segunda-feira, 4 de abril de 2016

O JAPÃO DESPERDIÇA 20% DOS ALIMENTOS, O BRASIL 30% E OS ESTADOS UNIDOS 35% SEGUNDO A ONU

Desperdício no Brasil chega a 150% do PIB porque envolve também perdas em água, energia elétrica e saúde, sinalizando a falta de desenvolvimento sustentável
 

Um alerta foi feito por Laura Gelbert, através da Rádio ONU em Nova York: na América Latina são perdidas ou desperdiçadas até 348 mil toneladas de alimentos por dia, cifra que terá de ser reduzida à metade nos próximos 14 anos se a região quiser mesmo alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, ODS, da Organização das Nações Unidas. O site EcoDebate está fazendo uma matéria dentro deste tema e a gente aqui nos blogs Folha Verde News e Flash de Ecologia, no sentido de  complementar estas informações, pesquisou também o livro "Brasil, o país do desperdício", de José Abrantes, ligado à UERJ que questiona esta situação. Nosso país desperdiça 30% de sua produção de alimentos e tem cerca de 13 milhões de pessoas que passam fome ou sofrem de desnutrição. Também agora nestes dias, o debate deste problema foi levantado na Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação, FAO. Confira a seguir nosso post. 


Falta um projeto sustentável no setor, no Brasil, o desperdício de alimentos chega a ser de 30%

Estes alimentos poderiam resolver problemas de fome, nutrição e saúde de 13 milhões de pessoas


O terceiro boletim “Perdas e Desperdícios de Alimentos na América Latina e no Caribe” da agência da ONU destaca a necessidade de assegurar padrões de produção e de consumo sustentáveis. Este objetivo inclui a meta de reduzir à metade até 2030 o desperdício mundial de alimentos nos níveis de varejo e do consumidor, e reduzir as perdas de alimentos ao longo das cadeias de produção e abastecimento. De acordo com informação do pesquisador José Abrantes, no seu livro já citado aqui, já na colheita no Brasil há uma perda de 10% dos alimentos. Por sua vez, segundo a FAO, 36 milhões de pessoas na  poderiam cobrir suas necessidades calóricas apenas com alimentos perdidos nos pontos de venda diretos aos consumidores, isso somente na América Latina e no Caribe. Este número representa pouco mais que a população do Peru e mais do que todas as pessoas que passam fome nesta região do planeta. Atualmente, está sendo elaborado o Índice Global de Perdas e Desperdícios de Alimentos, que será essencial para que todos os países quantifiquem suas perdas e definam estratégias para solucionar este problema social, econômico, ecológico e até humanitário, atingindo assim as metas mínimas do Objetivo do Desenvolvimento Sustentável, ODS. Dados oficiais: 127 milhões de toneladas de alimentos ou 223 quilos por cada habitante da América Latina e Caribe são a quantidade total de perdas e desperdícios nesta região que está longe de superar níveis de pobreza de sua população. Os alimentos desperdiçados no Brasil e países vizinhos seriam suficientes para satisfazer as necessidades alimentícias de 300 milhões de pessoas, 37% de todas as pessoas que passam fome no mundo.



Clique aqu para aumentar o mapa e conhecer melhor este problema no Brasil


Fontes: www.onu.org.br
             www.ecodebate.com.br


7 comentários:

  1. Segundo a FAO os países da Unidade Européia e da Ásia já estão iniciando projetos para mudar este absurdo, que não é exclusivo da América Latina e do Caribe.

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  2. Logo mais, postaremos aqui mais informações e comentários sobre esta pauta: desde já você pode entrar aqui e deixa a sua opinião, informação ou comentário. Aguarde nossa edição e participe deste debate.

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  3. Você pode também enviar a sua mensagem através de um e-mail para o webendereço da redação do nosso blog de ecologia e cidadania navepad@netsite.com.br

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  4. Há ainda outra opção para você participar, enviar sua mensagem ou até uma sugestão de pauta para o editor de conteúdo do blog padinhafranca@gmail.com

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  5. "O desperdício de alimentos faz parte da crueldade da realidade hoje em dia no país e no planeta, sendo que resolver isso é uma questão humanitária e também essencial para um desenvolvimento de verdade": o comentário é de Alice Veiga, que é professora de Geografia na região de Divinópolis (MG).

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  6. "Na periferia das cidades faltam os alimentos que são jogados fora no centro, por exemplo, em restaurantes e supermercados": a mensagem é de Isaias Aparecido, de São José dos Campos (SP), que atua como executivo em empresa de tecnologia.

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  7. "Acredito que fica mais funcional se montar um esquema municipal, cada cidade organiza uma forma de aproveitar e distribuir socialmente os alimentos excedentes na produção, nos mercados, nos restaurantes": o comentário é de Juarez Batista, de São Paulo (SP): "Pequenos esquemas costumam funcionar mais e dar certo".

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