terça-feira, 19 de abril de 2016

OS ÚLTIMOS KAYAPÓS (AQUI O NOSSO POST DE AMOR AOS POVOS NATIVOS DO BRASIL HOJE DIA DO ÍNDIO)

Indígenas deveriam ser todo dia lembrados como pais do nosso povo mas pelo menos hoje aqui no blog da ecologia a etnia Kayapó ou Caiapó ou ainda Mebengokre índios que ainda sobrevivem no Brasil com a nossa última natureza


Cacique Raoni é guerreiro Kayapó contra inimigos da floresta


Eles já foram centenas de milhares na Amazônia e por todo interior do Brasil, hoje restam somente os últimos Kayapós no Pará e no Mato Grosso, poucos sobreviventes em Goiás, Tocantins, menos ainda em Minas Gerais e São Paulo. Outras tribos e etnias é que chamavam estes índios de Kayapós ou homens macacos, por causa dos seus rituais, da sua agilidade no mato e da sua bravura animal nos combates. Eles chegavam a dançar cantar com máscaras de macacos, dentro de celebrações da sua religião primitiva, animista, da natureza.Kayapó é Mebengokre,  a sua denomiçao original que ao que parece significava, literalmente, homens do buraco d'água. Hoje, além da pequena população que sobrevive, quando se fala em Kayapós, muitos logo se lembram do Cacique Raoni, recebido como chefe de estado em alguns eventos na Europa. Outros, se recordam de incidentes violnetos ligados a Paulinho Paiakã. Recentemente, alguns deles estavam entre os manifestantes pelo Rio Xingu junto à Usina de Belo Monte. Mas nada que lembre a grande população nativa brasileira, que se subdividia em vários grupos, como Kayapó-Aucre, Kayapó-Cararaô, Kayapó-Cubem-Cram-Quem ou ainda outras denominações como Gorotire, Mecranoti, Metuctire, Pau-D'Arco, Quicretum, Xicrim. Estes índios já foram chamados também de Coroados (no Mato Grosso, Coroás), como citam alguns pesquisadores, como Vinicius Anthony da Silva. Em certa medida, nômades, praticavam agricultura itinerante, desbravando e queimando, semeando cará, mandioca, batata, algodão, milho e um Suru, uma espécie de horta, ao lado das árvores plantavam Cupá, uma espécie de uva ou gravinhas. Já na sua aculturação, introduziram tabaco e até em alguns casos, fertilizantes, pesticidas, mas aí já estavam perdendo o rumo. Os mais antigos Kayapós recolhiam mel e frutos de palmeiras silvestres como o Babuçu, a Castanha do Pará antigamente era recolhida somente pelas mulheres só para o consumo da tribo, hoje entre sobreviventes é recolhida pelos homens e vendida a compradores estatais ou privados em especial no Pará, na Amazônia. O óleo certificado de castanha, feito pelos Caiapós da Terra Indíegna Baú, na região de Novo Progresso, recebeu o selo verde, uma certificação que atesta práticas legais e impulsiona a venda para as indústrias de cosméticos. No entanto, a substituição por outras matérias-primas tem feito os últimos Kayapós venderem o óleo para indústria de biocombustível a um preço dez vezes menor do seu valor real no mercado. Os últimos da etnia são bons caçadores, mas o problema é que atualmente, a caça não é abundante. Entre as presas que conseguem obter, se destacam os da família Tayassuidae. Os homens tecem cestos, cintos e faixas para carregar e fabricam paus, lanças, arcos e flechas para a caça. As mulheres fabricam pulseiras, fitas ou cordas, coroas. Os Kayapós são índios que se caracterizam também pela careca, a decoração do corpo é uma questão importante nas comunidades. Dedica-se bastante tempo para raspar o cabelo e fazer desenhos coloridos na pele. Homens, mulheres e crianças ficam com a parte superior da cabeça completamente rapada. As mulheres deixam cair para trás o resto do cabelo, enquanto os homens fazem um rolo. Levam grinaldas de penas, brincos, colares e cintos. Alguns homens usavam um disco em seu lábio inferior, como ainda faz Raoni. Antes, todos os homens da tribo faziam assim. Ainda em maio de há quase 10 anos atrás, em 2007,  uma notícia incomum foi veiculada na mídia nacional e internacional: havia sido descoberto no sul do Pará um grupo de 87 índios sem contato com os homens brancos. E eles eram todos da etnia Kayapó, viviam em uma área de floresta fechada e fugiam quando percebiam a aproximação de não-índios (garimpeiros, madereiros e grileiros). Fizeram assim por muito tempo, porém a mata em que podiam se esconder foi acabando e estes índios decidiram procurar abrigo em uma outra aldeia Kayapó, a aldeia Capoto, onde vivem índios que já mantém contato com os homens brancos já há algumas décadas. Esta triste aventura de ancestrais revela bem a realidade do momento dos últimos Kayapós da floresta e do mundo. 

 
Antigamente todos os homens Kayapós usavam o botoque na boca como ainda faz o Cacique Raoni

Grupo de líderes e pajés que ajudam as lutas do povo Kayapó
 

MEMÓRIA VIVA  KAYAPÓ - Uma expressão nativa e mágica amre bé é a palavra que inicia quase todas as histórias contadas pelos índios Kayapós e esssa cultura está em livros como "A Marcha para o Oeste: a epopéia da expedição Xingu-Roncador"; de Orlando e Cláudio Villas Boas, "Os Mebengokre Kayapó: História e Mudança Social", capítulo escrito por Terence Turner para o livro "História dos Índios no Brasil", organizado por Manuela Carneiro da Cunha, bem como, "Mito e Vida dos Índios Caiapós", escrito por Anton Lukesch: são algumas das últimas referências, além da tradição oral dos descendentes e sobreviventes para você que eventualmente queira pesquisar a história destes povos guerreiros e nativos do Brasil. 

 



O cocar dos Kayapós: fantasma de povo da floresta ainda sobrevivente


O jovem Cacique Akiaboro busca levar adiante Kayapó

Meninas  em ritual de tribo Kayapó Pará



Um encontro entre Kayapós de variadas regiões brasileiras


Em 1989 foto icônica do cantor Sting com Raoni na ONU



Raoni em evento Kayapó contra garimpeiros, madereiras e grandes hidrelétricas


Menino Kayapó com vestimenta tradicional do povo


Jovem índia Kayapó com as pinturas tradicionais do povo



Índias Kayapós em encontro do meio ambiente da ONU no Rio de Janeiro


Cacique Raoni chora diante da violência contra índios e natureza no Brasil

Nosso editor ecologista Padinha descende de avó paterna Kayapó da divisa São Paulo/Minas Gerais


KAIAPÓS SEGUNDO ME LEMBRO -  No começo do sertão eles dominavam toda esta região por aqui entre a Serra da Canastra em Minas, onde nasce o São Francisco, passando pelo Rio Grande e indo até os rios Pardo e Sapucaí entre o sudoeste mineiro e o nordeste paulista. Aqui era antigamente a entrada pro velho sertão nesta região de riqueza hidromineral e muitas águas, Suçuaranas, Lobos Guarás, Siriemas e várias espécies de aves e bichos nativos do Cerrado e com manchas da Mata Atlântica na sua natureza. Restaram marcas disso e destes índios por aqui e em últimos descendentes diretos ou indiretos, gente que como eu lamenta que a história de violência continua por outras regiões do Brasil. Minha avó paterna veio de aldeia Kaiapó, esta etnia ainda tem um último pequeno núcleo perto de São José do Rio Pardo a 120 km de Franca (SP). Há espaço para todos os povos nativos neste país que com uma gestão pública de desenvolvimento sustentável conseguirá um equilíbrio entre a economia e a ecologia ou também entre os índios, os imigrantes europeus, os negros, os mestiços e todos os ramos da nossa população. Aí então o país será uma Nação de verdade e já teremos conseguido criar o futuro no sertão Brasil. Até lá, vamos à luta, com inteligência e paz ou numa palavra do povo do mato amre bé.



 

A cosmologia Kayapó cita que todos viemos do céu


Há um mundo no céu de onde veio a humanidade. Os primeiros seres humanos que chegaram à Terra vieram de lá do espaço por uma longa corda, que nem formigas por um tronco. Isto foi possível porque um homem viu um bicho como um Tatu e o seguiu até que entrou num buraco, que depois foi usado pelas pessoas para vir a este mundo. Também as plantas celestes baixaram do mundo celestial quando a filha da chuva brigou com a mãe, desceu a este mundo e foi acolhida por um homem, a quem entregou as plantas. Alguns relatos explicam os fatos culturais, desde a obtenção do fogo até a casa da Onça-pintada. As danças são levadas muito a sério, pois explicam a relação com a natureza, a comunidade e a sua história. Não usam bebidas fermentadas nem plantas alucinógenas, preferem as poções com plantas nativas e ervas do mato. Os pajés dos Kayapós são célebres entre os índios do Brasil.


Fontes: Agência Brasil
             www.survivalinternacional.org
             www.folhaverdenews.com

8 comentários:

  1. Amre bé é uma palavra que expressa na língua Jê dos Kayapós algo mágico e intraduzível em outras línguas assim como saudade em português...

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  2. Logo mais por aqui nesta seção de comentários mas informações sobre a pauta de hoje, aguarde nossa edição e participe.

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  3. Desde já você pode colocar aqui nesta seção a sua mensagem, outra opção é enviar um e-mail para o webendereço da redação do nosso blog de ecologia e de cidadania navepad@netsite.com.br

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  4. Há ainda a alternativa de você expressar a sua opinião ou sugerir alguma pauta ou passar algum dado, foto ou informação direto para o nosso editor de conteúdo no e-mail padinhafranca@gmail.com

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  5. "Realmente, há alguns anos soube que na Unesp havia um estudo, relatando sobre últimos sobreviventes de uma aldéia de Kayapós nas proximidades de São José do Rio Pardo ou do Rio Preto": a mensagem nos foi enviada por Maria Ângela Moreira, que passou pela Unesp em Franca (SP) e hoje vive no Rio de Janeiro (RJ) com um empreendimento de turismo ecológico.

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  6. "Superinteressante a cosmologia dos Kayapós, ainda mais porque envolve todo ser humano e não somente esta etnia ou os povos da floresta, o homem da cidade ainda não entende a grandeza do índio": o comentário é de Juracy Morais Silva, de Curitiba, Paraná, ele que é descendente como explica de um povo antigo do Mato Grosso, "talvez sejam Kayapós, não sei".

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  7. "Este post é um documento importante para a cultura dos índios e as raízes do povo brasileiro": a mensagem nos foi enviada por Maria dos Santos Couto que é de Uberlândia (MG), empresária na cidade.

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  8. "Sim, pode ser que todos tenhamos vindo do céu e que a cosmologia dos Kayapóes esteja certa, porém, pelo que vejo na realidade desse país, a maioria de nossa gente das cidades veio é do inferno": quem comenta é Pedro Sá, de Campinas, onde está estudando na Unicamp, vindo do Mato Grosso e descendente de índios Xavantes.

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