sábado, 23 de abril de 2016

LEONARDO DICAPRIO NA ONU AJUDA A LUTA PELO CLIMA ASSUMIDA POR 175 PAÍSES INCLUSIVE O BRASIL


Acordo do clima bate record na ONU:  o nosso país também assina mas China e Estados Unidos (os maiores poluidores do planeta) ainda vão pensar e negociar com empresas e parlamentares dos seus países (aí que mora o perigo)


Foi um Dia da Terra para a história da luta pela ecologia e desenvolvimento sustentável na sede das Nações Unidas, em Nova York, 175 países assinaram o Acordo de Paris contra a mudança climática. "Jamais tantos países tinham assinado uma convenção internacional deste tipo no primeiro dia em que o texto foi aberto para que as nações começassem a aderir", foi a mensagem que recebemos aqui no blog Folha Verde News via o site G1. e agências de notícias como EFE, Reuters, AFP via a rádio BBC. Para que o acordo entre em vigor, é preciso agora que pelo menos 55 países, que somem no total 55% das emissões globais, completem o processo de ratificação. Entre eles, 15, em sua maioria pequenos países insulares, já o fizeram "mas se espera agora que ao longo deste ano muitas outras nações sigam o caminho, inclusive, os maiores poluidores", disse em sua entrevista coletiva Leonardo DiCaprio, ator de Hollywood e ecologista do mundo. Na maioria dos casos, os países precisam que o texto seja aprovado por seus parlamentos. Os dois maiores poluidores do planeta, Estados Unidos e China, se comprometeram a cumprir esses processos ainda neste ano e, no caso dos chineses, antes da cúpula do G-20 prevista pela ONU para setembro. "Quando setembro vier, por aqui a primavera 2016 poderá ser mais feliz do que as anteriores, mas a ecologia é algo planetário, não adianta o Brasil se a China e os Estados Unidos não assumirem as metas de despoluirem e de aderirem com força às energias limpas", comentou por aqui no blog o repórter e ecologista Antônio de Pádua Silva Padinha, o nosso editor de conteúdo. Ele elogiou Leonardo DiCaprio, que usa o seu prestígio na mídia para defender o meio ambiente: "Infelizmente, porém, em geral, TVs, rádios, jornais e sites dão mais destaque hoje ao DiCaprio no Festival de Coachella, com músicos na Califórnia e aos beijos com Rihanna do que ele firme e forte na tribuna da ONU em Nova Iorque. Este tipo de poluição cultural também precisa acabar"...


A manifestação de Leonardo DiCaprio na ONU em nome dos ecologistas de todo o mundo


Dilma assina acordo do clima na ONU (Foto: Jewel Samad/AFP)
Dilma Rousseff assinou em nome do Brasil e em off foi contra golpe contra o clima...

A França, que liderou as negociações deste primeiro acordo global contra a mudança climática, ainda espera porém que seu parlamento autorize a ratificação do Acordo do Clima ainda neste ano, segundo o presidente François Hollande, que brincou com alguns jornalistas nos bastidores: "Na conspiração pelo clima a presidente do Brasil foi mais rápida e eficiente que a França, ela não quer saber de golpe contra o clima"... Hollande cobrou que os demais países da União Europeia (UE) sigam o "exemplo" e cumpram as ratificações ao longo de 2016.  Os discursos dos líderes mundiais em geral ressaltaram o sentimento de urgência de ação contra o aquecimento global. "Estamos em uma corrida contra o relógio", advertiu o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, que reiterou que "o futuro do mundo e a nossa vida dependem dos progressos rumo a uma economia baixa em emissões, nós estamos batendo recordes nesta reunião, é uma boa notícia. Mas os recordes também estão sendo batidos lá fora", disse Ban Ki-moon, se referindo ás temperaturas globais e o degelo. Os mais de 60 líderes e centenas de representantes nacionais reunidos no salão da Assembleia Geral elogiaram um forte discurso do ator Leonardo DiCaprio, que apoia a ONU como mensageiro da ecologia contra a mudança climática. Ele falou num dos trechos mais aplaudidos que "o mundo está olhando, os senhores serão aclamados ou vilipendiados pelas gerações futuras", alertou DiCaprio aos líderes mundiais, ressaltando que "o planeta não será salvo se não deixarmos os combustíveis fósseis debaixo da terra, onde pertencem e onde exercem uma função a favor do equilíbrio ecológico, na superfície, poluem". Este Acordo  do Clima é o primeiro pacto universal de luta contra a mudança climática de cumprimento obrigatório e determina que seus 195 países signatários ajam para que a temperatura média do planeta sofra uma elevação "muito abaixo de 2°C".  A maioria dos países (175 assinaram em NY estão hoje reunindo esforços para limitar o aumento de temperatura pelo a 1,5°C). Em muitas nações há um problema, a aprovação do acordo tem que ser referenda pelos parlamentares, alguns deles são como a maioria no Brasil, sujeitos a lobbies e outros interesses. "Urgente é uma entrada em vigor rápida, talvez em 2017 ou  pelo menos em 2018", explicava para os jornalistas Laurence Tubiana, negociadora francesa que faz o meio de campo entre ambientalistas e autoridades políticas. Por sua vez,  Celia Gautier, da ONG Réseau Action Climat (ONG), deixava claro o que o movimento ecológico e científico está querendo agora: "Para aplicar na realidade de cada país o Acordo do Clima, os Estados devem agora organizar sua transição energética, que passa por uma reorientação dos investimentos, priorizando energias limpas como a Solar e a Eólica". Isso acontecerá também no Brasil? Fica nossa pergunta no ar.

Proposta final de texto da COP 21 agora é analisada pelos representantes de 195 países (Foto: Miguel Medina/AFP)
Este é o texto original do histórico Acordo do Clima planetário que presidentes de 175 países assinaram

 
Fontes: EFE - Reuters - AFP - BBC - G1
             www.folhaverdenews.com 
 

8 comentários:

  1. Alguns dos principais pontos do acordo alcançado na COP21: manter o aumento da temperatura média global abaixo de 2ºC é o principal pelo futuro da vida, hoje ameaçado...

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  2. A comunidade internacional desde Paris e agora em NY na ONU se comprometeu a limitar a subida da temperatura "bem abaixo dos 2ºC" e a continuar os esforços para limitar o aumento da temperatura a 1,5ºC no máximo, que é o mínimo, cá entre nós...

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  3. O objetivo de um aquecimento máximo de 2ºC em relação à era pré-industrial tinha sido definido ainda em 2009, em Copenhague. Ele implica uma redução drástica das emissões de gases de efeito estufa, com medidas como economia de energia, maiores investimentos em energias renováveis e reflorestamento. Até hoje, quase nada...

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  4. Como alcançar esse objetivo mínimo com a máxima urgência? Esta é a pergunta da hora, na Terra.
    Dos 195 países, 186 anunciaram medidas para sustar ou reduzir as emissões de gases de efeito estufa até 2025/2030. Porém, mesmo se forem respeitadas, a elevação da temperatura poderia chegar a 3ºC. Urgentíssima implantação de energias limpas como Solar e Eólica e deixar o petróleo debaixo da Terra, como disse Leo DiCaprio em nome de todos os ecologistas do mundo.

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  7. "Parabéns ao DiCaprio e à ONU aos países nem tanto": quem comenta é Fernanda Gimenez, de São Paulo, bióloga que esteve em Paris em deze,mbro no COP21 fazendo um trabalho de pesquisa, que nos enviará em breve. Agradecemos, paz aí.

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  8. "Texto e fotos muito legais, a do DiCaprio, a da presidenta do Brasil e a do Acordo do Clima, melhor do que vi por aí na grande mídia": comentário de Júlio Pontes, jornalista, que ao ficar desempregado (segundo conta, por pressão política) abriu um restaurante em Ipanema e hoje tem como cliente Chico Buarque e sua família. A gente agradece os elogios, paz, Júlio.

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