sexta-feira, 15 de abril de 2016

SÔNIA BRAGA VAI COM FILME DE JOVEM DIRETOR PERNAMBUCANO DISPUTAR O FESTIVAL DE CANNES DE 2016

Aquarius contém criticas sociais, políticas, ecológicas e pode agora consagrar de vez o jovem cinema de Pernambuco com esta realização de Kleber Mendonça Filho


O Brasil está de volta ao importantíssimo Festival de Cinema de Cannes, onde há 54 anos, o paulista Anselmo Duarte, com o filme Pagador de Promessas, ganhou a Palma de Ouro: depois, com três produções do movimento Cinema Novo, seu líder brasileiro e baiano Glauber Rocha, se destacou como diretor de três longas com linguagem inovadora (Deus e Diabo Na Terra Do Sol (1964), Terra Em Transe (67) e Dragão Da Maldade Contra O Santo Guerreiro (68), agora, tanto tempo depois, finalmente o cinema brasileiro entra de novo no mapa cinematográfico da Europa, podendo assim ganhar destaque cultural e mercado de exibição em outros países e também aqui no Brasil, onde esta arte não tem tido o espaço nem a distribuição de filmes como deveria ter.  O longametragem Aquarius, de Kléber Mendonça Filho, que representa o Brasil nesse evento de destaque internacional tem como estrela Sonia Braga, sendo protagonizado também por Irandhir Santos e Maeve Jinkings. O cinema brasileiro após um jejum de 8 anos volta a Cannes, sendo que haverá também na mostra oficial, um curtametragem de 14 minutos, A Moça Que Dançou Com O Diabo, de João Paulo Miranda, selecionado entre outros 5008 filmes de todo o mundo inscritos nesse festival: vai disputar prêmio contra outras realizações curtas da Espanha, Tunisia, Colômbia, Reino Unido, Filipenas, França, Romênia, Suécia e Itália, uma conquista também de valor para o futuro do cinema brasileiro, somente por participar deste festival de tanta importância. Porém, com certeza e sem dúvida, o longa Aquarius com Sônia Braga a partir de 11 de maio já estará destacando de novo e finalmente mais uma vez o nosso cinema. "Estou surpreso e emocionado, tenho consciência da responsabilidade de ir até lá  e representar o cinema do Brasil e de Pernambuco", falou Kleber Mendonça, me contando que seu filme foi rodado ao longo de 2015 com locações em Tamandaré no Recife, em Boa Viagem: o velho edifício onde mora a escritora Clara será demolido? Este é o argumento base desta realização que introduz na cinematografia nacional a questão ecologica lado a lado com o questionamento crítico, social e político da realidade do país e da vida atual.

 
Sonia Braga, Kleber e Humberto Carrão durante os ensaios de Aquarius. Foto: Divulgação
Sonia Braga, Kleber e Humberto Carrão durante os ensaios de Aquarius com diretor Kleber Mendonça





Sônia Braga vive Clara, última moradora de Boa Viagem que viaja também no tempo
Kleber Mendonça com a sua equipe base durante filmagens em Recife
Sônia Braga valoriza muito também o roteiro de Aquarius
 Miranda também estará em Cannes com o curta A Moça Que Dançou Com O Diabo

 
Serão  20 os  filmes que disputarão a Palma de Ouro. de diretores de prestígio mundial como Pedro Almodóvar, Sean Penn, Woody Allen, Kem Loach: elenco liderado por Sônia Braga, o filme conta a história de uma viúva que vive cercada de discos e livros e que tem o poder de viajar no tempo, misturando flashes de memória com a realidade do momento presente. Kleber Mendonça Filho havia dirigido antes O som ao redor, filme de 2012 que recebeu alguns prêmios em festivais menores ao redor do mundo. O anúncio dos filmes da mostra competitiva de Cannes foi feito pelo diretor artístico do festival, Thierry Frémaux que afirmou que "este filme de Pernambuco traz de volta os inovadores filmes do Brasil".  Fora de competição pela Palma de Ouro, o festival, que rola entre 11 a 22 de maio, exibirá The BFG, de Steven Spielberg, e Money Monster, de Jodie Foster. Bom demais para o cinema, a produção cultural e a própria imagem internacional do Brasil um filme brasileiro estar participando de Cannes, de repente, poderá surpreender como fizeram Anselmo Duarte e Glauber Rocha em décadas anteriores, quando em especial, o movimento Cinema Novo destacou nosso país pela inteligência e linguagem criativa dos seus filmes. Agora, além do mais, esta produção made in Pernambuco acrescenta a isso tudo a qualidade técnica de Aquarius e um revival de Sônia Braga, que esteve neste festival em 1985 com o Beijo da Mulher Aranha, de Hector Babenco. A gente acredita até que o cinema brasileiro agora está voltando a Cannes também de volta pro futuro. (Antônio de Pádua Silva Padinha).

Fontes: France Presse
             www.diariodepernambuco.com.br
             www.folhaverdenews.com 

7 comentários:

  1. A participação em Cannes também aumenta a possibilidade de lançamento comercial ainda neste ano, do filme anterior de Kleber Mendonça "O som ao redor", que ficou pronto em 2010, mas mal e mal só chegou ao circuito de distribuição no Brasil em 2012. Essa história precisa mudar...

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  2. Aqui, pelo blog da ecologia e da cidadania, o nosso editor de conteúdo, Antônio de Pádua Padinha, manda um abração à Sônia Braga, que protagonizou alguns roteiros seus (inclusive, censurados e proibidos) na Globo, em plena época ditatorial, para a versão brasileira do programa de TV "Vila Sésamo": "Até programas infantis eram censurados e na época recebi a solidariedade de Sônia Braga e do diretor Antônio Abujamra", lembra Padinha, feliz também com esta volta ao mapa mundial do cinema de Sônia Braga e dum filme brasileiro fora do eixo Rio-São Paulo.

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  5. "Uma notícia muito feliz pro cinema e para todo o Brasil nesse momento conturbado que a gente vive aqui dentro do país, que sempre revelou cineastas de talento mas sempre teve problemas ou de censura ou de recursos técnicos ou financeiros para a produção": o comentário é de Álvaro Mendes, de Salvador (Bahia), publicitário.

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  6. Álvaro Mendes, da Bahia, nos envia também fotos e informações sobre Glauber Rocha e seus filmes que concorreram com brilho em Cannes na década de 60. A gente agradece o envio do material que vamos divulgar.

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  7. "Cumprimentos à Sônia Braga, tão talentosa desde a peça de teatro "Hair" que a lançou em São Paulo e ao pessoal do cinema de Pernambuco": a mensagem é de Odair Passos, de Santo André, advogado, ele que é conterrâneo desta atriz, consagrada nacionalmente ao interpretar "Gabriela, Cravo e Canela", de Jorge Amado, adaptação de Jorge Durst, na TV Globo entre os anos 70 e 80.

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