sexta-feira, 30 de setembro de 2016

A MAIORIA DA POPULAÇÃO BRASILEIRA ESTÁ CONECTADA DIRETO SEGUNDO A PESQUISA TIC DOMICÍLIOS E ALGUNS ATÉ VICIADOS EM INTERNET


Dados demonstram que 58% dos brasileiros e brasileiras navegam na rede mundial e o uso da web cresceu mais de 5% em todo o país entre novembro de 2015 e junho de 2016 segundo esta pesquisa que foi realizada em mais de 23 mil residências em todas as regiões do país durante 7 meses: confira a seguir resumo das informações











Computador
Aumenta o uso da tecnologia de informação e de comunicação no Brasil



Na maioria das regiões a velocidade da web ainda é um problema


Não é à toa que nesta eleição municipal de agora candidatos e partidos usaram com uma maior intensidade as redes sociais e os e-mails nas suas campanhas: repórter da Agência Brasil, Bruno Bochini, está nos fornecendo todos os dados desta 11ª edição da pesquisa TIC Domicílios mostrando um aumento expressivo do número de internautas no país. Esta pesquisa agora mede a posse, o uso, o acesso e os hábitos da população brasileira em relação às tecnologias de informação e de comunicação, revela que 58% da população brasileira usam a Internet. Isso representa 102 milhões de internautas. A proporção é 5% superior à registrada no levantamento anterior. O estudo de agora foi feito pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), pelo Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br), e pelo Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br). Foram realizadas entrevistas pessoais com abordagem face a face em 23.465 domicílios em todo o território nacional, entre novembro de 2015 e junho de 2016. De acordo com o levantamento, pessoas das classes sociais mais abastadas usam mais a Internet: 95% dos entrevistados da classe A haviam utilizado a rede menos de três meses antes da pesquisa. A proporção cai para 82% para a classe B, 57% para a C e 28% para as classes D/E. No entanto, as classes menos abastadas foram as que tiveram maior crescimento proporcional em relação à pesquisa anterior: a D/E aumentou sete pontos percentuais (de 21% para 28%), a C, três pontos percentuais, a B, dois pontos e a A caiu um ponto. A proporção de domicílios brasileiros com acesso à Internet, considerando também conexões por telefone celular, ficou praticamente estabilizada em 51%. Em 2013, era de 43%. De acordo com o levantamento, 34,1 milhões de domicílios no Brasil têm acesso à web, sendo que as classes mais ricas têm mais acesso: 97% dos domicílios da classe A estão conectados, seguidos por 82% da classe B, 49% da classe C e16% das classes D/E. Por região, o Sudeste tem o maior número de domicílios tanto conectados, quanto desconectados: são 17,4 milhões de domicílios conectados e 11,7 milhões, desconectados. O Nordeste tem 7 milhões de domicílios com Internet e 10,5 milhões sem. O Sul tem 5,4 milhões conectados e 4,9 milhões desconectadosO Centroeste tem 2,5 milhões ligados na rede mundial de computadores e 2,7 milhões desligados. O Norte tem 1,9 milhões de domicílios conectados e 3,1 milhões, desconectados. O levantamento mostra que a proporção de domicílios brasileiros com computador estabilizou em 50% - mesma proporção registrada em 2014 - o que representa 33,2 milhões de domicílios com acesso a computação eletrônica. Segundo a pesquisa, 99% da classe A têm computador em casa, seguido de 84% da classe B, 47% da classe C e 13% da D/E. A pesquisa mostra também que o telefone celular é o dispositivo utilizado para o acesso individual à Internet pela maioria dos usuários: 89%, seguido pelo computador de mesa (40%), computador portátil ou notebook (39%), tablet (19%), televisão (13%), e videogame (8%). De acordo com o levantamento, 56% da população brasileira internetaram através do telefone celular nos três meses antes da pesquisa. A proporção era de 47% em 2014 e de 31% em 2013.  O tipo de conexão mais utilizada nos celulares passou a ser o wifi, com 87% dos usuários, seguido pelo 3G ou 4G (72%). Uma das conclusões agora deste levantamento da TIC Domicílios é o uso cada vez maior de celulares pelos internautas de todas as classes sociais, profissões e regiões brasileiras, enfim, celular, preferência nacional. 





 



Fontes: Agência Brasil  - GGI.br - Cetic.br - NIC.br
             www.folhaverdenews.com 

8 comentários:

  1. Falta de capacitação dificulta uso da Internet nas escolas, aponta uma outra pesquisa, da TIC Educação, sobre uso da internet como ferramenta pedagógica, a reclamnação nº 1 é a baixa velocidade de conexão.

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  2. A baixa velocidade de conexão e a falta de capacitação dos professores são entraves mostrados pela pesquisa TIC Educação, que trata do uso da Internet como ferramenta pedagógica. Segundo este estudo, apenas 39% dos docentes de escolas públicas e privadas tiveram alguma disciplina ou discussão durante a graduação sobre o uso da rede nas aulas. O índice chega a 54% entre os professores com até 30 anos e fica em 25% no grupo daqueles com mais de 46 anos.


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  3. O acesso à web está disponível nas salas de aula na maioria das escolas privadas. "Não podemos exigir dos professores da rede pública uma prática que ele não conhece", ressaltou o gerente do Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br), Alexandre Barbosa, ao lembrar que navegar pela Internet no dia a dia é diferente de usá-la para fins pedagógicos. "Isso é muito crítico. E provavelmente aí está uma das fontes que nós temos para apropriação dessa tecnologia para uso pedagógico nas escolas brasileiras".

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  4. O acesso à internet está disponível nas salas de aula de 43% das escolas públicas urbanas e em 72% das classes de estabelecimentos particulares. No entanto, o ambiente virtual só é utilizado na própria sala de aula por 50% dos professores da rede particular e somente por 23% dos docentes da rede pública. Apesar das dificuldades, a Internet é usada de outras formas e em outros ambientes escolares. A maioria dos docentes (73%) trabalha com o ambiente virtual em suas aulas de alguma maneira, com aproveitamentos diversos: aulas expositivas (52%), trabalhos sobre temas específicos (59%) e solução de dúvidas individuais (45%). Há ainda o uso em laboratórios de informática, prática de 35% dos professores das redes municipais e estaduais de ensino e de 29% dos que trabalham em estabelecimentos particulares.

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  5. Para o coordenador de projetos e pesquisas do Cetic, Fabio Senne, os números refletem as políticas de inclusão digital nas escolas adotadas nos últimos anos, que priorizaram a instalação de pontos de acesso e equipamentos. "A ideia de enviar computadores e prover conexão está na base das políticas que tem mais de 15 anos de existência". Mas há outra dificuldade.
    A pesquisa revela que é difícil o uso da Internet nas escolas por causa da baixa velocidade de conexão. Segundo o estudo, 37% das escolas têm conexões de até 2 megabits por segundo. "O que não é razoável para dividir com uma escola de 300 alunos", avaliou Alexandre Barbosa. As conexões fracas também impactam, de acordo com Barbosa, nos números de uso da Internet na escola. Por isso, alguns colégios adotam, segundo ele, restrições ao uso da rede no ambiente escolar. "Tem uma questão de limitação técnica que é a capacidade da banda. Se todos os alunos se conectarem ao wifi e começarem a fazer download ou streaming [transmissão ao vivo], essa infraestrutura não é robusta o suficiente para permitir esse tipo de acesso. Mas é um sinalizador de que nós temos um problema que é a restrição do uso dessas tecnologias atuais".

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  6. A pesquisa aponta que 94% das escolas privadas e 84% das públicas têm redes sem fio. Entretanto, em apenas 16% das particulares o acesso é livre para todos, percentual que fica em 6% nos estabelecimentos estaduais e municipais. Em 19% das escolas privadas, os alunos podem acessar a rede sem fio com uma senha. Nas escolas públicas, esse percentual é de 16%. Em 58% das escolas particulares e em 62% das públicas a Internet wifi não está aberta para os estudantes. Esta pesquisa foi realizada pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), por meio do Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br) e do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br). Foram entrevistados 898 diretores de escola, 861 mil coordenadores pedagógicos, 1,63 mil professores e 9,21 mil alunos entre setembro e dezembro de 2015. O estudo envolveu 898 escolas urbanas.

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  8. "Internet se tornou hoje uma forma de poder de consumo, precisa ser mais democratizada pro avanço do país": comentário de Leonor Alves, de Curitiba, Paraná, geógrafa.

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