do rompimento da barragem, algo que ainda não foi feito, 5 meses depois do lamentável megacidente ambiental entre Minas Gerais e Espírito Santos. Ela afirmou ainda que é fundamental que se faça uma gestão ambientalmente adequada de metais pesados no Brasil para evitar todos os riscos de contaminação do ar e das águas. Segundo os técnicos ambientais e governamentais admitem, nosso país ainda não dispõe de uma legislação ampla sobre gestão de substâncias químicas. A importância do acesso à água para todos foi outro tema de valor, que foi levantado por Renato Saraiva Ferreira, do Departamento de Revitalização de Bacias. Ele falou sobre o Programa Água Doce, desenvolvido pelo ministério em parceria com instituições federais, estaduais, municipais e com a sociedade a civil. Uma das ações de destaque é a dessalinização de água no semiárido brasileiro. Atualmente já são mais de 480 mil pessoas beneficiadas no sertão com a água dessalinizada do oceano Atlântico. A água do mar é um dos últimos e mais vitais recursos hídricos para regiões que vivem situações extremas, como são o caso do nordeste brasileiro e o norte mineiro, mesmo que MInas esteja tão longe do Atlântico, há tecnologia que pode desenvolver e concretizar de forma sustentável esta gestão hídrica, capaz de mudar as atuais condições da região. Cá entre nós, a dessalinização da água do mar é algo com maior potencial de sucesso que a transposição do Rio São Francisco...

Aqui, a nascente do Rio Pardo sinaliza que muito há que se fazer como preservação no país

O desperdício de água e a falta de gestão de substâncias químicas devem ser prioridades

No estado de São Paulo com todas as chuvas a natureza quebrou o galho das autoridades
No Brasil é grande o potencial e a necessidade de dessanilização da água do mar


Fontes: Agência Brasil
             www.ecodebate.com.br
             www.folhaverdenews.com

7 comentários:

  1. A cada 15 segundos, uma criança morre de doenças relacionadas à falta de água potável, saneamento e condições de higiene no mundo, segundo o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef).Todos os anos, 3,5 milhões de pessoas morrem no mundo por problemas relacionados ao fornecimento inadequado da água, à falta de saneamento e à ausência de políticas de higiene, segundo representantes de outros 28 organismos das Nações Unidas, que integram a ONU-Água no planeta.

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  2. No Brasil, dados divulgados pelo Ministério das Cidades e pelo Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento Básico, mostram que 81% da população têm acesso à água tratada e apenas 46% dos brasileiros contam com coleta de esgotos. Do total de esgoto gerado no país, apenas 38% recebiam tratamento no período.

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  3. Há poucos dias, a organização da sociedade civil Trata Brasil divulgou levantamento que confirma a relação entre a falta de saneamento e acesso à agua potável com os problemas de saúde que afetam principalmente as crianças. O Ranking do Saneamento levantou a situação desse serviço nas 100 maiores cidades do país, considerando a parcela da população atendida com água tratada e coleta de esgotos, as perdas de água, investimentos, avanços na cobertura e o que é feito com o esgoto gerado pelos 77 milhões de brasileiros dessas localidades (40% da população brasileira).

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  4. O Mapa do Saneamento do Trata Brasil colocou Franca, por aqui em nossa macrorregião, como a cidade nº 1 do ranking nacional. Algo preocupante se a gente levar em conta o que acontece por aqui e afinal por todo o país...

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  7. "Vou tentar entrar no site indicado aqui neste post como o portal para debater o novo Plano de Recursos Hídricos pro país, carecendo muito de avanços": é a opinião do engenheiro Jonas Almeida, formado pela Unesp e que atualmente atua no Paraná.

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