quarta-feira, 31 de agosto de 2016

HÁ CHANCE DE MAIS CHUVA E ATÉ TEMPORAL NESTA 5ª FEIRA POR AQUI E CONFIRA HOJE UMA PREVISÃO TAMBÉM DE QUEIMADAS PARA A PRIMAVERA

A previsão para a Primavera 2016 depende também da transição do fenômeno oceânico El Niño pro La Niña para o período ser mais ou menos chuvoso: pode ser prevista também a tendência de Queimadas para setembro, outubro e novembro
 

Em nosso blog uma antecipação do que poderá ser a Primavera


Em resumo, depois da nossa equipe garimpar mapas, dados e informações de fontes como Climatempo, Somar Meteorologia, Tempo Agora e Infoclima do centro de previsão do tempo e estudos climáticos (Cptec), a gente sintetiza para você aqui no blog alguma coisa sobre a próxima estação e também sobre a tendência de queimadas através do sistema de satélites da Nasa. Resumindo, neste próximo trimestre setembro, outubro, novembro, em termos de previsão climática, levando em conta o que indicam alguns dos principais sites de meteorologia, deverá ter chuvas e temperatura normais para esta época do ano: as previsões para esta Primavera indicam que talvez possa chover um pouco acima da normalidade na região centro sul do estado de São Paulo, bem como no Paraná e em Santa Catarina. Há indicações de um fenômeno La Niña fraco no próximo período chuvoso brasileiro que marca esta nova estação por aqui depois de um forte El Niño nos primeiros meses de 2016. Em outras oportunidades, a passagem do El Niño para o La Niña acontecia de forma mais rápida, pois boa parte do Oceano Pacífico e não somente a parte equatorial, também se resfriava. Por isso, fica difícil uma comparação da atual situação com anos anteriores, embora seja importante segundo os meteorologistas que, independentemente da intensidade e configuração do fenômeno La Niña, ele terá como características maior potencial para estiagem no sul e chuva mais persistente no centro e norte do Brasil durante o próximo período úmido. De acordo com estudo da Universidade de Columbia, estamos sob neutralidade climática, uma transição do El Niño para o fenômeno La Niña, o que vai se tornar mais evidente a partir de setembro agora, devendo prosseguir até pelo menos os meses de fevereiro, março e abril de 2017, quando já estaremos no Verão. Outro dado, a distribuição de chuva no Brasil funciona como uma gangorra, períodos secos no sul estão normalmente associados com chuva mais ou menos intensa no centro e norte do Brasil. De toda forma, entre hoje e amanhã, nesta virada para setembro, nesta quinta-feira, dia 1º do novo mês, há possibilidade em cerca de 40% de temporal, com 2 milímetros de chuva aqui para a nossa região entre o nordeste paulista e o sudoeste mineiro, como se fosse uma antecipação da Primavera já agora dentro deste contexto de uma influência fraca do fenômeno La Niña para o segundo semestre de 2016. No vídeo que a gente está postando aqui no nosso blog, a previsão para esta quarta-feira dá um primeiro sinal desta situação. Uma outra informação antecipada de interesse para quem acessa o blog da ecologia e da cidadania Folha Verde News é sobre a incidência de queimadas nestes próximos 3 meses. Veja uma avaliação das queimadas que aconteceram em agosto e a tendência para o próximo trimestre. 
 




Queimadas em agosto e a tendência delas para setembro, outubro e novembro


 A partir de setembro elas podem diminuir mas é urgente gestão ambiental


Em agosto foram detectadas 19.150 ocorrências de fogo na vegetação, segundo imagens do sensor MODIS do satélite NASA-AQUA. Este valor ficou aproximadamente 200% acima do número de focos detectados em junho passado. Climatologicamente, este aumento é considerado normal em decorrência da acentuada diminuição da umidade relativa do ar em grande parte do país. Considerando o trimestre MJJ/2016, as ocorrências de focos de origem antrópica ficaram muito acima da média, como resultado do período anomalmente seco e quente. Em comparação com julho de 2015, houve aumento de 120%, destacando-se os Estados do Acre (390%, com 533 focos); São Paulo (360%, 690 focos); Minas Gerais (235%, 1.000 focos); Amazonas (220%, 1.140 focos); Goiás (140%, 840 focos); Rondônia (130%, 970 focos); Mato Grosso (126%, 3.500 focos); Tocantins (125%, 2.740 focos); Mato Grosso do Sul (86%, 690 focos); Pará (79%, 1.600 focos); Maranhão (26%, 2.095 focos); Bahia (15%, 345 focos) e Piauí (9%, 750 focos). Atenção especial para as queimadas intensas e recordes no Acre, Amazonas, Rondônia e Tocantins. O trimestre setembro, outubro, novembro é considerado crítico em relação às queimadas, uma vez que as áreas de elevado risco de ocorrências de fogo na vegetação, que são  climatologicamente esperadas entre setembro e outubro, ainda estarão concentradas e podem ser ampliadas em virtude da estiagem no sul da Amazônia e nas regiões Centro-Oeste, Sudeste e Nordeste, com aumento nas ocorrências no MS (Pantanal), oeste da BA, PA, TO, MA, MT, RO, AC e por aqui em São Paulo. No final deste trimestre, as queimadas tendem a se intensificar no norte da região Nordeste e no Norte do Pará e a diminuir na Amazônia e na grande área central do Brasil que chega até aqui, sendo esta a tendência positiva da Primavera para a nossa região nordeste paulista e sudoeste mineiro, mas enquanto não houver uma gestão governamental de desenvolvimento sustentável nada é garantido quanto a um possível equilíbrio ambiental um pouco maior nos próximos meses.



Fontes: www,climatempo.com.br
             www.somarmeteorologia.com.br
             www.infoclima.cptec.inpe.br
             www.tempoagora.com.br 
             www.folhaverdenews.com

9 comentários:

  1. Em seguida, postaremos aqui nesta seção de comentários mais informações sobre esta pauta de hoje do nosso blog de ecologia e cidadania, tanto sobre o clima, potencial de chuvas, como sobre o risco de queimadas, nos próximos meses da Primavera. Confira e participe.

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  2. Você pode colocar aqui nesta seção de comentários a sua mensagem. Se preferir, mande a sua mensagem pro e-mail da redação do nosso blog navepad@netsite.com.br

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  3. Outra alternativa é você enviar um e-mail pro nosso editor de conteúdo para comentar este post ou para sugerir pautas padinhafranca@gmail.com

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  4. "O que achei mais interessante nesta postagem foi o alerta final de que é urgente uma gestão ambiental e governamental de desenvolvimento sustentável, é o mínimo que deveria existir no Brasil para o país e nossa região também ter chance de avançar sua realidade": comentário de Antônio Duarte, que é engenheiro florestal e atua na região de São José do Rio Preto (SP).

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  5. Segundo o site Climatempo nos informa, Agosto começou seco, mas nas últimas semanas a chuva deu as caras e o volume acumulado chegou a superar a média histórica do mês, que é de aproximadamente 40 mm. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), às 9h da manhã de terça-feira(ontem) o acumulado já estava em 74,2 mm, ou seja, quase 85% acima da média. E esse valor ainda deve aumentar com a chuva de hoje.

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  6. Por sua vez o0 Portal Brasil informa que desde o início do ano até o dia 5 de agosto, foram registrados mais de 53 mil focos de queimadas e incêndios florestais no país. O número representa um aumento de 65% em relação ao mesmo período do ano passado. O registro foi feito pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), unidade de pesquisa do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC). E a seguir um complemento desta informação no próximo comentário, confira.

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  7. Ainda no Portal Brasil: Segundo o coordenador de Monitoramento de Queimadas e Incêndios Florestais do Inpe, Alberto Setzer, o país está só no início da temporada de queimadas, que atinge o pico em setembro. Ele alerta sobre a necessidade de intensificar a fiscalização para evitar que a população coloque fogo na vegetação nesta época do ano – a ação do homem, aliada ao tempo quente e seco, é uma das principais causas dos incêndios florestais.

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  8. Este comentário foi removido pelo autor.

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  9. "Vejo que tudo vai depender também de como vai ser a fiscalização, porque se do ponto de vista do clima, a situação está difícil, em relação às queimadas, ainda mais": comentário de Tadeu Gomes, engenheiro agrônomo pela UFMG, atuando hoje em fazendas de Goiás.

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