quinta-feira, 30 de junho de 2016

EM INICIATIVA INÉDITA NO BRASIL EM JUNDIAÍ AS ÁRVORES ESTÃO SENDO MAPEADAS PARA UM MELHOR PLANO DE ARBORIZAÇÃO URBANA

Já começou a ser feito um Inventário Arbóreo que pode aprimorar a cobertura vegetal desta cidade dentro do padrão recomendado pela OMS da ONU

 

Jundiaí é relativamente bem arborizada mas está ainda aquém do melhor padrão


O mapeamento vai ajudar um plano de arborização melhor, assim como a maior parte das cidades brasileiras, Jundiaí está fora do padrão recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), da ONU para a ecologia da vida urbana, tanto o ambiente como a população. Segundo este padrão, a bem da saúde ambiental e humana, se recomendam 12 metros quadrados de árvores ou áreas verdes por habitante, algo  que inexiste em praticamente todas as cidades brasileiras (também por aqui entre os nordeste paulista e o sudoeste mineiro onde estamos). Há exceções, como João Pessoa na Paraíba, que já foi elogiada pela cobertura vegetal pela própria Organização das Nações Unidas, através de seu escritório de meio ambiente. Dentro desta pauta, de importância num momento de crise no clima e na estrutura socioambiental no país, Luana Dias enviou pro nosso blog de ecologia e cidadania Folha Verde News um release sobre esta iniciativa, que foi um dos destaques destes dias do jornal e site Bom Dia que enfoca o dia a dia de Jundiaí e região.  A Secretaria de Serviços Públicos desta cidade lançou o Inventário Arbóreo, um trabalho que vai cadastrar e levantar dados, a partir de julho, sobre cada uma e todas as árvores nas vias e espaços públicos da cidade. "É como se pudéssemos levar cada árvore para um consultório médico e avaliar suas condições", diz o secretário do setor Aguinaldo Leite. Esse é o primeiro passo para se conhecer a “floresta urbana” de Jundiaí. “Vamos ter um diagnóstico sobre a situação de cada árvore. Vai ser um trabalho a longo prazo, que consiste no levantamento de dados e também na educação da população. A ideia é envolver escolas, associações de moradores, toda a população, como uma forma de mapear e iniciar um nelhoramento da nossa cobertura vegetal". 



Jundiaí fica aos pés da Reserva Biológica da Serra do Japi: isso ajuda o projeto ecológico urbano também


"Uma floresta urbana precisa de gestão, cuidado e manejo. Isso só é possível quando se tem conhecimento pleno e por isso esse levantamento é importante", argumentou por sua vez o prefeito da cidade, Pedro Bigardi. Ele destacou ainda o potencial inovador deste mapeamento, que pode vir a ser vital para o futuro.Já o engenheiro florestal que atua no Jardim Botânico local,Thiago Pinto Pires, explicou que o primeiro passo para a elaboração do inventário é um treinamento da equipe que vai às ruas, isso será iniciado na próxima semana. Depois disso, as árvores dos jardins, praças, calçadas, parques, bosques e cemitérios vão ser mapeadas. O levantamento de dados vai mostrar as características, espécie, altura, diâmetro, presença de pragas ou doenças, necessidade de poda, características do meio, largura da calçada, distância do meio-fio, interferências do trânsito e eventualmente na rede elétrica, além de um cadastro e localização de cada árvore. Os dados vão ser coletados e registrados em um formulário online. Há ainda um sistema de informações geográficas. O resultado vai ser um banco de dados da arborização urbana, um relatório com a avaliação técnica por bairro ou região. Além disso, o mapeamento vai fornecer subsídios para a elaboração do Plano de Arborização Urbana. Em um segundo momento vai poder ser feito um novo processo de plantio, aumento da malha de árvores na cidade, aliado a um processo de educação ambiental dos cidadãos e cidadãs. Pelo planejamento já feito, o trabalho começa pelo Jardim Florestal, um dos bairros menos arborizados da cidade. Em seguida, Vila Hortolândia e a região do Jardim Botânico vão ser alvos do estudo. Entre os bairros com maior cobertura verde da cidade estão Pinherinho, Ivoturucaia, Nova Odessa, Campo Verde, Corrupira, Poste, Fernandes e Água Doce. Este evento contou com o apoio da diretora da Unidade de Desenvolvimento Ambiental (Unidam), Ana Terezinha Maranha. Vale ressaltar que Jundiaí fica aos pés da reserva da Serra do Japi e esta localização poderá ajudar com certeza a criação duma melhor situação socioambienal desta cidade e de toda esta região. Além da questão as árvores, outro plano em perspectiva é um mapeamento das águas, para assim aumentar a qualidade de vida e o potencial de futuro da comunidade. Comunidade que está sendo convidada para um debate sobre como melhorar a arborização. Uma iniciativa que precisa ser conhecida e imitada por outras cidades, ainda mais nesses tempos de caos do clima e crise ambiental.


A reserva da Serra do Japi estimula avanço ambiental da cidade e região
Seres urbanos precisam saber conviver e coexistir com a fauna nativa


Fontes: www.redebomdia.com.br
             www.folhaverdenews.com 


9 comentários:

  1. "Exemplar este mapeamento e esta preoupação em melhorar a cobertura vegetal ou arbórea de Jundiaí, por aqui em toda a região as nossas cidades estão atrasadas nesse sentido, não vejo nem em Franca nem em Ribeirão ou Uberaba ou Uberlândia nem mesmo em Sacramento, ao lado da Serra da Canastra um trabalho assim": quem comenta é Davi Ribeiro, de Ribeirão Preto, que estudou engenharia na Federal de Uberlândia, onde hoje mora.

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  2. Assim como é importante por aqui entre o nordeste paulista e o sudoeste mineiro a Serra da Canastra, na região de Jundiaí, bem perto de São Paulo, a Serra do Japi é um raro remanescente lá da Mata Atlântica importante prá todo interior do Estado de São Paulo. A riqueza de sua biodiversidade está diretamente relacionada ao fato de que a Serra do Japi possui uma condição climática diferenciada já que se localiza em uma região ecotonal, isto é, uma área de transição ou junção entre duas ou mais formações florestais. No caso, as Umbrófilas da Serra do Mar e as Semideciduais do interior paulista. Uma das características mais relevantes das áreas ecotonais é a alta diversidade de formas de vida. E tem além do mais uma grande beleza paisagística, segundo os técnicos florestais, geógrafos e ecologistas.

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  3. Esta riqueza e beleza da Serra do Japi com certeza é o que está inspirando este mapeamento arbóreo de Jundiaí, hoje, uma cidade bem longe ainda de ser ecológica, não só por falta de árvores típicas da região, mas pela poluição dos carros, ônibus e caminhões, que já desequilibra a qualidade do ar.

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  4. Mais tarde, aqui mais informações sobre esta pauta de hoje, participe, poste aqui o seu comentário ou mande sua mensagem prá redação do nosso blog pelo e-mail navepad@netsite.com.br ou envie sua msm pro nosso editor padinhafranca@gmail.com

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  5. "Pude me informar sobre a riqueza hídrica da Serra do Japi numa palestra na Unicamp, ela é tamanha que é chamada de “castelo de águas” por parte dos naturalistas europeus, conforme relata o professor Aziz Ab’ Saber, numa clara referência à qualidade e à quantidade de água da região. E isso em meio à crise hídrica, climática e ambiental de hoje em dia, é um grande potencial, Jundiaí, melhorando sua ecologia urbana, poderia beneficiar a sua população com o ecoturismo": o comentário é Talita Pereira, de Cajamar(SP), que também fica perto da Serra do Japi, mas não tento como Jundiaí.

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  6. Fomos pesquisar por aqui no blog e descobrimos que a Serra do Japi é considerada uma “Reserva da Biosfera da Mata Atlântica” pela Unesco, vista como uma das últimas grandes áreas restantes da Mata Atlântica do Brasil e do interior paulista ainda preservada em uma região até densamente ocupada, representando uma das últimas grandes áreas de floresta contínua do Estado de São Paulo, guardando ainda uma flora e fauna exuberante que existiam em grande parte na região sudeste do Brasil. Um museu vivo de nossa última natureza.

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  7. "Fiz um passeio à Serra do Japi com o pessoal da USP de Pirassununga e realmente é algo de muita beleza, as árvores, a fauna, o clima, tudo em grande dimensão": comentário de Roberto Duarte, de Porto Ferreira, formado em Química pela USP.

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  8. "Árvores podres que caem, outras mal plantadas em lugares impróprios, outras que não resistem às ventanias e temporais, além de espécies que não se adaptam às cidades, tudo isso pode ser consertado como um mapeamento deste tipo, que deve ser o 1º passo e não o objetivo final de um plano de arborização": comentário do técnico agrícola e apícola José Manoel, de Araraquara (SP), ele diz que planeja fazer um curso de Botânica na Unesp ou na USP.

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  9. "A realidade urbana de Jundiaí fica menos dramática por causa destas montanhas com floresta nativa, assim como a Serra da Canastra, ainda que distante 100km, protege o ambiente de Franca e região, a Serra da Cantareira evita uma tragédia socioambiental em São Paulo, temos que saber nos aproximarmos mais e conviver com a fauna e a flora em volta de nós, protegendo a nossa própria ecologia": o comentário é do nosso editor aqui do blog, feito em divulgação deste post no Facebook.

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