domingo, 10 de julho de 2016

TECNOLOGIA DE PONTA PARA APAGAR MEMÓRIAS RUINS PODE SER TERAPIA MAS HÁ O RISCO DE MANIPULAÇÃO DE MENTES

Em pesquisa, cientistas japoneses implantam memórias falsas: segundo pesquisadores, método poderá ser usado em pessoas com depressão ou autismo, além de apagar lembranças ruins por exemplo de alguém que tenha sofrido situações extremas como tortura ou estupro 

 

Nova tecnologia implanta visões nos cérebros humanos

Takeo Watanabe, neurocientista participa destes estudos no Japão



Pesquisadores tipo hightech no Japão desenvolveram um método para implantar falsas visões nos cérebros dos humanos, alterando a forma como experimentamos o mundo e, potencialmente, até mesmo como pensamos. As informações são do site Ifç Science. Os resultados foram publicados na revista Current Biology . Os cientistas revelaram que conseguiram o efeito desejado sem se envolverem ativamente com os pensamentos dos participantes. Takeo Watanabe, que foi quem comandou os estudos, explicou que o “simples exercício de lavagem cerebral” poderia, um dia, levar a novos tratamentos para distúrbios cognitivos, tais como a depressão e o autismo, além de ajudar os pacientes a reforçar conexões e apagar as memórias ruins. Para o estudo, o cérebro dos voluntários foram escaneados enquanto eles participavam de um jogo virtual. Na tela, eram exibidas listras nas cores pretas e brancas e os participantes deveriam formar imagens concentras a partir disso. O objetivo dos cientistas era de controlas as atividades cerebrais dos indivíduos. No entanto, sem saber, alguns participantes foram estimulados com uma luz vermelha. Quando perguntado o que enxergavam, aqueles que não receberam o impulso responderam algo como “zebra”, enquanto os outros relataram ter visto pontos em vermelho na tela. Os resultados mostraram que as atividades das áreas primárias e secundárias do cérebro dos participantes estimulados foram os mais afetados. "Com certeza, estes experimentos podem levar a avanços em determinadas terapias e desajustes comportamentais, porém, é preciso o maior cuidado possível porque pode servir a manipulação das mentes, um perigo social e político em determinadas circunstâncias, outro fator a ser considerado com visão crítica deste processo é o livre arbítrio e os direitos individuais das pessoas, mas sem dúvida, a ciência levará em conta o lado humano antes de finalizar estes estudos surpreendentes e que vinham contudo sendo preparados por cientistas de vários países, agora os japoneses parecem ter alcançado êxito", comenta por aqui no blog da ecologia e da cidadania Folha Verde News o nosso editor de conteúdo, o repórter ambientalista Antônio de Pádua Silva Padinha, completando que "tudo o que vier favorecer um equilíbrio sustentável do ser humano pode ajudar a criação do futuro". Ao que parece o método desenvolvido no estudo talvez funcione também para diferentes tipos de memória, aprendizagem de exercícios físicos ou reabilitação após machucados sérios. “Na teoria, a hipnose ou um tipo de aprendizagem controlada é uma novidade em potencial”, comenta o diretor do laboratório de neurociência ATR, no Japão, Mitsuo Kawato. “Esse estudo nós confirmamos a validade do método apenas no conhecimento de percepções visuais. Então temos que testar, no futuro, se ele funciona com outros tipos de aprendizagem”, ele argumentou em texto do site LiveScience.


São amplas as fronteiras da ciência futura

  Outros neurocientistas do MIT também implantam memórias falsas em ratos


Uma manipulação de neurônios em laboratório 


Investigadores do MIT conseguiram fazer com que um rato se “lembrasse” de coisas que não aconteceram. A implantação de falsas memórias ajuda a entender a origem e o funcionamento das memórias. A experiência faz mesmo lembrar o filme Inception (A Origem), de Christopher Nolan. A manipulação dos neurónios em laboratório feita desta forma mostra que as memórias não podem ser 100% confiáveis. O trabalho de Susumu Tonegawa no MIT foi alterar alguns neurónios no cérebro de ratos. As cobaias estavam preparadas geneticamente para ativar certos neurónios quando submetidas a um flash. A técnica permitiu fazer o rato se lembrar de que tinha levado choques elétricos numa determinada caixa, quando tal nunca sucedeu, noticia por sua vez o Technology Review. O processo das memórias não é nada como gravar uma cassete. É realmente maleável e suscetível de incorporar novas informações», diz Steve Ramirez, co-autor deste estudo publicado na revista Science. Nos últimos anos, os avanços na neurociência e nas tecnologias permitem aos cientistas detalhar os componentes das memórias a nível molecular e celular. Estes desenvolvimentos permitirão a realização de diagnósticos mais completos e ainda a implementação de terapêuticas mais eficazes. É o que todos os que têm uma cultura humanitária esperam destes experimentos de vanguarda, todos na sua infância têm a memória da tragédia do personagem e mito Frankstein, é uma ficção mas também atual, agora diante das possibilidades das novas tecnologias científicas e por um exercício lúdico a gente se refere a esta conotação aqui, popularizando a informação.


Novas tecnologias científicas pesquisam o cérebro humano...

...remontam livro de 1818, velho filme de 1910...

  ...o mito Frankstein de novo surge mas agora na ciência


Fontes: IfcScience/Exame Informática/Terra
             www.folhaverdenews.com

10 comentários:

  1. Esta possibilidade desenvolvida agora no Japão vem sendo testada desde 2010 por cientistas de vários países.

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  2. Para vigorar, a nova tecnologia cerebral deverá superar tabus, mitos e também acolher uma visão humanitária da questão para evitar manipulação ou outros desvios ou erros em relação à mente das pessoas e à liberdade de cada ser humano.

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  3. É uma nova fronteira do avanço da ciência e do próprio ser humano? Logo mais por aqui neste blog novas informações, desde já você dar a sua opinião e colocar a sua mensagem aqui nesta seção de comentários.

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  4. Coloque aqui a sua mensagem ou envie um e-mail para o webendereço da redação do nosso blog de ecologia e de cidadania navepad@netsite.com.br e/ou mande o seu e-mail direto pro nosso editor de conteúdo e inclusive para sugerir pautas ou trocar mais informações padinhafranca@gmail.com

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  5. "Eu também comemora todo avanço científico mas também tempo por manipulação das mentes e defendo a liberdade de cada pessoas, se trata mesmo dum tema muito polêmico e atual": o comentário de Wander Luís Araújo, de São Paulo (SP), que se dedica a Biotecnologia.

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  6. "Já em 2011 eu ficava sabendo pelo site LiveScience que pesquisadores do Japão e dos Estados Unidos tentavam ao estilo do filme Matrix implantar novas habilidades ou novas memórias em cérebros humanos": o comentário é de Júlia Garret, de São Paulo (SP) que nos envia um artigo sobre este assunto. Agradecemos, paz.

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  7. Em resumo, o artigo do LiveScience, que nos enviou a consultora de TI, Júlia Garret a seguir.
    "Aprender ao estilo "Matrix" pode virar realidade
    Os filmes de ficção científica hollywoodianos como "Matrix" e "A Origem" sugerem que mundos virtuais ou sonhos podem ser manipulados para conseguir mais conhecimento ou implantar memórias. E agora,cientistas realizaram um experimento que mostra a possibilidade futura de realmente fazermos isso. Mesmo sem o aval da pessoa. Os métodos tradicionais de aprendizagem sempre exigiram esforço e prática, do cérebro e do corpo, a partir da repetição. Mas pesquisadores americanos e japoneses descobriram que apenas repetir a atividade cerebral relacionada pode melhorar uma performance ou habilidade".

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  8. "Chega a ser perigoso alterar a forma como vemos o mundo ou até a forma como pensamos, sem nem mesmo o nosso consentimento, mas também, chega a ser maravilhoso usar este potencial da ciência e da tecnologia para o bem": comentário de Antônio Alves, de São Luís (Maranhão), ptodutor cultural e promoter de eventos.

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  9. "Pelo que sei o neurocientista da Universidade de Boston, Takeo Watanabe, de origem japonesa já vinha desenvolvendo experimentos nesta área, agora parece que se conseguiu avançar mas concordo que é necessário muito cuidado com esse poder", comenta Rubens Fernandes,de Campinas (SP), economista em rede de empresas.

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  10. “Na teoria, a hipnose ou um tipo de aprendizagem controlada é uma novidade em potencial”, comenta o diretor do laboratório de neurociência ATR, no Japão, Mitsuo Kawato. “Esse estudo nós confirmamos a validade do método apenas no conhecimento de percepções visuais. Então temos que testar, mais ainda, se ele funciona com outros tipos de aprendizagem”. Fonte: LiveScience

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