terça-feira, 28 de junho de 2016

NA TERRA DO SOL O FUTURO ESTÁ NA...ENERGIA SOLAR

Parece óbvio mas é genial sendo o caminho mais sustentável e lógico para o Nordeste do país, aliás,  energias limpas deveriam ser prioridade em todo o Brasil, também por aqui na região onde há mais de um ano deveriam estar implantadas placas solares flutuantes nas represas do Rio Grande



As represas das hiderelétricas poderiam já ter placas flutuantes de Energia Solar


Empresas, indústrias, cooperativas, produtores rurais e demais agentes produtivos, por enquanto apenas no Semiárido, interessados em gerar a própria energia que consomem, têm agora uma linha de crédito específica para isso, nos informa Edwirges Nogueira pela Agência Brasil e pelo site de assuntos socioambientais EcoDebate. Por aqui na região do Rio Grande, onde estão as hidrelétricas que abastecem de eletricidade todo o Sudeste, conforme postagem do blog Folha Verde News há mais de um ano, esta deveria ser também a prioridade de investimentos e de estrutura energética, além de não gerar CO2 e não provocar efeito estufa (algo que aumenta o caos do clima e do ambiente), as fontes limpas de energia como a Solar e a Eólica independem de haver ou não chuvas regulares, não desequilibram a ecologia do meio ambiente, ajudam a economia da população, sendo além do mais uma vocação natural brasileira para o desenvolvimento sustentável. Bem, mas a novidade é que o Banco do Nordeste lançou o FNE SOL para financiar projetos de geração de energia a partir de fontes renováveis (solar, eólica ou biomassa). Desde dezembro do ano passado, quando foi lançado o Programa de Desenvolvimento da Geração Distribuída de Energia Elétrica (ProGD), o Ministério de Minas e Energia busca ampliar ações que estimulem os consumidores a gerar a própria energia, em especial a fotovoltaica, a partir da luz solar. De acordo com o chefe da Célula de Meio Ambiente, Inovação e Responsabilidade Socioambiental do Banco do Nordeste, Kleber de Oliveira, o FNE SOL foi pensado a partir de uma demanda dos setores produtivos, alinhada tanto à economia como à sustentabilidade. O que é bom, deve ser elogiado e a gente aqui desse blog do movimento ecológico, científico e de cidadania, que fazemos tantas críticas a falhas governamentais, desta vez reconhecemos o acerto desta alternativa positiva que é o ProGD e que precisa chegar aqui à nossa região.


Uma experiência solar no Nordeste e outra no Japão mas por aqui, nada 


O primeiro aspecto é a demanda por segurança energética. Como o custo da energia é um elemento muito variável e a sinalização nos últimos períodos é de aumento constante, na medida em que possa gerar energia para seu próprio consumo, a empresa tem um ganho significativo. Também há um apelo forte das empresas que querem se alinhar com a sustentabilidade, por gerar uma energia limpa e ter mais mercado futuro.  Segundo dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), o Ceará, por exemplo, tem cerca de 80 micro (potência instalada até 100 quilowatts – kW) e mini-geradores de energia (potência instalada até 5 megawatts – MW) distribuída entre consumidores residenciais e comerciais. Segundo o arquiteto Gabriel Freitas Vilela, a energia elétrica consumida em seu escritório em Fortaleza é gerada a partir de 24 placas fotovoltaicas instaladas sobre o telhado da edificação. A decisão de gerar a própria energia foi tomada há 1 ano e 4 meses a partir da expectativa de aumento da conta de energia e também como forma de investimento. Todo o projeto, incluindo estudos, equipamentos e a aprovação da instalação, custou cerca de R$ 40 mil. Dependendo da época do ano, quando há sol constante, a central geradora chega a gerar 1 MW. No geral, a energia solar rende ao escritório uma economia de até 90% na conta de luz. De acordo com Vilela, os 10% restantes equivalem ao custo de disponibilidade, cobrado pela companhia energética pela ligação da central à rede, e à taxa de iluminação pública. “É um investimento muito bom e também não sabemos como ficará a situação da energia do país a longo prazo, por depender da chuva. Por outro lado, o sol está sempre aí. Principalmente para nós aqui no Nordeste, que temos essa característica de sol muito forte, acredito que é a melhor solução de energia”, argumentou Vilela. O FNE SOL usa recursos do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE) e pode financiar até 100% dos projetos de geração de energia. O crédito tem prazo de pagamento de até 12 anos, com um ano de carência. O público-alvo da iniciativa são agentes produtivos localizados na área de atendimento do Banco do Nordeste, que abrange os nove estados nordestinos e também  no norte de Minas Gerais e no Espírito Santo. De repente, o sofrido povo do Semiárido do Brasil poderá vivenciar a chegada do futuro antes de outras regiões brasileiras, como a nossa, por aqui no Sudeste e interior do país, onde precisamos acordar urgentemente para a sustentabilidade e a criação do futuro da vida, que passa por uma estrutura nova de energia limpa. Ah, só mais uma notícia: este avanço está acontecendo em outros países do planeta, também,  no Japão, país que tem cerca de 233.000 quilômetros quadrados (mais ou menos o tamanho do estado de São Paulo), tendo no entanto 128 milhões de habitantes, enquanto que o estado paulista e brasileiro tem 44 milhões. A falta de espaço  é um problema não só para atividades como agricultura. Aí, entram as placas de energia solar flutuando nas águas. Pensando nisso e de apoiar o avanço japonês o Governo lá pretende adotar uma política de abandonar cada vez mais a poluente e perigosa energia nuclear (depois do acidente da usina de Fukushima) e de estruturar cada vez mais fontes limpas e renováveis. Uma das megausinas de Energia Solar no Japão ficará sobre a superfície do lago Nishihira, e vai gerar 1.7 megawatt, o que fará dela a maior instalação de seu tipo no mundo. A segunda estará localizada no lago Dongping, com capacidade de 1.2 megawatt. As duas empresas pretendem tirar 60 megawatts de 30 usinas flutuantes, cada uma com 2 megawatts de capacidade. Projetos e usinas solares deste porte em terra prejudicariam a agricultura. Sobre as águas criam um novo espaço e desde já antecipam o futuro, sendo um projeto contemporâneo do Século 22 desde já. Enquanto isso, por aqui no Brasil e também na rede de hidrelétricas junto ao Rio Grande, por aqui entre o nordeste de São Paulo e o sudoeste de Minas Gerais, desde setembro de 2015 se espera a implantação de placas flutuantes de Energia Solar sobre as represas, algo que foi anunciado pelo Ministério de Minas e Energia mas que hoje ainda não existem, ninguém sabe, ninguém viu. Este tipo de energia limpa e barata (ao contrário da Termoelétricas já implantadas) é capaz de antecipar um desenvolvimento sustentável no Brasil, carente de um equilíbrio entre os interesses econômicos e os ecológicos para atualizar o país e criar uma nação contemporânea, equilibrando também o meio ambiente com o avanço da população, ajudando a ecologia socioambiental e a economia do nosso povo.
 

30 usinas de Energia Solar com placas flutuantes nas águas do Japão...


...mostram que esta estrutura energética poderia ser a número 1 do Brasil...


...nosso país é o mais solarizado do mundo e um dos que tem mais águas...


...mas por aqui o Sol tem sido só curtição quando deveria ser a solução

Fontes: Agência Brasil
             www.ecodebate.com.br
             www.folhaverdenews.com

10 comentários:

  1. Logo mais, aqui nesta seção de comentários, mais informações sobre energia solar e em especial sobre placas flutuantes desta forma e fonte limpa, a estrutura energética sustentável do futuro que precisamos criar com urgência.

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  2. Aguarde a nova edição de comentários e informações por aqui. E participe desta postagem do nosso blog de ecologia e de cidadania. Você pode desde já postar aqui nesta seção o seu comentário também.

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  3. Outra opção para participar é você enviar uma mensagem pro e-mail da redação do nosso blog através do webendereço navepad@netsite.com.br e/ou então mande sua msm pro e-mail do nosso editor de conteúdo do blog padinhafranca@gmail.com

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  4. "No caso das placas flutuantes, este sistema de energia solar pode ser muito importante no Brasil com tantas águas e represas, além do espaço que existe em terra, falta só gestão governamental":o comentário é de Geraldo dos Santos Ferreira, de São Paulo, engenheiro eletrônico que atua com estruturas sonoras.

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  5. "Eu vi umas duas matérias aqui no blog, depois outra, acho que em janeiro, em seguida em março no jornal e site O Globo, reportagem que estou te enviando, uma vez que fica cada vez mais importante divulgar esta alternativa limpa e poderosa de energia": comentário de Júlio Castro, do Rio de Janeiro (RJ), que atua em assessoria de clube carioca.

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  6. A matéria que nos enviou o repórter Júlio Castro. "Em Manaus foi inaugurado, em março/2016, um projeto de exploração de energia solar em reservatórios de hidrelétricas, o primeiro do gênero no mundo. Houve o lançamento de um piloto com 16 painéis de placas fotovoltaicas e geração de 4 quilowatts (kW) no lago da usina hidrelétrica de Balbina (AM). Os estudos vão apontar se essa alternativa tem viabilidade econômica e ambiental. O custo de geração de energia a partir do Sol iguala valores de outras tecnologias consolidadas, como térmicas, hidrelétricas e também eólicas. No lado ambiental, a dúvida é qual impacto que essas placas sobre flutuadores nos lagos terão sobre a fauna, por exemplo, ou em oxigenação e na temperatura da água. Mas com certeza, será um impacto menor do que as Termoelétricas causam em todo o ambiente, na fauna, na flora, nas pessoas por causa da poluição".

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  7. "O mesmo plano piloto está sendo implantado na hidrelétrica de Sobradinho, para se comparar o desempenho dos equipamentos em dois ecossistemas. A experiência prevê a instalação de um conjunto de placas para geração de 5 Megawatts (MW) a ser instalado no período de um ano em Balbina e 5 MW em Sobradinho (BA)": mais um trecho do comentário de Júlio Castro, repórter do Rio.

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  8. "A instalação de geração de energia solar em reservatórios de hidrelétricas através de placas flutuantes conta com uma vantagem de saída, que é a infraestrutura de transmissão, já pronta na rede das hidrelétricas": comentário de João Jorge Marcondes, de Salvador (Bahia) que diz ter visitado as instalações de Balbina e Sobradinho.

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  9. "O projeto de placas solares em Balbina e Sobradinho é coordenado pela Sunlution e pela WEG, ambas empresas brasileiras. As pesquisas sobre impacto ambiental serão feitas pelas universidades do Amazonas (UFAM) e de Pernambuco (UFPE). Os investimentos de mais de R$ 110 milhões e eventuais patentes obtidas pelos estudos pertencerão à Chesf e à Eletronorte, ambas subsidiárias da Eletrobras. É preciso acelerar e generalizar esta implantação, por exemplo também na rede de hidrelétricas do Rio Grande, além de ajudar a ecologia, barateia o custo da conta de luz para os consumidores": o comentário é do Padinha, nosso editor de conteúdo aqui do blog Folha Verde News.

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  10. "De repente, vai também ajudar a acabar com os apagões das hidrelétricas": comentário de Maria Augusta Pelissari, de São Paulo (SP), que é Química Industrial.

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