sexta-feira, 6 de maio de 2016

AUMENTAM O CUSTO BRASIL, O PREÇO DOS PRODUTOS TRANSPORTADOS E O DRAMA DAS RODOVIAS E DOS CAMINHONEIROS

Rodovias prejudicam a economia e sacrificam os caminhoneiros: 60% das cargas são movimentadas somente por caminhões, o país precisa revolucionar os transportes por exemplo com a volta do trem elétrico ou com o avanço das hidrovias

 
Um dos setores mais dramáticos da vida brasileira exigindo gestão e cidadania
 
 
Impressiona nas rodovias do interior paulista (como Anhanguera e Bandeirantes) o volume de caminhões mas em geral no restante do Brasil a situação é pior, porque aumenta a quantidade também de más estradas. Este fator e mais o sufoco de todos caminhoneiros de todo o país (a questão do frete, as jornadas longas demais, o rebite, as doenças, os assaltos, os congestionamentos monstros, isso além dos índices cada vez maiores e mais violentos de acidentes) são fatores que estão transformando as rodovias num dos maiores dramas da atualidade brasileira. Hoje aqui no blog da cidadania e da ecologia Folha Verde News estamos apenas fazendo um primeiro enfoque em resumo desta situação a partir de informações do Portal NTC e também do blog do caminhoneiro. A pauta é extrema, intensa e com dezenas de variantes ou quebradas, como aliás são as rodovias. Aqui, agora, só um primeiro alô. Num país em que cerca de 60% das cargas são movimentadas por caminhões, existem quase 1.736 mil km de vias rurais. Neuto Gonçalves dos Reis, especialista em Logística, fez um levantamento detalhado sobre esta questão. A extensão é razoável, quando comparado com outros países. No entanto, o quadro muda de figura quando se constata que, deste total, apenas 218 mil, ou seja, 12,6% são pavimentados. Numa comparação com países do G-20, o Brasil fica na lanterna neste quesito. O penúltimo é o México, com 36,1%. Sete países da Europa têm suas vias totalmente pavimentadas. Países de grande extensão territorial, como China (79,2%), Rússia (79%), Estados Unidos (67,2%) ou Austrália (41,6%) estou todos bem à frente. Os Estados Unidos, em particular, têm 6.506 mil km de estradas, das quais 4.375 mil km, pavimentadas. Estudos do extinto GEIPOT já vinham revelando que o custo operacional de um caminhão aumenta 56% quando se passa de uma rodovia (via pavimentada) para uma simples estrada (via não pavimentada), o que às vezes faz também para fugir dos pedágios...Segundo outro levantamento da  CNT,  57,3% das rodovias apresentam hoje um estado de conservação péssimo, ruim ou deficiente. Somente 37.9%, portanto, estão em condições ótimas ou boas. Em suma, ponderando estas variações com base no estado de conservação das rodovias, a conclusão é que o aumento do Custo Brasil relacionado às condições das rodovias chega a 26%, sendo maior no Norte (37,6%), Centro Oeste (27,5%) e Nordeste (26,2%) que no Sul (25,7%) e Sudeste (20,8%). Isso resulta que parte do custo elevado dos produtos que chegam às lojas ou supermercados se deve à má gestão das rodovias. Mas o problema é também trabalhista e humanitário, levando em conta o sufoco dos motoristas de caminhão, o que precisa motivar o movimento de cidadania brasileiro a pressionar as autoridades publicas a fazerem menos política partidária ou eleitoral e aumentarem a gestão deste setor, dramático e vital para o país. Inclusive, com a criação de outras alternativas de transporte de carga, reeditando o trem elétrico ou implantando prá valer as hidrovias, o Brasil não pode continuar escravo do diesel, da gasolina, do álcool, do asfalto. Os caminhoneiros, ao invés de perderem espaço, nesta virada nos transportes poderão vir a ganhar melhor condição de trabalho e de qualidade de vida. 
 
 


Os rebites por excesso de jornada são só um dos dramas da aventura das estradas no país


Fontes: www.portalntc.org.br 
             blogdocaminhoneiro.com
             www.folhaverdenews.com

7 comentários:

  1. Amanhã por aqui nesta seção de comentários mais informações, aguarde nossa edição e participe.








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  2. Você pode colocar aqui a sua mensagem ou enviá-la para o e-mail da redação deste blog ou então para o nosso editor de conteúdo navepad@netsite.com.br padinhafranca@gmail.com





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  3. Temos + informações e já recebemos mensagens que amanhã serão postadas aqui, envie a sua como fez Janaina dos Santos Moretti, de Ribeirão Preto (SP), que nos relata a situação de saúde de alguns caminhoneiros que passam pelo Hospital das Clínicas da USP desta cidade, onde ela atua como enfermeira.

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  4. "Eu sou motorista profissional, já fui caminhoneiro e devido a todas dificuldades mudei de profissão e hoje sou motoqueiro, ganho menos mas tenho mais segurança e não trabalho em excesso, até voltei a estudar de noite para fechar o segundo grau": Creusney Pereira dos Anjos, de Itumbiara de Goiás (GO).

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  5. "Creio que vcs deviam fazer uma matéria mais ampla sobre a volta dos trens e a implantação de hidrovias": a mensagem é de Marina Mattos, de Belo Horizonte (MG), que acompanha a história das ferrovias em Minas desde criança, formada em Geografia na UFMG.

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  6. "Legal a Maria Fumaça mas agora se trata de implantar novas alternativas de transporte, como a hidrovia, o aeromóvel, o ônibus ou trem a hidrogênio ou a energia solar": o comentário é de Jarbas Moreira, do Rio de Janeiro (RJ) que conta: já foi caminhoneiro e hoje atua em empresa de transporte público.

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  7. "O sufoco de todos caminhoneiros, a questão do frete, as jornadas longas demais, o rebite, as doenças, os assaltos, os congestionamentos monstros (isso além dos índices cada vez maiores e mais violentos de acidentes) são fatores que estão transformando as rodovias num dos maiores dramas da atualidade e parando o país": o comentário é da engenheira de tráfego Maria Helena, de São José do Rio Preto (SP), que curtiu o texto do blog e nos mandou informações adicionais sobre esta questão. Agradecemos e vamos aproveitar em matérias a seguir. Paz aí.

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