quinta-feira, 7 de julho de 2016

SECA ONDE HAVIA ENCHENTE E ENCHENTE ONDE TEVE SECA: PARECE PROFECIA MAS É ALERTA MUNDIAL QUE METEOROLOGISTAS DA ONU ESTÃO FAZENDO AGORA

39,7 milhões de pessoas poderão passar fome e segundo José Graziano da Silva, da FAO, esta situação ainda poderá se agravar nos primeiros meses de 2017 por causa dos fenômenos  El Niño e La Niña que poderão afetar agora até 100 milhões de pessoas se autoridades governamentais não tomarem medidas de prevenção

 

Mapa por satélite da Nasa para a ONU sobre El Niño e La Niña agora

 

Efeitos dos fenômenos oceânicos sob investigação dos meteorologistas da ONU



Quem faz a previsão é a Organização Mundial Meteorológica: a combinação dos fenômenos meteorológicos do El Niño e La Niña podem afetar 100 milhões de pessoas se não forem tomadas as medidas adequadas, alertou as Nações Unidas. A agência da ONU dedicada à alimentação (FAO), com sede em Roma, apontou que mais de 60 milhões de pessoas no mundo todo sofrerão de fome como consequência do El Ninõ, associado com o aquecimento das águas do Pacífico. Embora este episódio tenha sido dado como encerrado após ter tido seus maiores picos de intensidade em dezembro e fevereiro, espera-se agora um impacto moderado de La Niña (caracterizada pelo esfriamento dessas águas) entre setembro e dezembro, segundo prognósticos da Organização Mundial Meteorológica. Este novo dado no fenômeno aumentará a probabilidade de precipitações superiores à média e inundações nas zonas afetadas pela seca originada pelo El Niño, enquanto que de forma inversa, será mais provável que haja secas em zonas que ficaram inundadas antes devido ao El Niño. O diretor da ONU para a Alimentação e a Agricultura (FAO), o geógrafo brasileiro José Graziano da Silva, destacou que a alimentação e a agricultura representam quase 80% dos quase US$ 4 bilhões requeridos para atender as necessidades humanitárias dos países afetados nessa época pelo El Niño de forma meio que anormal. A diretora-executiva do Programa Mundial de Alimentos (PMA), Ertharin Cousin, ressaltou que os fundos não só devem ser destinados para cobrir as necessidades atuais, mas também para fortalecer a resiliência a longo prazo (a recuperação das condições de normalidade do clima e do ambiente, algo que também depende de gestões públicas nos países). Cousin destacou o problema de disponibilidade de alimentos como está ocorrendo no sul da África, onde as colheitas foram danificadas pelas poucas chuvas e sua agência não pôde comprar produtos básicos que depois costuma destinar a outros países do continente que também venham a sofrer com insegurança alimentícia. Nessa região meridional, a ONU estima que 39,7 milhões de pessoas estejam passando fome, uma situação que ainda pode se agravar nos primeiros meses de 2017. Outras 20 milhões de pessoas necessitam de ajuda alimentícia urgente no Chifre da África e 3,5 milhões no Corredor Seco das América Central, enquanto na região da Ásia-Pacífico 1,9 milhão estão em risco pela seca, especialmente no Vietnã. O vice-presidente associada do Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA), Lakshmi Menon, considerou prioritário investir nas comunidades mais afetadas para que possam ter acesso aos recursos e redes de proteção apropriadas para evitar estas catástrofes humanas e socioambientais. Os técnicos das Nações Unidas também insistiram na necessidade dos governantes de realizarem ações antecipadas de prevenção para diminuir os impactos dos fenômenos meteorológicos previstos para os próximos meses para assim fortalecer a capacidade de resposta perante as emergências e para diminuir o sofrimento da população. O diretor da FAO, José Graziano da Silva prepara um levantamento sobre os efeitos das influências da soma dos fenômenos oceânicos El Niño e La Niña na América Latina e em várias regiões do Brasil diante de possíveis anormalidades como seca ou enchentes que podem ocorrer em diferentes áreas nos próximos 6 meses, prejudicando a economia, a ecologia e também a qualidade de vida das populações que possam vir a ser afetadas. Esta situação nova é mais uma advertência sobre a necessidade de gestão ambiental e climática preventiva das autoridades brasileiras também. Estamos por aqui atentos para informar mais dados num ano de surpresas ambientais e climáticas, também por aqui no interior brasileiro. 


Geógrafo brasileiro que dirige a FAO da ONU faz alerta
O cientista brasileiro que  dirige a FAO da ONU alerta governos

Os fenômenos oceanográficos estão influindo demais na ecologia e economia terrestre

 

Fontes: www.efe.com
             www.terra.com.br
             www.folhaverdenews.com

8 comentários:

  1. Estamos buscando mais informações e detalhes via os sites da EFE e da ONU sobre estes alertas, em especial, no que se referem a regiões brasileiras que tenham sofrido seca ou enchentes anteriormente.

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  2. Logo mais aqui, nesta seção de comentários, outros dados, aguarde nossa próxima edição, confira as informações. Desde agora você pode postar aqui nesta seção o seu comentário.

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  3. Outra opção, se você preferir, é mandar a sua mensagem por e-mail para o webendereço da redação do nosso blog navepad@netsite.com.br e/ou então, em outra alternativa, mandar sua msm diretamnente pro nosso editor de conteúdo padinhafranca@gmail.com

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  4. "Um assunto de tamanha dimensão e gravidade deveria entrar urgentemente na pauta dos governantes brasileiros mas isso é i8mprovável diante de tantas turbulências políticas e econômicas, o clima e o ambiente acabam ficando num perigoso 2º plano": quem comenta é Geraldo Santos Prado, de Campinas (SP), que fará em breve uma especialização em engenharia ambiental na Unicamp.

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  5. Os efeitos do El Niño devemn se prolongar de junho para julho. Mas vai ser rápida a transição de El Niño para La Niña em 2016 segundo o centro meteorológico norte-americano (NCEP-NOAA), durante o mês de Junho as anomalias de temperatura de superfície do mar ficaram próximas a 0°C na área Niño 1+2 e entre 0 e -0,5°C nas áreas 3 e 3.4, retornando assim à condição de neutralidade. Em contrapartida as águas em subsuperfície encontram-se com temperaturas até 2°C abaixo da média no leste do Pacífico Equatorial, indicando a continuidade do resfriamento desta região no próximo mês.

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  6. Mais informação técnica. A análise mais recente do Instituto Internacional de Pesquisa da Universidade de Columbia (IRI) indica uma probabilidade de desenvolvimento do fenômeno La Niña durante o trimestre Julho-Agosto-Setembro de 57%. Essa probabilidade aumenta no decorrer da Primavera, ultrapassando os 60% no trimestre de Setembro-Outubro-Novembro. Para o Brasil, os efeitos desse fenômeno serão sentidos mais no decorrer do próximo período de chuva, entre a primavera e o verão.

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  7. Completando estas informações da Organização Mundial Meteorológica da ONU. Em todo o Brasil o inverno ainda segue com condições bastante típicas, ou seja, com tempo predominantemente seco e com eventos breves de chuvas e frio associados à passagem de frentes frias na porção centro-sul.

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  8. "Espero que as secas que rolaram no sudeste, no nordeste e até na Amazônia não venham a virar enchentes ou que as enchentes do sul não virem seca, senão estamos danados, em meio à crise da economia os problemas ecológicos e do clima ficam mais agudos": comentário de Hugo César Del Monte, de Amparo (SP), que atua na área da Saúde Pública e diz estar preocupado "com a condição das pessoas alérgicas, com doenças crônicas, crianças e idosos, que são mais sensíveis ao tempo".

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