domingo, 31 de julho de 2016

ESPECIALISTAS AINDAM ANALISAM VENDAVAL E MICROEXPLOSÃO OU TORNADO NA REGIÃO ENTRE JARINU E ITATIBA

Ainda hoje se faz a recuperação dos estragos e das vítimas: quase três meses e a paisagem rural e as matas nativas ainda mostram hoje os efeitos deste desequilíbrio no clima e no ambiente, neste caso, só a natureza atua para recuperar, não existe um esquema especial para repor as mais de mil árvores nativas arrancadas do solo

 

Nas matas nativas da região ainda não está sendo feita uma recuperação



Muitas árvores arrancadas com raiz e tudo formam ainda manchas duma devastação, árvores centenárias e nativas de troncos maiores e raízes mais fundas algumas sobreviveram ao vendaval de mais de 100 quilômetros por hora. A expressão chinesa, o bambu verga mas não quebra, foi vivenciada ao vivo, bambuzais ficaram intactos à força do fenômeno. Foi num dia mundial do meio ambiente, 5 de junho, como se fosse um sinal de alerta para a população e também para ecologistas, cientistas, pesquisadores de meteorologia e de problemas do clima, do meio ambiente, saúde e defesa civil na região sudeste do país: a gente ainda se lembra das imagens da destruição entre Jarinu e Itatiba, interior de São Paulo, perto de Jundiaí e de Atibaia. Um temporal e fortes rajadas de ventos causaram uma morte, 50 feridos e vários desabamentos em cidades, milhares de árvores foram arrancadas e derrubadas pela força do evento, anormal no Brasil. Agora, final de julho, o editor de conteúdo do nosso blog Folha Verde News, o ecologista e repórter Antônio de Pádua Silva Padinha esteve ao vivo nesta região, fazendo contatos locais e constatando que ainda continuam, mais em áreas rurais e nas muitas matas nativas que ainda sobrevivem, os reflexos daqueles acontecimentos na realidade, continuam ainda hoje nas cercanias de Jarinu (SP). Meteorologistas do Centro de Pesquisas Meteorológicas de Campinas (Cepagri) da Unicamp informaram que o vendaval realmente foi uma espécie de tornado ou microexplosão, o fenômeno inédito ali provocou muitos estragos que ainda estão sendo avaliados, mas pelas características dos danos, deve ter sido um tornado de escala F1, com velocidade de até 130 km/h. De acordo com a meteorologista Ana Ávila, do Cepagri, ainda hoje se faz análises das imagens de satélite e dos locais da destruição, alguns documentados pela TV Tem, para entender o fenômeno, suas causas e tentar fazer tipo uma prevenção de novas ocorrências atípicas como estas na região e no país. Técnico de plantão no INMET, Instituto Nacional de Meteorologia, citou que estudos detectaram detalhes do fenômeno mas ele não participou deste trabalho. Um assessor de imprensa da Prefeitura de Jarinu (SP) em plena manhã de domingo atendeu o telefonema de Padinha e disse que nesta cidade e região ainda se busca a recuperação dos estragos, "cada rajada de vento se pensa que virá um novo temporal", falou Marcos Souza, explicando que o prefeito Vicente Zacan acredita que só em agosto e setembro a cidade e as fazendas da região voltarão à normalidade, o centro de Jarinu ainda está sendo reconstruído. Na área da Saúde Pública, não houve aparentemente sequelas com alguma doença ou surto além das vítimas, uma fatal e 50 pessoas hospitalizadas, cerca de 10 em estado grave ainda se recuperam. A assessoria de Jarinu passou o contato do caminhoneiro Itamar Escarante, uma das vítimas e testemunhas do fenômeno de junho, ele confirmou que ainda sofre pesadelos e dores de cabeça: "Tudo aconteceu muito rápido, um colega levou um choque por causa do raio e a gente resolveu se proteger do temporal nos fundos dum posto, parecia uma guerra". Quanto aos estragos na área rural com quedas de pontes, casas e mais de mil árvores derrubadas e arrancadas do solo com raiz e tudo por conta da força dos ventos, as providências ainda não foram tomadas, a devastação continua na paisagem em muitas das últimas matas nativas da região, à espera que a própria natureza faça a recuperação. O meio ambiente natural, como sempre no Brasil, é o último a ser socorrido, embora seja na verdade a principal causa e o efeito mais direto do fenômeno que sinaliza que o desequilíbrio do clima e da ecologia por aqui e em várias regiões brasileiras tem tudo a ver com o caos climático e ambiental que leva centenas de cientistas pesquisar para o IPCC da ONU em mais de 100 países que chegaram os tempos das mudanças da natureza. E que mais do que nunca são urgentes pesquisas e providências sustentáveis para evitar problemas maiores ainda. A natureza está mudando mas os homens e sua realidade ainda não. Nas matas de Jarinu continuam os fantasmas do vendaval e do tornado quase 3 meses depois.


Antes da passagem do tornado em Jarinu...

....e depois, com mil árvores nativas arrancadas na região

No meio rural e mais ainda nas matas nativas...

...não foram tomadas providências para a recuperação...


...do vendaval de mais de 100km que devastou...


Nas cidades, recuperação, nas matas, só a ação a própria natureza
As marcas do tornado continuam como fantasmas


Fontes: Climatempo - G1 - Jornal de Jundiaí - TV Tem
            www.folhaverdenews.com 

8 comentários:

  1. Logo mais, em nova edição, mais informações e mensagens sobre os efeitos do vendaval de Jarinu em especial sobre a falta de recuperação das árvores em matas nativas da região.

    ResponderExcluir
  2. Coloque aqui o seu comentário ou então se preferir envie a sua mensagem ou opinião e informação direto pro e-mail da redação do nosso blog de ecologia e de cidadania via o navepad@netsite.com.br

    ResponderExcluir
  3. Outra opção ainda é enviar um e-mail, inclusive com sugestão de pauta ou outras informações, direto pro nosso editor de conteúdo padinhafranca@gmail.com

    ResponderExcluir
  4. "A tendência é a natureza, também as cidades e a população sofrerem cada vez mais com eventos extremos do clima e do ambiente, como estes em Jarinu, ainda mais porque não existe uma gestão ambiental sustentável no país": comentário do professor de Geografia e Biologia Rubens Pieri, de Campinas (SP), ele informa ter encontrado este post do nosso blog em pesquisa no site Google.

    ResponderExcluir
  5. "Como sempre a natureza e a população são as que mais sofrem a falta de providências, isso se deu também por aqui no Rio nos desastres ambientais que têm sequelas até hoje": comentário de José Arruda, de Petrópolis (RJ), promotor de turismo.

    ResponderExcluir
  6. "Pelo que sei e ouvi em rádios da região de Campinas não há nenhum esquema nem será feita uma recuperação nas matas nativas por causa da queda de mais de mil árvores devido ao tornado, a natureza e a população têm que se virar sozinhas nesse país": comentário de Alice Fabri, que atua em Sorocaba (SP)como professora universitária, com mestrado em Biologia na Unicamp.

    ResponderExcluir
  7. "Os gastos governamentais para cobrir os estragos do tornado somaram 18 milhões, 50 feridos foram medicados, houve uma morte e dez pessoas ainda estão em recuperação. 288 pessoas ficaram desalojadas, já estão com a situação sendo regularizada. Mas não há projeto de recuperação ambiental ambiental, no meio rural foram atenuadas em pontes e estradas as sequelas do vendaval mas nem se fala em árvores nativas": o comentário é do representante comercial na região de Jarinu e Itatiba, Rubinho Morais, que viaja direto pelas estradas vicinais entre estas cidades e Jundiaí ou Sorocaba.

    ResponderExcluir
  8. Os números dos estragos impressionam. Os prejuízos, tanto público quanto particular, atingiram a agricultura, comércio, serviços, instalações públicas e residências. De acordo com a Prefeitura de Jarinu, 276 casas foram danificadas e outras 83 destruídas. Pontes, estradas, casas rurais também sofreram prejuízos. Todo mundo vê mas as autoridades parecem que não sabem nem viram a situação de milhares de árvores nativas em matas importantes da região.

    ResponderExcluir

Translation

translation