domingo, 10 de abril de 2016

GARIMPOS CLANDESTINOS CONTAMINAM RIOS E ADOECEM YANOMAMIS NA AMAZÔNIA (MAIS UMA VEZ)

Sobrevoos a oeste de Roraima na Amazônia revelam que de novo garimpos ilegais que poluem rios com mercúrio, adoecem índios e roubam ouro e diamante do Brasil


Não são só os Yanomami agredidos mas as riquezas minerais do Brasil


A retomada dos garimpos ilegais na Terra Indígena Yanomami, em Boa Vista, Roraima, está ameaçando o meio ambiente e as populações locais, de acordo com pesquisa realizada pela Fundação Oswaldo Cruz na região, o consumo de peixes contaminados pelo mercúrio utilizado na extração do ouro é a principal causa do envenenamento dos índios e povos ribeirinhos. Hoje na aldeia de Aracaçá, por exemplo, 92% das pessoas apresentam índice de mercúrio no organismo acima do limite indicado pela Organização Mundial de Saúde (OMS). A situação já está sendo levada em um dossiê para a ONU.  O estudo foi conduzido pela Fiocruz e pelo Instituto Socioambiental (ISA), com a participação do Laboratório de Química da PUC/RJ, tendo sido feito por solicitação da Hutukara Associação Yanomami (HAY). Aqui no blog da ecologia e da cidadania Folha Verde News fazemos um alerta e um resumo deste crime de grande monta, você pode conferr a reportagem completa no site nacional de assuntos socioambientais EcoDebate. 

Quem está por trás dos garimpos ilegais de grande estrutura na Amazônia?...


Ministérios do Ambiente, de Minas e Energia, da Justiça e Polícia Federal precisam resolver esta avalanche de grandes garimpos ilegais hoje a oeste da Amazônia



Um dos grandes acampamentos de garimpo revelados em sobrevoo em Rondônia

A Fundação Nacional do Índio (Funai) verificou em sobrevoos constantes que vem sendo realizados sobre terras indígenas Yanomami no oeste de Roraima,  a retomada de uma intensa atividade garimpeira ilegal. Esses voos, segundo relatórios de atividade da Frente de Proteção Etnoambiental Yanomami e Ye’kuana, revelaram imagens dessas atividades de mineração, que na região é mais intensa em ouro e diamantes. Urgentes uma ação do Ministério do Meio Ambiente e de uma coação do Ministério da Justiça e da Polícia Federal  para extirpar o garimpo ilegal em terras indígenas na Amazônia. Há quatro anos, a Polícia Federal promoveu uma operação na região contra os garimpeiros, em que se destruíram dragas utilizadas na atividade clandestina de mineração. Segundo relatório de atividade da Funai, o trajeto de sobrevoo nos rios Parime a Uraricuera verificou 47 balsas confirmadas em operação e três pistas de apoio logístico (aéreo). Em 17 de dezembro, outro voo identificou mais pistas de pouso para aeronaves, assim como o último voo de 21 de dezembro. Enfim, não se trata de garimpeiros artesanais se aventurando no mato para sobreviver e sim de um garimpo ilegal e clandestino superequipado, uma indústria de ouro e de diamantes, a dano dos povos da floresta (como os Yanomami), do ambiente, das riquezas hidrominerais e da própria saúde do povo da Amazônia. 



Há mais de um ano fizemos outra denúncia por aqui no Folha Verde News

Pequenos garimpos clandestinos também se multiplicam na região


O povo indígena Yanomami é pacífico e ecológico em sua forma de viver

Agora está sofrendo com doenças e a destruição de rios importantes da Amazônia



Fontes: FioCruz - ISA - PUC/RJ - Agência Brasil
               www.ecodebate.com.br
               www.folhaverdenews.com 

8 comentários:

  1. Recebemos por e-mail informações que nos levaram a fazer esta nova denúncia de grandes garimpos ilegais de ouro e de diamante em Roraima, que usam o metal pesado mercúrio, contaminando rios, peixes, adoecendo índios e povos da Amazônia.

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  2. A atividade mineradora em terras indígenas de Roraima retornou com intensidade nos últimos meses, como revelam os relatórios da Funai, ligados à Coordenação Geral de Índios Isolados ou Recém-Contatados.

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  3. Segundo a Funai, um dos principais afluentes do rio Couto Magalhães apresentou alta quantidade de sedimentos, sendo confirmado garimpo de barranco em suas nascentes, nas proximidades da comunidade do Hakoma. Pela quantidade de acampamentos, foram estimados cerca de 90 garimpeiros, isso somente em uma das averiguações na virada do ano.

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  4. Diretor da Funai, João Pedro Gonçalves esteve reunido com o secretário Especial de Saúde Indígena (Sesai) do Ministério da Saúde, Antônio Alves de Souza, para tratar da necessidade de acabar com os garimpos ilegais na Terra Yanomami.

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  5. Foi detectada a presença de mercúrio nos rios da área indígena e a contaminação de peixes que alimentam as aldeias. O mercúrio é usado para separar os minerais preciosos de outros elementos. Uma pesquisa da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) nos últimos meses atestou essa contaminação por mercúrio nas comunidades Yanomami.

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  6. "Não adianta a Sesai intervir na saúde das comunidades afetadas, se antes não for retirado dali todos os garimpos ilegais que provocam a contaminação dos rios. Para isso, a ação do Ministério da Justiça é imprescindível”, nos informou um médico que atua na Amazônia e nos enviou para o blog dados e fotos deste problema ambiental e criminal.

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  8. "Um grande absurdo tudo isso, com certeza deve ter alguma autoridade alta envolvida nesse crime, que continua apesar da luta dos que amam a ecologia": é o comentário de Pedro Salles, engenheiro florestal que já visitou várias vezes a Amazônia para as suas pesquisas.

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