segunda-feira, 16 de maio de 2016

DIRETOR DO FMI CRITICA MAIS IMPOSTOS SOBRE POPULAÇÃO JÁ NO SUFOCO E DEFENDE TAXAÇÃO DOS BRASILEIROS MAIS RICOS

A grande mídia brasileira não destaca declaração de Otaviano Canuto, do Fundo Monetário Internacional (FMI): a taxação deveria ser dos mais ricos no Brasil

 

A grande mídia nacional não, porém a internacional abre até manchete para esta questão, levantada por uma entrevista em Washington (USA) para a BBC do diretor executivo do Fundo Monetário Internacional (FMI) para o Brasil e outros dez países, o economista Otaviano Canuto dizendo que há "margens enormes para reduzir a sonegação fiscal no país e ampliar os impostos sobre heranças, imóveis e a renda dos brasileiros mais ricos". A entrevista foi dada com exclusividade ao jornalista João Fellet e Canuto afirma que a ascensão política dos mais pobres cria condições para a aprovação das medidas, que reforçariam o caixa do governo. Ex-professor de economia da Unicamp, Canuto passou quase uma década no Banco Mundial, onde exerceu os postos de vice-presidente, diretor executivo e conselheiro sobre os Brics (bloco formado por Brasil, Rússia, China, Índia e África do Sul). Ele assumiu o posto no FMI em 2015. Com esta trajetória, Otaviano Canuto tem toda condição e autoridade para criticar o aceno da volta da CPMF ou de outros impostos, ainda que temporários, segundo projeta Henrique Meirelles da equipe econômica do Presidente em exercício no Brasil agora Michel Temer. Lidar com a trajetória atual de endividamento e de déficits fiscais, tirando-as do curso de alta explosiva, e encaminhar uma série de reformas, isso poderia iniciar a recuperação da economia brasileira ao sensibilizar agentes econômicos a desengavetar programas de recuperação do emprego, de gastos e investimentos. "O problema da evasão fiscal e da arbitragem dos sistemas tributários é um drama universal. A configuração mais justa nem sempre é a mais eficaz, porque a tributação sobre alguns segmentos é facilmente evasada. É um problema enfrentado desde países membros União Europeia e que também afeta o Brasil. Ainda assim, há margens enormes. Por exemplo: a tributação sobre o patrimônio imobiliário é justificável na medida em que o patrimônio físico de casas, terrenos, às vezes se valoriza sem que haja nenhum mérito por isso. Nada mais naturalmente taxável do que isso. O mesmo vale para a taxação sobre heranças, sem eliminá-las, é algo que se justifica do ponto de vista de mérito. Além disso, esses tipos de taxações são de evasão mais difícil. São casos óbvios em que a tributação maior é justificável pela eficácia e por razões de equidade. Também tem que haver maior taxação sobre a renda dos mais ricos, fechando os buracos através dos quais eles possam evitar ter suas rendas classificadas assim", argumentou Otaviano Canuto, na condição de diretor do FMI. 

 

Otaviano Canuto (FMI) que foi professor da Unicamp conhece bem a realidade social do Brasil

 

Hoje neste blog na seção de Comentários, dados do economista João Viana (IPEA)


Michel Temer ouvirá só Henrique Meirelles ou outros setores da economia brasileira?...


Fontes: BBC
             www.folhaverdenews.com

7 comentários:

  1. Através de Marcel Campos, a seguir comentários de João Viana do IPEA sobre a questão dos impostos no Brasil: "A carga tributária se mantém constante em relação ao PIB nos últimos dez anos, mesmo havendo políticas de desoneração para empresas. A proporção é mantida por meio do aumento da taxação sobre salário e consumo".


    ResponderExcluir
  2. Continuam comentários do economista João Viana (IPEA): "Os tributos sobre a folha de salários e os rendimentos do trabalho, puxados pela expansão da massa salarial e do nível de emprego formal, ajudaram a garantir a manutenção da carga tributária ao redor de 33% do PIB isso entre 2005 e 2014. Este fato se deu apesar de todas as desonerações que ocorreram no período. Só a participação dos impostos sobre a folha, por exemplo, cresceu 24% nesse período, passando a responder por 2,65% do PIB. O Brasil possui uma carga tributária equivalente à média dos países da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), de 33% do PIB. Após um período de crescimento, ela vem se mantendo estável desde 2005 em termos de percentual do PIB. No entanto, pouco mudou em sua característica de tributar pouco a renda e o patrimônio, e de fazê‑lo de maneira regressiva sobre salários e consumo".

    ResponderExcluir
  3. Comentários ainda do economista do IPEA: "Além dessas receitas, tributos sobre importações e lucro de pequenas e médias empresas avançaram 2% do PIB, entre 2005 e 2014. Eles compensaram a queda dos impostos sobre o lucro das empresas, que contribuíram para reduzir a carga em 2,3 pontos percentuais. O caráter regressista é a marca essencial do sistema tributário brasileiro Em português claro, quem tem mais paga menos. A maior penalização dos mais pobres é sintetizada pelos seguintes itens: • O excesso de tributação sobre bens e serviços, de 18,8% do PIB, maior do que em qualquer país da OCDE, onde a média é de 11,6% do PIB.

    • A isenção total de imposto de renda sobre lucros e dividendos distribuídos a acionistas de empresas, o inverso do que faz a maioria dos países.

    • A possibilidade de se deduzir do lucro tributável uma despesa fictícia relativa aos chamados “juros sobre capital próprio”.

    ResponderExcluir
  4. "Vi com atenção tanto os comentários do professor Canuto do FMI, como do economista João Viana, do Ipea, resumo da ópera neste setor do Brasil é que quem tem mais paga menos imposto": o comentário é de Geraldo Almeida, /promotor de eventos em São Paulo (SP).

    ResponderExcluir
  5. "Mande a sua mensagem para o e-mail da redação do nosso blog de ecologia e de cidadania através do webendereço navepad@netsite.com.br e/ou direto pro nosso editor de conteúdo padinhafranca@gmail.com

    ResponderExcluir
  6. "Eu me recordo bem que no governo ditatorial nos anos 79, 80, Delfim Neto tinha a tese de isentar impostos dos mais ricos para fazer o bolo do Brasil crescer e até todos comerem. O bolo chegou a crescer mas nunca foi repartido": o comentário é de Alexandre Augusto, professor de Hisória formado pela Unesp.

    ResponderExcluir
  7. "Vejo dois Ministros mais problemáticos neste Governo, além dos dois incriminados na Lava jato, o da Fazenda, devido ao alcance que têm os impostos na população e o da Justiça, que já começa a entrar em conflito com o Presidente": o comentário é de Rubens Alves Silveira, de São Paulo (SP), Administrador de empresa que atua em firma de exportação.

    ResponderExcluir

Translation

translation