terça-feira, 27 de setembro de 2016

FALTA DE CHUVA JÁ AFETA HOJE 25 MILHÕES DE PESSOAS NO BRASIL ABALANDO A REALIDADE EM 12 ESTADOS E EM 975 CIDADES BRASILEIRAS

Temor duma Primavera Seca é real: embora a situação tenha melhorado por aqui no Sudeste do país, em outras regiões brasileiras até está se complicando mais ainda


O Rio Acre agora está também no mapa da seca do Brasil 2016


O fenômeno oceânico El Niño que ajudou São Paulo a sair da pior crise hídrica de sua história (após duas temporadas de seca e racionamento de água), isso a partir de novembro de 2015, agora, está sendo porém o grande responsável por agravar a estiagem no Nordeste e no norte de Minas Gerais. No sites Estadão e R7, o meteorologista Christopher Cunningham, do Cemaden (Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais), diz que "o El Niño observado entre 2015 e 2016 foi o terceiro mais intenso já registrado na história e comprometeu ainda mais a quadra chuvosa do Nordeste, que vai de fevereiro a maio, enquanto aumentou as precipitações em parte do Sudeste". Conforme matéria que postamos recentemente aqui no blog Folha Verde News, agora, nos próximos três meses deve haver uma maior influência dum outro fenômeno La Niña e esta situação poderá mudar mas também até complicar mais ainda em determinadas áreas. Christopher Cunningham deixa claro sobre o El Niño que "o Nordeste já vinha três anos com muita seca por causa de um grande sistema de alta pressão que também afetou o Sudeste e provocou irregularidade nas chuvas. Este fenômeno levou uma corrente de água quente para o sul do continente, que provoca muita chuva no Sul do Brasil, às vezes com reflexo no Sudeste, como tivemos neste ano, mas inibe a formação de nuvens no Nordeste". Apesar da prevalência em setembro, outubro e novembro do outro fenômeno (La Niña), para o meteorologista Cunningham "não há perspectiva de melhora em algumas regiões até fevereiro de 2017".



A seca se agrava também pela primeira vez na região de Vitória, Espírito Santo
 

No Distrito Federal o racionamento de água começou há quatro dias, informa a Agência Brasília. Já a Agência Brasil também tem alertado que da Grande Vitória, no Espírito Santo, aos confins da Brasiléia, cidade no sul do Acre que faz fronteira com a Bolívia, a falta d’'água por causa da seca já afeta a vida de mais de 25 milhões de pessoas no Brasil. Levantamento feito junto a órgãos federais e estaduais mostra que 975 municípios brasileiros em 12 Estados e o Distrito Federal, incluindo capitais como Fortaleza e Rio Branco, chegaram neste mês em situação crítica ou de emergência por causa da estiagem ou já adotaram rodízio no abastecimento à população. No Espírito Santo e no Distrito Federal, o racionamento de água já começou. No caso da Grande Vitória (ES), os cortes de 24 horas feitos uma vez por semana atingem 1,8 milhão de moradores pela primeira vez na história da região. Isso porque a vazão dos dois rios (Santa Maria da Vitória e Jucu) usados para abastecer a área está 77% abaixo da média e o estoque de água na represa que alimenta os rios era suficiente para apenas 20 dias sem chuvas. A situação é ainda mais crítica no semiárido do Nordeste, onde a estiagem perdura pelo quinto ano consecutivo, secando córregos, açudes e poços usados para irrigação e consumo humano. Neste mês, 754 cidades da região estão em situação de emergência reconhecida pelo Ministério da Integração Nacional, o que garante ajuda financeira do governo federal para compra de caminhão-pipa e construção de adutoras. No Rio Grande do Norte e na Paraíba, a escassez de água atinge mais de 75% dos municípios. "Estamos atentos a todas as regiões que passam por dificuldades no abastecimento e criamos um grupo de trabalho para construir estratégias de enfrentamento da seca para áreas com grande intensidade demográfica, como a de Campina Grande (PB), que há 100 anos não tinha uma estiagem tão extensa como esta e pode entrar em colapso no fim do primeiro trimestre de 2017", disse o ministro Helder Barbalho, que explicou ainda que lá moram mais de 400 mil pessoas. Segundo ele, a solução estrutural para resolver a seca no semiárido nordestino poderia ser a transposição do Rio São Francisco, cujas obras começaram em 2007. Não é esta a análise de muitos cientistas que têm pesquisado a crise hídrica nordestina. Mas mesmo que o senhor ministro esteja certo, a previsão é de que a passagem das águas pelo eixo leste (Pernambuco e Paraíba) esteja pronta até dezembro e do eixo norte (Ceará e Rio Grande do Norte) no ano que vem, ou seja, com cinco anos de atraso. Nesse meio tempo, segundo os especialistas, precisaria ser feita ainda e além do mais, a despoluição e a revitalização do rio São Francisco. Dados da ANA (Agência Nacional de Águas), que monitora 511 açudes do Nordeste, mostram que o nível dos reservatórios que abastecem a região é de apenas 19%. O cenário é preocupante porque ainda faltam quatro meses para o início da chamada quadra chuvosa (fevereiro a maio). Em 2012, quando a estiagem começou, o índice era de 54% nesta época do ano. No Ceará, por exemplo, mais da metade dos 151 reservatórios já secou ou tem menos de 10% da capacidade, como o açude Castanhão, principal fonte de abastecimento de Fortaleza.A situação hídrica piorou também no Norte do país. Cidades que no ano passado chegaram a decretar estado de calamidade por causa de inundações, como Brasiléia e Rio Branco, no Acre, estão hoje em situação de emergência por causa da seca. O rio Acre atingiu nas últimas semanas o nível mais baixo da sua  história (1,30 metro de altura) e a capital entrou em rodízio no abastecimento. Há um ano o nível do rio era de 10,5 metros: "Estamos vivendo a maior seca da história do Acre. Com a baixa do rio, as torres não conseguiram mais captar água normalmente e tivemos que usar bombas flutuantes e construir novas adutoras para fazer a captação em águas rasas e manter ao menos um abastecimento controlado", disse Edvaldo Magalhães, do departamento de saneamento acreano. Enfim, nós por aqui no Sudeste e Centrosul do Brasil, esperançosos com as possíveis chuvas da Primavera e a influência do fenômeno oceânico La Niña, temos que agradecer a Deus por termos por aqui pelo menos alguma perspectiva de que neste ano não haverá seca. 

 
Agora secou no Espírito Santo, em todo Semiárido, no Acre...

E assim como foi em São Paulo falta gestão ambiental em todo o país

El Pais também está fazendo matéria sobre nova cara da seca no Brasil


Fontes: Estadão - R7 -  ANA -  Integração Nacional - agências Brasil e Brasília
             www.folhaverdenews.com 
  

9 comentários:

  1. Não só o meio ambiente ou a economia estão em crise, mas também as previsões meteorológicas, mesmo com um avanço da tecnologia no setor, os desequilíbrios ambientais somados à falta duma gestão governamental sustentável e mais, o caos do clima, tudo isso junto deixa a situação climática um mistério, quando se espera que chova aqui, chove lá.

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  2. A realidade climática está bastante complicada e complexa, basta ver as informações também sobre os fenômenos oceânicos El Niño e La Niña.

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  3. Logo mais, estaremos postando dados e informações que estamos pesquisando neste setor, bem como, opiniões e mensagens: aguarde nossa próxima edição aqui nesta seção de comentários, confira e participe você também.

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  4. Você pode postar direto aqui nesta seção o seu comentário ou, se preferir, mandar uma mensagem pro e-mail da redação do nosso blog de ecologia e de cidadania: navepad@netsite.com.br

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  5. Se quiser, você também pode enviar a sua mensagem diretamente pro e-mail do nosso editor de conteúdo aqui no blog, também para sugerir novas pautas: padinhafranca603@gmail.com

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  6. "Até a meteorologia está confusa, me parece que estamos nos aproximando dum caos do clima e do meio ambiente, nem com toda tecnologia se consegue um entender o prever o que acontece ou o que acontecerá nestes próximos meses": comentário de Fábio Sales de Sousa, de São José dos Campos, engenheiro formado pela Unesp e empresário.

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  7. Este engenheiro Fábio Sales de Sousa comenta também a afirmação do blog sobre a falta de uma gestão governamental sustentável no ambiente e no clima, nos enviando o seguinte texto: "O Brasil é signatário do Protocolo de Kyoto, o mais importante acordo multilateral para combate ao aquecimento, bem como acompanha a evolução dos debates e das pesquisas internacionais, além de desenvolver uma política climática própria e apoiar muitos pesquisadores nacionais envolvidos com o assunto. Em 2013 foi publicada a primeira grande síntese sobre o clima e seus efeitos produzida a partir de modelos climáticos criados no Brasil e a ele especificamente voltados, dando novos e sólidos subsídios para a criação e implementação das necessárias políticas públicas adaptadas às realidades locais. Em vários aspectos o país mostra avanços nos últimos anos, mas em muitos outros surgem retrocessos, e o atual governo tem recebido enorme quantidade de críticas sobre seus objetivos e seu desempenho na questão ambiental".

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  8. "A poluição do ar, causada pelo escapamento dos carros, chaminés industriais e outras fontes, isso misturado com a poeira em suspensão e as ventania tem espalhado vírus e causado doenças, este é um fator a ser considerado no atual desequilíbrio do ambiente e do clima": quem comenta é Rodrigo Santos, de São Paulo (SP), após ter lido um relatório da OMS (Organização Mundial da Saúde) que a ONU está divulgando agora.

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  9. Rodrigo Santos, especializado em Informatização, comenta ainda que "diante da atual realidade do clima e do ambiente, as tecnologias em geral não resolvem, não só no caso da meteorologia, de forma geral é cada vez mais urgente mudar a estrutura de vida, com energias limpas como a Sola e a Eólica, ajudando assim a natureza a se recompor".

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