sexta-feira, 8 de abril de 2016

POR UMA QUESTÃO DE CIDADANIA ESTAMOS POSTANDO CRÍTICAS AOS SERVIÇOS DOS CORREIOS

Central dos Correios do interior paulista em Valinhos leva até 4 dias para entregar Sedex ou 9 uma carta simples ou uma carga comum para a região de Ribeirão Preto ou Franca: um problema também de falta de cidadania, nunca este caos aconteceu antes na história de sucesso desta empresa no interior paulista e em todo o país



Nosso blog de cidadania critica e espera solução para o caos destes serviços

Em Franca (SP), usuários do Correio que reclamam de serviços de entrega atrasados, recebem como resposta que o problema é na distribuição em Ribeirão Preto, também no nordeste paulista, mas ontem viajando pelo interior o editor do nosso blog, o repórter e ecologista Antônio de Pádua Silva Padinha se encontrou no caminho com três carteiros, que estavam fazendo serviço de entrega e de manutenção. Os três profissionais, de quem preservamos os nomes, para que eles não tenham dificuldades na empresa ou percam o emprego (o desemprego dos entregadores e de outros funcionários dos Correios tem sido aliás uma outra face do atual apocalipse desta empresa que ao longo de praticamente um século de serviços bem executados vinha sendo vista pela população como exemplar). Não é mais esta situação. Empresários, cidadãos e cidadãs em geral das regiões de Franca e de Ribeirão Preto, como de outras cidades paulistas, que dependem do sistema de distribuição para o interior, centralizado em Valinhos ou em Jundiaí, na região de Campinas, estão sofrendo uma série de prejuízos, perdendo prazo de pagamentos e atrasos de todos os tipos. Moradores da região de Campinas já vinham reclamando desde o começo de 2106 dos atrasos constantes nas entregas dos Correios. Desde que a empresa demitiu trabalhadores terceirizados, as pessoas têm dificuldades para retirar as correspondências até mesmo nas centrais de distribuição. O sindicato da categoria denuncia déficit de funcionários e falta de estrutura operacional. Este é o tom de uma matéria do G1, site nacional da Globo. Há três semanas sem receber correspondências, a professora Ieda Machado foi até a agência no centro de Nova Odessa (SP) e foi orientada pelos funcionários a continuar aguardando as contas chegarem em casa. "Não consegui pegar minha correspondência. Disse que está tudo misturado lá e não tem como pegarem. Vou ligar, vou reclamar, cadê minhas contas. Três semanas e nenhum carteiro?". A dona de casa Gleice de Souza já nem espera o carteiro. Pagou tudo o que deve com código de barras pela Internet e ainda assim precisou ir até os Correios porque o cartão que ela pediu no banco desde o começo do mês ainda não chegou. "Agora, a gente tem que pagar por isso?". Empresas exportadoras, fábricas de calçados, industriais e comerciantes, além de milhares de usuários comuns dos Correios, já vem reclamando todos os dias nos programas de rádio, como acontece em Franca (SP), onde o repórter Cássio Freires (da Rádio Imperador AM) é uma das testemunhas desta situação caótica do serviço dos Correios. Pelo que nosso editor de conteúdo Padinha pode constatar, este fato lamentável está acontecendo com milhões de pessoas e de empresas, pelo menos, em todo o interior do estado de São Paulo. "Faltam gestão, estrutura, carteiros e um mínimo de cidadania dos Correios", comenta em resumo Antônio de Pádua Silva Padinha, que hoje se encontra na região de Valinhos, onde foi também conferir o que se passa. Por exemplo e de acordo com reportagens nesta região, captadas via Google, Nova Odessa tem 56 mil habitantes e apenas cinco carteiros na distribuição, segundo o Sindicato dos Trabalhadores dos Correios. É uma dificuldade que se repete em várias cidades da região, como em Jaguariúna onde para mais de 50 mil moradores existem conforme já se provou seis profissionais apenas. Dois dos carteiros que nosso editor cruzou pelo caminho disseram que tinham que viajar diariamente mais de 100 quilômetros, com ônibus pago pelos Correios, para tentar viabilizar o seu trabalho. Eles não confirmaram, mas parece que alguns equipamentos desta tradicional empresa estão na prática defasados e obsoletos ou até quebrados e desativados. "Pelo amos de Deus, não me pergunte mais nada e nem fale nem meu nome nem meu apelido nesta matéria aí, senão eu também perco o emprego", foi o que me disse um dos funcionários que consegui ouvir numa parada de ônibus intermunicipal. Alguns sites de jornalismo e internautas em posts de reclamações nas redes sociais, como no Facebook, têm um pouco mais de liberdade e informam que muitas vezes nem indo ao vivo até a agência o morador consegue retirar a correspondência. É o caso do aposentado Roberto da Silva Posse, da região de Jundiaí (SP). Ele disse que não teve como pagar o cartão de crédito porque esperava a conta e o próprio cartão. "Não tinha o cartão e não tinha a fatura para poder digitar o código de barra para poder pagar no banco. Atrasou a conta, isso me tem acontecido direto, todo mês, quem vai me pagar o prejuízo?". Este mesmo usuário dos Correios me relatou que teve o cuidado de reclamar pessoalmente para a empresa e foi então que recebeu uma resposta nada convincente. “Eles disseram que foi um problema pontual causado antes pelo acúmulo de correspondências do fim do ano e agora pela crise na economia. Ninguém toma providência. Estou prá te dizer que este já é mais um serviço público que está a Deus dará, falo assim prá não falar um palavrão de revolta".


Os Correios não são mais os mesmos?


A imagem dos Correios não se beneficia só com a propaganda ou o apoio aos Jogos Olímpicos



Para o Sindicato dos Trabalhadores dos Correios na região de Campinas, a situação é resultado das demissões de funcionários terceirizados no início de janeiro, como foi tema de reportagens regionais da EPTV. O diretor sindical, José Ivaldo da Silva, diz que são 432 trabalhadores a menos na região e que contratação é a única forma de resolver o caos de hoje nos Correios. “Cada dia que vai passando nas unidades só vai aumentando o número de correspondências ou de entregas atrasadas. A gente pede socorro a população que entenda e que pressione a empresa para fazer contrações de emergência e concurso público”. Por sua vez, os Correios informaram mais uma vez, que não procedem as informações sobre o número de carteiros comentado pelo sindicato da categoria nem as reclamações constantes de consumidores em veículos da mídia regional ou nacional. Segundo a empresa, em Nova Odessa por exemplo são 14 profissionais (entre pedestres e motorizados) e em Jaguariúna são 17. Também negaram os atrasos e os problemas registrados no dia a dia do serviço de comunicação em cidades como Franca e Ribeirão Preto. A empresa informou ainda que em algumas cidades foram dispensados apenas trabalhadores temporários. Para minimizar os impactos à população, os Correios informaram que estão aplicando um plano de contingência na Região Metropolitana de Campinas, que consiste em ações como: realocação de empregados de outros municípios para apoiar na distribuição, realização de serviço extraordinário, trabalho aos finais de semana e mutirões de carteiros e outros profissionais. E quanto a contratações de emergência e a um novo concurso, a empresa disse que toda a situação está sendo analisada. Ao telefone, o funcionário dos Correios de Campinas não quís confirnar que faltam em todo interior paulista cerca de 10 mil funcionários, 30 mil em todo o Brasil, como tem sido comentado em programas de rádio e jornais de várias regiões e da capital de São Paulo. Já segundo o Sindicato dos Trabalhadores dos Correios todo o caos da atualidade foi provocado desde que houve a demissão de 432 funcionários na sede da distribuição do interior, em Campinas, bem como após o fim do contrato com uma empresa terceirizada, isso, além de um déficit de aproximadamente pelo menos 2 mil trabalhadores. “Só em Campinas são 12 unidades que estão sofrendo com esse tipo de problema. Dez funcionários a menos por unidade, em média, porque tem unidade que falta muito mais”, destacam sindicalistas entrevistados também em programas regionais de TV. Nosso blog não tem por hábito fazer uma ação de hacker e invadir o site dos Correios nem podemos de forma alguma entrar na sede da empresa para conferir lá o que se passa na realidade. Mas este post, com uma colcha de retalhos de notícias e de reclamações, demonstra pelo menos um fato: os Correios hoje não são mais a mesma empresa que tinha um dos maiores índices de credibilidade pública no Brasil. E o que podemos fazer? Nosso blog Folha Verde News vai enviar para o Ministério das Comunicações em Brasília (DF) esta postagem crítica da situação. E esperamos que mais gente vá à luta na mídia e nas cidades para mudar este caos neste que é um dos serviços mais essenciais para a população.




Vários carteiros e funcionários se desdobram para prestar um bom serviço...





Nas ruas a população reclama da situação com os carteiros que não têm culpa



Fontes: G1/EPTV/UOL/Agência Brasil
            www.folhaverdenews.com


7 comentários:

  1. Lamentamos informar que tivemos uma estranha interferência aqui em nosso blog que nos impediu por alguns momentos de realizar o nosso trabalho de comunicação: será que é alguma forma de Censura?

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  2. Agora, com o apoio de um jornalista e designer, a gente conseguiu restabelecer o sistema de nosso blog e estamos assim postando esta matéria de grande interesse público.

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  3. Logo mais, aqui nesta seção de comentários, mais informações sobre esta puta de hoje, algo que se parece com um caos dos serviços antes eficientes dos Correios, pelo menos no interior paulista.

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  4. Entre aqui nesta seção e poste a sua mensagem ou opinião sobre estes problemas. Outra opção é vc enviar um e-mail para a redação do nosso blog de ecologia e de cidadania através do webendereço navepad@netsite.com.br

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  5. Vc tb tem a opção de comentar enviando um e-mail direto pro nosso editor de conteúdo, sendo que vc pode tb debater com ele esta e outras postagens, bem como, enviar sugestão de pauta para a gente: padinhafranca@gmail.com

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  6. "Aqui no Condomínio em que eu moro em Ribeirão Preto a gente tem sofrido muito o problema de atrasos de entrega de correspondências e de encomendas": a mensagem é de Fernanda Azevedo Marques, que é técnica em Informática.

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  7. "Não deve ter sido Censura no caso deste blog que vcs citam aqui, mesmo porque pelo que eu sei não existe como censurar na Internet pela própria estrutura da Internet: será que inventaram uma outra web? Não e nem conseguem, ninguém, pelo menos por enquanto censurar sites, blogs e redes sociais": é o comentário de Ricardo Alex, de Jundiaí, São Paulo, especialista em Tecnologia da Informação.

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