quarta-feira, 27 de abril de 2016

CHUVA DE OUTONO AJUDOU A DIMINUIR CALOR E QUEIMADAS MAS A DESNATUREZA PREVALECE AQUI E EM QUASE TODA CIDADE

Quanto mais arborizada melhor a cidade e para a Organização Mundial da Saúde, da ONU são necessários no espaço urbano pelo menos 12 metros quadrados de área verde por habitante  (estamos longe disso por aqui e na maioria das cidades brasileiras) 



Os videomakers e repórteres de ecologia Cássio Freires e Antônio de Pádua Silva Padinha foram até o bairro Zanetti, ponto extremo da zona sul de Franca (SP) captar as sequelas de uma das maiores queimadas que ocorreram nesta cidade, começo de outono, o clima vinha  mostrando nestes dias o calor do verão e a baixa umidade da seca, comum no inverno nesta região do nordeste paulista. Por sorte dos moradores desta área e de toda a cidade, onde o vento espalha a fumaça e os problemas respiratórios causados pelas queimadas urbanas, por sorte, chegou na madrugada uma frente fria do sul do Brasil, a chuva atenuou a poluição e os problemas respiratórios que seriam piores com calor, baixa umidade e ventos com fumaça e poeira suspensas no ar. A natureza mais uma vez agiu a favor da cidade. O Corpo de Bombeiros de Franca informou que nesta época há um aumento de 150% das queimadas urbanas e diariamente atendem entre 10 a 20 ocorrências deste tipo. A chuva fina, o ar úmido e a queda repentina da temperatura em cerca de 10 graus melhorou as condições ambientais e atenuou, no caso também, os efeitos desta grande queimada no bairro Zanetti, um dos locais mais altos da cidade sem uma gestão pública especial para esta época do ano. Não fosse a ação direta dos Bombeiros e hoje, a chegada duma frente fria, estaríamos por aqui com problemas de poluição do ar e doenças respiratórias em especial em moradores nas proximidades de mais esta queimada. Por sinal, dentro do Flash Ecológico que Cássio Freires e Padinha realizaram para o nosso blog Folha Verde News (flash sendo postado também no Facebook), foi destacado que as queimadas e desmatamentos acabam  por diminuir ainda mais o índice de arborização nas cidades da nossa região e em todo o interior do país: segundo a Organização Mundial de Saúde, OMS da ONU, são necessários 12 metros quadrados de área verde por habitante, uma meta longe da nossa realidade. Franca, por exemplo, com 400 mil habitantes deveria ter cerca de 5 mil metros quadrados de árvores e vegetação, algo que se torna mais importante para a saúde da população e do meio ambiente nas épocas mais secas do ano. Hoje também  o repórter do site O Eco, Duda Menegassi está divulgando uma nova pesquisa da Universidade de Miami (USA) que analisou dados de 250 mil moradores naquela cidade, com o apoio de informações colhidas no período de um ano em conjunto com imagens de satélite da NASA para mapear e quantificar a presença de vegetação nos bairros onde residem. Os resultados mostram: as áreas verdes desempenham um papel importante não só na oxigenação ou despoluição do ar mas na redução de doenças crônicas também. Em áreas com grande cobertura de vegetação há uma redução de até 14% nas taxas de diabetes, de 13% nas taxas de hipertensão e 10% nos distúrbios de colesterol. Scott Brown, um dos autores do estudo e professor de Ciências de Saúde Pública, diz que “em um quarteirão, ir de um nível baixo para alto de vegetação está associado a 49 menos doenças crônicas por cada mil moradores”. A pesquisa revela que as áreas verdes num espaço urbano são remédios naturais, que ajudam a reduzir a poluição, regulam a umidade do ar e minimizam o excesso de calor, além de diminuir o estresse, encorajar a atividade física e favorecer interação social, enfim, áreas verdes ajudam a ecologia humana e a cidadania da comunidade. Este trabalho foi realizado por uma equipe de pesquisadores da Escola de Medicina Miller, da Universidade de Miami (University of Miami, Miller School of Medicine) e foi publicado em 6 de abril, no American Journal of Preventive Medicine (Revista Americana sobre Medicina Preventiva). A soma de todos estes conteúdos precisa com a maior urgência levar a uma gestão socioambiental das cidades, por aqui também, quanto maior o índice de natureza, melhor a condição de vida urbana. 

Bombeiros atendem até 20 casos de queimada urbana por dia em cidades médias como em Franca ..
 
...a frente fria e a chuva repentina atenuaram as sequelas de mais queimadas...

...elas poluem o ar e causam problemas respiratórios na população nesta época do ano

Assim como o Ibirapuera em São Paulo cidades têm um ou outro oásis de verde...
...mas o ambiente urbano está muito abaixo do índice da OMS e as queimadas pioram ainda mais a situação agora




O problema é maior ainda do que está no vídeo a seguir: pelas contas da OMS da ONU uma cidade de 400 mil habitantes precisa ter não 5 mil m3 e sim cerca de 5 milhões de metros quadrados em áreas verdes para a saúde da população e para a ecologia do meio ambiente urbano


Assista o flash ecológico com Padinha 

Fontes: www.onu.org.br
             www.oeco.org.br
             www.folhaverdenews.com

10 comentários:

  1. Logo mais por aqui nesta seção de comentários mais informações e debate sobre a questão das queimadas e da necessidade de mais arborização nas cidades, segundo o índice padrão da Organização Mundial da Saúde da ONU.

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  2. Mais detalhes também sobre o lado positivo do verde nas cidades, para o meio ambiente e a saúde humana, conforme levantou a equipe de pesquisadores da Escola de Medicina Miller, da Universidade de Miami (University of Miami, Miller School of Medicine) com apoio até da Nasa.

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  3. No caso do interior do país, em toda a macrorregião do Cerrado, são típicas nesta época em que o clima fica mais seco, venta muito e chove pouco, vários tipos de queimadas urbanas, como a que os nossos repórteres Cássio Freires e Padinha constataram na Zona Sul de Franca (SP).

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  4. Esta situação precisa levar a uma gestão pública ambiental e sustentável nas cidades, onde apesar do trabalho heroico do Corpo de Bombeiros, a situação no inverno fica cada vez mais crítica para a saúde humana e para o equilíbrio ecológico mínimo que é necessário à condição de vida.

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  5. Coloque aqui nesta seção o seu comentário ou envie a sua mensagem para o e-mail da redação do nosso blog navepad@netsite.com.br e/ou envie sua msm direto pro nosso editor padinhafranca@gmail.com

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  6. "Importante documentar, debates e questionar esta realidade, as queimadas são comuns nesta época do ano em nossas cidades, mas poderiam ser evitadas com uma gestão socioambiental": o comentário é de João Guilherme Santos, engenheiro formado pela USP e atuando em Catanduva (SP), onde ele tem registrado o mesmo tipo de problema enfocado hoje aqui no blog da gente.

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  7. "O Padinha aí se enganou num instante e falou começo de verão em vez de outono, mas no mais foi muito bom o nível de informações e na matéria aqui no importante esta pesquisa sobre o valor do verde para a saúde da população urbana": quem comenta é João José Silveira, de Passos (MG) que estuda na Federal de Uberlândia e pretende se dedicar ao meio ambiente dentro da engenharia.

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  8. "Importante a conclusão de pesquisadores da Escola de Medicina Miller, da Universidade de Miami (University of Miami, Miller School of Medicine) e também a recomendação da Organização Mundial de Saúde da ONU, isso, além da reportagem sobre uma queimada em Franca, são coisas que podem fazer a gente ficar atentos à realidade": a opinião é de Francisco Mendes Siqueira, professor de Geografia na rede pública em Uberaba (MG).

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  9. "OK, mas infelizmente a chuva não vai durar e torcemos para que venham outras frentes frias porque realmente a depender das autoridades de nossas cidades, não haverá medidas preventivas na questão ambiental e da saúde pública": quem comenta é Isabel Josiane, médica, que se especializa em doenças respiratórias na Faculdade Estadual de Medicina de São José do Rio Preto (SP).

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  10. "Começo de outono que estava com cara de verão mas agora ficou com clima de inverno, o tempo anda louco mas menos do que as autoridades políticas de todo país": comentário de Irani Uchoa, de São Paulo (SP), empresária de exportação.

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