quarta-feira, 22 de junho de 2016

MOVIMENTO DE CIDADANIA "NÃO VAMOS ESQUECER" PROTESTA CONTRA A IMPUNIDADE NA TRAGÉDIA DA CICLOVIA NO RIO DAS OLIMPÍADAS 2016


Ciclovia da Morte: dois meses pós-tragédia segue sem culpados nem punidos o crime de autoridades cariocas e só agora depois de tudo o que aconteceu, responsáveis prometem (só agora) um projeto sustentável

 

Nosso blog Folha Verde News foi convidado, não pude comparecer, distante a 800km do Rio de Janeiro, mas lá esteve o técnico ambientalista Mário Albano, em nome da nossa equipe: herdeiro do Jornal do Brasil, que infelizmente fechou, o site JB (o primeiro portal de noticias na web do país) fez uma cobertura completa do evento, que resumimos aqui para você, mesmo porque, nenhum de nós que ama a vida e vai à luta pela ecologia, pela cidadania pode esquecer o que aconteceu e deixar tudo por isso mesmo. A queda de trecho da Ciclovia Tim Maia na Zona Sul do Rio de Janeiro, que deixou dois mortos, completou ontem dois meses. O movimento denominado Não vamos esquecer realizou uma caminhada do Arpoador ao Mirante do Leblon, pela transparência nas investigações e punição aos responsáveis. O ato contou com a presença de cerca de 500 pessoas, de acordo com informações da página do grupo no Facebook. Ao final da caminhada, o grupo fez uma homenagem às vítimas da ciclovia Tim Maia. Enquanto as investigações e processos correm no Ministério Público e no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, a Prefeitura se atém a explicar em coletivas de imprensa detalhes sobre o impacto da onda que derrubou a estrutura, que sequer recebeu um estudo sobre o reforço que seria necessário para suportar a força da água na orla, em dias de ressaca. O MPRJ destacou a existência de "falhas na elaboração do projeto básico, quiçá no executivo também". O delegado José Alberto Pires,  titular da 15ª DP responsável pela investigação da queda de 20 metros da ciclovia, já recebeu os laudos e prepara o relatório final, sob sigilo, de acordo com informações da assessoria de imprensa da Polícia Civil. Ele deve ainda tomar alguma providência para só depois anunciar as medidas necessárias, muito esperadas pela mídia nacional e internacional, também pelos atletas e equipes que participarão da Olimpíada no Rio Janeiro em breve, um megaevento que com base no que ocorreu com a Ciclovia da Morte, com a poluição da Baia da Guanabara e o atraso ou erro de outras obras, tem recebido críticas de todos os lugares do mundo. No caso do movimento ecológico, científico e de cidadania, além de homenagear as vítimas da tragédia, a proposta é despertar a urgência de uma gestão ambiental sustentável não só na chamada Cidade Maravilhosa (uma das mais violentas do planeta) mas em todo o Brasil. O que se conseguiu apurar nos bastidores é que a verba total dos Jogos Olímpicos do Rio 2016 chega a 40 bilhões de reais, sendo que 200 milhões serão gastos somente na abertura do megaevento. Diante de dados assim, o movimento de cidadania carioca questiona sobre a importância de uma CPI já proposta na Câmara Municipal da cidade sobre o uso destes recursos, que precisam ser utilizados para o bem do esporte e da capital fluminense (por exemplo, despoluição de suas águas), sem esquecer a segurança da população, dos atletas de vários países e da qualidade de vida no Rio em deterioração. Os 40 bilhões de reais não vão ser suficientes diante de tantas necessidades, ainda mais porque há a desconfiança sobre onde vai parar na sequência uma parte desta verba, levando em conta o que vem acontecendo com políticos de quase todos os partidos e em quase todas as situações em nosso país, por essas e outras, ainda longe de ser uma Nação de verdade. Nesse sentido, superimportante a iniciativa das lideranças de cidadania que fizeram este protesto não só contra a Ciclovia da Morte e sim também pela vida do Rio de Janeiro, sua ecologia e seu povo, que deveriam ser o foco principal de tudo que acontece ou deveria acontecer, para que a Cidade Maravilhosa volte a ser digna da sua natureza. (Antônio de Pádua Slva Padinha) 

 
Precisou acontecer uma tragédia com pelo menos duas vítimas


Há ainda suspeita de mais vítimas na Ciclovia da Morte

A mídia não deixou barato esta tragédia

Até a Prefeita de Roma (Itália) criticou a poluição das águas no Rio 2016



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Fontes: www.jb.com.br
             www.folhaverdenews.com 

7 comentários:

  1. Em entrevista na semana passada, o Prefeito do Rio de janeiro informou que a obra de reconstrução já foi iniciada e está sendo executada pelo consórcio construtor, formado pelas empresas Contemat e Concrejato, sem ônus adicionais aos cofres municipais. Teria sido feito agora um estudo sobre a incidência das ondas para aumentar a segurança da ciclovia, estudos que deveriam ter sido feitos antes...

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  2. O Ministério Público do Rio de Janeiro determinou no final de abril a instauração de procedimento “apurar eventos de improbidade administrativa” justamente pela contratação do consórcio Contemat/Concrejato e da Geo-Rio. O secretário de Turismo, o presidente da Geo-Rio e integrantes da Comissão de Vistoria, responsáveis pelo parecer de aceitação da obra, estão indicados no processo criminal em curso. Ele chegará a uma sentença antes do início dos Jogos Rio 2016?...

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  3. O Ministério Público informou que já recebeu os processos administrativos de licitação, contrato, fatura (pagamento) e aceite, com documentações técnicas da fundação Geo-Rio, no dia 8 de junho. De acordo com informações do titular da 8ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva de Defesa da Cidadania da Capital, promotor Vinicius Cavalleiro, após análise sob o aspecto da legalidade, foi solicitado um estudo técnico do Grupo de Apoio Técnico Especializado (GATE) Patrimônio Público, sobre a emissão de oito termos aditivos ao longo da execução da obra, o que gerou significativa mudança do projeto enquanto o contrato era executado. O MPRJ vai analisar, no aspecto técnico e no econômico, se tais alterações comprometeriam a execução do contrato e se, de fato, elas se enquadraram no patamar permitido em lei, de 25%. Um dos termos aditivos aumentou o orçamento inicialmente previsto em 24%, mas há dúvidas se, diante de tantas alterações técnicas, o novo orçamento de fato corresponde ao que foi alterado ou se houve a necessidade de se adequar, na prática -- diferente do que previam os aditivos -- o contrato ao orçamento. O MPRJ informou ainda que, apesar de já ter sido solicitada a remessa dos laudos do ICCE, CREA/RJ e da fundação contratada pelo Município, nenhum deles remeteu os estudos, que ainda estão no prazo legal de remessa. Quando o material finalmente chegar, o MP vai ouvir todos os responsáveis técnicos e legais. Esperamos sim que isso aconteça ainda...

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  4. Ainda no final de maio, o Crea-RJ divulgou os resultados do seu estudo sobre a queda, indicando que houve uma "sequência incrível de equívocos" do projeto da obra à fiscalização, como a falta de estudos preliminares oceanográficos dos efeitos das ondas sobre a estrutura da ciclovia e falhas na licitação e na fiscalização do contrato.
    Já o Consórcio Contemat/Concrejato reforçou por meio da assessoria de imprensa que "reafirma seu compromisso com a apuração rigorosa dos fatos e informa que, além de colaborar permanentemente com as investigações realizadas pelas autoridades, está finalizando uma completa investigação interna".

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  5. A CPI das Olimpíadas, proposta pelo vereador Jefferson Moura (Rede) para apurar os gastos públicos com a Rio 2016 e investigar as obras e contratos de todos os equipamentos olímpicos, contudo, foi derrubada. Na semana passada, o vereador divulgou uma petição nas redes sociais, para colher assinaturas pela reabertura da Comissão Parlamentar de Inquérito. As autoridades cariocas e o PMDB fazem de tudo para bloquear a CPI das Olimpíadas. É o caso mesmo de ir à luta na justiça para reabri-la, investigar e denunciar os fortes indícios de corrupção nas obras olímpicas. Somente a pressão popular e da mídia nacional ou também internacional pode reverter essa situação de horror antiesportivo prestes a acontecer os jogos da Rio 2016.

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  6. Coloque aqui nesta seção de comentários a sua mensagem ou informação, outra opção, é enviar um e-mail para a redação do nosso blog de ecologia e de cidadania no webendereço navepad@netsite.com.br e/ou ainda enviar um e-mail diretamente para o nosso editor de conteúdo aqui neste blog padinhafranca@gmail.com

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  7. "A gente precisa ir mesmo à luta, mesmo os que acham importantes os Jogos Olímpicos Rio 2016 para passar o crime a limpo e assegurar uma nova situação de segurança e gestão pública": comentário do engenheiro civil da UFRJ Mário Albano que esteve presente ao evento "Não Vamos Nos Esquecer".

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