terça-feira, 2 de agosto de 2016

SALVAR AS ÁRVORES DO DESMATAMENTO, DAS QUEIMADAS E DA FALTA DE GESTÃO PÚBLICA AMBIENTAL É A NOSSA MISSÃO NESSE INVERNO OU SECA E NESSA GERAÇÃO



Mais da metade das espécies de árvores da Amazônia estão ameaçadas: isso sinaliza problemas de clima, de ambiente e de saúde lá e aqui, em todo o país


Há mais de 15 mil espécies de árvores na Amazônia...


 
...mas metade delas já estão ameaçadas atualmente


Recebi mensagem hoje da amiga Albertina Lourenci, professora universitária e líder de cidadania gaúcha que está atualmente nos Estados Unidos: ela comenta que na Califórnia onde mora hoje a seca permanece há 5 anos, a maior da história de toda aquela região dos States. O desequilíbrio do clima e do ambiente está também na Amazônia, onde um estudo reunindo 158 pesquisadores de 21 países concluiu que pelo menos 36% e até 57% de todas espécies de árvores deste bioma podem estar ameaçadas em sua vida.. Esta pesquisa que bombou na revista Science Advances, usou os critérios da lista vermelha de espécies ameaçadas de extinção da União Internacional de Conservação da Natureza (IUCN). Até a verde Amazônia na lista vermelha das espécies. Nesta listagem, um critério: se há perda de 30%, a espécie é considerada vulnerável, perda de 50%, ameaçada e perda de 80%, perigo de extinção. O declínio afeta árvores que são representativas da floresta amazônica como a castanheira, o cacaueiro e a palmeira do açaí. No entanto, a situação é pior em relação a árvores com menor incidência ou mesmo incidência em apenas algumas áreas, explica o pesquisador que liderou a equipe de pesquisadores de vários países,  Hans ter Steege, do Centro de Biodiversidade Naturalis, da Holanda. Muito se fala agora sobre os efeitos do desmatamento da Amazônia sobre o ecossistema ou sobre o clima como um todo, mas pouco se sabe sobre o impacto em espécies específicas lá na própria região: "Há muitos dados que não sabemos, por exemplo, quantas espécies de anfíbios, insetos, fungos, bactérias, e outras formas de vida são afetadas", comenta ainda Hans ter Steege. Ele e seus colegas da Naturalis colheram dados desde 2009 e ainda em 2013, já chegavam à estimativa de que há cerca de 15 mil espécies diferentes de árvores na região que estão pelo menos vulneráveis diante da realidade ambiental e climática do norte do Brasil. Steege faz questão de destacar que não quer fazer um escândalo na mídia com esta condição de risco das árvores amazônicas, mas também não pode silenciar diante da situação que a pesquisa constatou, a expectativa dele é que o impacto destes estudos venham a ser positivos, no sentido de gerar transformações na realidade e de alertar autoridades governamentais sobre a urgência de uma gestão ambiental sustentável na Amazônia e em todo o país: "Ainda existe a oportunidade de preservar. O impacto desta pesquisa espere que não leve ninguém a pensar que já não podemos fazer nada. No caso dos cientistas e dos ecologistas, podemos e devemos alertar e pressionar para que haja um movimento na direção certa". Em outras palavras, Hans ter Steege está dizendo que todos os que conhecemos o valor das árvores e da própria Amazônia, todos os que amamos a natureza temos como missão promover um desenvolvimento sustentável, lá e em todas as regiões brasileiras, reequilibrando os interesses econômicos com os ecológicos, para que 15 mil espécies valiosas de árvores escapem, a bem da nossa vida: com uma grande extinção de árvores nativas não haverá água nem futuro para todos nós. 


O desmatamento e as queimadas não são a única casa da situação...

...a falta de pesquisas, informações e gestão sustentável agrava tudo


Fontes: Science Advances/Instituto Nacional de Conservação da Natureza/Naturalis
             www.folhaverdenews.com

9 comentários:

  1. Logo mais por aqui nesta seção de comentários, mais informações sobre esta pauta de hoje do nosso blog, aguarde e confira, participe.

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  4. "De 15 mil espécies de árvores, a metade ameaçada, essa informação deveria provocar uma revolução na área do meio ambiente do Brasil na Amazônia": quem comenta é o engenheiro florestal Achilles Moura, que está em São Paulo dentro dum projeto cultural e ecológico para a sua região, Presidente Prudente, oeste do estado.

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  5. "Dois professores da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat) participaram deste estudo que afirma que mais da metade de todas as espécies de árvores da Amazônia podem estar globalmente ameaçadas. Beatriz Schwantes Marimon e Ben Hur Marimon, são professores da Unemat no campus de Nova Xavantina e participaram do estudo junto com mais 156 pesquisadores de 21 países. O estudo foi publicado na revista Science Advances, repercute em todo planeta": a informação nos foi enviada por Júlio Ramos, paulista de Avaré, que está morando em Cuiabá e é promotor de Turismo.

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  6. "Pelo que me lembro este estudo coordenado pelo centro holandês de Biodiversidade Naturalis vem alertando há algum tempo que a Amazônia mesmo abrigando mais de 15 mil espécies de árvores, muitas delas estão ameaçadas de desaparecer, de 36% a 57% estão ameaçadas, segundo os critérios da União Internacional para Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais": esta msm nos foi enviada por Maria dos Santos Pereira, que vive em Manaus e contatou nosso blog ao pesquisar este assunto na Internet, preparando uma aula de Geografia.

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  7. "Os pesquisadores, que participaram deste estudo que envolveu 150 especialistas de 21 países, têm alertado que as florestas e reservas amazônicas enfrentam barreiras, desafios e ameaças como construção de barragens, mineração, queimadas e secas, essas intensificadas pelo aquecimento global, além da invasão de madeireiras e garimpeiros nas terras indígenas e nas reservas florestais": comentário enviado também pela professora de Geografia Maria dos Santos Pereira, de Manaus, Amazonas.

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  8. O site G1 nos informou que estes estudos coordenados pela Naturalis no Brasil foram feitos durante 20 dias, em que 34 pesquisadores coletaram dados com enfoque na conservação da biodiversidade, considerando as alterações climáticas. Testaram ainda modelos que podem comprovar o risco de extinção de algumas espécies da fauna e da flora da transição do bioma Cerrado para o Amazônico.

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  9. A pesquisadora brasileira Beatriz Marimon também no G1 conta que análise das árvores pode
    prever futuro das espécies. A intenção da pesquisa foi verificar até que ponto plantas e animais resistem a alterações da temperatura e eventos de seca. Os pesquisadores mediram a resistência das plantas à falta de água, perda de espécies, aumento de temperatura e perda de recarga atmosférica - a umidade no ar gerada pelas árvores, que causa as chuvas posteriormente.
    A fotossíntese depende de água. Se tivermos essas informações das vegetações, podemos saber como as plantas vão se comportar em momentos de mudança climática, aumenta de temperatura, mudança de clima, queimadas. A professora Beatriz explica que uma maneira de entender melhor o que essas mudanças estão causando é estudar as florestas naturais, preservadas. São medidas as circunferências dos troncos das árvores, que recebem uma etiqueta de identificação e alguns outros dados são anotados. “Repetindo isso ano a ano e associando a características do clima, podemos prever no futuro o que vai acontecer com nosso planeta”, comentou a pesquisadora da Unemat, Beatriz Schwantes Marimon.

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