sexta-feira, 10 de junho de 2016

A NOVA PRESIDENTE DO IBAMA TERÁ MUITOS PROBLEMAS A ENFRENTAR NESSE MOMENTO DIFÍCIL DO BRASIL

Suely Araújo é especialista em Política Ambiental e tem bom trânsito no Congresso mas os desafios são grandes demais para o Ibama e também para todo Meio Ambiente

 

Problemas do Ibama e do país hoje são um grande desafio para nova presidente


O Ministério do Meio Ambiente (MMA), comandado por José Sarney Filho, definiu Suely Mara Araújo como nova presidente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama), ela é graduada em Arquitetura e  em Urbanismo pela Universidade de Brasília (UnB) e em Direito pelo Centro Universitário de Brasília (UniCEUB), sendo doutorada em Ciência Política também pela UnB, onde defendeu a tese  "Política Ambiental no Brasil", um estudo comparativo das agendas verde e marrom.  Para a sua informação, abrimos aqui no nosso blog do movimento ecológico, científico e de cidadania um parêntesis para esclarecer esta classificação de problemas do ambiente, divididos por técnicos governamentais e da ONU em agendas verde, azul e marrom. A chamada Agenda Verde se refere à assuntos que são ligados à preservação de florestas e biodiversidade, Agenda Azul aquela que se refere à gestão de recursos hídricos e Agenda Marrom aquela que se refere às questões socioambientais relacionadas à urbanização, a industrialização, ao crescimento econômico e ao desenvolvimento social, tais como a poluição do ar, da água e do solo, a coleta e reciclagem de lixo, o ordenamento urbano, a segurança química, chegando também a questões bem dramáticas da qualidade de vida como a violência atual nas cidades brasileiras. Só pelo universo destas três agendas de atuação dá para se dimensionar o grande desafio da Drª Suely Araújo. Urbanista, ela atua há 25 anos como consultora legislativa da Câmara dos Deputados nas áreas de meio ambiente e direito ambiental, urbanismo e também legislação urbanística. Autora de diversas publicações sobre os temas, ela é  também professora voluntária da UnB desde 2010, nos cursos de graduação em Ciência Política e Gestão de Políticas Públicas. Enfim, técnica e culturalmente tem todas as condições de provocar um salto de qualidade no Ibama que tem tido muitas dificuldades de cumprir a sua muito extensa tarefa executiva. Drª Suely Araújo nesse momento do país "ganhou" alguns problemas extras, por exemplo, a fusão dos ministérios de Ciência, Tecnologia e Inovação com o das Comunicações, decisão do Governo Temer, criou um ruído no meio científico e acadêmico do Brasil, que questiona alguns equívocos em relação ao desenvolvimento do setor, ao mesmo tempo em que defendem prioridade  à pesquisa e maior apoio aos pesquisadores, como lembrou o matemático Marcelo Viana, ao receber um prêmio internacional na França. O Ibama sem dúvida precisa intervir nesta polêmica, para favorecer uma solução que possa criar um clima de maior apoio também à toda ação governamental ligada ao Meio Ambiente.  Um dos maiores desafios  da nova presidente do Ibama será, dentro dos limites dessa autarquia, participar da criação de uma gestão governamental e ambiental de Desenvolvimento Sustentável, que poderá atualizar a administração pública e criar uma estrutura mais contemporânea no estado e na realidade econômica e ecológica brasileira. A falta de sustentabilidade no Brasil vem criando ou agravando uma série de problemas, cada vez mais dramáticos, como a violência urbana, ou situações de tragédia, como o megadesastre de Mariana, que até hoje não está suficientemente resolvido. Uma estrutura sustentável, onde seja possível equilibrar os interesses econômicos e os ecológicos no país, é algo essencial para o sucesso da atuação do MMA e de toda a área ambiental governamental agora, também do Ibama. Suely Araújo adiantou suas primeiras metas gerais como nova presidente deste instituto (problemático, para muitos críticos), indicou como uma  tática agir em torno dos temas da Agenda Marrom, que realmente alcançam, continuamente, maior destaque e  até prioridade no país na atualidade. Um dos desafios do Ibama é se antecipar e evitar problemas ambientais, tais como, poluição, degradação e mau uso dos recursos naturais, fator que complica todo o universo do meio ambiente brasileiro. Vale lembrar o impasse do Plano Nacional de Resíduos Sólidos, a falta de saneamento básico acaba estourando também em mais problemas de saúde pública e socioambientais, nas cidades, no meio rural, até nas florestas, onde repercutem suas sequelas. A reestruturação do Ibama poderá aperfeiçoar e aproximar suas ações à luta pelo desenvolvimento sustentável, que é de implantação urgente e abrangente, também focalizando suas atividades na avaliação, licenciamento, controle e fiscalização de produtos e atividades potencialmente poluidoras e também uso adequado dos recursos naturais. Isso tudo e mais a questão dos Índios e da violência ou de sobrevivência de espécies animais e vegetais da fauna e da flora brasileira. Há ainda a necessidade de mais investimentos nas reservas de nossa natureza, o universo de desafios do Ibama é mesmo grande demais, como um braço auxiliar e fundamental do próprio Ministério do Meio Ambiente. Há ainda a extinção de grandes áreas de vegetação nativa e a destruição de rios importantes entre  algumas das principais ameaças o sistema industrial, do consumo e do agronegócio alterando ciclos importantes e desequilibrando o ambiente no Brasil em função das atividades econômicas, no Brasil e não só no Brasil. As questões climáticas e ambientais planetárias influem neste universo de desafios, entre elas, por exemplo, os níveis crescentes de poluição do ar das zonas urbanas  que clamam pela implantação de energias limpas e renováveis, algo essencial na sustentabilidade cada vez mais urgente por aqui em nosso país também. O Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente advertiu nestes dias que a poluição cresceu 8% mais em menos de 5 anos e de acordo com a Organização Mundial da Saúde, mata atualmente 7 milhões de pessoas por ano no planeta, afeta com doenças multidões, hoje 80% da população urbana estão expostas a níveis de qualidade do ar que excedem todos e quaisquer limites de segurança. Todo este complexo de problemas e no seu dia a dia o Ibama terá também que buscar uma melhor estrutura operacional, mais funcionários qualificados para a missão, equipamentos de ponta e mais investimentos para executar bem o seu trabalho e vencer pelo menos em parte estes crescentes desafios da realidade brasileira. No interior do país, o que se sente é que o Ibama quase não chega aqui, ele que é um instrumento essencial para a luta por um reequilíbrio do meio ambiente, podendo unir forças entre o governo e a sociedade civil para atingir este avanço, receber apoio internacional e de empresas, para levar adiante uma parceria e até um mutirão, mobilizando e liderando a recuperação da ecologia perdida cada vez mais neste país que um dia foi da natureza. (Antônio de Pádua Silva Padinha)


Proteção das nossas florestas e recursos naturais...

...combate ao desmatamento e madeiras ilegais...

...prevenção de erros e de desastres ambientais...

...um apoio à Funai e à questão indigena...

Suely Araújo conta com o apoio do ministro Zequinha Sarney do MMA ...

...mas os desafios estão dentro e fora do Ibama...

...se diversificam e crescem no meio rural e urbano...

...agora há ainda o impasse entre pesquisadores e cientistas com o governo....

...de toda forma, esperamos que Drª Suely Araújo seja feliz no Ibama


Fontes: www.oeco.org.br
             www.ecobedate.com.br
             www.folhaverdenews.com  

8 comentários:

  1. Logo mais por aqui nesta seção de comentários mais informações sobre esta pauta, aguarde e confira a nossa próxima edição, aqui.

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  2. Participe deste debate sobre o Ibama e os desafios do Meio Ambiente no Brasil de hoje, coloque aqui nesta seção de comentários desde já a sua mensagem.

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  3. "A gente até torce por uma profissional capacitada como esta mas também reconhecemos que os desafios e problemas no setor são grandes demais, eu diria que são até monstruosos, acredito que Drª Suely Araújo vai precisar mobilizar muita gente e fazer parcerias nacionais e internacionais para conseguir algum avanço": quem comenta é Leonor Almeida dos Santos, de Cuiabá, Mato Grosso, que atualmente está atuando num programa de Educação Socioambiental em São Paulo.

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  4. Outra opção para vc participar desta edição é enviar um e-mail para a redação do nosso blog navepad@netsite.com.br

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  5. Ou ainda, mandar um e-mail diretamente pro editor de conteúdo do blog padinhafranca@gmail.com

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  6. "Creio que além de todo este levantamento de problemas e de desafios, vocês aqui se esqueceram de um fundamental: os governos no Brasil não têm dado muita atenção e muito menos verbas para o meio ambiente, isso em nível federal, estadual e municipal é uma das causas do caos ecológico que já começa a se delinear em nossa realidade. Ela vai conseguir mobilizar o Governo Temer para avançar o seu trabalho no Ibama?": o comentário é de Izabel Murtinho Alves, do Rio de Janeiro (RJ), advogada.

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  7. "Sou ligado no movimento de cidadania, da ecologia também, acho que o blog definiu bem o desafio do Ibama hoje e quero só acrescentar um dado a mais, as 800 minas existentes no Brasil são tão precárias em sua segurança ambiental como a Samarco que causou aquele desastre total": o comentário é de Jonas Geovani, de Campinas (SP), formado em engenharia florestal pretende fazer doutorado em meio ambiente na Unicamp ou Unesp.

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  8. "O problema da violência extravasa a questão do meio ambiente e de um país, está ligada ao próprio ser humano nessa atual civilização do consumo, as medidas terão que ser estruturais em cada nação e culturais em todo o planeta": o comentário é de Tadeu Batista, de Belo Horizonte, Minas, que fez Psicologia na Unesp em Assis e atua no interior de presídios.

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