quarta-feira, 7 de setembro de 2016

NASA ALERTA SOBRE SECA NA REGIÃO COM MAIORES RECURSOS HÍDRICOS DO BRASIL


A seca na Amazônia pode bater recorde histórico em 2016 e além da falta de gestão ambiental dos governos, o desmatamentos e a zona neutra entre os fenômenos El Niño e La Niña agravam a situação do clima e do ambiente agora no norte do Brasil






Por mais incrível que possa parecer, o ano de 2016 já está começando a se mostrar como o mais seco na Amazônia em comparação aos anos de pior estiagem nesta região, 2005 e 2010, agora a situação climática poderá vir a ser ainda mais severa: esta é a conclusão é de pesquisadores da agência espacial americana Nasa (National Aeronautics and Space Administration). Devido a este levantamento de dados, também o  Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia), órgão vinculado ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento de nosso país vem monitorando a distribuição das chuvas em torno do Rio Amazonas e em todo o norte do Brasil, adverte que nos últimos dois anos o volume de chuvas que ficou abaixo do normal em quase todo os estados brasileiros, mas na Amazônia está totalmente fora do nomal, poderá haver seca nesta região que no país e no planeta é uma das mais ricas em recursos hídricos. 



El Ni o aumenta risco de queimadas na Amazônia (Divulgação/Doug Morton/Nasa)
Com a falta de gestão e El Niño aumentam as queimadas na região...




...que já está com os maiores índices de seca de todos os tempos....

...alternando os costumes, o clima, a paisagem, desequilibrando o ambiente


O agravamento da falta de chuva é provocado pelo El Niño, fenômeno climático que causa o aquecimento das águas da superfície do Oceano Pacífico, e que tem sido muito intenso também neste ano. Com isso, a Amazônia está com menor umidade e todas as árvores se tornam mais vulneráveis às queimadas, que poderão bater novos recordes nos próximos meses, de acordo com a previsão do Inmet. Em cima disso, deveria haver um plano de gestão ambiental sustentável e emergencial por parte das autoridades governamentais, mas não é o que se constata na região.  Os efeitos do El Niño começaram em 2015 e influenciaram o padrão de chuvas em grande parte do Brasil e do mundo. Na Amazônia, as precipitações da estação chuvosa, desde o último trimestre de 2015 diminuíram cerca de 50% se comparadas à média e continuaram abaixo da média pelo primeiro semestre de 2016, deixando a região mais seca. Esse cenário, de tamanha intensidade de redução das chuvas, não era registrado desde 2002, segundo reportagem da Agência Brasil, a partir de indicadores da Nasa e do Inmet.  As previsões para a Primavera agora indicam que talvez possa chover um pouco acima da normalidade só na região centro sul do estado de São Paulo, bem como no Paraná e em Santa Catarina. Há indicações de um fenômeno La Niña fraco no próximo período chuvoso brasileiro que marca esta nova estação por aqui depois de um forte El Niño nos primeiros meses de 2016. Em outras oportunidades, a passagem do El Niño para o La Niña não tinha todo este vácuo, acontecia de forma mais rápida, pois boa parte do Oceano Pacífico e não somente a parte equatorial, também se resfriava. Por isso, fica difícil uma comparação da atual situação com anos anteriores, Alguns estudos de  meteorologistas, também levando em conta as influências El Niño/La Niña, indicam como possibilidade ainda não assegurada um maior potencial de estiagem no sul e chuva mais persistente no centro e norte do Brasil durante o próximo período úmido. Mas, de acordo comuma pesquisa da Universidade de Columbia, estamos sob neutralidade climática, uma transição do El Niño para o fenômeno La Niña, o que vai se tornar mais evidente a partir de setembro agora, devendo esta situação prosseguir até pelo menos os meses de fevereiro, março e abril de 2017.


Fontes: Agência Brasil
             www.folhaverdenews.com
 

5 comentários:

  1. Mais tarde, nossa equipe vai tentar trazer aqui mais dados sobre esta informação de possível seca na Amazônia, a região com mais água no Brasil.

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  2. A informação se baseia em pesquisas feitas com a tecnologia mais contemporânea e a credibilidade das medições da Nasa e do Inmet, mas realmente são as mais surpreendentes do clima no Brasil atualmente.

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  3. Desde já você pode postar aqui em nossa seção de comentários a sua mensagem, se preferir, pode nos enviar seu comentário, opinião ou informação para o e-mail da nossa redação navepad@netsite.com.br

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  4. Uma outra possibilidade para participar deste post é mandar um e-mail diretamente por nosso editor de conteúdo aqui no blog padinhafranca@gmail.com

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  5. "Não duvido, depois da seca que aconteceu há pouco tempo no Sudeste, onde a estiagem chegou a ser como a do Nordeste do país, só faltava esta situação anormal demais na Amazônia, ela precisa motivar uma mudança na gestão das autoridades políticas a partir destes dados": comentário de Antonio Marcos Borges, de São Paulo (SP), que é engenheiro florestal e atua como explica em manchas remanescentes da Mata Atlântica.

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