quarta-feira, 18 de maio de 2016

4 MULHERES ARTISTAS JÁ SE RECUSARAM: ELAS NÃO QUEREM ASSUMIR A SECRETARIA DE CULTURA DO GOVERNO TEMER

Bruna Lombardi já é a 4ª a recusar convite de Michel Temer que extinguiu o Ministério da Cultura: ele está sendo criticado também por "marginalizar negros e outras minorias" na escolha dos seus assessores de 1º escalão

 


Recusa vira escândalo político na Internet, na mídia nacional e internacional


Bombando em todo o Brasil em sites de jornalismo e também em colunas de fofoca o fato de a atriz e poeta Bruna Lombardi ser agora já a quarta mulher a ser sondada por Michel Temer para assumir a pasta da Cultura e dizer não. Transformado em secretaria, com o protesto da classe artística, o MINC neste governo interino perde em status e em autonomia de investimento. Mas por trás do convite reside a tentativa do Governo Temer em tentar reduzir o impacto negativo causado pelo afastamento de mulheres e negros da formação ministerial. Músicos no Rio de Janeiro protestaram falando em retrocesso de 30 anos na vida cultural e democrática do país, como saiu no mais tradicional portal de notícias brasileiro, o JB. Antes de Bruna Lombardi, que educadamente recusou, alegando falta de tempo por compromissos profissionais, outras três artistas rejeitaram como informa o site do Correio Braziliense, um dos jornais mais lidos fora do Brasil, outras três mulheres manifestaram claramente recusar o posto de secretária nacional de Cultura, algumas disseram não, também nas redes sociais. Primeiro foi a jornalista Marília Gabriela, que está prestes a reestrear o programa TV Mulher na GNT. Em seguida, a antropóloga cearense muito respeitada e atuante no Nordeste  Cláudia Leitão postou um "sonoro NÃO" a Temer. Em terceiro foi a vez da consultora Elaine Costa, da Fundação Getúlio Vargas em São Paulo, que também apontou razões políticas. Ela chegou mesmo a dizer que "não trabalha para governos golpistas", em resposta ao convite feito através da ex-petista Marta Suplicy, que hoje está alinhada com o Governo Temer.  Independentemente de alguém ser a favor ou contra o impeachment, a saída da presidenta eleita, Dilma Rousseff, foi traumática e há muitos parlamentares corruptos no novo governo, o que tem influenciado a decisão das mulheres que não querem ser vistas como colaboradoras de "um processo ilegítimo de poder", como falou a emissora de rádios a ex-Secretária de Cultura do Ceará, Cláudia Leitão. Estas recusas, os protestos e manifestações de artistas, músicos, estudantes, até do elenco e equipe do filme brasileiro que disputa a Palma de Ouro no festival internacional de cinema em Cannes, na França, tudo isso mostra que a situação política no país está tensa e ainda não resolvida completamente. Alguns deputados e senadores pedem eleições diretas para Presidente já em outubro, o STF acatou abertura de processo de impedimento do próprio Michel Temer, enfim, Brasília e o Brasil estão fervilhando. Eliane Costa, da FGV, ironizou o convite, dizendo "depois dessa, só falta me convidarem para ser comentarista política da Globo News"...Em geral, todos reconhecem que a cineasta, poetiza e atriz Bruna Lombardi foi mais diplomática; "Fiquei agradecida pelo convite, mas não tenho pretensões políticas e estou totalmente envolvida com meus projetos profissionais",falou em meio a um roteiro de filme que deverá realizar com o marido, o também ator Carlos Ricelli e um dos filhos, também produtor cultural. Marília Gabriela nem chegou a responder não publicamente mas outras duas das mulheres convidadas que recusaram o convite postaram argumentos no Facebook:



Bruna Lombardi foi extremamente educada ao recusar o convite

Marília Gabriela evitou comentar publicamente sua recusa feita em off

No Rio, em São Paulo, em BH e em Salvador protestos pela extinção do MinC
O protesto das mulheres aristas já ganha as ruas




Fontes: www.jb.com.br
             www.correiobraziliense.com.br
             www.folhaverdenews.com

11 comentários:

  1. Logo mais, aqui nesta seção de comentários, mais informações destes fatos citados na edição de hoje do nosso blog de cidadania e de ecologia. Aguarde e confira.

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  4. "Em compensação, dezenas ou centenas ou milhares ou milhões de mulheres aceitariam correndo o convite de Temer"; comenta Rogério Porta, de São paulo, que é produtor cultural e também não concorda com a extinção do MinC.

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  5. "Não é o Minc nem o Projeto Rouanet de apoio à produção cultural que precisam ser extintos mas a forma antiética de se fazer política e essa sub-indústria cultural brasileira comandada pela Globo com toda a mediocridade": o comentário é de Gisele Souza, de Salvador, ligada à Universidade Federal da Bahia.

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  6. "Ontem à noite participei de um protesto no Teatro Oficina em São Paulo, um espaço sempre democrático, de uma manifestação cultural contra a extinção do Ministério da Cultura": a mensagem nos vem de São Paulo, foi enviada pelo ator Marino Reis, que é de Araraquara (SP).

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  7. "Um absurdo isso, falta dinheiro e o primeiro que cortam é na Educação e Cultura, deveriam é cortar os super salários dos políticos, é revoltante a falta de gestão sustentável no país, ou a natureza ou a educação ou a cultura que sempre pagam o pato": quem comenta é Maria Alves Santos, de Belém (Pará), que atualmente faz um curso na UFRJ.

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  8. "Vamos combinar, se a questão é cortar gastos, então por que não começar com os supersalários dos políticos?": o comentário é de Caio Mendes, de Curitiba (Paraná), produtor cultural.

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  9. "Acabar com o Ministério da Cultura porque houve ali eventualmente distorções de verbas é o mesmo que matar um paciente para curar uma doença": é a mensagem de Isabel Diniz, de São Paulo (SP), que é formada em Sociologia pela USP.

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  10. "Realmente, entre os projetos financiados pela Lei Rouanet, muito vinham distribuindo erradamente verbas milionárias para produções comerciais, o espírito da lei não é esse, mas apoiar a produção cultural mais independente no Brasil, carente demais de qualquer apoio": quem comenta é Eloi Pimenta, redator publicitário em Brasília (DF).

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  11. Eurípedes Borges, de São paulo (SP) nos envia um resumo de notícias sobre a questão da Secretaria da Cultura, depois da nomeação de político carioca para o cargo: "Michel Temer considera de grande risco a má repercussão deste fato junto a artistas mulheres e promete aumentar as verbas para o setor cultural. Sei não".

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