terça-feira, 17 de maio de 2016

EM FRANCA (SP) ÁGUA LIMPA EM CISTERNA DE 200 ANOS EXEMPLIFICA ESTA PRÁTICA SUSTENTÁVEL DE RESERVA DE ÁGUA


Os povos dos desertos dizem que as cisternas são tão antigas como as montanhas


Depois da seca intensa demais nos dois últimos anos cresceu o movimento de jovens cientistas estão lançando um desafio, cada casa deveria ter uma minicisterna, para aproveitar a água das  chuvas para os tempos mais secos,além do mais isso ajuda o ambiente e o cliclo natural das águas. No Nordeste mas não só no semiárido ou no sertão de Minas e do centro do país, as minicisternas deveriam ser um equipamento básico rural e urbano, não somente nos sítios e fazendas, em todas as casas das cidades, conforme o movimento dos engenheiros ambientais, se trata duma solução sustentável, algo que é também cidadania, ecologia e economia popular. Magno Querino e seus familiares em Franca (SP) vivenciam este tipo de estratégia ambiental há cerca de 200 anos, quando sua bisavó construiu uma cisterna, funcionando até hoje, que conserva limpa a água das chuvas para evitar dificuldades no tempo da seca que começa com a chegada do inverno a partir de agora em todo o sudeste brasileiro. Magno conserva num sítio já próximo ao final da cidade esta preciosidade de 200 anos, uma cisterna de água limpa que sobrevive na região sul de Franca no nordeste paulista: "As cisternas eram comuns quando era criança, acho que hoje ajudariam muito muita gente embora nem sempre seja água potável mas pode ser usada para lavar quintal, regar plantas, poupando a água de beber", comentou Magno Quirino: acompanhe na TV Folha Verde News aqui nesta nossa webpágina um flash ecológico sobre a cisterna de 200 anos que abastece com folga um sitio com cerca de 3 alqueires, onde ele cria galinhas soltas, gado para o leite, planta bananas e variadas frutas para toda a sua família que mora na cidade e na região. Um sítio autosuficente. "Se o interior virar deserto, que nem no Nordeste, as cisternas é que nos salvarão", fala em tom de profecia ecológica Magno Dadonas, na última fazenda desta cidade do interior.





Cisterna rústica de 6 metros de profundidade com 2 séculos ainda funciona...



Esta cisterna em Franca foi criada por uma família que veio da França. Nos séculos 18, 19, 20, assim como os Quirino, muitos portugueses e em especial nesta região nordeste paulista, muitos imigrantes italianos e espanhóis, que representam quase metade da formação do povo. "A gente guardou a lição da cisterna com muito carinho pelo nosso povo antigo", comentou ainda Magno Quirino. De acordo com o movimento dos jovens engenheiros ambientalistas que defendem a propagação das minicisternas (um em cada casa), "o manejo eficaz de recursos de água requer uma abordagem holística ligando o desenvolvimento social e econômico com a proteção dos ecossistemas naturais. Em segundo lugar, o desenvolvimento e o manejo da água deviam ser baseados em uma abordagem participativa envolvendo usuários, planejadores, e formadores de opinião em todos os níveis. Em terceiro lugar, tanto mulheres quanto homens têm um papel fundamental no fornecimento, no manejo e no uso econômico da água. O manejo integrado de recursos hídricos é baseado na percepção da água como parte integrante do ecossistema, um recurso natural e social e um bem econômico". A colheita de água de chuva já preenche estes requisitos em grande parte. A bienal Conferência Internacional de Sistemas de Captação de Água de Chuva, organizada pela Associação Internacional de Sistemas de Captação de Água de Chuva (IRCSA), proporciona um precioso fórum para uma contínua troca de idéias e de soluções para esta prática popular que tende a ser retomada. Ao aprender com os erros e acertos, como também ao trocar experiências, técnicos em eventos como este podem  alcançar um alto nível de sustentabilidade. A importância que a colheita de água de chuva teve no passado em algumas partes do mundo, será trazida de volta a muitas regiões, irá expandir para vários lugares, onde a população crescente exerce cada vez mais pressão para que soluções sustentáveis tanto econômicas como ecológicas sejam encontradas para a escassez da água em especial nos periodos mais secos do ano.

 

O movimento pelas minicisternas urbanas se espalha hoje por todo o Brasil




Há variadas formas e técnicas de reservar as águas da chuva para épocas secas







Um pouco da história das cisternas e da luta contra a seca dos desertos


O cientista John Gnadlinger no Fórum Mundial da Água, que aconteceu na Holanda, em Haia, ao falar sobre várias técnicas de construção simples para cisternas ou para captação de água da chuva lembrou a expressão antiquíssima dos povos do deserto e de áreas áridas: as cisternas são tão antigas como as montanhas. Agora no Brasil, não só no Nordeste, cresce a iniciativa da nova geração de engenheiros e ambientalistas pelas minicisternas urbanas, armazenando água para as épocas secas. Há 2 mil anos no deserto de Negev (onde hoje fica Israel) já existia esta prática. No século X, elas estavam lá na vida dos Maias, na península de Yucatan (hoje, México). Maias, Incas e Aztecas baseavam a sua agricultura e toda a sua economia na coleta de água das chuvas. Mais recentemente, em variadas áreas semiáridas, também do Brasil, cisternas, poços e construções básicas garantem água escassa nestas regiões. Na China, atualmente a hidrogeologia, através do GIS (Sistema de Informação Geográfica) já mapeou as melhores zonas deste país para a captação de águas das chuvas, com certeza serão criadas novas formas mais contemporâneas de cisternas quanto mais escasseiam os recursos hídricos e aumenta a população urbana, seja na China, seja aqui, em todo o mundo. A velha cisterna de 200 anos da bisavó de Magno Quirino faz parte dessa história de luta pela água. 

 
Entidades ambientalistas estão disseminando cisternas no Nordeste do país



Aqui, uma cisterna tradicional do Iran, um dos povos do deserto


Mais de 30% do planeta tem escassez de água segundo a hidrogeologia

Fontes: www.recriarcomvoce.com.br

             www.irpaa.org

             www.folhaverdenews.com

8 comentários:

  1. A gente continua pesquisando tanto a história como as pesquisas mais contemporâneas sobre técnicas e práticas de reservar águas das chuvas para épocas de seca ou áreas rurais ou urbanas com escassez de recursos hídricos.

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  2. A luta dos povos do deserto hoje está em mais de 30% do planeta onde segundo levantamentos, tipo dos do GIS da China, mostram zonas com pouca água, o que pode comprometer o futuro da vida.

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  3. A hidrogeologia e a busca do desenvolvimento sustentável têm no Nordeste do país e no sertão do Rio São Francisco um pootencial de vanguarda nesta luta pela água. Falta um gestão públioca e ambiental sustentável dos governos, a sociedade civil, em especial a nova geração de engenheiros e de lideranças de cidadania, já vão à luta.

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  5. "Li com atenção o texto e dei uma olhada também no vídeo com o sitiante Magno Quirino conservando a cisterna de sua bisavó: daqui 200 anos, creio que a captação de água da chuva será mais valiosa ainda": comentário de Flávia Araújo Mendes, de Ribeirão Preto (SP), onde segundo ela, "esta é também uma cidade secando, mesmo que esteja sobre o Aquifero Guarani".

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  6. "Realmente, é um desperdício, com toda a chuva até meio fora de época que veio agora no sul e no sudeste, toda essa água sendo jogada fora, depois ela pode faltar na seca. Importante essa proposta de cada casa ter uma minicisterna para reserva de água da chuva": comentário de Rosa Alice Vieira, de Belo Horizonte (MG), ela que conhece bem a escassez de água por ter vindo do norte de Minas.

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  7. "Vi uma notícia que por causa do aquecimento global, da poluição e outros problemas ambientais, hoje as zonas de pouca água aumentaram muito no mundo, com certeza passam dos 30% que vocês citam nesta mat6éria": comentário de João Moisés Ramos, de Niterói (RJ), técnico de Informática.

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  8. "Quando eu era pequeno os rios eram bem mais caudalosos, os córregos cheios, tinha muitas nascentes, me parece que tudo está secando e então essa proposta de pequenas cisternas em cada casa, me parece muito boa": professora da rede pública em São Paulo, hoje Cleonice Pereira voltou a morar em Sacramento (MG), sua cidade natal, perto da Serra da Canastra.

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