segunda-feira, 30 de maio de 2016

REFUGIADAS DO CAOS E DA VIOLÊNCIA MILHARES DE CRIANÇAS ESTÃO INDO SOZINHAS EM NAVIOS DA SÍRIA PARA A EUROPA

INFORMAÇÃO DESTA 3ª FEIRA: Subiu para 880 o número de mortos na tavessia do Mediterrâneo. Atualmente, a violência contra refugiados e imigrantes equivale à do estupro da garota no Rio de Janeiro mas muita gente não sente a dimensão da desumanidade que está no horror da realidade acontecendo agora





A travessia do Mediterrâneo é a última esperança da vida dos refugiados


2.400 crianças já estão salvas na Itália, 3.500 estão saindo da Síria


A tragédia dos refugiados e imigrantes, uma crise humanitária

O jornalista Eugenio Goussinsky do site R7 fez uma emocionante reportagem sobre as crianças refugiadas e o G1, um relatório completo sobre a tragédia dos imigrantes de países como Síria, Afeganistão, Iraque e Eritreia em busca de condição mínima de vida na Europa, onde não é em todos os países que eles são aceitos, num outro ângulo da desumanidade atual. Pobreza e guerra fazem multidões arriscarem a vida para emigrar através do Mar Mediterrâneo, analisa a BBC, uma multidão sem segurança, só com esperança. Desesperadas, mães sírias lotam navios somente com crianças que vão desacompanhadas para a travessia de alto risco, mães atentam salvar seus filhos e suas filhas da violência e da fome, os filhos da guerra. Quantos deles escaparão vivos? De repente entre os mais de 5 mil meninos e meninas, algum deles pode ser alguém de importância para mudar a vida na Terra.





Este menino filho da guerra escapou, foi adotado por pacifistas na Itália

A advogada especialista em imigração, Ana Paula Dias Marques, de São Paulo, analisa o que está acontecendo com mães sírias colocando crianças desacompanhadas em navios, correndo risco de morte, como última esperança de vida: "É uma decisão bonita abrir mão da convivência por causa do desespero em ver a vida do filho em risco na guerra. É difícil falar de fora, por não estar vivenciando tal situação dramática, mas colocar os filhos nesses navios é uma situação que traz perigo para as crianças, que geralmente vão sem documentos e necessitam de cuidados de alimentação e outros. Não sabem nem ao certo onde e como irão chegar. Em pânico, as mães veem isso como última saída, mas não é a melhor solução". "A solução é uma virada humanitária dos países, para montar uma estrutura de acolhimento dos refugiados e imigrantes e mais ainda, de acabar com as guerras, criar uma forma sustentável de desenvolvimento em que seja possível a paz", comenta por aqui no blog da ecologia, não violência e cidadania Folha Verde News nosso editor Antônio de Pádua Silva Padinha. Ele diz ainda que "ainda bem que sobrevivem ainda seres humanos de verdade". Ele se refere a entidades e organizações mais humanitárias como algumas italianas, entre elas a Benvenuti Refugiati e a Save The Children. Também a  Italia ONLUS tem se mobilizado para atender imigrantes, inclusive os meninos e meninas que vêm da guerra. Além das crianças que são incluídas em navios rumo à Europa, pelo Mediterrâneo, a Unicef informa que, só em 2014, mais de 3.500 crianças sírias cruzaram a fronteira para buscar refúgio na Jordânia, no Líbano e no Iraque desacompanhadas ou separadas de suas famílias. Segundo a entidade, crianças refugiadas, muitas delas viajando sem adultos que as acompanhem, fazem a travessia marítima em condições inseguras e inadequadas. E também são muito mais vulneráveis ao abuso, exploração e outras violações dos seus direitos.Para você ter uma dimensão da tragédia: somente na Itália foram resgatados do Mediterrâneo apenas nestes últimos meses mais de 2.600 imigrantes. Confira no R7 a reportagem pungente deste caos humanitário, feita por Eugenio Goussinsky,


Mais de 250 mil pessoas morreram na guerra da Síria de onde chegam os navios
 
ONU diz que 750 mil refugiados da Síria, Iraque, Afeganistão, Eritreia estão chegando

 
Dos imigrantes que cruzam o Mediterrâneo em direção ao sul da Itália, boa parte vêm da Eritreia. Segundo a BBC, um dos motivos para cidadãos desse país no Chifre da África decidirem emigrar é o serviço militar obrigatório, que lá é algo violento, comparável a um regime de escravidão.  Grupos de defesa dos direitos humanos também afirmam que o país vive forte repressão política. Enfim, os que querem escapar do caos da violência e da guerra buscam uma chance de vida e de paz. 



Fontes: G1 - R7 - BBC

             www.folhaverdenews.com

9 comentários:

  1. Mais de 250 mil pessoas morreram na Síria desde 2011, ano em que estourou uma guerra civil no país, e, dentro desse número, estão mais de 12,5 mil crianças.

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  2. Em 2016, a guerra na Síria completa quase 5 anos de conflitos entre tropas leais ao regime, vários grupos rebeldes, forças curdas e organizações jihadistas, entre elas, o Estado Islâmico, EI.

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  3. Estimativas da ONU apontam que mais de 7,5 milhões de sírios abandonaram suas residências dentro do país e quase 60% da população vive na pobreza. Os trágicos números refletem na alta taxa de emigração do país – seriam 4 milhões de refugiados sírios, a maior população de refugiados do mundo.


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  4. O principal destino dos sírios são a Turquia, que já recebeu mais de 1,8 milhão de refugiados desde o início da guerra civil na Síria, Iraque, Jordânia, Egito e Líbano. Um relatório da ONU aponta que, até o início de novembro, mais de 390 mil pessoas saíram da Síria com destino à costa europeia. Itália, Áustria, Alemanha, Grécia e o Reino Unido são os países mais receptivos ou mais humanitários, no caso. No caso e no caos.

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  6. "Esta situação que envolve cerca de 4 milhões de refugiados considero que tem o impaco de uma 3ª guerra mundial, com a agravante que muita gente nem sabe nem pensa nisso": comentário de Odair Moreira, de São Paulo (SP), empresário que diz que "sua família vem de imigrantes de Portugal e de Jerusalém no século 19".

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  7. "Esta postagem aqui tem tudo a ver com a realidade, acabo de saber pelo Jornal Hoje que nesta semana, só nesta semana, morreram mais de 700 refugiados ou imigrantes nessas travessias": comentário de Célia Silva Mendes, de São Paulo, que trabalha como escrivã em cartório no Fórum da João Mendes.

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  8. "Lutar por causas humanitárias como esta é o que pode fazer homens e mulher de hoje seres humanos": a mensagem é de Fabio Bertonha, ecologista, formado em engenharia pela Unesp e atuando em São Paulo.

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  9. Oi, aqui uma notícia que vi hoje no site Yahoo: "Genebra, 31 mai (EFE).- O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur) elevou nesta terça-feira para 880 o número de mortos nos naufrágios ocorridos na última semana no Mar Mediterrâneo.

    "Até o momento, 2016 está sendo um ano particularmente fatal", afirmou o porta-voz do Acnur, William Splinder, sobre as viagens dos imigrantes que tentam chegar à Europa cruzando o Mediterrâneo.

    De acordo com o órgão, 2.510 pessoas morreram tentando chegar ao território europeu pelo mar partindo da Líbia ou da Turquia em embarcações precárias desde o início do ano, número superior aos 1.855 mortos no mesmo período do ano passado.
    Desde janeiro, 204 mil pessoas chegaram à Europa pelo Mediterrâneo. Dessa forma, o Acnur calculou que uma de cada 81 pessoas que tentam a travessia acabam morrendo, dado que confirma a importância das operações de resgate": a informação nos foi enviada por Diogo Veríssimo, de Curitiba (PR) que trabalha como Educador Ambiental.

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