segunda-feira, 1 de agosto de 2016

DESIGUALDADE SOCIAL MONSTRO NO BRASIL E NA AMÉRICA LATINA ATRAPALHA AVANÇO DA CIDADANIA E DA ECONOMIA


Pesquisa da Oxfam chama atenção para a desigualdade crescente entre multimilionários e cidadãos comuns na América Latina toda e também por aqui no Brasil onde a situação está no limite extremo


Cerca de 53 milhões de brasileiros e brasileiras podem ser considerados pobres pelo dados do IBGE, nesta condição social estão cerca de 31% da população. A partir de informações da realidade atual do país e da América Latina foi criado o aplicativo digital Calculadora da Desigualdade, desenvolvido pela entidade Oxfam em parceria com a agência de jornalismo investigativo Ojo Público. A ferramenta compara os rendimentos mensais de cidadãs e cidadãos em 16 países da América Latina e do Caribe, incluindo o Brasil e quem quiser ou precisar conhecer melhor esta situação pode para todos os detalhes acessar o site www.oxfam.org,br 


A balança da desigualdade no Brasil e na América Latina atualmente


O estudo da respeitada entidade internacional Oxfam foi baseado na pesquisa Privilégios Que Negam Direitos e calculada partir dos números dos relatórios da CEPAL (Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe, das Nações Unidas), do Credit Suisse Global Investment Returns Yearbook e também do World Ultra Wealth Report, além de outras fontes, como os índices de inflação em cada país. O aplicativo Calculadora da Desigualdade escancara o desequilíbrio e a segmentação da sociedade em que vivemos, conforme argumenta Katia Maia, diretora executiva da Oxfam Brasil: "Esses números nos permitem não apenas comparar os ganhos nas diferentes faixas de renda da população, como também ver  que a concentração da riqueza vai de mãos dadas com a concentração de poder e, portanto, afeta a qualidade de vida e de nossas democracias porque perverte as instituições e processos políticos, submetendo-os para servir os interesses da elite, não da cidadania". Por estes cálculos, é extrema a desigualdade na América Latina, Caribe e Brasil, nestes países, os 10% mais ricos acumulam 70% do total da riqueza da região. Em toda essa  região existem 14.805 multimilionários, que são as pessoas com riqueza superior a US$ 30 milhões. No cálculo da Oxfam, se analisou o retorno médio anual da fortuna de um multimilionário de cada país para compará-lo com o rendimento médio das pessoas de outras faixas de renda. O resultado mostra extrema concentração: um multimilionário da América Latina ganha, por ano, 4.846 vezes o que recebe uma pessoa que está no grupo dos 20% mais pobres da região. "O debate sobre a desigualdade é essencialmente político e agora queremos que estes dados ajudem as pessoas a tomar consciência das terríveis lacunas que existem nas sociedades latino-americanas, estimulando que elas exijam de seus governantes medidas para repensar o modelo de desenvolvimento, sem perder os ganhos obtidos na luta contra a pobreza. É uma necessidade inevitável em termos éticos, políticos, sociais e econômicos, prejudica também que o desenvolvimento seja  sustentável", acrescenta Katia Maia. Basta ver quantos anos um trabalhador comum levaria para alcançar os rendimentos mensais de um multimilionário em seu país. No Brasil, por exemplo, um cidadão que vive sozinho e tem renda mensal de um salário mínimo (R$ 880) precisaria trabalhar 43 anos para obter o mesmo rendimento recebido por mês pela classe mais afortunada da população. A conta também pode ser feita ao contrário, quando se descobre que um multimilionário gastaria menos de 1h30 para receber os R$ 880 que um assalariado recebe em um mês inteiro de trabalho. 

Esta imagem de São Paulo escancara a desigualdade de condição de vida


Para não ficar só na crítica a Oxfam faz  propostas para mudar esta realidade


– Promover a igualdade econômica das mulheres e seus direitos
– Garantir de que haja condições e salários dignos para trabalhadores e trabalhadoras e reduzir a distância das bonificações dos executivos
– Promover a diversificação da economia
– Implantar uma política pública que dê prioridade à proteção social eficaz, com serviços públicos universais, de qualidade, especialmente em educação e saúde, com acesso à água e saneamento ambiental, um conteúdo básico de ecologia na vida
– Controlar a influência de elites poderosas
– Realizar reformas para aumentar a capacidade fiscal dos Estados, de uma forma justa e equitativa
– Adotar medidas progressistas em relação aos gastos públicos para combater a desigualdade
– Acabar com a era dos paraísos fiscais

Estas propostas da Oxfam, com medidas que podem levar a uma gestão de Desenvolvimento Sustentável, equilibrando também os interesses econômicos com os ecológicos e sociais, nesta época de eleições municipais e de busca de novos caminhos para o Brasil, podem ser um roteiro para mudar. Vai depender agora se os candidatos ou partidos e políticos em geral realmente têm boa vontade e interesse nas mudanças.


 
Mudanças só com um menor desequilíbrio social


Fontes: www.oxfam.org.br
            www.envolverde.com.br
            www.folhaverdenews.com

8 comentários:

  1. Nos sites da Envolverde e da própria Oxfam, citados aqui como fontes desta matéria hoje no blog, você pode ter mais detalhes desta situação, que precisa ser mudada com urgência, por uma questão não só humanitária, mas também a favor dum avanço da economia no Brasil e nestes países da América Latina, todos carentes de mudanças para uma realidade sustentável, com equilíbrio social e também entre os interesses econômicos com os ecológicos.

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  2. Logo mais aqui nesta seção de comentários, mais informações: aguarde, confira e participe deste movimento para ampliar a informação e a chance de mudanças no Brasil e na América Latina.

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  3. Você pode postar diretamente nessa seção de comentários a sua opinião ou mensagem. Outra opção é enviar um e-mail para a redação do nosso blog navepad@netsite.com br e/ou ainda mandar o seu e-mail pro nosso editor de conteúdo desta webpagina padinhafranca@gmail.com

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  4. "Este estudo da Oxfam é ótimo, muito bom também o roteiro sugerido para mudar as desigualdades, a grande mídia deveria dar espaço maior a esse tipo de debate": comentário de Fábio Santos Fernandes, que atua como consultor empresarial de economia em São Paulo (SP).

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  5. "Na minha opinião, o principal valor destes cálculos é o sentido humanitário da coisa": o comentário é de Adriano Moratto, que mora no Rio de Janeiro, atua no mercado imobiliário e é de Poços de Caldas (MG).

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  6. "Importantes as propostas da Oxfam para diminuir a desigualdade social, aqui na Brasil só de se promover uma diversificação da economia já ajudaria muito as mudanças, mas as questões dos salários, o rompimento duma certa ditadura econômica e uma atualização das políticas públicas são essenciais": comentário de José Carlos Gonçalves, de Ribeirão Preto e que vive hoje em Miami (USA) e passa dados positivos da atuação da Oxfam naquele país.

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  7. "Entre as propostas da atenuar a desigualdade social, a que destaco mais é a de se implantar uma política pública que dê prioridade à proteção dos mais carentes, com serviços públicos universais, de qualidade, especialmente em educação e saúde, sem isso fica difícil": quem comenta é Isaura Garcia Prestes, do Rio de Janeiro (RJ) que até o ano passado trabalhava em Brasília (DF) e voltou agora: "Desconfio demais dos políticos, eles são um entrave a qualquer mudança ou avanço".

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  8. "A Oxfam acerta quando assinala que só com a diminuição das desigualdades sociais haverá acesso à água e saneamento ambiental mais amplos. Também acho que um controle do poder político e das elites mais poderosas se faz necessário, só assim pode ser que sejam valorizadas a cidadania e a ecologia na nossa realidade": comentário de Geraldo Silva Mattos, que se diz ecossocialista, explicando sua posição. Ele é sociólogo e atua no momento em cidades do Paraná, como Curitiba e Cascavel.

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