segunda-feira, 12 de setembro de 2016

NO RITMO QUE ESTÁ O CONSUMO JÁ SÃO NECESSÁRIOS MAIS DE DOIS PLANETAS TERRA OU MAIS DE TRÊS LEVANDO EM CONTA A VIOLÊNCIA AMBIENTAL

Líder da WWF afirma que a nossa espécie de vida e o nosso planeta também por aqui na América Latina estão à beira do abismo devido a uma má relação do homem atual com a natureza (última natureza: últimos homens?)




Ecologistas como a presidente da WWF duvidam do futuro da nossa vida


A relação do ser humano com a natureza está no limite ou literalmente, à beira do abismo, segundo a presidente internacional do Fundo Mundial para a Natureza (WWF), Yolanda Kakabadse em referência ao uso cada vez mais acelerado, descontrolado, desequilibrado dos recursos naturais.  Ela é de Quito (Equador) e nestes dias esteve na sede mundial da WWF em Madrid (Espanha) e deixou claro à agência EFE  que "em algum momento o planeta vai dizer basta" porque "estamos produzindo mais alimento do que necessitamos com uma péssima distribuição e desníveis socioambientais". A especialista em ecologia e em desenvolvimento sustentável Kakabadse aliás está também unindo a sua voz a um alerta feito agora recentemente pela ONU: diante do atual ritmo de consumo e de produção, as Nações Unidas estão pedindo prioridade ao uso racional dos recursos naturais e hídricos, imediatamente. Adverte que se a população terrestre de fato chegar a 9,6 bilhões em 2050, serão necessários quase três planetas Terra para proporcionar os recursos naturais necessários a fim de manter o atual estilo de vida da humanidade. Mais de três, se for levado em conta a questão do desequilíbrio socioambiental. Em todos os países menos pobres precisamos diminuir o desperdício de alimentos (um terço deles é jogado fora anualmente), repensar os subsídios aos combustíveis fósseis, apoiar as energias limpas como a Eólica e a Solar, reduzir a quantidade de resíduos lançados sem tratamento no meio ambiente, entre outras tarefas urgentes, entre elas, também no contexto da atual economia global uma melhor distribuição de renda, enquanto há 800 milhões de pessoas que passam fome, em alguns países são desperdiçados até 40% dos alimentos, vai daí que apesar de ainda haver recursos que seriam suficientes para todos os seres humanos, eles estão mal distribuídos. Yolanda Kakabadse, que já foi  ministra do Meio Ambiente em seu país, na América do Sul, até o ano de 2000,  citou também informações do Banco Mundial, afirmou além disso que as atuais práticas de produção são "insustentáveis e imorais", já que desperdiçar alimentos quando há gente que tem fome é uma violência absurda.  "Todos somos igualmente responsáveis por buscar soluções e esta divisão de bons e maus nos trouxe muitos problemas, porque há países que decidiram não fazer nada até que os Estados Unidos ou China (em referência à mudança climática) tomarem a iniciativa de medidas e de providências. Nestes dias agora, durante o G20 chineses e americanos anunciaram alguns avanços a  mais do que tinham se comprometido no Acordo de Paris, porém, por enquanto só discursos e 55% dos países hoje precisam avançar as suas metas para evitar o caos do clima e do meio ambiente. A dirigente ecologista da WWF citou em especial a América Latina (também o Brasil) e o Caribe que têm desafios importantes a cumprir neste momento: atualmente, a região joga fora 15% da comida que produz. Conseguiu diminuir só de 1% para 0,68% o percentual do PIB gastos com investimentos em petróleo (c0mbustíveis fósseis) entre 2013 e 2015, mas alguns países ainda dedicam cerca de 10% de todo o Produto Interno Bruto a eles. Cada latino-americano produz até 14kg de lixo por dia, dos quais 90% poderiam ser reciclados ou até transformados em energia sustentável.


Yolanda Kakabadse preside hoje o Fundo Mundial da Natureza

Os oceanos também já estão numa situação limite


A nossa geração de humanos terá que resolver essa parada

Fontes: EFE - Terra - ONU
             www.folhaverdenews.com

8 comentários:

  1. Economistas falando como ecologistas...Se a população global de fato chegar a 9,6 bilhões em 2050, serão necessários quase três planetas Terra para proporcionar os recursos naturais necessários a fim de manter o atual estilo de vida da humanidade. A voracidade com que se consomem tais recursos fez as Nações Unidas incluírem o consumo em sua discussão sobre os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) para 2030. A meta número 12 dos ODS não poupa os países desenvolvidos nem os em desenvolvimento. Insta todos a diminuir o desperdício de alimentos – um terço deles é jogado fora anualmente –, repensar os subsídios aos combustíveis fósseis e reduzir a quantidade de resíduos lançados sem tratamento no meio ambiente, entre outras tarefas urgentes, citadas em análise do Banco Mundial.

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  2. Metas para 2030...Reduzir à metade o desperdício mundial de alimentos per capita na venda a varejo.
    Estima-se que a cada ano cerca de um terço dos alimentos produzidos – o equivalente a 1,3 bilhões de toneladas, avaliadas em cerca de US$ 1 trilhão – acaba apodrecendo no lixo dos consumidores ou dos varejistas, ou estraga devido a métodos ineficientes de coleta e transporte. A degradação e queda de fertilidade dos solos, o uso insustentável da água e a pesca excessiva estão reduzindo a quantidade de recursos naturais disponíveis para produção de alimentos. Por isso, é essencial não só pensar em formas de preservar e recuperar tais recursos, mas também de reduzir o desperdício para alimentar as 8,3 bilhões de pessoas que o planeta deverá ter até 2030.

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  4. Vc pode tb mandar um e-mail para a redação do nosso blog de ecologia navepad@netsite.com.br e/ou então direto pro nosso editor de conteúdo aqui nesse blog padinhafranca@gmail.com

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  5. "Os ecologistas e os economias mais antenados hoje em dia estão na prática sendo os atuais profetas do apocalipse": comentário de Giovani Teo dos Santos, produtor musical em São Paulo (SP).

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  6. "Vejo esta realidade como um ecosuicídio de nossa espécie de vida": comenta Isabel Lima, citando alguns textos de poesias contemporâneas, ela mora no Rio de Janeiro e é do Mato Grosso, Cuiabá.

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  7. Não reformando o ser humano, não conseguiremos mudar essa realidade. E alguém só conseguirá modificar essa situação limite da nossa espécie, se for capaz de mudar a si mesmo" é o que comenta nosso editor, o ecologista Padinha, inspirado na cultura da vida, de Lao Tsé e Gandhi: "A violência da atualidade em todos os sentidos deveria ser o nosso principal foco".

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  8. "Concordo que precisamos mudar para transformar a realidade, porém, o mais fundamental na minha visão é modificar a atual estrutura econômica das sociedades de consumo": comentário de José Pedro Soares, de São José dos Campos, economista pela PUC de Minas.

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