sexta-feira, 26 de agosto de 2016

EPIDEMIA DE CÂNCER É LIGADA A USO DE AGROTÓXICOS NO RIO GRANDE DO SUL ONDE AINDA HOJE SE USA O AGENTE LARANJA

Epidemia de câncer? Alto índice de câncer em agricultores gaúchos doentes comprova relação entre a doença e o uso de agrotóxico tipo glifosato: por aqui, em todo o país e planeta, os consumidores precisam ser melhor informados 

 


O problema não é só no sul e consumidores também precisam se cuidar



Através de Paula Sperb, que escreve matéria neste tema no site da BBC, resumimos este alerta de médicos e especialistas em agrotóxicos, invadindo cada vez mais também a nossa região, por aqui no interior paulista e brasileiro, confira. "O agricultor Atílio Marques da Rosa, de 76 anos, andava de moto quando sentiu uma forte tontura e caiu na frente de casa em Braga, uma cidadezinha de menos de 4 mil habitantes no interior do Rio Grande do Sul. A tontura reapareceu depois, e os exames mostraram o câncer", conta o filho Osmar Marques da Rosa, de 55 anos, que também é agricultor. Seu Atílio foi diagnosticado há um ano com um tumor na cabeça, localizado entre o cérebro e os olhos. Por causa da doença, já não trabalha em sua pequena propriedade, na qual produzia milho e mandioca". Muitos dos casos de câncer têm origem no contato com agrotóxicos, produtos químicos usados para matar insetos ou plantas em que o Brasil é líder mundial em consumo desde 2009. O senhor Atílio nunca usou agrotóxico em sua fazenda, mas seus vizinhos sim, intensamente, faziam pulverização até com avião. O noroeste gaúcho, onde seu Atílio mora, é campeão nacional no uso de agrotóxicos, segundo um mapa do Laboratório de Geografia Agrária da USP, elaborado a partir de dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Para especialistas que lidam com o problema não há dúvidas sobre a relação entre o veneno e a doença. "Diversos estudos apontam a relação do uso de agrotóxicos com o câncer", diz o oncologista Fábio Franke, coordenador do Centro de Alta Complexidade em Oncologia (Cacon) do Hospital de Caridade de Ijuí, que atende cerca de  120 municípios da região oeste do Rio Grande do Sul. O glifosato é o agrotóxico mais usado ali no sul e em todo o país, sendo fabricado pela Monsanto, que rechaça a relação do uso do produto com a doença. Esta empresa, a mais criticada por ecologistas em todo o mundo, diz: "um dos herbicidas mais usados por mais de 40 anos e em mais de 160 países", e que "nenhuma associação do glifosato com essas doenças é apoiada por testes de toxicologia, experimentação ou observações".Mas não é essa a posição do Sindiveg (Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal), que representa os fabricantes de agrotóxicos, encaminhou após esta matéria na BBC um questionamento  para a Andef (Associação Nacional de Defesa Vegetal). Em reposta, nota da Andef afirma que "toda substância química, sintetizada em laboratório ou mesmo aquelas encontradas na natureza, pode ser considerada um agente tóxico" e que os riscos à saúde dependem "das condições de exposição, que incluem: a dose, a quantidade de ingestão ou o contato, o tempo, a frequência"...Nós aqui no blog da ecologia e da cidadania, depois de pesquisar declarações de pesquisadores em vários lugares em variadas situações ligadas ao uso deste tipo de agrotóxico, fazemos questão de não colocar a culpa por cânceres e outras doenças, além de desequilíbrios ambientais, nos trabalhadores e sim na falta de fiscalização e no livre mercado no Brasil destas substâncias hoje já proibidas em muitos países. Aqui no Folha Verde News destacamos que conforme o Inca (Instituto Nacional de Câncer), o Rio Grande do Sul é o estado com a maior taxa de mortalidade pela doença. Em 2013, foram 186,11 homens e 140,54 mulheres mortos vítimas de câncer para cada grupo de 100 mil habitantes de cada sexo.Este índice é bem superior ao registrado pelos segundos colocados, Paraná (137,60 homens) e Rio de Janeiro (118,89 mulheres), com um detalhe, Paraná e Rio de Janeiro, na mesma proporção, usam menos o glifosato, o agrotóxico mais utilizado nas plantações gaúchas. Segundo a Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco), o brasileiro consome até 12 litros de agrotóxico por ano. Por sua vez,a a bióloga Francesca Werner Ferreira, da Aipan (Associação Ijuiense de Proteção ao Ambiente Natural)  que é professora da Unijuí (Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul), alerta que a situação é ainda pior no noroeste gaúcho, onde o volume consumido pode ser até três vezes ainda maior. Esta bióloga relata que os produtores da região têm abusado das substâncias para secar culturas fora de época da colheita e assim aumentar a produção, aumentando os seus lucros. Nesta região, isso é o que ocorre em plantios de trigo, que recebe doses extras de glifosato, 2,4-D, um dos componentes do Agente Laranja, que era usado antes como arma química durante a Guerra do Vietnã. Não é preciso dizer mais nada. 




Biólogos e especialistas estão advertindo agricultores e consumidores

Este tipo de uso de agrotóxico pode poluir toda uma região em torno


Esta notícia e charge dispensam legenda


Fontes: BBC
            www.folhaverdenews.com 

8 comentários:

  1. O câncer e o crime do “colarinho verde”: surpreende como, diante da expansão do cultivo da soja transgênica, vem sendo construída uma imagem positiva do herbicida Roundup e de seu ingrediente ativo, o glifosato. Em recente pesquisa de campo realizada com agricultores no Rio Grande do Sul, chamam a atenção a forma como o agrotóxico vem sendo considerado pelas pessoas que estão em contato direto com o produto e, sobretudo, os argumentos que estão sendo difundidos com a clara intenção de amenizar seus possíveis efeitos à saúde e ao meio ambiente.

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  2. A opinião difundida é de que o glifosato seria menos prejudicial em comparação aos herbicidas anteriormente utilizados. Este é um dos principais argumentos criados pela empresa frabricante Monsanto para propagandear as vantagens da soja transgênica, baseado na classificação toxicológica do produto no Brasil como “faixa verde”, a classe IV. Na linguagem dos agricultores entrevistados, o Roundup chega a ser caracterizado como não sendo tóxico ou como o “bom veneno”. Há agricultores que afirmam ter ingerido, acidentalmente, o produto e que as conseqüências teriam sido “apenas” vômito e diarréia. Alguns entrevistados relataram que agrônomos e técnicos agrícolas lhes garantiram que o Roundup não é tóxico e que poderia ser, inclusive, ingerido pelo ser humano sem maiores sequelas à saúde. Outros afirmam ter presenciado demonstrações provando que o Roundup não é tóxico a vertebrados: vendedores do produto teriam despejado o produto em um balde contendo água e pequenos peixes e o resultado teria sido positivo, ou seja, os peixes continuaram vivos por um momento...

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  3. Este marketing agressivo demais e a falta de acesso à informação científica conduzem os agricultores ao uso indiscriminado e inadequado de agrotóxicos, um dos diagnósticos mais comuns quando se procura identificar as causas do problema. O que raramente se discute é a razão pela qual os agricultores aplicam agrotóxicos, e como têm acesso aos produtos e às informações com relação à sua utilização. Se a exposição de seres humanos a altas doses de agrotóxicos é um problema real na agricultura, seria sensato alertar os agricultores para os efeitos nocivos dos produtos ao invés de propagandear seus benefícios. Nesse aspecto, o caso da soja transgênica é ilustrativo, pois o uso indiscriminado de glifosato vem sendo estimulado de forma criminosa com o objetivo de aumentar suas vendas, sob a alegação de que ele é “inofensivo à saúde humana e ao meio ambiente”. Mas essa informação não é verdadeira. Confira a seguir.

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  4. O glifosato, N-(fosfonometil) glicina, é um herbicida secante, com largo espectro de ação sistêmica. Ele atua na planta inibindo a enzima EPSPS (5-enolpiruvilshiquimato-3-fosfato-sintase), o que impede a elaboração de aminoácidos fundamentais para o crescimento e a sobrevivência vegetal. Como o metabolismo de animais é diferente, a toxicidade aguda do glifosato é baixa e os sintomas de intoxicação só são registrados em contato com uma dose elevada do produto. Isso não significa que não haja interferência crônica do glifosato sobre o metabolismo animal e, é preciso considerar, que na formulação do Roundup constam outros produtos que, em consonância com o glifosato e outras substâncias no solo, meio ambiente e organismos vivos, acabam tendo diferentes efeitos colaterais. Para aumentar a eficácia do herbicida e facilitar sua penetração nos tecidos vegetais, a maioria das suas formulações comerciais possui uma substância química surfatante (um composto químico que reduz a tensão superficial do líquido). A formulação Roundup, que é a mais utilizada, é composta de surfatante polioxietileno-amina, ácidos orgânicos de glifosato relacionados, sal de isopropilamina e água. Em função dessa composição, o Roundup possui uma toxicidade aguda maior que o glifosato puro, testado em laboratório pelas principais agências regulatórias do produto nos EUA. O surfatante presente no Roundup está contaminado con 1-4 dioxano, um agente causador de câncer em animais e potencialmente causador de danos ao fígado e aos rins de seres humanos.

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  5. Depois por aqui mais informações, coloque nesta seção o seu comentário ou mande para o nosso blog a sua mensagem pelo e-mail navepad@netsite.com.br e/ou envie diretamente para o nosso editor de conteúdo através do e-mail padinhafranca@gmail.com

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  6. "Diante de todas estas informações e alertas, sendo feitas através também dum site de jornalismo de total credibilidade como a BBC, o Brasil precisa mudar radicalmente o uso deste tipo de agrotóxico antes que os efeitos se tornem uma tragédia para o ambiente e a saúde humana": comentário de Izabel Martins, do Rio de Janeiro (RJ), ela que pesquisou este tema por ter tido na sua família casos de Câncer.

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  7. Como Eliminar os Agrotóxicos com Tintura de Iodo? Assim como o vídeo que postamos do médico Lair Ribeiro, Izabel de Almeida Souza, ligada à alimentação orgânica, de Araraquara (SP), nos enviou esta explicação a seguir. "Para esta tarefa, o melhor procedimento é limpar as frutas ou verduras e legumes com Tintura de Iodo a 2 por cento é muito barato, além do mais. Um frasco de 30ml custa em média 3 reais nas farmácias. Em uma bacia de plástico ou vidro coloque as frutas, verduras ou legumes. Adicione água de preferência filtrada. Para cada litro de água você adicionará 5ml de Tintura de Iodo. Exemplo: Numa bacia coloquei 3 litros de água, então vou adicionar 15ml de Tintura de Iodo. Deixe os alimentos submersos na água com Iodo por 1 hora.
    Passado esse tempo, lave os vegetais e eles estarão prontos para consumo, sem cheiro, sem alteração de cor e totalmente livre dos agrotóxicos que nos envenenam".

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  8. Izabel e Almeida de Souza, argumenta no e-mail enviado ao nosso blog que o alimento orgânico não é somente alimento sem agrotóxicos ou sem venenos: " O alimento orgânico também é isento de insumos artificiais como adubos químicos, de drogas veterinárias, hormônios, antibióticos e de organismos geneticamente modificados. Durante o processamento dos alimentos certificados co0mo orgânicos é proibido o uso das radiações ionizantes(que produzem substâncias cancerígenas, como o benzeno e formaldeído) e aditivos químicos sintéticos como corantes, aromatizantes, emulsificantes, entre outros, enfim, são alimentos mais limpos, nutritivos e saudáveis".

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