quinta-feira, 2 de junho de 2016

URGENTE MUDAR A LEI E MELHORAR A ESTRUTURA NO PAÍS E NO PLANETA PARA OS REFUGIADOS AMBIENTAIS OU CLIMÁTICOS

Sejam imigrantes, deslocados, exilados políticos e refugiados ambientais ou climáticos todos eles têm no Brasil uma mesma legislação defasada: poderemos ser todos imigrantes nas próximas décadas se não mudarmos a atual realidade


Rota de fuga dos haitianos para o Brasil que chegam pelo Acre
Recentemente na Veja houve um comentário a este respeito: "Embora a figura do refugiado ambiental ainda não seja reconhecida pela Organização das Nações Unidas, calcula-se que existam hoje 50 milhões de pessoas obrigadas a deixar suas casas por problemas decorrentes de desastres naturais ou mudanças climáticas. Enquanto alguns especialistas propõem que o termo seja aplicado a todos que perderam seus lares devido a alterações do meio ambiente, outros acreditam que o melhor é fazer a distinção entre quem se desloca dentro do próprio país e os que são obrigados a cruzar fronteiras internacionais. Caso se concretizem as previsões de elevação do nível dos oceanos, também há o risco de algumas nações desaparecerem". Realmente, estimativas da ONU indicam que, em 2050, o número de refugiados ambientais será de uma enorme multidão, estará entre 250 milhões e 1 bilhão de seres humanos, como aliás levantou também a BBC. E diante deste desafio monstro da realidade atual, que em vários países, também por aqui no Brasil, há um crescente movimento humanitário, ecológico, científico, da cidadania para mudar a situação da atualidade, também neste caso específico dos refugiados ambientais e climáticos, um dos problemas que mais crescem no mesmo rítmo do aumento dos desequilíbrios do meio ambiente e do clima que em alguns lugares da Terra já atingem um caos. Seja no Nordeste brasileiro ou no norte cada vez mais árido de Minas Gerais ou no deserto do Saara na África ou ainda no de Gobi na China, os fenômenos naturais conjugados com econômicos e desvios ambientais têm deslocado uma grande massa de pessoas. Subindo um pouco mais o nível do mar, países como as Ilhas Maldivas podem sumir do mapa e estas populações estão perdendo tudo, buscando um outro lugar para viver. No Pacífico Sul a leste da Austrália há o risco de desaparecimento da Polinésia devido ao avanço do oceano, agravado pelo aquecimento global. Os países ricos do Reino Unido (Inglaterra, Gales, Irlanda, Escócia) mantém campos de refugiados na África para não enfrentar o desafio de acolher imigrantes, deslocados, refugiados. Lá e em toda Europa, nos Estados Unidos, na Rússia, na Índia, o mesmo problema de não existir uma estrutura sustentável para resolver a questão, que então vira um drama ou em alguns caos, uma tragédia, como agora o caso dos refugiados da Síria, do Iraque, do Afeganistão ou da Eritreia. Aqui no nosso país chegam cada vez mais haitianos, sírios, angolanos, muita gente tem vindo do Congo e até da Colômbia, os fugitivos do Haiti entram por rota de fuga que entra no Brasil pelo Acre. Na legislação brasileira, sejam eles refugiados de guerra, deslocados por alguma catástrofe, imigrantes ambientais ou climáticos ou ainda exilados políticos, todos têm uma mesma lei já defasada diante da realidade de agora. Mas não é somente a legislação que precisa avançar, é urgente a criação duma estrutura de socorro humanitário que venha a ser sustentável, amparando os que chegam pela porta dos fundos, dando a eles oportunidade de se integrarem à população ativa, o que fará com que o sofrimento deste povo sem nação nem nada venha se tornar útil dentro de um plano de gestão pública e governamental (que com certeza terá apoio da ONU) que seja capaz de transformar a tragédia em um avanço do país e da humanidade. Não se trata da criação de mais um ministério, mas do Brasil criar o futuro, afinal, de diferentes formas ao longo da vida brasileira somos um país de imigrantes. (Antônio de Pádua Silva Padinha)
 
Para entender e legendar você mesmo todas estas imagens da realidade de agora leia com atenção o texto de hoje em nosso blog sobre os refugiados ambientais e de todos os tipos: imigrantes, exilados, deslocados, vítimas, povo sem país nem nada
















Fontes: ONU - BBC
             www.veja.abril.com.br
             www.folhaverdenews.com 

8 comentários:

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  3. "Concordo que somos um país de imigrantes e que nós podemos criar um futuro brilhante com base na fusão de todos estes povos, o problema é o desgoverno ou a falta de gestão pública no Brasil": comentário de Geraldo Mariano Fontes, de Olímpia (SP), advogado que tem estudado as causas de Direitos Humanos.

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  4. "Na minha opinião, deveríamos destinar espaço vazios, como o Raso da Catarina, no sertão da Bahia, para imigrantes construirem com o apoio de verbas internacionais dos países mais ricos e da ONU, com uma gestão brasileira sustentável, um novo estilo humanitário de desenvolvimento, que nos levará a ser uma nação de ponta no planeta": o comentário é do nosso editor, repórter e ecologista Padinha.

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  5. "Segundo levantamentos científicos mais recentes seremos todos obrigados a migrar por questão ambientais ou climáticas até por volta de 2050, estas previsões batem com a do beato de Canudos, Antônio Conselheiro, de que o sertão vai virar mar e o mar, sertão. Pela ciência ou pela intuição, temos que nos preparar para o que virá": comentário de Helena Maria Miranda, que passou pela Unesp de Bauru (SP) e hoje faz um trabalho humanitário no Acre junto a refugiados do Haiti.

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  6. "Em tom de profecia um alerta a mais dos cientistas do clima e do ambiente": o comentário é de Walter Barros Silva, de São Paulo, onde atua no mercado de exportação e importação.

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  7. "No caso do Brasil, as secas em anos anteriores severas demais e agora chuvas na entrada do inverno, como não aconteciam há 15 anos ou mais, isso tudo sinaliza que algo está errado mesmo na realidade atual": quem comenta é Leonor Maria Gerardi, administradora empresarial na região de Sorocaba (SP).

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  8. "A luta socioambiental mostra a cada ano que passa um maior alcance na realidade, precisamos e mais ainda as autoridades governamentais ouvirmos estes alertas": comentário de Durval Mendes, Biólogo, que é de Bauru (SP) e está em Minas (BH) em busca de um mestrado nesta área na UFMG.

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