segunda-feira, 8 de agosto de 2016

BOA NOTÍCIA: BARRADA A BARRAGEM DA USINA PLATAFORMA NO RIO TAPAJÓS A BEM DA ÚLTIMA ECOLOGIA DA AMAZÔNIA

Ibama e Governo cancelam projeto da megahidrelétrica que alagaria toda uma macrorregião no bioma Amazonas a dano do equilíbrio ambiental, da biodiversidade, também de comunidades indígenas e da chance de futuro sustentável do Brasil
 

O Rio Tapajós ainda limpo é vital para o equilíbrio da Amazônia no Pará


Comunidades locais e ecologistas comemoram Tapajós Livre por enquanto


O Ibama cancelou o processo de licenciamento ambiental da hidrelétrica de São Luiz do Tapajós, que estava prevista para ser construída no coração da Amazônia, no Pará. O ato é um reconhecimento da inviabilidade ecológica e a insustentabilidade econômica do empreendimento.  Ao ser cancelada a licença ambiental é impossível realizar o leilão para a construção da usina plataforma. “Nós, os Munduruku, estamos felizes com o cancelamento desta usina. Isso é muito importante para o nosso povo e prá natureza aqui. Agora vamos continuar lutando contra outras loucuras nesse rio", afirmou Arnaldo Kabá Munduruku, cacique deste povo da floresta. Mas ainda existem outros 42 projetos de hidrelétricas apenas na bacia do rio Tapajós e dezenas de outras na Amazônia: é o  alerta de críticos desta situação, cientistas, ecologistas e lideranças de cidadania do norte do Brasil.  Recentemente, mais de 1,2 milhão de pessoas ao redor do mundo se juntaram à luta dos Munduruku contra as hidrelétricas, através duma iniciativa de êxito do Greenpeace. Além de alagar a terra indígena Sawré Muybu, do povo Munduruku, a obra iria impactar dezenas de comunidades ribeirinhas, iria  também causar impactos irreversíveis no equilíbrio que é sutil na Amazônia. Influiu uma análise do Estudo de Impacto Ambiental da hidrelétrica, produzida pelo Greenpeace e realizada por vários pesquisadores renomados, já havia mostrado a inviabilidade do empreendimento: "Além de uma grande vitória das populações tradicionais e indígenas na região do Tapajós, a decisão de cancelar o processo de licenciamento desta usina também reforça a necessidade do Brasil reavaliar sua política de expansão da matriz de hidrelétricas na Amazônia, devido aos impactos inaceitáveis que este tipo de obra gera sobre o bioma", argumenta Danicley de Aguiar, da Campanha da Amazônia do Greenpeace, que é uma verdadeira missão ecológica. No início desta semana, o Ministério Público Federal do Pará (MPF) havia recomendado ao Ibama que cancelasse o licenciamento ambiental da usina em função da inconstitucionalidade do projeto também devido à necessidade de remoção permanente dos indígenas. A terra indígena Sawré Muybu, que teria parte de sua área alagada pelo empreendimento, está em processo de demarcação e foi reconhecida em abril deste ano pela Funai. A Constituição de 1988 também veda a remoção de povos indígenas de suas terras. Diante da realidade imposta, o Governo acertou na decisão que garante a proteção da floresta e seus povos. Agora se espera que o Ministério da Justiça reconheça o direito originário do povo Munduruku e realize a demarcação desta terra indígena, importante para a biodiversidade no Pará. O ministro do Meio Ambiente, José Sarney Filho (PV-MA) afirmou ao jornal Valor Econômico que a “obra é inteiramente dispensável”. Ele acredita que fontes renováveis podem suprir a demanda de energia de São Luiz do Tapajós de forma mais eficiente e sem desequilibrar o ambiente, que influi também na normalização do clima e até na condição de saúde da população. Esse cancelamento traz a oportunidade de repensar o modelo de geração de energia no Brasil. Fontes renováveis e verdadeiramente limpas, como a Eólica e a Solar, já são uma realidade e podem suprir a demanda do país, que tem plenas condições de escolher outros caminhos. Conforme também mostrou o estudo realizado pelo Greenpeace, é possível produzir a mesma energia que geraria a usina do tipo plataforma de São Luiz do Tapajós, através de energias limpas, como Solar ou Eólica, por exemplo e por amor à natureza da Amazônia e ao desenvolvimento sustentável, equilibrando os interesses econômicos com os ecológicos, algo que é urgente demais no país e em todo o planeta agora.


Luta envolveu cientistas, Greenpeace, ecologistas, índios Munduruku

Crianças Munduruku foram ícones deste movimento

 
Fontes: Greenpeace - Envolverde - Ibama - Valor Econômico
             www.folhaverdenews.com

8 comentários:

  1. Logo mais, aqui nesta seção do blog, mais informações sobre a Usina Plataforma do Rio Tapajós, sobre o movimento que levou a se cancelar (pelo menos por enquanto) este empreendimento, desaprovado por estudos realizados por cientistas e ambientalistas, com o apoio do Greenpeace.

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  2. Aguarde a nossa próxima edição de comentários com mais informações sobre esta importante decisão do Ibama e do próprio Ministério do Ambiente em Brasília, que parece buscar outro rumo energético, no caso, usinas Eólicas e Solares, que são mais econômicas e ecológicas.

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  5. "O que me preocupa que existem outras 40 e tantas hidrelétricas de variados tipos e tamanhos projetadas para a Amazônia, de toda forma, a suspensão do projeto Tapajós é uma grande vitória e precisamos divulgar isso mesmo": comentário de Maria Alves, do bairro de Pinheiros em São Paulo, produtora cultural que vem acompanhando esta luta pelo desenvolvimento sustentável, que considera "fundamental para o nosso país".

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  6. "Hidrelétrica São Luiz do Tapajós: uma bomba atômica no rio Tapajós, havia postado no seu blog a ambientalista Telma Monteiro, meses atrás: ela tinha razão e cumprimento a Folha Verde News por esta matéria de agora": comentário de Maria de Lourdes Pereira, de Belém do Pará, engenheira.



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  7. Ainda citando Telma Monteiro, Lourdes Pereira nos envia comentário sobre a usina plataforma que felizmente não será mais construída no Pará: “A teoria é pura fantasia. Quando entrei no trecho do texto que explica como o fabuloso conceito de usina-plataforma será aplicado na construção da UHE São Luiz do Tapajós, tive a certeza de que se tratava de mais um engodo”. http://www.ihu.unisinos.br/noticias/534760-hidreletrica-sao-luiz-do-tapajos-uma-bomba-atomica-no-rio-tapajos


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  8. "Uma grandiosidade monstro. Sinceramente, é humanamente impossível pensar em algum conceito ou metodologia de menor intervenção no meio ambiente apelidado de usina-plataforma, diante dos números apresentados nos estudos, como os surpreendentes 7.608 m de extensão total da barragem (mais de sete quilômetros e meio), no sentido diagonal do rio. Ou a área de 729 km² que ficará permanentemente inundada. Ou o reservatório que terá 123 km de extensão. Isso não será um verdadeiro estupro da floresta?": comentário da ambientalista Telma Monteiro sobre a hidrelétrica do Rio Tapajós que felizmente não foi licenciada pelo Ibama e pelo MMA. Mas há pelo menos 40 outros projetos na região, o que dá a dimensão da nossa luta.

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