domingo, 4 de setembro de 2016

O ACORDO DA CHINA REALMENTE AVANÇARÁ O CLIMA, O AMBIENTE E O FUTURO DA VIDA NA TERRA? ESTE DEVERIA SER O FOCO DO G20


ONU pede ao G20 que ao menos 55% dos países assim como Estados Unidos e China ratifiquem o Acordo de Paris para não ocorrer novo retrocesso climático nesta reunião acontecendo agora em Hangzhou: alguns cientistas mostram falhas em alguns pontos e metas, temem pelo futuro da vida no planeta

 
O Acordo da China será mesmo um avanço para todo o planeta?

Charge sobre G20 em Hangzhou

China e States superarão outros interesses?...





O acordo climático limita o aumento da temperatura média global abaixo de 2ºC em relação aos níveis pré-industriais: no caso do Brasil, ele já foi aprovado pelo Senado no mês passado e deve ser formalizado pelo Governo no próximo dia 20, durante nova Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova Iorque, informa a Agência Brasil. 



Hangzhou, na China, recebe a partir deste domingo a reunião de cúpula de líderes do G20, as maiores economias do planeta, um evento da ONU pensando no amanhã em que os Estados Unidos e a China (juntos eles hoje respondem por 40% das emissões de carbono na Terra) anunciaram desde ontem que ratificarão, ou seja, adotarão oficialmente, o acordo global sobre o clima de Paris. Com esta posição da China e dos States, o pacto da COP21 já está assim ratificado por 26 dos quase 195 países que se comprometeram a cumpri-lo. Juntos, eles representam 39% das emissões mundiais de gases poluentes. Mas para entrar em vigor, mas este avanço precisará ser ratificado ainda por 55 países, que totalizem 55% das emissões globais, ou seja, faltam a assinatura de 29 nações, que representem ao menos 16% das emissões. Por enquanto existe a expectativa de que vai acontecer mesmo um avanço histórico e planetário, mas por enquanto, é ainda somente uma esperança. Em resumo, este é o alerta que fez Ban Ki-moon, que deixará o posto de secretário-geral das Nações Unidas no fim deste ano. Ele pediu já neste domingo aos membros do G20 que ratifiquem o acordo da Cúpula do Clima de Paris (COP21), para combater as mudanças climáticas, como fizeram no sábado os Estados Unidos e a China: "Peço aos líderes que compõem a cúpula do G20 que mostrem grandeza, acelerando seu processo de ratificação interna, para que possamos transformar as aspirações em ações transformadoras que o mundo necessita urgentemente". Para Ban, a luta contra a mudança climática é parte da transformação a que deve se submeter o G20 para se tornar um fórum "que seja importante na realidade de agora e com uma visão de longo prazo, preparando o nosso futuro do planeta". Ele também sugeriu para a cúpula trabalhar em conjunto para resolver outros desafios urgentes, como a pobreza, a desigualdade e os conflitos na Terra que em síntese é dominada pela violência e pela poluição. O responsável das Nações Unidas lembrou que permanecem em conflito Síria, Iêmen, Sudão do Sul, Líbia e Mali e alertou que, como consequência, o número de pobres no mundo subiu e chegou aos 65 milhões. Nesse sentido, o que se espera da cúpula do G20 é que ela aprove um plano de ação para atingir os objetivos de Desenvolvimento Sustentável ao menos para 2030, dando agora um segundo passo em direção do avanço, que começou em dezembro de 2015 quando o Acordo do Clima em Paris foi aprovado por aclamação pelos representantes de 195 países.


Acordos em Paris e na China  controlarão a civilização do petróleo?


Avanço do clima e da paz ainda não é uma certeza 
 


Cientistas criticaram a ausência de metas específicas de cortes de emissão para períodos mais de longo prazo, até 2050, comentando que o atual acordo deixa em aberto a possibilidade de que estas conquistas sejam definidas posteriormente, com "a melhor ciência possível", como diz o texto oficial. O tratado não determina com precisão até quando as emissões precisam parar de subir e começar a cair, mas reconhece o pico que já foi atingido e a urgência da situação. o avanço tem de ocorrer logo ára que não venha a acontecer um caos na vida terrestre. Movimento científico ainda conclama que ao menos 55 países adotem reduções rápidas já a partir de agora de modo a atingir um equilíbrio entre as emissões antropogênicas, por fontes queima de combustíveis fósseis, e pela remoção por sorvedouros de gases de efeito estufa na segunda metade deste século. Nesse contexto é fundamental a implantação de fontes de energia limpa, como a Solar e a Eólica, nos países, também nos países em desenvolvimento. Também ainda é preciso acertar que seja incluído o compromisso de países ricos de garantirem um financiamento de ao menos US$ 100 bilhões por ano para combater a mudança climática em nações que venha a ser consideradas desenvolvidas a partir de 2020. Outro ponto em aberto é que até ao menos 2025 este o valor do investimento global em meio ambiente deve ser rediscutido. Por exemplo, Karl Mathiesen, do site Climate Home, argumentou que cortes propostos na verdade ainda estão onge do suficiente e devem ser seis vezes mais expressivos até 2030 para impedir um aquecimento global além de 2ºC. Posições como esta de especialistas como pesquisadores e ecologistas foram destaque antes da reunião de hoje do G20. O que se sabe é que enquanto os líderes do G20 se preparavam para reafirmar seus compromissos com o Acordo de Paris agora na China, um relatório especializado informa que as promessas de cortes na emissão de carbono precisam ser seis vezes mais significativas para impedir um aquecimento global acima de 2ºC, algo que vai causar uma série de impactos terríveis no clima, no ambiente e na vida de todo o nosso planeta. O grupo das nações mais ricas do mundo está reunido agora em Hangzhou já tem a informação sobre isso, o que se questiona é se terão a consciência ecológica de tomar a atitude certa. Enquanto os compromissos de Paris limitam o aquecimento a “bem menos que 2ºC”, um relatório da rede Climate Transparency afirma que a meta não será atingida a não ser que todos os membros do G20 realizem cortes mais expressivos em suas emissões de CO2, avançando mais as energias limpas em cada país. Os compromissos atuais com o acordo estabelecem diminuição de 15% das emissões projetadas até 2030, mas o relatório aponta que a ambição ainda está aquém do que já é necessário e que já exige agora um corte seis vezes maior do que está previsto. Apesar de sinais positivos, as mudanças ainda estão demorando a acontecer. Quando se fala em alterações climáticas, o G20 é o grupo de nações mais importante do mundo, responsável por 3/4 das emissões de gases de efeito estufa. Apesar de o crescimento dessas emissões estar desacelerando, elas ainda não estão caindo em seus índices. "Para ser sincero, apesar do fim do crescimento de emissões globais ser uma possibilidade, ainda não existe a dinâmica necessária para transformar a economia baseada em combustíveis fósseis em uma economia verde", afirmou Alvaro Umaña, co-presidente do Climate Transparency, e ex-ministro de meio ambiente e energia da Costa Rica, um país pioneiro em energia renovável. Números atuais mostram que o uso de energia limpa cresceu 18% dentro do G20 desde 2008. Os países mais atraentes para investimentos em energia renovável são China e Índia, grandes emissores de carbono. "Mas esse é também um bom sinal”, afirmou Jan Burck, do Germanwatch, um dos autores do relatório. "A China e a Índia são as economias que se avançarem, mais influirão num avanço planetário". Por outro lado, ao mesmo tempo circulam informações como a de que a dependência francesa em energia nuclear está barrando a emergência das fontes solares e eólicas ou também a notícia de que o corte na energia renovável proposto pela Alemanha é uma preocupação nesse momento. Além disso, os cortes prematuros aos subsídios pelo governo do Reino Unido causaram uma perda de empregos significativa na indústria solar, de mais de metade de seus funcionários. O governo australiano está tentando aprovar leis que permitam o corte de US$ 1 bilhão de seu fundo de inovação renovável. De um modo geral, a intensidade energética e de carbono das economias do G20 estava em declínio, porém não o suficiente para compensar o crescimento econômico, o que significa que a poluição por carbono na prática tem continuado a crescer. Como já foi observado, há milhares de termelétricas a carvão em diversos estágios de planejamento ou construção espalhadas pelo G20, e elas são simplesmente incompatíveis com o Acordo de Paris. Se os países do G20 se livrassem de sua dependência do carvão, isso impactaria significativamente suas possibilidades de aumentar seus compromissos com o clima e diminuir suas emissões no caminho para a meta de menos que 2ºC, alerta o movimento ecológico e científico nos bastidores da reunião internacional em Hangzhou, na China agora. Porém, ao invés de focar seus esforços em diminuir a dependência de carvão, petróleo e gás natural, os países do G20 continuam na prática investindo dinheiro público em subsídios a combustíveis fósseis. Estes chegaram a aproximadamente US$ 70 bilhões em um ano. Muitos países investem significativamente mais nessas indústrias do que em alternativas renováveis de energia limpa e sustentável, apesar dos compromissos formais do G2. Será que ao final dos debates sendo feitos nestes dias, o Acordo da China não seja só próforma e consiga na realidade ampliar as chances de futuro na Terra? Esta é a questão. Ela inclui claro um avanço na luta pela paz, na diminuição da violência e num avanço do sentido humanitário que atualmente ao contrário, estão  é crescendo no planeta. 


Presidente Michel Temer durante encontro com o presidente da República Popular da China, Xi Jinping. O encontro antecede a reunião do G20. Foto: Beto Barata/ PR
O Brasil teve um encontro comercial com o presidente da China, Xi Jinping antes do G20





Estes dois incentivadores dum avanço do clima estão em final de mandato é mais uma preocupação

Fontes:  Climate Home - Envolverde - G1 - Uol - BBC - EFE - AP
              www.folhaverdenews.com

9 comentários:

  1. Logo mais, aqui nesta seção de comentários estaremos atualizando informações sobre o G20 que acontece agora na China. Daremos também mais detalhes sobre a posição do Brasil.

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  2. Confira aqui novas informações e participe deste debate de vital importância para todos os países e mais, para todo ser humano.

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  3. Você pode postar direto um comentário aqui ou então, se preferir, enviar sua mensagem para o e-mail da redação deste blog de ecologia e de cidadania: navepad@netsite.com.br

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  4. Há ainda outra forma de contato, enviar a sua mensagem (ou também sugestão de pauta) pro e-mail do nosso editor de conteúdo aqui neste blog padinhafranca@gmail.com

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  5. "Venho conferindo em vários sites e mídias a reunião do G20 na China e foi aqui neste blog que é independente, pequeno, que encontrei informações mais claras e cuidadosas sobre este evento, isso creio que mostra a situação confusa também dos meios de comunicação hoje em dia": o comentário é de Dante Daniel Passos, de São Paulo (SP), economista e consultor de empresas.

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  6. Nós aqui do blog agradecemos o elogio feito aqui pelo Dante Daniel Passos e acrescentamos que a situação confusa atual da mídia nacional e internacional se deve ao conflito de interesses que "poluem" a questão do clima e do ambiente, vão mesmo prevalecer as energias limpas sobre o predomínio do petróleo?

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  7. O jornalista Jesse que faz o blog Antenado nos enviou informações sobre como o Brasil se situa dentro do G20, grupo dos países mais ricos do planeta: "O Brasil ocupa a 14ª colocação em indicador elaborado pela Anefac (Associação Nacional de Executivo de Finanças, Administração e Contabilidade) com os 20 países mais desenvolvidos do mundo. Apesar da posição satisfatória, o Brasil está atrás de Argentina e México – países em vias de desenvolvimento e concorrentes diretos da gente na economia mundial, ainda mais agora".

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  8. José Luiz Pereira Santos, do Rio de Janeiro (RJ), executivo de exportação resumiu para a gente o que rola em termos de negócios nos bastidores do G20: "Além da pauta climática, O G20 é uma grande oportunidade para líderes de países que juntos representam 85% da economia mundial trocarem informações e fazerem negócicos. Michel Temer se reuniu na sexta-feira com o presidente chinês, Xi Jinping, há um pacote de interesses mútuos, nesta segunda-feira tem encontros marcados com os primeiros-ministros de Espanha e Itália, lembramos que o mercado da Europa é uma das prioridades comerciais brasileiras. Outros líderes manifestaram interesse em se reunir com Temer, como os do Japão e Arábia Saudita,mas ainda não se efetivaram estes encontros".

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  9. A Agência Brasil está informando que o Brasil deverá ratificar a sua proposta de controle climático dentro das exigências da ONU: "Concluído em dezembro de 2015 e assinado por 195 países, o Acordo de Paris limita o aumento da temperatura média global abaixo de 2ºC em relação aos níveis pré-industriais. No Brasil, ele foi aprovado pelo Senado no mês passado (LINK) e deve ser entregue pelo Governo no próximo dia 20, durante a Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova Iorque".

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