quarta-feira, 28 de setembro de 2016

REVOLTA: VOTOS NULOS E BRANCOS JUNTAMENTE COM A ABSTENÇÃO PODEM SOMAR 40% DA VOTAÇÃO NESTA ELEIÇÃO AGORA

Desconfiança nos políticos e desilusão com a política atingiu hoje o mais alto grau e esta possibilidade existe: na atual legislação votar nulo, branco ou se abster de votar é um direito de cidadania, computados como votos inválidos eles são legítimos e servem de protesto contra a situação ou de alerta para a classe política






Revolta, desconfiança, falhas do sistema político e eleitoral, também clima de protesto, tudo isso junto poderá gerar até cerca de 40% de votos nulos ou brancos e abstenção




 
Ainda agora no site Uol tem uma análise da eleição carioca, colocando como estimativa de 25% de votos nulos ou brancos e abstenção. Há também um comentário que faz uma conta pro eleitor: se a pessoa deixa de votar, pagará cerca de 3 reais de multa, bem menos do que alguém gasta com transporte para ir votar, a crise na economia entra também nessa parada eleitoral. Segundo especialistas, não se pode dizer que os percentuais crescentes de votos nulos ou brancos e abstenções revelam desinteresse por parte da população em relação à política, mas sim, protesto diante da atual ineficiência dos políticos para resolver problemas, ao contrário, eles só andam fazendo bobagens e corrupção. O voto deveria sim ser facultativo, livre, mas é obrigatório e então este nesse ponto o sentido dum eleitor invalidar a sua votação. Uma pesquisa do Instituto Data Popular, feita antes das últimas eleições para Presidente em 2014, mostrou que há um crescente grau de desconfiança por parte do eleitorado brasileiro, em relação à classe política, em alguns locais, os votos inválidos (boa parte de protesto) passaram de 30%. Hoje, eles ainda são mais intensos. Mas na época, foram entrevistadas 15.652 pessoas, em 159 municípios, e 73% delas disseram não confiar nos candidatos que postulam um cargo eletivo. Segundo o presidente do Instituto Data Popular, Renato Meirelles, os fatos mostraram que o brasileiro não confia até mesmo nos candidatos em quem eventualmente venha a votar. Muitas vezes vota por votar, para cumprir a obrigação apenas. 
 
 
Votos nulos, brancos ou abstenção contam como inválidos mas representam um protesto e são um direito legítimo de cidadania na realidade política do momento






 
Meireles dá uma escala: os candidatos em quem os eleitores menos confiam são os deputados estaduais [82%]. Em seguida, aparecem os candidatos a deputado federal, com 75% de desconfiança; os postulantes ao Senado, 65%; os que concorrem ao cargo de governador, com 40%; e os candidatos à Presidência da República, com 30% ou mais de desconfiança. Renato Meirelles disse que os 15.652 entrevistados foram convidados a responder se concordavam ou não com frases apresentadas pelos pesquisadores. Entre eles, 65% disseram, por exemplo, concordar com a seguinte frase: “Os políticos são todos iguais”. Segundo o presidente do Data Popular, parte das respostas evidencia uma desconfiança em relação à classe política em si mesma embora muitos eleitores desconheçam a proposta da maior parte dos candidatos, o sistema de comunicação eleitoral também precisa mudar. Para a maioria dos eleitores, o voto é dado ao candidato que parece ser “o menos pior”. O entendimento geral decorrente da pesquisa, indicou o especialista Meirelles, tendo por base números da última eleição, é que "a classe política está afastada da realidade da vida dos país, das cidades e das pessoas”.
 
 
Há raras exceções em meio a essa realidade negativa da política agora
 
 
 
O movimento ecológico e de cidadania de Franca (SP) está indicando como candidato a vereador José Alexandre Ribeiro (Rede, nº 18000): ele é ativista dos alimentos orgânicos e mais saudáveis a bem da população, sendo líder local e nacional deste setor


Por aqui no nordeste paulista e em todas as regiões ou cidades, há com certeza ainda que raras, algumas exceções, lideranças de verdade da população com candidaturas a Prefeito ou a Vereador: líderes de cidadania, ambientalistas, profissionais da saúde ou das mais variadas áreas de atuação, gente que já vem realizando um trabalho reconhecido e respeitado em pequenas ou em grandes comunidades paulistas e brasileiras. Por ex., em Franca (SP), o movimento ecológico e de cidadania divulga via web uma lista de algumas exceções, candidaturas a vereador, pedindo o voto para José Alexandre (Rede), Ângela Pimenta (PV), Rita Faggioni (PV), Aleni Papacídero (PSD). "Se o eleitor descobrir alguma candidatura com este perfil de renovação da política ou de sentido positivo, mais do que nunca é válido votar nesta pessoa nessa eleição municipal agora de domingo, porém, ninguém precisa votar por votar e todos são livres até para anular o voto, votar em branco ou se abster, seja em situação justificável ou por uma questão de opção ou protesto, toda forma de voto é legítima, desde que seja consciente, levando em conta o bem da população", comenta por aqui o editor de conteúdo do nosso blog, o repórter e ecologista Antônio de Pádua Silva Padinha nesta edição especial do Folha Verde News.



Fontes: Agência Brasil
            www.folhaverdenews.com 

13 comentários:

  1. Com 99,99% das urnas apuradas, um percentual que representa 142.820.810 eleitores, as eleições de 2014 tinham 90,36% de votos válidos. Brancos e nulos somaram 9,64% dos votos totais, e os eleitores que não compareceram às urnas somaram 27.698.199, o que significa 19,39% do total. Os percentuais relativos aos votos que não entram nas contas dos votos válidos aumentaram nas três modalidades nulos, brancos e abstenção. E juntos somaram em 2014 29,03% da votação!...Agora, a tendência é aumentar este total.



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  2. Outros dados da Data Popular: no primeiro turno das eleições presidenciais de 2010, quando o país tinha 135 milhões de eleitores, 18,12% deles não votaram. Em 2002, a abstenção atingiu 17,74% e em 2006, 16,75%. A percentagem de votos em branco, neste ano, também cresceu. Em 2010, eles foram 3,13% do total; em 2006, 2,73%; e em 2002, 3,03%. Em 2014 os votos em branco representaram 3,84%. Já os votos nulos, que vinham caindo nas três eleições anteriores, tendo registrado 7,35% em 2002; 5,68% em 2006 e 5,51% em 2010, tiveram um aumento 2014, atingindo 5,8%. Com isso, abstenções, brancos e nulos somaram 29%. Gira em torno deste percentual a previsão de votos inválidos agora na Eleição Municipal de 2016, até mais, levando em conta a falta total de credibilidade pública hoje dos políticos e a vontade do eleitor protestar realmente os votos inválidos poderão chegar a cerca de 40% do total...




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  3. Considerado o típico voto de protesto, o voto nulo tem o mesmo efeito do voto em branco e da abstenção de votar, São votos considerados na contagem como inválidos, mas eles são cada vez mais representativos e configuram um direito de cidadania, quando o eleitor não encontra um candidato que o faz sentir que vale a pena ou o risco de votar nele...



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  6. "Além do José Alexandre, agora da Rede, na chapa da Flávia Lancha candidata a Prefeita, tem outras candidaturas do movimento ecológico em Franca, como da professora e pesquisadora ambiental Ângela Pimenta, do PV, e da Aleni Pacídero, hoje ligada ao PSD, que luta em defesa dos direitos dos animais, estou dúvida sobre em quem votar": comentário de José Roberto, estudante da Unifran, que informa: "Sempre dou uma olhada aqui neste blog porque me interesso pela luta ecológica".

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  7. "Infelizmente, aqui em Ribeirão Preto, depois de tantos escândalos, não temos muitas opções para votar, apesar da candidatura do Professor Edmur, do PV, acho que vou mesmo votar nulo, não vejo nenhum candidato ou candiata a vereador que me dá confiança": mensagem de Reginaldo Oliveira, que é lojista na área de construção civil, sendo formado em engenharia pela Unesp. .

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  8. "Aqui em São Paulo está uma vergonha, nem votar nulo eu vou, vou tirar o domingo prá curtir as minhas crianças, depois justifico o voto, teria que viajar pro interior, prá Bauru, vou aproveitar também prá adiantar meu trabalho": comentário de Fabíola Fernandes, que atua em empresa de consultoria.

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  9. "Oi, aqui é o Zé Roberto, da Unifran, volto porque me esqueci de citar entre candidatos a vereador em Franca que tem a ver como o nosso movimento, a Rita Maria Fagioni, do PV, pessoa que ajuda muita gente na comunidade": OK, José, valeu a citação dela.

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  10. "Depois que consultei a nova legislação, resolvi que vou votar nulo, diante da nulidade dos políticos e da vergonha da política hoje aqui e em todo país": comentário de Marina Santos Ferreira, de Campinas (SP), que se prepara para vestibular na Unicamp ou USP ou Unesp.

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  11. "Não curto partido político, voto mais em pessoas e em propostas, gostaria nessa seção de voto exceção que vocês destacassem a Marysol Gaudenzi (19900) que em Franca é uma candidata dos esportistas, ela ajudou a formação de centenas de atletas desta cidade e da região, é alguém que pode ser positiva prá comunidade": comentário de Roni Gomes, futebolista e estudante, que vota em Bauru (SP) mas entrou aqui para mandar essa mensagem de apoio à esportista Marysol.

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  12. "Tudo bem que 50% de votos nulos pela atual lei não anulam uma eleição. Mas deveria se pensar nisso": comentário de Hugo César Mendes, de São Paulo, que nos envia material de informação sobre este assunto: "Confiram aí, nem 50% de votos nulos anulam uma eleição mas que dão uma lição moral nos políticos atuais, é uma certeza". A seguir vamos postar a informação da Agência Brasil que Hugo nos enviou, ele que atua como TI.

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  13. "Uma das principais dúvidas que aparecem na época das eleições diz respeito aos votos nulos. Muitos eleitores acreditam que se mais de 50% dos eleitores votarem nulo a eleição é invalidada e, embora a afirmação não seja verdadeira, é recorrente a cada eleição, aparecendo em publicações de redes sociais e conversas com amigos. “Isso de que se mais de 50% do eleitorado votar nulo a eleição será anulada é puro folclore", explica o cientista político e professor da Universidade de Brasília (UnB) Flávio Britto. Na verdade, tanto os votos nulos quanto os votos brancos não são levados em conta na apuração que dá o resultado da eleição. Por isso, mesmo que haja mais de 50% de votos nulos, o pleito não será anulado, uma vez que os votos considerados válidos serão somente os recebidos pelos candidatos e os chamados votos de legenda. É o que diz hoje a Agência Brasil e se entra nesse tema é que muita gente vai anular o voto", argumenta ainda Hugo Mendes: "Por sinal vou votar nulo para prefeito e vereador aqui em Sampa".

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