domingo, 25 de setembro de 2016

MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL DECRETARÁ EM BREVE A EXTINÇÃO DAS TORCIDAS ORGANIZADAS: O DEBATE É SE ISSO DIMINUIRÁ A VIOLÊNCIA NO FUTEBOL?


Em defesa de um mínimo de Bom Senso ou a favor da Não Violência e pelo amor ao futebol, a  paz nos estádios e a liberdade do público torcer ou se divertir, só mais esta proibição será a melhor opção? Confira aqui um debate e conheça o que deu muito certo na Inglaterra



Quase todo jogo importante tem pancadaria PM X Torcidas Organizadas



A guerra contra a violência no futebol ganhou um aliado importante nos últimos dias: o MPF, este  órgão trabalha com a possibilidade de declarar todas as torcidas organizadas do país do futebol extintas e, por consequência, proibidas de frequentar estádios para sempre. A intenção é colocar tal plano em prática ainda nesta temporada. Desde junho, ocorreram brigas entre torcedores em diversos jogos pelo Brasil, como Corinthians x Palmeiras, Botafogo x Flamengo, Santa Cruz x Sport, Ponte Preta x São Paulo e Atlético-MG x Cruzeiro. Em alguns, houve mortes, o que levou o MPF a entrar em ação. A punição criada pela Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo, impedindo que as torcidas organizadas entrem nos estádios de futebol com faixas, bandeiras, instrumentos e qualquer tipo de adereço que as identifique, poderá ou deverá ser estendido para outros estados a qualquer momento. Inclusive, advogados de algumas das maiores torcidas organizadas já foram avisados. No Rio de Janeiro, torcedores do Vasco, Flamengo e Fluminense criticaram a medida. O MPF está disposto a cobrar a extinção das torcidas que não respeitarem um acordo mínimo de ordem e de paz no estádios, com a  punição imediata. E atenção, desde 2010, foram 115 mortes relacionadas ao futebol no Brasil. Nenhum outro país no mundo registrou tal número de vítimas da violência neste setor de lazer e de esporte.  "Na minha ótica e também baseado num relatório recente da Anistia Internacional, que criticou a PM paulista como uma das mais violentas do mundo, usando métodos e estratégias que remontam ao tempo da Ditadura e não refletem inteligência tática e muito menos respeito aos seres humanos, que podem ser controlados de forma mais sutil do que pancadaria, por exemplo, num jogo do Corinthians policiais arrancaram faixas de protesto duma torcida organizada e desceram o pau nos torcedores ferindo alguns gravemente, quando a gente sabe que é melhor a galera protestar com faixas do que com rojões ou brigas, a PM neste caso errou feio na sua ação mas quem foi punido foi o clube", argumenta por aqui o nosso editor de conteúdo, o repórter e ecologista Antônio de Pádua Silva Padinha, que é também futebolista, sendo integrado ao movimento da Não Violência, em nome do qual edita aqui na web este nosso blog Folha Verde News.



"Além de melhorar a inteligência das forças de segurança e de proteger os pontos onde os torcedores marcam encontros pelas redes sociais para brigarem ou se encontram no trajeto pros estádios, tratar torcedores organizados ou não com respeito mas também com severidade, pode ser muito mais eficaz como ficou claro na Inglaterra, afinal torcer no futebol é uma das poucas alegrias do povo, ela deve ser protegida ou preservada num esquema que seja ao mesmo tempo de liberdade e de vigilância policial" (Padinha, futebolista e editor de blog da não violência)


Recentemente, torcida organizada na Arena em Itaquera apanhou da PM por portar faixas de protesto

O que deu certo para acabar com a violência nos estádios ingleses? Confira aqui a seguir...



Em geral, torcidas organizadas de todos os times estão presas num universo de violência


 Uma tragédia histórica em Heysel motivou uma transformação radical nos estádios da Inglaterra, os criminosos das torcidas não tiveram mais como agir e os torcedores comuns, com suas famílias e crianças voltaram, assim como a paz aos estádios. É consenso entre os especialistas que a melhor receita para combater a brutalidade das gangues de torcedores foi a criada ainda em 1980 na Inglaterra depois de uma série de ocorrências trágicas, como vítimas fatais. Os Hooligans não desapareceram do país, é claro, mas a política de segurança adotada pelos ingleses foi capaz de contê-los. Hoje, os fins de semana de futebol na Inglaterra são sinônimo de fortíssima presença policial, uma estratégia inteligente, com uso de tecnologia e muito rigor no acompanhamento das torcidas: graças a tudo isso, estádios lotados de torcedores hoje bem mais civilizados, acompanhados de suas mulheres e filhos, seguros de que não serão envolvidos em uma guerra durante uma simples partida de futebol. Seguir esta filosofia e algumas das providências tomadas na Inglaterra e em outros países europeus, além de outras medidas cobradas por especialistas brasileiros, em debate na mídia nestes dias, isso sim, pode ser um roteiro do que deve ser feito para oferecer a mesma segurança aos torcedores aqui no país da bola, sem diminuir a liberdade e a alegria do futebol. Para tanto, além das torcidas organizadas mudarem seu perfil, é urgente a polícia atualizar os seus métodos de ação.  Não basta só proibir as Organizadas para acabar com o problema, a PM também precisa evoluir
. Confira comentários, mensagens, opiniões na nossa seção de comentários.

 
Na Inglaterra ao se mudar a forma de agir da polícia a utopia da paz no futebol se concretizou: o caminho da mudança parece ser este...



Fontes: www.yahoo.com.br

             www.folhaverdenews.com

16 comentários:

  1. Logo mais, ainda neste sábado e no domingo, em todo este fim de semana, estaremos postando aqui nesta seção de comentários mais informações e também mensagens e a sua opinião neste assunto em debate por todo o país. Participe, confira nossa edição.

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  2. "Concordo que só proibir as Organizadas pode não resolver, que na Inglaterra a solução passou também por um avanço da estratégia policial, enfim, é mesmo preciso preservar a alegria popular do futebol, não sei se tanta proibição e mais o "futebol business" vão deixar": comentário de José Pedro Rocha, de Campinas (SP), que se diz torcedor da Ponte Preta e anda ausente dos jogos por causa da violência nos estádios.

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  3. Você pode colocar direto aqui nesta seção de comentários a sua opinião, informação ou mensagem ou então enviar um e-mail para a redação do nosso blog de ecologia e cidadania navepad@netsite.com.br

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  4. Outra alternativa: envie seu e-mail diretamente pro nosso editor do blog padinhafranca603@gmail.com

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  5. "O MPF precisa pensar bem, acho mais fácil proibir as Organizadas e mais difícil muda a Polícia e a cultura da violência que está não só no futebol e nos estádios": comentário de Roberta Batista, de São Paulo, repórter setorista de notícias policiais de emissora de rádio AM.

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  6. Nestes dias, a informação é que o MPF prepara a extinção de todas as Torcidas Organizadas. Este problema não é de hoje e o site G1 fez um debate sobre este tema, confira a seguir um resumo e a opinião de alguns especialistas.

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  7. Nos últimos 20 anos, a violência no futebol, geralmente atribuída às torcidas organizadas, vem servindo para um debate sobre a extinção desses grupos. Motivada pelas dezenas de casos de vandalismo e violência, a população passou a pedir o fim das uniformizadas como forma de garantir mais tranquilidade em dias de jogos em todas as capitais e na maioria das cidades do país. No entanto, para alguns estudiosos, o debate precisa ser mais amplo. Para o Coordenador do Núcleo de Estudos e Pesquisas em Criminalidade, Violência e Políticas Públicas de Segurança da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), José Luiz Ratton, a briga entre as organizadas não pode ser vista de forma tão simplista. - "É preciso perceber que o que habitualmente se chama de violência das “torcidas organizadas” deve ser compreendido de forma mais complexa. A violência eventual produzida pelos torcedores tem mais de uma forma de manifestação concreta: parte de tais situações é planejada e se estrutura em torno de rivalidades clubísticas ou nacionais, em outros casos surgem também vinculadas a dinâmicas sociais internas às multidões. No Brasil, a formação das torcidas é um fenômeno que aglutina setores da juventude majoritariamente oriundos das periferias sociais. Outra informação importante é que as torcidas organizadas, nas grandes cidades brasileiras, têm um componente que se vincula e se superpõe às identidades intraurbanas, incorporando no seu interior as antigas rivalidades entre bairros. Outro fator, a violência da ação policial"...

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  8. Com medo ou revolta diante dos atos violentos das Organizadas e também da PM, a população pede extinção desses grupos: mas segundo alguns especialistas, o fim das uniformizadas não resultará no término da violência em dias de jogos. Esta é a linha de raciocínio do também sociólogo Túlio Velho Barreto, integrante do Núcleo de Estudos da Sociologia do Futebol da UFPE, acreditando que a proibição das torcidas organizadas seria uma medida incompleta e ineficaz: - "Não concordo com o fim das organizadas pelo simples motivo de que não resolveria o problema. Não podemos generalizar uma situação que deve ser individualizada. Se um indivíduo comete um delito, ele deve ser penalizado. Porém o que estamos vendo é uma penalização em massa, o que não tem efeito prático. Acredito que o cadastramento dessas torcidas é importante, assim como a punição sobre os indivíduos responsáveis por arruaças. E que o sistema de segurança tenha uma estrutura mais eficiente".

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  9. Apesar de concordar que as punições ainda são insuficientes, o promotor do Ministério Público de Pernambuco, Ricardo Coelho é favorável à extinção total e imediata. Acredita que o fim das uniformizadas mostraria que o Estado não aceitará mais qualquer tipo de vandalismo ou de violência pública... - "Não tem isso de gente infiltrada. Estamos com esse debate durante anos e não temos uma solução. Falta vontade política para acabar de vez com essas organizações, que só trazem violência para a população. Não basta proibir de ir ao campo, precisa proibir que eles existam como sociedade civil. Sem vender artigos com suas marcas, ou se juntarem para qualquer tipo de situação".

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  10. Entrando nesse debate, o coronel da Polícia Militar de Pernambuco, Paulo Cabral não vê nas torcidas o principal problema para a violência.
    - "Essas brigas de torcida são muito mais questões de brigas entre classes, bairros, grupos do que futebol mesmo. Tanto que, às vezes, eles brigam entre si. Então, você acabar com elas só fará com que isso mude de lugar. O que falta é punição e controle. Creio que um cadastramento irá ajudar, pois precisamos fazer algo. Mas não vejo o fim das Torcidas Organizadas como uma solução. Se tirar a camisa e deixar o vândalo solto, não muda muita coisa".

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  11. Um integrante de torcida organizada, Mário de Azevedo, é radicalmente contra ao fim deste grupos, que têm também pontos positivos nas comunidade. Ele diz que a discussão em torno das torcidas ganhará outra dimensão quando os baderneiros forem realmente punidos: "A impunidade e também a falta de preparo ou a ação violenta dos policias também precisa mudar".

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  12. - "Não tem sentido acabar com organizadas. Isso não vai resolver o problema da violência na atualidade, ela não existe só no futebol. O que é preciso é punir quem provoca. Quantos estão presos porque brigaram? Nenhum. Aí vão colocar a culpa nas organizadas? Precisa é colocar quem faz a bagunça na cadeia, isso sim. Uma polícia mais eficiente ajudaria muito mais": esta posição foi
    defendida pelo diretor social da Inferno Coral, organizada de Recife (PE), por Álvaro Luiz, o Dinho.

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  13. "As autoridades precisam punir quem briga e não a torcida nem mesmo as Organbizadas. Elas preferem acabar com as Organizadas até para falarem que fazem alguma coisa. Não é certo e nem acabará com a violência. O que falta é punição só isso. Com um bom cadastramento de torcedores, isso pode melhorar. E voltar a liberdade de se torcer e se manifestar nos estádios": opinião de Lázaro Paiva, que pesquisou torcidas em São Paulo (SP), para fazer um trabalho cultural na Faculdade de Direito da São Francisco.

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  14. "Acredito que, para eliminar o problema, as autoridades precisam compreender e combater as causas que geram a violência. E preparar melhor a ação policial. Não vejo o fim das torcidas organizadas como uma solução. Se tirar a camisa e deixar o vândalo solto e não identificado, vai continuar e até aumentar o drama": comentário de Antônio Pedro, técnico em Manutenção Elétrica, que nos mandou fotos e explicações que mostram "o lado bom" da Gaviões da Fiel em São Paulo (SP): "Sem as Organizadas, a realidade poderá até piorar nos estádios, é precosa ampliar este debate".

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  15. "Quero acrescentar um outro lado nesse debate, muitas vezes as más arbitragens, tendenciosas, prejudicando um time ou adulterando o andamento normal dum jogo, isso também gera revolta, ódio, violência": comentário de Ricardo de Paula, de Ribeirão Preto (SP), economista e empresário, ele nos manda matéria sobre o "o peso da camisa" na atuação dos árbitros.

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  16. "CBF, arbitragens, polícia despreparada, torcida organizada sem noção, enfim, assim como o a política o futebol está uma decepção nesse país e a economia não deixa por menos": comentário de Luiz Saldanha, de Pirassununga (SP), estudante da USP.

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