domingo, 19 de junho de 2016

O CERRADO CONTINUA SENDO MARAVILHA TROPICAL ISSO APESAR DAS QUEIMADAS, POLUIÇÕES E FALTA DE GESTÃO AMBIENTAL DOS GOVERNOS

A vegetação e os bichos do Cerrado resistem ao frio do inverno agora e à toda agressão de sempre à última ecologia da natureza do interior do Brasil




Mapa do  Cerrado com os limites da ecorregião em verde escuro




 

A gente recebeu pedidos aqui no blog para destacar a natureza do interior do país e nesse sentido conseguimos informações com Ela Carneiro, do site Caliandra do Cerrado, bem como, fotos de Thaísa Cunha, José Israel Abrantes, Valdir Dala Marta, Silvia Furtado, Jrogerios, Luciano Candisani, Elma Carneiro e mais algumas captadas na web, sem conseguirmos saber o nome do fotografo ou pesquisador que realizou as imagens. Texto e imagem a seguir em especial para você, que curte a última ecologia do Cerrado e do nosso interior, sendo a expectativa deste post valorizar para assim defender esta nossa riqueza meioambiental já a meio caminho da extinção. Temos que reverter essa violência. O bioma Cerrado é a segunda maior formação de vegetação e de vida nativa do Brasil. Sua formação do tipo savana tropical, segundo os técnicos especialistas, possui fisionomia que é composta de árvores e arbustos baixos coexistindo com uma camada graminosa. No entanto, existem várias outras caras do Cerrado (inclusive, animais silvestres e últimas etnias de índios), nesse habitat desde o cerradão arbóreo até os campos limpos estendendo-se por uma área de 2.045.064 km2 , o que corresponde a 20% do território nacional abrangendo oito estados do Brasil Central: Minas Gerais, Goiás, Tocantins, Bahia, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Piauí e o Distrito Federal, chegando até São Paulo, mais na divisa com Minas Gerais, na ecorregião da Serra da Canastra, aqui onde estamos agora.  .



O Cerrado tem duas estações: chuvosa e seca


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As condições climáticas estão alteradas pelas mudanças globais, pelas variadas formas formas de poluição, pelas queimadas, agrotóxicos e desmatamentos, mas o clima tropical típico tinha até pouco tempo estações bem definidas, seca de abril a setembro, e chuva de outubro a março (não é a meteorologia da realidade destes tempos agora). Temperaturas médias em torno de 25º C, podendo chegar a máximas de 40ºC no alto verão, porém neste fim de outono, começo de inverno, com chuvas e frentes polares, chegou a esfriar como no Sudeste e no Sul do país, em torno de cinco graus, com a ventania, sensação térmica que não se via nessa macrorregião. A vegetação exibe árvores de médio porte, retorcidas, de folhas ásperas e casca grossa e rugosa com raízes de até 15 metros, na aventura da busca de água em regiões profundas do solo, em épocas de seca. Normalmente não formam grupos compactos, e sim entremeados de vegetação baixa como grama e arbustos. Nas regiões onde o Cerrado predomina, o clima é quente e há períodos de chuva e de seca, com incêndios espontâneos esporádicos, com alguns anos de intervalo entre eles, ocorrendo no período da seca. E com muita incidência de queimadas criminosas, assim como na Amazônia. Aliás, o Cerrado está bem no meio do Brasil e dos biomas à sua volta, como Floresta Amazônica, Caatinga, Pantanal, Mata Atlântica e se estende por uns corredores raros até quase aos Pampas. 

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A Cara do Cerrado

 



A maior ou menor densidade de árvores e arbustos diferencia os tipos de natureza e a fisionomia do  Cerrado segundo pesquisas universitárias e o site Caliandra:

  • Campo cerrado - caracteriza-se por vegetação predominante rasteira com ocorrência de árvores e arbustos bastante espaçados entre si.
  • Cerrado - Apresenta vegetação retorcida de até 05 metros, revestida de casca espessa, galhos baixos, e copas assimétricas.
  • Cerradão - É uma formação florestal constituída por três estratos distintos: Superior, com árvores esparsas que podem atingir de 06 a 12 metros, predominando as de madeira dura; intermediário com árvores e arbustos retorcidos; e inferior constituído por vegetação rasteira.
  • Campo sujo - possui cerca de 15% de árvores e arbustos, os quais concentram-se geralmente em "ilhas" de vegetação chamados de campos de Murundus, pequenas elevações circulares com mais ou menos 1 metro de altura e 4 a 6 metros de diâmetro podendo variar em altura e apresentar maior ou menos convexidade
  • Campo limpo - Tipo fitofisionomia herbácea, com poucos arbustos e nenhuma árvore, sendo comumente encontrada junto às veredas, olhos d'água e em encostas ou chapadas e campos como por aqui também na Serra da Canastra.
  • Campo Rupestre -Apresenta topografia acidentada e grandes blocos de rochas com pouco solo, geralmente raso, ácido e pobre em nutrientes orgânicos. Em campos rupestres é alta a ocorrência de espécies vegetais restritas geograficamente àquelas condições ambientais (endêmicas), principalmente na camada herbácea-subarbustiva. É um tipo de vegetação sobre topos de serras e chapadões de altitudes superiores a 900 m com afloramentos rochosos onde predominam ervas e arbustos, podendo ter arvoredos, flores do campo, espinhos e capim como no Chapadão do Bugre entre Uberaba (MG) e o Parque Nacional da Serra da Canastra, onde nasce o rio do interior do Brasil, o São Francisco, também já ameçado de extinção na sua rota de fuga para o Oceano Atlântico, onde deságua em Pernambuco.  .


Árvores do Cerrado se retorcem em busca de água ou de sol

Fauna do Cerrado se revela aqui e ainda sobrevive



O Tatu Canastra é o ícone nativo da Serra nos últimos Cerradões


De repente um Veado Campeiro, ficando cada vez mais raro


A Cobra Coral é verdadeira realidade ali


Uma Codorna no capim canastra


As Emas eram bandos, hoje uma ou outra


Onde anda a Anta...


...tem seu predador Onça Pintada ou Suçuarana  
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Campo ruprestre por aqui no Cerrado da Serra da Canastra

 

"Não sobrevive a espécie mais forte, mas a que se adapta às mudanças": a definição de Charles Darwin explica a própria alma da natureza do Cerrado

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A temperatura do ar na chama pode atingir 800ºC ou mais


Um dos efeitos mais imediatos é a elevação da temperatura local, seja do ar, seja do solo. Os poucos dados de que dispomos mostram que a temperatura do ar na chama pode atingir 800ºC ou mais. Todavia, esta elevação é de curta duração; o fogo passa rapidamente. No solo a elevação é também momentânea, porém bem menos intensa. Dentro do solo, a 1, 2, 5 cm de profundidade, a temperatura pode elevar-se apenas em alguns poucos graus. Uma pequena camada de terra é suficiente para isolar termicamente todos os sistemas subterrâneos que se encontram sob ela, fazendo com que mal percebam o fogaréu que lhes passa por cima. Graças a isto, estas estruturas conseguem sobreviver e rebrotar poucos dias depois, como se nada houvesse acontecido. Estes órgãos subterrâneos perenes funcionam, assim, como órgãos de resistência ao fogo. Um outro efeito do fogo natural, de grande importância ecológica para os Cerrados, é a aceleração da remineralização da biomassa e a transferência dos nutrientes minerais nela existentes para a superfície do solo, sob a forma de cinzas. Desta forma, nutrientes que estavam imobilizados na palha seca e morta, inúteis portanto, são devolvidos rapidamente ao solo e colocados à disposição das raízes. Este processo é abortado nas queimadas provocadas pelos homens.  .

POESIA DO CERRADO - Então, basta que caiam as primeiras gotas de chuvas para que a fisionomia, antes com aspecto desolador, se transforme numa paisagem cheia de vida, com o aparecimento dos primeiros brotos.



Plantas Canela-de-Ema (Vellozia Squamata) queimadas


Em poucas semanas o verde reaparece e substitui o tom cinza deixado pelo fogo e o Cerrado transforma-se num verdadeiro jardim, onde as diferentes espécies vão florescendo em sequência, explica com ciência e poesia o texto de Ela Carneiro. Este estímulo ou indução floral não é necessariamente provocado pela elevação da temperatura, como se poderia esperar. Em muitos casos é a eliminação total das partes aéreas das plantas que as fazem florescer, explodindo o fogo da beleza. 


 

Canela-de-ema floresce logo depois das queimadas.
Canela de Ema resistente às queimadas e brota rapidamente após a ação nociva do fogo. É uma flor comestível


Flores nativas rebrotam pós queimadas

 A  força da rebrota de um ramo novo pós queimada 


É lindo ver o Cerrado reflorescer depois duma queimada


Fontes: www.caliandradocerrado.com.br
             www.folhaverdenews.com

10 comentários:

  1. LOGO MAIS por aqui nesta seção de comentários mais informações sobre o Cerrado, aguarde nossa edição e coloque aqui desde já a sua mensagem ou opinião.

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  2. OUTRA opção é você enviar a sua mensagem, opinião, informação ou foto para o e-mail do nosso blog de ecologia navepad@netsite.com.br

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  3. HÁ ainda a opção de você enviar um e-mail direto pro editor de conteúdo do blog da gente, você pode também sugerir pautas ou mandar fotos, mandando a sua msm para padinhafranca@gmail.com

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  4. "Estou procurando aqui um material e vou mandar por e-mail fotos de Índios do Cerrado, OK?": é o e-mail que recebemos de Nelson Barbosa Moraes, de Araxá, Minas Gerais, estamos aguardando para postar as imagens e informações.

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  5. "No meio da violência de hoje em dia em todo lugar, mas ainda se destaca a beleza rude do Cerrado": é a opinião de Maristela Moreira, de Cuiabá, Mato Grosso, estudante de Biologia na UFMG.

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  6. "Boas informações, fotos expressivas, parabéns aos responsáveis pelas informações, imagens e blog": a gente agradece o cumprimento de Isaias Moreira, de Salto de Itu (SP), engenheiro.

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  7. "Sugiro que vocês continuem neste trabalho e façam uma matéria sobre cada bioma do Brasil, quem, sabe mais gente desperta para a ecologia tão agredida e que precisamos recuperar, sei que existe uma chance, a resiliência está provada": ativista do movimento ecológico, Maria Santos de Araújo, de Belo Horizonte (MG) mandou este e-mail pro nosso editor que responde: "Sim, faremos posts sobre todos os biomas, agradecemos a sugestão e sobre a recuperação da ecologia perdida, isso pode mesmo acontecer, desde que haja também uma gestão ambiental sustentável por parte das autoridades governamentais".

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  8. "Deus queira que o Tatu Canastra escape da extinção, acho difícil na atual realidade, esse bicho é um símbolo do Cerrado e também da nossa luta, da nossa resistência a favor da natureza": quem comenta é o arquiteto José Carlos, que é do Rio de Janeiro mas vive e trabalha em Minas Gerais na região de Formiga.

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  9. "O texto é longo mas li inteiro porque tem muita informação, curti mesmo que tenha tido que por uma lupa": comentário de Jonas Ferreira, de Campinas, São Paulo, que explica "estou com a vista fraca, fiz tratamentos mas comecei a melhorar com a alimentação rica em Vitamina A, a natureza resolve muitas coisas".

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  10. "Esta postagem tem fundamento técnico mas é também uma poesia em alguns trechos do texto e nas fotos muito felizes": o comentário é do engenheiro agrônomo Fernando Pais, de Campos (RJ) e que hoje atua na região de Colatina (ES).

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