quinta-feira, 28 de julho de 2016

O DIREITO DOS ÍNDIOS ÀS SUAS TERRAS É FUNDAMENTAL PARA O CONTROLE DAS MUDANÇAS DO CLIMA E DO AMBIENTE

ONU reconhece os direitos indígenas legítimos e vitais para se recuperar a ecologia perdida na Terra: as informações da IPS estão também no site Envolverde e aqui no blog Folha Verde News com um detalhe: a FAO defende também o valor dos pequenos produtores rurais com este objetivo, produzir economicamente mas preservar o equilíbrio ambiental de forma sustentável 


Enquanto houver índios e pequenos produtores rurais há esperança


A informação nos chega de Roma, Itália, através de Baher Kamal, da IPS: já não se trata de restabelecer os direitos legítimos dos mais de 370 povos indígenas em 70 países, muitos dos quais vivem em condições precárias, mas também do papel fundamental na luta contra a mudança climática, destacou Victoria Tauli Corpuz, relatora especial das Nações Unidas sobre os Direitos dos Povos Indígenas e dirigente indígena do povo Kankana Ev Igorot, das Filipinas."Pouquíssimos países assumiram um compromisso claro com um requisito do Acordo de Paris, pelo qual os países que empreendem atividades contra a mudança climática devem garantir os direitos dos povos indígenas”, afirmou Tauli. Nós aqui no blog da ecologia e da cidadania em matérias sobre indígenas brasileiros sempre afirmamos que se os índios forem destruídos, a natureza também se extinguirá. E o tema central deste relatório da ONU agora é em síntese isto. A relatora recorda "a grande quantidade de mortes violentas de pessoas que protegiam as florestas e o direito à terra em 2015” (o ano mais mortal já registrado para os defensores do ambiente), ressaltou. "É uma situação grave em termos de respeito dos direitos dos povos indígenas", acrescentou aos participantes do Comitê Florestal da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), reunido em Roma entre os dias 18 e 22 deste mês, semana passada.  "Os povos indígenas de todo o mundo experimentaram as consequências da colonização e a invasão histórica de seus territórios, e são objeto de discriminação devido às suas diferentes culturas, identidades e formas de vida”, apontou Tauli Corpuz: “Os governos devem fazer muito mais para que os povos indígenas, as comunidades locais, também os pequenos produtores rurais e suas organizações recuperem as paisagens degradadas e consigam a recuperação ambiental das terras e o reequilíbrio do clima. René Castro Salazar da FAO alertou que o tema dos direitos indígenas à terra e aos territórios é fundamental para o êxito das iniciativas referentes à mudança climática: "A menos que ajudemos os povos indígenas a terem uma posse segura da terra e um governo sustentável, melhor,, será muito difícil alcançar soluções de longo prazo.  Temos que fazer mais para termos futuro no planeta". Estes e outros dados são conclusivos para se definir que mais de um terço das florestas do planeta dependem de alguma maneira dos que são integrantes de alguma forma de agricultura familiar, de aldeias indígenas, pequenos agricultores, comunidades locais e de povos nativos em geral de cada região planetária,  todos eles representam uma das maiores reservas de carbono.  Só as florestas comunitárias reconhecidas pelos Estados abrigam aproximadamente 37,7 bilhões de toneladas de reservas de carbono. Os pequenos produtores familiares, as comunidades locais e os povos indígenas têm um papel fundamental a desempenhar na preservação dessas reservas de carbono, mediante redução do desmatamento, gestão sustentável das florestas e recuperação de árvores como parte das economias rurais produtivas. Além disso, cerca de 1,5 bilhão de hectares têm potencial para os pequenos produtores combinarem a agricultura com árvores, a produção econômica na agricultura com a proteção ecológica, o que define o desenvolvimento sustentável capaz de mudar os desequilíbrios atuais do clima e do meio ambiente, em todos os países e também por aqui no Brasil.

Para a ONU e a FAO pequenos produtores e índios em todos os países...

...são fundamentais para se recuperar o clima e o meio ambiente da Terra

Este tipo de informação foi debatido em Roma agora

Índios pastores da etnia Massai na África


Fontes: IPS
             www.envolverde.com.br
             www.folhaverdenews.com 

8 comentários:

  1. IPS informa que grande parte das últimas florestas sobrevivem graças aos pequenos agricultores, comunidades locais e povos indígenas em todo o planeta. Estas terras representam algumas das maiores reservas de carbono,aproximadamente 37,7 bilhões de toneladas de reservas de carbono. Reservas de vida.

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  2. “Mas se não for encontrada a melhor maneira de interagir com os índios e pequenos produtores rurais e alinhar seus interesses com a conservação florestal, poderemos ficar significativamente comprometidas quanto às possibilidades de se alcançar as metas de captura de carbono e mitigação”, alertou a agência da ONU.

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  3. Em uma declaração divulgada ao final da reunião da FAO e da ONU em Roma, os participantes exortam os governos a criarem condições propícias necessárias para que as comunidades, os povos indígenas e os produtores locais administrem territórios maiores, garantindo e fazendo cumprir os direitos de posse, além da criação de incentivos comerciais favoráveis e oferta de serviços de extensão técnica, financeira e empresarial. "Tudo o que não acontece no Brasil onde os índios são dizimados e os pequen0os produtores rurais desprezados em troca do agronegócio", comenta por aqui o editor do nosso blog, o ecologista Padinha.

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  4. ONU e FAO ambém pedem aos mecanismos de financiamento globais, às políticas estatais e aos investidores privados que dirijam os investimentos e o apoio às comunidades locais, aos povos indígenas, aos pequenos produtores e às organizações de agricultores.Por fim, solicitam que as iniciativas sobre mudança climática deem “uma importância maior às comunidades locais, aos povos indígenas, aos pequenos produtores e às organizações de produtores, para que participem da avaliação qualitativa da cobertura florestal e das árvores nas explorações agrícolas que administram, conciliando economia com ecologia.

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  5. ESPECIALISTAS DA ONU E DA FAO DEFENDEM AS ÁRVORES Os resultados preliminares deste estudo indicam que as árvores estão presentes com enormes diferenças de densidade em quase um terço dos 6,1 bilhões de hectares de zonas áridas do planeta, o que representa uma área mais que duas vezes superior ao tamanho da África. Calcula-se que dois bilhões de pessoas (90% delas no Sul em desenvolvimento) vivem em zonas áridas. Estudos recentes indicam a necessidade de recuperar essas terras para lidar com os efeitos da seca, da desertificação e da degradação da terra. Em particular, espera-se que a disponibilidade de água nas terras áridas diminua ainda mais devido às mudanças no clima e no uso do solo, alerta esse novo estudo. “As pessoas pobres que vivem em zonas rurais remotas serão as mais vulneráveis à escassez de alimentos, o que, combinado com a violência e a agitação social, é um fator importante que leva à migração forçada nas regiões áridas. Até agora, houve pouco conhecimento de base estatística sobre árvores de regiões secas, em particular as que crescem fora das florestas, apesar de sua importância vital para os seres humanos e o ambiente. As folhas e os frutos das árvores são fonte de alimentos para os seres humanos e forragem para os animais. Sua madeira fornece combustível para cozinhar e aquecer a moradia e pode ser uma fonte de renda para as famílias pobres. As árvores protegem os solos, as plantações e os animais contra o sol e o vento, enquanto as florestas costumam ser ricas em biodiversidade.

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  6. As terras áridas se dividem em quatro zonas. A zona sub-úmida é a menos árida das quatro e consiste, sobretudo, na savana sudanesa, nas florestas e pastagens da América do Sul, no Nordeste e em todo semiárido do Brasil, nas estepes da Europa oriental, no sul da Sibéria e na pradaria canadense. A maioria das florestas áridas se encontram nessas zonas, da mesma forma que grandes superfícies de agricultura intensiva submetidas a irrigação, ao longo dos rios perenes. No outro extremo, a zona hiperárida é a mais seca e está dominada pelo deserto. O Saara representa 45% do total, e o deserto da Arábia é outro componente de grande tamanho.

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  7. Coloque aqui nesta seção o seu comentário ou a sua opinião sobre estas informações da hora. Outra opção é vc enviar sua mensagem pro e-mail da redação do nosso blog navepad@netsite.com.br e/ou pro nosso editor padinhafranca@gmail.com

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  8. "Este estudo da ONU e da FAO feito agora em Roma na Itália é um roteiro perfeito para a criação do futuro mais sustentável em todos os países": quem comenta é Raul Paes Oliveira, engenheiro agrônomo pela Unesp e que atua hoje em Minas Gerais.

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