sábado, 20 de agosto de 2016

OS MEDALHISTAS GANHAM PRÊMIO EM DINHEIRO E O BRASIL SAI PERDENDO OU GANHANDO DESSA OLIMPÍADA NO RIO?


Ao invés de atletas exceção que vencem à base da superação o Brasil precisa criar uma nova geração olímpica com uma nova estrutura no país nos esportes, na educação, na cultura, na ecologia da vida: o país precisa mudar e avançar toda a sua realidade


Esta conquista olímpica faz nosso futebol renascer...

...e a Nação renasce com a alegria pelas medalhas Olímpicas



Recordista Isaquias infelizmente é uma exceção


Um rescaldo dos Jogos do Rio, a herança e as sequelas, o lado positivo e o negativo da Olimpíada vai mostrar que o Brasil sai em parte vitorioso, à véspera da final das disputas, está bem perto de chegar à sua meta para estes jogos de 2016, o Top 10, ultrapassando alguns países que são economicamente mais fortes. Com apoio em informações dos sites BBC,Terra e da agência de notícias EFE, o nosso blog do movimento ecológico, científico, da cidadania e da não violência faz este rescaldo ou balanço crítico do que vem a representar agora esta Olimpíada para a nossa população. Hoje os erros e limites desta nossa atual realidade ficaram bem evidentes nos resultados, a realidade brasileira não é nada olímpica, mesmo tendo atletas extraordinários como Thiago Brás, canoeiro, Marta e outras exceções, a regra geral é que não existe uma estrutura capaz de formar ou de aperfeiçoar talentos, não só nos esportes, isso acontece em todos os setores. Duas polêmicas se levantaram nestes dias. Aqui, a primeira polêmica:  é justo dentro do contexto atual brasileiro o seleto grupo de medalhistas olímpicos ganharem uma recompensa em dinheiro? Aqui no blog, a gente acha que sim, a premiação pode estimular dentro da atualidade a busca de novos talentos para representar e ajudar a imagem positiva (e até os negócios positivos no exterior) do Brasil, a bem de toda a população. (O Comitê Olímpico Brasileiro, COB, decidiu neste ano que pagará 35 mil reais, o equivalente a 11 mil dólares, aos brasileiros e brasileiras que conseguirem subir ao pódio, independente se a medalha for de ouro, prata ou bronze). Sim, é uma premiação de justiça. Assim como o Brasil, diversos outros países oferecem bônus aos medalhistas olímpicos.O maior valor será dado por Cingapura: US$ 753 mil para quem ganhar ouro. Pelo menos um atleta, o nadador Joseph Schooling, já garantiu a premiação, ao vencer os 100m borboleta e ganhar a primeira medalha de ouro na história da cidade-estado. De quebra, ele ainda derrotou o ídolo Michael Phelps. Já para os italianos, uma medalha olímpica vale US$ 165 mil (até esta quarta-feira eles já tinham 23 medalhas, 8 delas de ouro), a França US$ 66 mil (30 medalhas, 8 de ouro até agora) e os Estados Unidos, US$ 25 mil (86 medalhas, 28 de ouro até o momento). Na América Latina também há prêmios altos. O maior é mexicano: cerca de US$ 160 mil para o ouro, US$ 109 mil para a prata e US$ 55 mil para o bronze. Por enquanto, o país ainda não tem medalhistas. Já os hermanos irão recompensar o ouro com US$ 75 mil - quantia que receberá Paula Pareto, primeira mulher da Argentina a ganhar um ouro olímpico -, prata com US$ 35 mil e bronze com US$ 25 mil. Dentro desta situação, uma Olimpíada é considerada estratégica para o marketing dum país, tanto que a China agora está censurado os maus resultados dos seus atletas... A outra polêmica: é legal os Militares assumirem a formação e a preparação de atletas olímpicos? Isso já ocorre e pode vir a ser institucionalizado daqui prá frente. As Forças Armadas querem renovar com o COB o programa que incorpora atletas civis com potencial vencedor ao Exército, Aeronáutica e/ou Marinha, pagando a eles um salário (3.200 reais) e garantindo o seu treinamento. Nos países do 1º Mundo esta função cabe às escolas públicas e não se limita a atletas de elite, democratizando uma estrutura de educação, cultura, saúde e esportes, o que resulta em toda uma geração de vencedores. Neste caso, a gente aqui neste blog somos contrários a esta solução. Mesmo porque esporte é antes de mais nada também, cidadania, algo que deve se universalizar a todos os setores do povo, sendo assim também uma forma de revalorização da educação pública em caos em nosso país atualmente.  Enfim, há outras polêmicas e problemas, potenciais de avanço e formas de mudar de maneira sustentável o desenvolvimento dos esportes e de toda a realidade brasileira. Os Jogos do Rio estão acabando mas agora já começa a definição da perfomance brasileira na Olimpíada de 2020. (Antônio de Pádua Silva Padinha)    

      





Quadro de medalhas do Brasil nas últimas dez Olimpiadas
Quadro de medalhas do Brasil nas últimas dez Olimpíadas




Rafaela Silva conseguiu o primeiro ouro do Brasil
Rafaela Silva se tornou um ícone da superação dos limites do Brasil


Recordista mundial Michael Phelps ganhou 5 medalhas (4 de ouro no Rio)


Sem estrutura Thiago Braz teve apoio das Forças Armadas


Martine Grael e Kahena Kunze indicam o caminho


Laís mostra a tragédia que pode ocorrer com qualquer atleta


Um mito olímpico mundial histórico como Usain Bolt...


...foi festejado no Rio como se fosse brasileiro



Fontes: BBC - Terra -  EFE -  www.folhaverdenews.com

11 comentários:

  1. Bruno Doro e Fábio Aleixo, do site Uol, nos informam que a medalha de prata de Isaquias Queiroz e Erlon Souza, neste sábado (20), fez o Brasil bater, em total de medalhas, a sua melhor campanha na história. Serão, contando com futebol e vôlei, 18 pódios garantidos. O recorde anterior foi na Olimpíada passada, em Londres, que teve 17.


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  2. "Nosso país ainda pode superar o número de Ouros. Se confirmar a expectativa, passará a seis conquistados superando o rendimento verde-amarelo em Atenas-2004, recorde de campeões olímpicos da delegação nacional, com cinco. Uma sede olímpica superar o desempenho dos Jogos anteriores não chega a ser novidade. Até hoje, apenas três países ganharam mais medalhas na Olimpíada anterior aquela que organizaram: os EUA (101 medalhas em Atlanta-1996 contra 108 de Barcelona-1992), a Finlândia (24 em Londres-1948 e 22 em Helsinque-1952) e a França (42 na Antuérpia-1920 e 41 em Paris-1924": informações do COB, Comitê Olímpico Brasileiro.

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  3. "Quando o COB (Comitê Olímpico do Brasil) fizer o balanço dos Jogos do Rio de Janeiro, o número de total medalhas certamente será comemorado. É preciso lembrar, porém, que a meta estipulada pelo próprio comitê não deve ser batida. A ideia era ficar entre os 10 mais do quadro de medalhas por total de medalhas. Neste momento, o país é o décimo quinto na soma de pódios. E só deve entrar no top 10 se ganhar medalha em praticamente todas as modalidades que disputar neste sábado e domingo. São disputas no taekwondo e 4x400 m no atletismo neste sábado e maratona neste domingo. Além de já contar com os pódios garantidos no futebol e vôlei": é o que nos informam também os repórteres Bruno Doro e Fábio Aleixo, do site Uol.

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  4. Rio-2016: ainda neste sábado Isaquias levou prata com Erlon e fatura a sua 3ª medalha olímpica.


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  5. "Qual foi a receita para o aumento da performance brasileira? A resposta é o aumento de modalidades em que o Brasil subiu ao pódio. Pela primeira vez na história, o número de esportes com medalhistas olímpicos chegou aos dois dígitos. Imagine se mudar e avançar a estrutura da educação, cultura, saúde, ecologia e esportes nas escolas públicas?": o comentário é de Isaias Morais, do Rio de Janeiro (RJ), que joga futebol de areia e trabalha como executivo na Zona Portuária.

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  6. MAIS BALANÇO DA OLIMPÍADA BRASIL - A canoagem de velocidade foi o décimo esporte a medalhar na Rio-2016. Antes, atletismo (ouro de Thiago Braz), vôlei de praia (ouro de Alison/Bruno e prata de Agatha/Bárbara), boxe (ouro de Róbson Conceição), ginástica (pratas de Arthur Zanetti e Diego Hypólito e bronze de Arthur Nory), judô (ouro de Rafaela Silva e bronzes de Rafael Silva e Mayra Aguiar), maratona aquática (bronze de Poliana Okimoto), vela (ouro de Martine Grael e Kahena Kunze), tiro (prata de Felipe Wu) e futebol (com a final de Neymar &Cia.) foram ao pódio. Com o vôlei, da seleção masculina de Bernardinho, o número chega a 11. Dessa lista, o Brasil também emplacou duas modalidades em que nunca tinha subido ao pódio. A prata de Isaquias Queiroz no C1-1000m foi o primeiro da canoagem de velocidade, assim como o bronze de Poliana na maratona aquática. Além disso, a prata de Wu foi o primeiro resultado expressivo olímpico do Brasil no tiro esportivo desde os feitos de Guilherme Paraense nas Olimpíadas de 1920!...


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  7. "Outra prova de um Brasil mais versátil no esporte olímpico é a origem dos cinco ouros conquistados no Rio de Janeiro. Em Atenas-2004, os cinco ouros vieram de vela (2), hipismo (1), vôlei (1) e vôlei de praia (1). Nenhum deles chegava ao pódio pela primeira vez naquela edição.
    Na Rio-2016, foram cinco modalidades diferentes com campeões olímpicos, duas delas que nunca tinham feito isso antes. Robson Conceição, no 60kg, é o primeiro ouro do boxe. Nos outros esportes, brasileiros já tinham ouro de outras Olimpíadas. Martine Grael e Kahena Kunze ganharam a sétima medalha dourada da vela. No atletismo, Thiago Braz fez o quinto ouro. Rafaela Silva é quarta campeã olímpica brasileira do judô. No vôlei de praia, Alison e Bruno são a terceira dupla a atingir o feito": comentário de Maria Lúcia Pelegrini, de BH, Minas Gerais, professora de Educação Física.

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  8. Isaquias quebra recorde de medalhas! Destaque nesse momento dos repórteres do UOL. Pela primeira vez o Brasil teve um atleta com três pódios na mesma edição dos Jogos. Aos 22 anos, Isaquias inaugura a era de superatletas brasileiros com três medalhas na canoagem: ele foi prata no C1-1000m, bronze no C1-200m e prata no C2-1000m – o último ao lado de Erlon Souza.
    Antes dele, o máximo que atletas brasileiros conseguiram em uma mesma edição olímpica eram duas. A lista tem os nadadores César Cielo (ouro nos 50m livre e bronze nos 100m livre em Pequim-2008) e Gustavo Borges (prata nos 200 m livre e bronze nos 100 m livre em Atlanta-1996) e os atiradores Guilherme Paraense (ouro na pistola militar de 30 m e bronze por equipes na pistola livre 50 m na Antuérpia-1920) e Afrânio da Costa (prata na pistola livre de 50m e bronze por equipes na mesma prova de Paraense em 1920). Todos eles, na história esportiva do Brasil.

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  9. Coloque vc tb aqui nesta seção o seu comentário ou se preferia, envie por e-mail para a redação do nosso blog a sua msm: navepad@netsite.com.br

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  10. Vc pode tb enviar um e-mail diretamente pro nosso editor de conteúdo padinhafranca@gmail.com podendo inclusive sugerir pautas, debates e/ou novas matérias por aqui em nosso blog.

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  11. "Curti legal esta matéria e acho que vcs deveriam enfocar o aumento ou a diminuição da violência no Rio durante os Jogos: isso sim pode ter sido um avanço, caso tenha ocorrido": comentário de Mário Lopes, de Niterói (RJ) que vai diariamente ao Rio para trabalhar no mercado imobiliário.

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