segunda-feira, 11 de julho de 2016

SINAIS DE ALERTA NA BAIXA UMIDADE DO AR, AMEAÇAS DE SECAS, ENCHENTES, DOENÇAS INFECCIOSAS, DESEQUILÍBRIOS DO CLIMA OU DO AMBIENTE


Grupo de pesquisadores da Fio Cruz deveria republicar estudos sobre mudanças  climáticas e ambientais afetando ainda mais o país agora
 



Centro de Informação Científica e Tecnológica da Fundação Oswaldo Cruz


Cristovam Barcellos, Antonio Miguel Vieira Monteiro, Carlos Crovalan, Helen Gurgel, Marília Sá Carvalho, Paulo Artaxo, Sandra Hacon e Virginia Ragoni são alguns dos pesquisadores do Centro de Informação Científica e Tecnológica da Fundação Oswaldo Cruz no Rio de Janeiro, a Fio Cruz, que analisaram sob variados ângulos o processo de mudanças climáticas e ambientais globais, que vem se agravando nas últimas décadas e que precisa ser mais amplamente divulgado pela mídia agora, como alerta para a população e advertência a setores de governo, um desafio sobre as causas e o papel das alterações ambientais sobre as condições de saúde. Estas pesquisas e informações avaliam cenários de mudanças climáticas e ambientais e suas incertezas para o Brasil. Além disso identifica recursos que podem ser utilizados para desenvolver uma rede de diagnóstico, modelagem, análise e intervenção sobre as repercussões dessas mudanças sobre as condições de saúde. Os principais grupos de doenças que podem ser afetados por essas mudanças são as doenças de veiculação hídrica, as transmitidas por vetores e as respiratórias. No entanto, os riscos associados às mudanças climáticas globais não podem ser avaliados em separado do contexto globalização, mudanças ambientais e precarização de sistemas de governo. Cabe ao setor saúde, não só prevenir esses riscos, mas atuar na redução de suas vulnerabilidades sociais. Mais ainda, por exemplo, estes estudos e pesquisas da Fio Cruz mostram que uma importante e superatual discussão vem sendo travada nos fóruns acadêmicos sobre clima, no que diz respeito à parcela atribuível desses fenômenos às mudanças climáticas globais, já que uma parte dos fenômenos atmosféricos se deve ao aumento do efeito estufa, outra parte é inerente de ciclos naturais ou ação humana. Os primeiros registros sistemáticos de temperatura datam da década de 1850 e a análise histórica desses registros permite reconhecer algumas tendências de aumento por exemplo da temperatura média do planeta. Esses dados demonstram entre outras coisas também que as concentrações de CO2 e de CH4 na atmosfera nunca foram tão altas como nos últimos anos. O aumento do efeito estufa, causado pela acumulação de gases, produziu um acréscimo de um grau Celsius na temperatura média ao longo do último século. Outro dado é que o IPCC divulgou recentemente que há 90% de chance do aquecimento global observado nos últimos 50 anos ter sido causado pela atividade humana, através do aumento das emissões de gases de efeito estufa. Este aumento nas emissões de gases estufa poderá induzir um aquecimento da atmosfera, o que pode até resultar em uma mudança no clima mundial. As mudanças climáticas refletem o impacto de processos socioeconômicos e culturais, como o crescimento populacional, a urbanização, a industrialização e o aumento da poluição, do lixo, do consumo de recursos naturais e da demanda sobre os ciclos biogeoquímicos.  Segundo alguns relatórios e alertas do IPCC da ONU a prosseguir essa tendência, em alguns dos efeitos do aquecimento global poderão ser cada vez mais agravados: - Até o fim deste século, a temperatura média da Terra pode subir de 1,8oC até 4oC. Na pior das previsões, essa alta pode chegar a 6,4oC;
- O nível dos oceanos vai aumentar de 18 a 59 centímetros até 2.100;
- As chuvas devem aumentar em cerca de 20%;
- O gelo do Pólo Norte poderá ser completamente derretido no verão, por volta de 2100;
- O aquecimento da Terra não será homogêneo e será mais sentido nos continentes que no oceano.
O hemisfério norte será mais afetado do que o sul, mas isso não significa que o Brasil está livre dos impactos no clima, no ambiente, na saúde da população e em toda a nossa vida por aqui. Essas previsões são resultantes de modelos de simulação que vêm sendo aperfeiçoados por diversas instituições do mundo. No Brasil se destaca o papel do INPE, notadamente o CPTEC no monitoramento e desenvolvimento de Modelos Globais Atmosféricos (GCMs) e Modelos Globais Acoplados Oceano-Atmosfera (AOGCMs) para a previsão de mudanças climáticas. Deve-se observar que estes modelos são sensíveis a condições de contorno como os cenários de emissão de gases e à qualidade e cobertura de dados meteorológicos. Precisamos ficar alertas também porque, além do mais, os modelos de previsão global produzem valores pouco confiáveis quando aplicados no nível regional. A maior parte dos modelos leva em consideração os fluxos de energia entre solo, ar e oceano, mas subestimam o papel do uso e da cobertura da terra nesses fluxos. A Amazônia, por exemplo, vem exercendo um papel de tamponamento de variações de temperatura devido à grande quantidade de água circulante e da evapotranspiração. A diminuição da sua cobertura vegetal nativa produz efeitos de difícil mas evidente previsão sobre todo o planeta, já que pode haver excedente de água e calor a ser redistribuído por todo o planeta. Alterações nos padrões de temperatura e precipitação acarretam necessariamente em mudanças de composição e localização de Biomas, além de causar mudanças nas práticas agrícolas. Por outro lado, essas alterações de uso da terra promovem alterações de ciclos de nutrientes, água e calor. Processos de retroalimentação das mudanças climáticas globais são raramente considerados nos modelos de previsão mais comuns no noticiário em geral da mídia. Para o Brasil, alguns cenários de alterações climáticas têm sido destacados pelos pesquisadores como  - Eventos El Niño-Oscilação Sul (ENSO) mais intensos: Secas no Norte e Nordeste e enchentes no Sul e Sudeste;
- Diminuição de chuvas no Nordeste;
- Aumento de vazões de rios no Sul;
- Alteração significativa de ecossistemas como o mangue, Pantanal e Hiléia Amazônica, entre outros efeitos que precisam ser mapeados também por aqui no interior do país, no Cerrado e em todos os Biomas, para que sejam planejadas políticas públicas socioambientais e sustentáveis que possam prevenir e solucionar problemas que a baixa umidade do ar neste inverno agora, por exemplo, a forte ação do El Niño neste ano, La Niña também, as ameaças de secas ou enchentes ou doenças infecciosas e desequilíbrios do clima ou do ambiente que podem afetar mais ainda também a saúde meioambiental e a da população ainda mais agora em 2016, em plena crise da economia no Brasil. O preço dos alimentos em alta na Europa, também aqui no país e escassez em muitas regiões do planeta também sinalizam que é urgente assimilar os alertas dos cientistas.



As massas de ar seco e a baixa umidade são outro alerta crescente


Fontes: portal.fiocruz.br
           www.folhaverdenews.com

8 comentários:

  1. Logo mais por aqui nesta seção de comentários mais dados sobre esta pauta, a gravidade da baixa umidade relativa do ar agora nesse inverno em grande parte do país.

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  2. Aguarde nossa edição de mais informações e mais comentários por aqui e desde já você pode colocar nesta seção a sua mensagem. Aguarde, confira e participe.

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  3. Outra opção é você enviar a sua mensagem para o e-mail da redação do blog navepad@netsite.com.br e/ou ainda diretamente pro e-mail do nosso editor de conteúdo aqui padinhafranca@gmail.com

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  4. "Depois das secas anteriores, no nordeste, no centro do país, aqui no sudeste, estou assustado pelo que possa ocorrer neste ano, onde além dos distúrbios da ecologia, sofremos uma crise na economia": comentário de Maria Isaura Mendes, de São Paulo (SP), TI.

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  5. El Niño trará 'impactos enormes' em 2016, alertam os cientistas desde o começo do ano. Combinação inédita de El Niño intenso e aquecimento global deve desequilibrar bastante o clima brasileiro, no verão, no inverno, na primavera, conforme matéria da BBC.

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  6. "Será agora o mais forte ciclo do fenômeno climático El Niño registrado até o momento, deverá aumentar os riscos de fome e doenças para milhões de pessoas em 2016, tem alertado também organizações humanitárias. Segundo previsões, o El Niño deverá exacerbar secas em algumas áreas e acentuar inundações em outras": informação que nos envia o engenheiro agrônomo Robson de Andrade, de Barbacema (MG).

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  7. A BBC registra que algumas das áreas mais afetadas estão no continente africano, onde a escassez de comida poderá atingir seu pico nesse ano. Partes do Caribe e das Américas Central e do Sul também deverão ser atingidas nos próximos seis meses, no caso, no inverno do Brasil.

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  8. Especialistas descrevem o El Niño como um fenômeno climático que envolve o aquecimento incomum das águas superficiais e sub-superficiais do Oceano Pacífico Equatorial. Suas causas ainda não são bem conhecidas. Após analisar imagens de satélite, a Nasa (agência espacial americana) afirma que o El Niño de 2015-2016 poderá ser comparado ao que muitos chamaram de "fenômeno monstruoso" de 18 anos atrás. "Sem dúvida são muito parecidos. Os fenômenos (El Niño) de 1982-1983 e 1997-1998 foram os de maior impacto no século passado, e parece que agora vemos uma repetição", disse William Patzert, especialista em clima do Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa (JPL) e um dos mais importantes estudiosos do El Niño dos EUA. O pesquisador afirmou ainda que é "quase fato que os impactos serão enormes".

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