quarta-feira, 14 de setembro de 2016

TODO MOVIMENTO ECOLÓGICO, CIENTÍFICO E DE CIDADANIA FAZ SOS E PEDE MEDIDAS ESTRUTURAIS DIANTE DA NOVA SECA EM MINAS GERAIS

Fórum Mineiro dos comitês de bacias hidrográficas acontecendo em BH mapeia a situação dos rios deste estado: rio Verde Grande, afluentes e  toda região do São Francisco os piores rios no mapa da seca do interior do país

Um Rio Fantasma, ele desapareceu no rigor da nova seca mineira



O evento acontece com apoio da
UFMG e com destaque na mídia regional, em especial no jornal e site EM acompanhando todos os detalhes do mapeamento crítico dos rios mineiros neste momento em que há o temor duma primavera seca. Para exemplificar, no começo de setembro agora, chegou a chover em Nova Lima, na região metropolitana, mas somente 29,8 milímetros, metade do que era esperado pelos meteorologias e pela população, mas mesmo assim esta é uma das poucas áreas do estado que estão menos secas, também dentro do dia a dia do abastecimento de água. A empresa responsável por esta tarefa, a Copasa já instalou rodízio e ação emergencial nas regiões norte e leste de Minas Gerais, onde a performance hídrica é mais fraca neste momento, como é o caso de Montes Claros. Por sua vez, o Igam (Instituto Mineiro de Gestão de Águas) com base no relatório dos 36 presidentes de comitês hidrográficos das várias regiões nestes dias reunidos em Belo Horizonte, já faz um SOS e pede providências urgentes dos governos estadual e federal, medidas precisam ser estruturais e dentro dum programa de desenvolvimento sustentável, destacam os ecologistas que de todos os lado de Minas e do Brasil se preocupam demais com esta recaída da seca, norte e leste do estado que é um dos mais ricos em mananciais do país (pelo menos, era) estão virando um novo nordeste brasileiro.

Afluentes e rios de toda região do São Francisco sofrendo mais



Aqui, um resumo das informações e comentários neste blog da ecologia e cidadania


A estiagem volta a fazer estragos em Minas Gerais e por lá pode acontecer neste ano uma primavera seca criando uma novo nordeste brasileira no lugar com recursos hídricos fora do comum, Minas já foi chamada de caixa d'água do país, hoje a situação é outra: já há o temor de que a secura atinja o sudoeste mineiro onde está a Serra da Canastra e a divisa em nossa região dos estados de Minas e São Paulo, o fantasma da seca está de volta e o que fazem as autoridades políticas do interior do Brasil?  Cidades do interior do estado vizinho em especial nas regiões norte e leste passam novamente por dificuldades com abastecimento por conta da estiagem: não deve chover nos próximos 10 dias e Fórum Mineiro sobre as águas acontecendo em BH alerta sobre a situação de alta gravidade em especial em 7 regiões do norte e leste de Minas Gerais esta advertência está em destaque hoje no site EM e chama a atenção de ecologistas de todo o país, de todo o planeta: mais informações aqui no blog da gente, confira. 

 

Regiões como a de Montes Claros e de Viçosa revivem o drama da seca


 
Os mananciais de todo o estado de Minas estão em situação muito grave, informa um levantamento sendo feito agora em Belo Horizonte a partir duma reunião de 36 presidentes de comitês mineiros de bacias hidrográficas, num fórum ambiental e hídrico com o apoio da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG): em Montes Claros e em outras sete regiões do interior até já foi adotado um rodízio no abastecimento da população de várias cidades do interior de lá. A Copasa (que é similar à Sabesp por aqui no estado de São Paulo) também já está alertando e buscando alternativas. O movimento ecológico e científico de Minas não é hoje tem alertado sobre os baixos volumes de água, os afluentes do Rio São Francisco estão bem abaixo da média histórica deste mês, o próprio Velho Chico está secando de novo, depois de dois anos de grandes problemas. Se na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH) não há risco de crise hídrica pelos próximos 20 anos, pelo menos como garantem as autoridades, com a recaída da seca já há cidades mineiras que convivem com o fantasma do desabastecimento de água. Ontem, dos municípios atendidos pela empresa, em três – Montes Claros e Capitão Enéas, no Norte, e Ipaba, no Vale do Rio Doce – foram necessárias manobras de fechamento de registro do sistema em alguns bairros . Em Viçosa, na Zona da Mata, a crise hídrica levou o Serviço Autônomo de Água e Esgoto de Viçosa (Saae) a retomar ontem racionamento de água no município nestes dias mais uma vez, a exemplo do ocorrido no ano passado. Inicialmente, nestas sete regiões mais críticas o abastecimento poderá ser suspenso 24 horas por semana em cada bairro. O fornecimento de água será fracionado e interrompido nos bairros em dois dias diferentes por 12 horas. De toda forma, mais uma vez agora se constata que a estiagem dos últimos anos tem prejudicado o abastecimento de regiões "nordestinas" em plena Caixa D'Água do Brasil, que é hisstoricamente Minas Gerais, vinha sendo, neste momento a situação é bem outra e não só em Montes Claros. Medidas emergenciais estão sendo adotadas em Capitão Enéas e Ipaba, em Tarumirim, Caratinga, Campanário, São João do Oriente, Engenheiro Caldas, Entre Folhas e no distrito de Revés de Belém, em Bom Jesus do Galho, em várias cidades do interior mineiro enfim. Na capital, no segundo semestre de 2015, o fantasma do racionamento assombrou a população de BH por causa dos baixos níveis do Sistema Paraopeba. Com a implantação do novo sistema de captação no manancial, em dezembro, a situação melhorou. E agora há esperança de que chova nesta virada para a primavera, com o período de chuva, se ela então acontecer com índices pluviométricos relevantes, pode haver recomposição da secura em alguns dos vários reservatórios mineiros mas não tanto ao norte e ao leste onde a situação é de gravidade bem maior, só mesmo uma gestão pública ambiental de desenvolvimento sustentável será capaz de mudar este quadro nos próximos anos, senão, de seca em seca Minas vai virar um novo Nordeste do país, um novo sertão, deserto de água e de homens públicos. 


Em sete regiões mineiras está de volta o fantasma da seca

Na seca anterior o Velho Chico secou em muitas regiões mineiras

 Fontes: www.em.com.br
               www.folhaverdenews.com

9 comentários:

  1. O que se pergunta é se esta recaída de seca poderá chegar a outras regiões do interior do país, como as mais vizinhas, sudoeste mineiro e nordeste paulista.

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  2. "Se bobear esta seca mineira chega até aqui nossa região na divisa com esse estado que já foi o de mananciais mais fartos do país": comentário de Paulo Romeu, que está em BH e é engenheiro ambiental ele nos mandou mais dados sobre a recaída da seca. Aguarde que vamos postar aqui.

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  3. "Vendo este post consultei o site da Climatempo e a previsão para as regiões norte e leste de Minas é de zero chuva, não deverá chover nestes próximos 10 dias, o calor é em torno de 31 graus, de madrugada esfria um pouco (16 graus), umidade relativa do ar muito baixa, enfim, clima de deserto": comentário de Matheus Carline, de São Paulo (SP), que compara a seca do norte de Minas com a da Califórnia nos Estados Unidos: "Já é uma situação crônica".

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  6. "A Globo deveria fazer menos novela e enfocar o Velho Chico com realismo, como está, secando os afluentes e sem uma gestão ambiental dos governos, o São Francisco vai acabar acabando": comentário de Maria Laura Mendes, de São Paulo (SP), estudante da Unesp.

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  7. "Vejo que esta estrutura de comitês de bacia hidrográfica não é a mais eficiente, é política mas não é executiva, levanta as questões mas não tem força para agir objetivamente, melhor seria um grupo de pressão obrigando parlamentares e também governantes a fazerem uma gestão de clima e meio ambiente": comentário de Daniel Possi, do Rio de Janeiro (RJ), engenheiro agrônomo.

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  8. "Estou torcendo por chuvas, vi meteorologistas falarem que pode ser ainda nesta semana que chova no nordeste paulista e talvez até no sudoeste mineiro, espero que sim e que isso faça um corredor de águas até o norte e o leste de Minas, sofrendo este sufoco": comentário de Aldo Marques Cruz, de Belo Horizonte (MG), geógrafo do IBGE ele se tornou empresário nesta cidade.

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  9. "Chove chuva, chove sem parar": Maria Alberta Salles que é de Anapolina, Goiás, mas estuda e trabalha no Rio de Janeiro (RJ).

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