quinta-feira, 16 de junho de 2016

SEMENTE DO PINHÃO É IMPORTANTE CASTANHA NO TEMPO FRIO MAS AS SUAS ÁRVORES (ARAUCÁRIAS) ESTÃO DESAPARECENDO


As Araucárias estão na lista vermelha de árvores em extinção e nas cidades hoje as pessoas estão perdendo o hábito de consumir este produto saudável e até medicinal

 

As últimas Araucárias também por aqui na região


As propriedades medicinais e o sabor do Pinhão são maravilhosos

O Pinhão é uma semente de árvore histórica no Paraná (Araucaria angustifolia), tendo propriedades medicinais e um valioso teor nutricional, tanto que era a principal fonte de alimentação de algumas tribos indígenas do sul do Brasil. Sua polpa é formada basicamente de amido, sendo muito rica em vitaminas do complexo B, cálcio, fósforo e proteínas. Esta castanha e sua bela árvoreé uma tradição também folclórica das festas juninas, também no sudeste, no centro do país, no nordeste. A melhor maneira de aproveitar todas as deliciosas potencialidades do pinhão é saber fazer a sua preparação, que tem um quê de ritual. Deixe-o cozinhar lentamente, para que a casca se abra e libere todas as suas qualidades de aroma e sabor. Os Pinhões podem ainda ser transformados em farinhas, sendo matéria-prima de pães, broas e tortas, assim como podem ser utilizados em saladas, molhos para carnes, suflês. Também são condimentos de inúmeras sobremesas como pudins, rocamboles, bom-bons, entre outros tantos alimentos especiais, conforme explicou ao nosso blog Folha Verde News a nutricionista gaúcha Helena Geraldi: Os Pinhões da Araucana são ricos em água, fibras, ferro, cálcio e em amido (85%), parte desse componente natural  é o dito “amido resistente”,que possui rápida passagem pelo trato digestivo, sendo indicado seu uso em dietas de emagrecimento, conforme a Piñon Gourmet.Já para o site Ambiente Brasil, cada 100 g de pinhão macerado possui 195,5 calorias, 41,92 g de glicídios, 1,34 g de lipídios, 3,94 g de proteínas, 35 mg de cálcio, 70 mg de ferro, 136 mg de fósforo, 240 mg de vitamina B2, além das vitaminas B5, B1, C e A. Em experimentos feitos com farinha de pinhão (A. angustifolia) servida em dietas de ratos em testes laboratoriais,pesquisadores confirmaram que esse alimento substituiu até mesmo em 20% a adição de caseína na dieta dos animais sem haver diferenças no peso e desenvolvimento, o que significa, pode ser utilizado como suplemento alimentar na substituição da proteína de formulação de alimentos. Além do elevado valor nutritivo, os Pinhões de Araucárias possuem algumas propriedades medicinais, sendo utilizado no tratamento da azia, da anemia, ajuda na fortificação do sistema imunológico. As fibras da popular semente auxiliam no bom funcionamento de todo trato digestivo, também ajudando no combate a algumas doenças cardíacas em certas circunstâncias. Os Pinhões são ricos em cálcio e magnésio, ingrediente importante no crescimento humano. Por ter manganês, ferro, zinco e fibras ameniza os riscos de contrair câncer, além de controlar a diabetes e o colesterol. Os pinhões são ainda uma boa alternativa para substituir o leite de vaca e é indicado para pessoas que sofrem de descalcificação e osteoporose. Enfim, é preciso que autoridades da Medicina e nutricionistas, bem como autoridades da saúde pública incentivem a volta do consumo dos pinhões, tradicionais no inverno brasileiro. Mas há dois desafios para este revival, as árvores que dão esta castanha estão em um processo bastante adiantado de extinção e o consumidor que procura por este produto natural tem dificuldade de encontrá-lo. Para comprovar isso, nosso editor de conteúdo aqui deste blog de ecologia e de cidadania procurou por pinhões em lojas de produtos naturais e também em varejões na cidade de Franca (SP), onde o seu consumo nas festas juninas era sempre uma tradição. Era. Presente no planeta desde a última glaciação (há mais de um milhão e quinhentos mil anos), a Araucária, segundo o engenheiro florestal Paulo Carvalho, da Embrapa de Colombo, PR, já ocupou área equivalente a 200 mil quilômetros quadrados no Brasil, predominando nos territórios do Paraná (80.000 km²), Santa Catarina (62.000 km²) e Rio Grande do Sul (50.000 km²), com manchas esparsas em Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro. Todos estes points não ultrapassam hoje 4% do que era a área originalmente ocupada pela árvore nativa Araucaria angustifolia no país, onde também é chamada de Pinheiro.  

 

Últimos coletores descendentes de índios...


...mantém o costume nativo de valor cultural e medicinal

 

Os índios paranaenses, coletores de alimentos, tinham o Pinhão como um alimento ritualístico e foram propagadores das florestas dos populares pinheiros. Já os índios Botucudos tinham flechas especialmente adaptadas para derrubar as pinhas ainda presas. Entre os Kaiapós, que foram um povo nativo também por aqui entre a Serra da Canastra e os rios São Francisco e Grande, um rito era feito com uma poção desta semente e estas árvores que sumiram do mapa eram cenário de adoração da natureza e do Sol

 

Os Pinhões são saborosos, ricos em cálcio e magnésio

A tendência é que este complemento alimentar saudável e que faz parte da vida cultural da nossa terra e da nossa gente se transforme apenas em memória da nossa natureza cada vez mais agredida e ameaçada em sua sobrevivência.




Família: Araucariáceas
Origem: América do Sul, Brasil

A produção de Pinhão caiu mais de 40% e a árvore Araucária está na Lista Vermelha das Espécies Ameaçadas", nos informam Patrícia Binkowski e Aline Reis Calvo Hernandez: “A invisibilidade do mercado do pinhão também é um empecilho para mensurar seus impactos socioeconômicos, pois a comercialização clandestina e a falta de controle fiscal impedem dimensionar a magnitude da comercialização e seus impactos”, afirmam as duas pesquisadoras que são do Rio Grande do Sul, Integrantes do grupo de pesquisa “Fortalecimento do Desenvolvimento do Território Rural dos Campos de Cima da Serra: a cadeia extrativista do pinhão em São Francisco de Paula/RS”, as pesquisadoras da Universidade Estadual do Rio Grande do Sul – UERGS


Fontes: IHU On-Line
             http://ritasousa.net/conheca-os-10-alimentos-mais-poderosos-para-nossa-saude
             www.ambientebrasil.com.br
             www.folhaverdenews.com

7 comentários:

  1. Logo mais aqui nesta seção de comentários outras informações sobre estas sementes ou castanhas, as suas árvores, enriquecendo mais ainda com novos enfoques esta pauta. Aguarde nossa edição. Confira a seguir.

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  2. Desde já você pode inserir aqui o seu comentário. Outra opção é mandar a sua mensagem pro e-mail da redação do nosso blog navepad@netsite.com.br e/ou pode também enviar sua msm pro e-mail do nosso editor de conteúdo padinhafranca@gmail.com

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  3. "Nas quadrilhas e festas juninas quando eu era criança a gente consumia pinhões e isso dava um toque diferente em tudo": esta mensagem nos foi enviada por Maristela Almeida Pinheiro, de Curitiba (PR), que nos mandou algumas das informações que estão hoje em nosso post. A gente agradece a sugestão de pauta e a colaboração de Maristela, que atua na área de Saúde Pública.

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  4. "A produção de Pinhão caiu mais de 40% e a árvore Araucária está na Lista Vermelha das Espécies Ameaçadas", nos informaram Patrícia Binkowski e Aline Reis Calvo Hernandez: depois daremos mais dados da pesquisa que elas fizeram no Rio Grande do Sul.

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  5. Recebemos 4 mensagens aqui na redação, de São Paulo, Cascavel (Paraná), de Ribeirão Preto (SP) e de Passos (MG), falando sobre o Pinhão ou sobre as Araucárias: estamos aguardando também a sua msm e a postaremos por aqui, bem como informações que completam nosso post, aguarde esta edição e participe.

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  6. "A devastação das araucárias deixa sem alimento várias espécies animais silvestres e desequilibra ecossistemas do meio ambiente do sul do país e do interior brasileiro": esta é uma das mensagens que recebemos, vem de Cascavel (Paraná) e foi enviada a nós pelo engenheiro florestal Nelson Graciotti.

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  7. "Este cenário de agressão ecológica, de problemas socioeconômicos e ambientais em relação à situação das Araucárias, grandemente ameaçadas de extinção,levanta também a necessidade de fiscalização do Ibama e até policial do comércio clandestino de pinhões": o comentário é de Rafael Cláudio, de Curitiba (Paraná), advogado que nos envia relatos sobre este lado do assunto.

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