sábado, 7 de maio de 2016

NOVAS ALTERNATIVAS MAIS SUSTENTÁVEIS DE TRANSPORTE: POR QUE NÃO SÃO IMPLANTADAS?

O poder e o predomínio do petróleo privam o Brasil de grandes avanços nos transportes como o Aeromóvel, o BRT, a Hidrovia e o Ônibus a Hidrogênio entre outras alternativas muito viáveis 



Já existe a viabilidade econômica e a necessidade ecológica será atendida: urgente se livrar dos combustíveis fósseis

Aeromóvel

Ecológico, brasileiro, mas pouco difundido. Meio de transporte automatizado, sem necessidade de condutor, o aeromóvel consiste em um veículo leve que se move sobre trilhos, em via elevada, utilizando apenas energia elétrica - a força que o movimenta é gerada por uma espécie de ventilador ligado a um motor sustentável. Com capacidade de transporte intermediária entre os BRTs e o sistema metroviário, é considerado mais eficiente e econômico do que as linhas de ônibus, porém enfrenta dificuldades para ser implementado desde que foi concebido, na década de 1970, embora se trate de uma alternativa ambientalmente correta e de relativo baixo custo, tanto na implantação quanto na manutenção, o veículo movido a ar é um híbrido entre trem e barco a vela de inspiração aeronáutica. A ideia foi adotada pela primeira vez em Jacarta, na Indonésia, em 1989, onde funciona em um parque de diversões.A tecnologia é pioneira e foi totalmente desenvolvida no Brasil. Em 2013, três décadas após ter sido abandonado pelas autoridades governamentais, o projeto voltar a tomar forma em Porto Alegre, onde surgiu, agora também começa a se expandir para outras cidades.


BRT

Fexível, mas mais caro que o Aeromóvel. Esta sigla pode até ser formada por palavras em inglês, mas o BRT (Bus Rapid Transit, ou "trânsito rápido de ônibus") tem uma identificação com o Brasil que vai muito além das duas primeiras letras. Esse sistema aproveita a infraestrutura dos ônibus para oferecer uma alternativa de transporte mais rápida e eficiente. Através da implantação de faixas e corredores exclusivos, estações próprias e serviços de conveniência, o BRT pretende unir a popularidade, baixo custo e simplicidade dos serviços de ônibus à alta performance dos metrôs e trens. O modelo é defendido como uma evolução dos coletivos tradicionais e deve seu início a um projeto pioneiro de Curitiba. Esse sistema de transporte foi implementado com sucesso em Bogotá, capital da Colômbia, onde em 2000 foi inaugurado o TransMilenio, que hoje transporta quase 2 milhões de passageiros por dia. Com alguns avanços, o sistema colombiano foi inspirado em uma iniciativa brasileira: em 1974, Curitiba lançou sua Rede Integrada de Transporte, com estações especiais, faixas dedicadas e veículos adaptados. O modelo paranaense estimulou iniciativas similares na Argentina, Equador, Estados Unidos e Panamá, entre outros. Ideias inspiradas em soluções criadas no Brasil, país com o maior número de usuários de ônibus no mundo. No Brasil, o BRT foi iniciado em Curitiba, onde surgiu como solução de transporte e acabou se tornando uma espécie de cartão de visita. Desde então, o sistema se espalhou por diversas cidades do mundo e muitos municípios têm demonstrado interesse em adotar os ônibus articulados no país: além da capital paranaense e do Rio de Janeiro, há projetos em andamento em Belo Horizonte, Porto Alegre e São Paulo, entre outras, em um total de 31 municípios.  Ao redor do mundo, 156 cidades contam com um total de 278 corredores de ônibus e BRT em operação, se estendendo ao longo de 4 mil quilômetros em todos os continentes, de acordo com dados atuais divulgados pelo BRTdata.org. Mais de 25 milhões de passageiros utilizam os veículos diariamente, sendo o maior número de usuários (10 milhões/dia em 105 corredores exclusivos) no Brasil. Além disso, mais de 100 cidades no planeta estão expandindo, planejando ou construindo BRTs, segundo informações da Embarq. "O BRT tem custo operacional alto, precisa conciliar a frota com as empresas de ônibus e obriga o governo a entrar com toda a infraestrutura. É o sistema que mais se aproxima do metrô, mas não é melhor", avalia o engenheiro Fernando MacDowell, que presidiu o Metrô Rio e foi secretário-executivo de Transportes do Estado do Rio de Janeiro:  "Cada BRT (na Avenida Brasil, na capital carioca)  custa cerca de R$ 1,4 bilhão: eu colocaria esse dinheiro no metrô e nos trens elétricos", afirmou MacDowell.


Hidrovia

Sustentável, mas demorada: uma das práticas de locomoção mais antigas da humanidade, a navegação nos rios ganha força no Brasil com o projeto de transporte público sobre as águas do Rio Tietê de São Paulo. Hoje utilizadas principalmente para escoar mercadorias, as redes de Hidrovias podem também passar a carregar passageiros e reaproveitar o lixo urbano como energia, contribuindo para o ambiente. A navegação possibilita transporte de baixo custo para o deslocamento de grandes volumes de carga, possibilitando um desenvolvimento econômico e sustentável. O transporte hidroviário deverá ser implantado em São Paulo só por volta 2040, mas é comum em outros países.
Se nos rios Mississipi (Estados Unidos), Danúbio e Reno (Europa), balsas carregadas de contêineres dominam as águas, em Paris o sistema - além de comercial – é turístico, atrai milhares de passageiros. Assim, os cursos dos rios, quando aproveitados, contribuem para o deslocamento urbano e o turismo em grandes cidades. No Brasil, a malha hidroviária ainda é pouco explorada. É urgente reverter isso, baseado no conceito de uso múltiplo das águas e aproveitando a extensão do potencial navegável nacional. A proposta do hidroanel metropolitano de São Paulo consiste em uma rede de vias navegáveis composta pelos rios Tietê e Pinheiros, as represas Billings e Taiaçupeba, e um canal artificial ligando essas represas, totalizando 170 quilômetros de hidrovias urbanas em 15 municípios da Grande São Paulo. A ideia é transformar os principais rios da cidade em hidrovias, criando vias para transporte de cargas e passageiros, com finalidade turística e de lazer. Mas os atuais governantes ainda não investiram quase nada nessa solução rápida, econômica e ecológica de transporte.



Ao invés de congestionamentos e perda de tempo, mobilidade urbana e criação do futuro


Ônibus a hidrogênio

Alternativa não poluente e economicamente viável.  Para quem vê por fora, parece um ônibus normal: a estrutura tem aparência comum, semelhante aos veículos tradicionais. Pouco se nota de diferença à primeira vista. O desempenho também é considerado similar - ou até, em alguns aspectos, superior - ao de outros ônibus e a capacidade de carregar passageiros é a mesma. Do escapamento, porém, não sai fumaça: só vapor de água; no lugar do motor barulhento, uma célula de hidrogênio que praticamente não gera ruído. A movimentação funciona em um ciclo ambientalmente perfeito.
A alternativa não poluente, silenciosa e totalmente desenvolvida em solo nacional está sendo testada no Brasil já há 10 anos. Está mais que na hora de ser implantado. Ônibus movidos a hidrogênio, uma aposta como solução sustentável para o transporte público urbano. Os veículos não emitem poluentes, se deslocam sem fazer ruído e são abastecidos por meios de fontes renováveis de energia. Além da grande preocupação ambiental, a inovação também fica por conta da tecnologia inovadora em nível mundial. Mas por que não é implantado em nossas grandes e médias cidades?  Apenas quatro países no mundo têm a capacidade de produzir ônibus com a tecnologia do hidrogênio: Alemanha, Canadá e Estados Unidos, além do Brasil.  O projeto brasileiro foi escolhido pela Organização das Nações Unidas (ONU) como piloto na América Latina e partiu do zero, recebendo recursos globais por meio do braço de sustentabilidade do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud). O financiamento contempla todas as etapas do processo: desde o desenvolvimento, em parceria com empresas de ônibus, até a manutenção e operação da frota. Conta, ainda, com a instalação de uma estação para produzir o hidrogênio que serve para abastecer os veículos. Um protótipo chegou a ser feito em 2008 e passou por inúmeros testes operacionais até começar a receber passageiros, em 2010. A operação comercial é plenamente viável desde então. E por que o ônibus de hidrogênio não é logo implantado?.. Ao que parece há um bloqueio deste e de outros projetos de desenvolvimento mais sustentável em transportes, mais sustentáveis porém com menos lobby ou menor força política do que o petróleo, o óleo diesel e até o Proálcool.


Tecnologia do futuro




As novas tecnologias revolucionarão o mundo agora como a descoberta da  lâmpada no passado


O combustível hidrogênio é visto como um dos mais promissores substitutos dos derivados do petróleo e grande solução para o futuro dos transportes. O hidrogênio é a tecnologia do futuro, alertam  os cientistas.  A tecnologia ideal no futuro porque tem grande potencial de se tornar  o combustível mais eficiente nos próximos anos. E não é apenas uma esperança: no Brasil, os pesquisadores têm trabalhado para otimizar o projeto e desenvolver todas as condições para que seja comercialmente viável, tanto aqui quanto em outros países. "O problema são bloqueios ou boicotes dos lobbies superpoderosos do petróleo", reafirma aqui no blog do movimento ecológico, científico e de cidadania Folha Verde News, o nosso editor de conteúdo, Antônio de Pádua Silva Padinha. Daqui a meia década, muitos especialistas acreditam que o hidrogênio vai se impor como uma tecnologia competitiva", explica Ivan Carlos Regina, da gerência da Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos de São Paulo (EMTU/SP), one foi coordenadora nacional do projeto. A ideia é disseminar a tecnologia no Brasil e, eventualmente, exportar o ônibus a hidrogênio nacional para todo o mundo. Tudo caminha para que economia de hidrogênio não seja realidade, os equipamentos já estão no mercado, os técnicos e construtores  podem trabalhar com material nacional. Os testes-piloto estão dando as condições para que possa ser expandida esta tecnologia sustentável de transporte. Urge apenas tirar do caminho o obstáculo principal, as empresas mundiais petrolífera.


Novas alternativas dão um salto de qualidade e são movidas por energias limpas



Fontes: ONU - Pnud - BR,Tdata.org - Embarq
              www.folhaverdenews.com

7 comentários:

  1. O movimento científico, ecológico e de cidadania há mais de uma década tem desenvolvido novas alternativas de transporte que em todos os testes foram aprovadas. A questão é: por que não são implantadas em nossas cidades com tantos problemas de mobilidade e de poluição?

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  2. Em resumo, no Brasil e em mais de 100 países, pelo menos, há o predomínio da indústria petrolífera e dos combustíveis fósseis, que mantém inclusive lobbies junto às autoridades políticas. Isso talvez seja a principal explicação porque estas alternativas que a gente mostra hoje aqui neste post ainda estão distantes das ruas, embora a tecnologia e a busca de desenvolvimento sustentável, aliando economia com ecologia, exigem mudanças o mais rapidamente.

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  3. Logo mais, aqui nesta seção de comentários, postaremos mensagens e mais informações sobres esta pauta: desde já você pode colocar aqui a sua opinião neste debate. Participe, logo mais, mais mensagens aqui.

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  4. Se você preferir, pode mandar a sua mensagem ou informação pro e-mail da redação do nosso blog navepad@netsite.com.br e/ou diretamente para o e-mail do nosso editor de conteúdo padinhafranca@gmail.com

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  5. "O ônibus a hidrogênio, o aeromóvel e as hidrovias são soluções geniais para a realidade de hoje nas cidades brasileiras, temos que ampliar o conhecimento destas alternativas e exigir de nossos políticos ações objetivas para implantar este tipo de transporte que tem tudo a ver com a sustentabilidade e a qualidade de vida urbana atual": quem comenta é Benedito Vieira, de São Paulo (SP), engenheiro da área de energia elétrica.

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  6. "Muito importante e oportuna esta postagem, foi divulgar com meus alunos e alunas por aqui": é a msm que recebemos de Irene Santos Pedreira, de Niterói, Rio de Janeiro, professora da rede pública.

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  7. "O movimento dos cientistas e dos ecologistas está tão avançado quanto atrasada a realidade dos políticos no país e também omissa ou desinformada a mídia, isso tudo e mais o petróleo, é isso aí": comentário de Fabiana de Mello Linhares, de Brasília (DF), onde estuda na UnB.

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