segunda-feira, 19 de setembro de 2016

VASSUNUNGA FASCINA PESQUISADORES E ECOLOGISTAS, POR ALI UM DOS JEQUITIBÁS POR TER 3 MIL ANOS

Vassununga também significa cá entre nós falta dum avanço maior do ecoturismo no interior ali na trilha dos Jequitibás que são árvores símbolos da natureza paulista



10 ou 12 pessoas para abraçar os seu tronco
Um dos Jequitibás Rosa pode ter até 3 mil anos de vida

Uma reserva de Jequitibás, árvore símbolo do interior paulista


O ecoturismo brasileiro começa a descobrir Vassununga, seus Jequitibás centenários, suas matas nativas, fauna, vegetação e cachoeiras, misturando Cerrado com Mata Atlântica mas também já sofre muitas ameaças. Nestes dias, José Valdair Costa Rios, de Franca (SP) levou um grupo de jovens até lá, o parque estadual como este nome indígena fica no município de Santa Rita do Passa Quatro, bem perto de Pirassununga, no interior do estado de São Paulo e a 250 quilômetros da capital, com uma área total de 2.071 hectares, cerca de mil alqueires paulistas. Foram os decretos estaduais 52.546, de 1970 e 52.720, de 71, que há quase meio século criaram o parque ecológico, mas mesmo com uma proteção básica ele não tem ainda a merecida estrutura para sobreviver aos desafios que só aumentam na região ou também para atender a pesquisadores, turistas, ecologistas, amantes da natureza. Por exemplo, a área do parque está fragmentada, o que faz com que aumente as ameaças pelo crescente cultivo do entorno de cana-de-açucar ou de eucalipto e também pela pecuária ou ainda pela constante ameaça poluição de suas águas limpas, ameaçadas por causa da sua grande proximidade com cidades pequenas e médias do interior de São Paulo, isso e também a morte de animais selvagens na Rodovia Anhanguera, sem passagem segura para os bichos nativos dali, invadidos pelo ruído e pela violência do trânsito. Ex-professor e ex-apicultor, o ecologista José Valdair é hoje um promotor de ecoturismo e acredita que deveria ter no local equipes técnicas e de monitores para abastecer com mais informações e pesquisas em especial os estudante que vão ali curiosos com as suas árvores centenárias, algumas podendo ser até milenares de acordo com pesquisadores e botânicos. Ali, entre os dois ecossistemas Cerrado e Mata Atântica, que se encontram e formam uma natureza nativa rara e de beleza fora do comum. Há lendas de tribos indígenas que já teriam sido extintas ali há uns 200 anos, mas o parque é célebre por seus Jequitibás rosa, famoso por abrigar o que talvez seja a árvore mais velha do Brasil, apelidado de Vassununga. Alguns biólogos afirmam que a idade desta árvore mais velha que ali sobrevive pode passar de 3000 anos, sua copa atinge os 39 metros, seu diâmetro 4 metros, para abraçar o seu tronco são necessárias 12 pessoas dando as mãos e formando uma roda em volta dela. Uma roda da vida, sempre muito emocionante, uma árvore dinossáurica, poderíamos dizer para sintetizar o alcance desta maravilha.  As matas nativas abrigam um grande número de espécies de mamíferos e aves de ambos ecossistemas que por ali convivem em harmonia, flora preciosa e uma fauna rica com Papagaios, Juritis, Pica Paus, Onças (inclusive a parda, a Suçuarana), Pacas, Lobo Guará, Tamanduás, Macacos Pregos, Capivaras, muita riqueza hídrica também, nascentes, cachoeiras, peixes. Esta maravilha está por merecer mais investimentos e uma gestão mais contemporânea de ecoturismo por parte da Fundação Florestal e Governo do Estado de São Paulo, evitando o desaparecimento e aumentando o fluxo de ecoturistas com chances maiores de educação ambiental e de vivências ecológicas em suas trilhas de matas que são um oásis de clima e de ambiente naturais. A seguir, a gente posta aqui um comentário de líder dum grupo de visitantes que foram ao Vassununga, à trilha dos Jequitibás, às margens do córrego da Gruta. Confira a seguir comentário de Rui Santos. 



Uma região também rica em flora e fauna

A trilha dos Jequitibás gigantes
 

"Ali pudemos observar com emoção o símbolo deste parque estadual que é representado pelo "Patriarca" um Jequitibá Rosa, e no desenho de seu tronco a divisão do parque pela rodovia Anhanguera. Outra coisa interessante foi observar as pegadas de animais que habitam a mata nativa, os moldes foram tirados e expostos para os visitantes, são pegadas de: Veado-Catingueiro, Cachorro do Mato, Onça Parda, Jaguatirica, Mão-Pelada, Cutia e Cateto. Vimos também assim como no Parque de Porto Ferreira, animais empalhados e que também foram vítimas de atropelamento na rodovia, a cena mais triste é ver uma pele de Jaguatirica que foi tirada de um animal encontrado morto por ali em torno, vítima de caçadores e com marcas do chumbinho na pele. Deixando o Centro de Visitantes nos encaminhamos para o outro lado do parque para iniciarmos nossa caminhada pela Trilha dos Jequitibás. A trilha é muito leve e com o silêncio seria capaz de ouvirmos o canto dos pássaros e o barulho de algum animal pela trilha, eu disse seria porque mais uma vez fomos surpreendidos com uma excursão vinda de Ribeirão Preto e com muita gente na trilha isso é praticamente impossível. O nome Jequitibá vem do Tupi-Guarani: Jiqui significa um artefato indígena usado na pesca na forma de um cone afunilado, e Ybá significa o fruto, portanto o significado de Jequitibá é: o fruto da árvore é semelhante ao Jiqui. O percurso todo é identificado com placas e painéis interpretativos que nos informam sobre a diversidade de espécies vegetais da Floresta Estacional Semidecidual. Numa dessas placas podemos observar as espécies que estão em extinção e que habitam o Parque. Fotografamos muitas espécies de Besouros nesta trilha, mas quando nos deparamos com a imponência do "Patriarca", é que nos sentimos pequenos e quase nada diante da beleza incomparável da nossa natureza, um Jequitibá-Rosa com 40 metros de altura e 4 metros de diâmetro, acredita-se que tenha pelo menos mais de 500 anos, não se sabe, pois só com um estudo de Dendrocronologia se poderia avaliar sua idade correta. Ele já foi atingido por um raio e teve um dos seus grandes galhos quebrados por uma tempestade. Existe um monitor que se encontra no local e sempre passa essas informações aos visitantes. Ali tiramos uma série de fotos, pois sem esses registros não seria uma trilha convincente. Continuando nossa trilha chegamos no Bosque dos Jequitibás, onde se tem um recanto de grande beleza cênica, banhada pelo Córrego da Gruta; mais fotos para nossa lembrança. O fim da trilha é num portão de madeira, onde se tem banheiros para os usuários do Parque. Retornamos e continuamos observando a mata, conseguimos voltar um pouco mais tranquilos e sem barulho dando até pra observar pelo binóculo algumas espécies de variados pássaros do local. Foi muito gostoso, nos sentimos índios fugindo da cidade". 


Ali tem Antas nativas daquelas matas...

...e onde tem Antas tem onças Suçuaranas, seu predador

...em busca também das águas limpas das nascentes e cachoeiras

Fontes: www.santaritadopassaquatro.tur.br
              www.folhaverdenews.com .

7 comentários:

  1. Um ou algumas destas árvores podem ter brotado por volta do ano 1000 antes de Cristo, segundo pesquisadores dos Jequitibá-Rosa que sobrevivem nessa reserva, talvez seja a árvore brasileira mais antiga de que se tem registro.

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  2. As proporções do vegetal ancião impressionam: depois de três mil anos de vida, um dos Jequitibás atingiu uma altura de 40 metros, o equivalente a um prédio de 13 andares. Com um diâmetro de 3,6 metros e circunferência medindo 11,3 metros, são necessários cerca de dez homens para conseguir abraçar o tronco inteiro.

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  3. Pesquisas mostraram que as raízes da árvore chegam a uma profundidade de 18 metros e seu peso bruto foi calculado em 264 toneladas, o equivalente a 53 elefantes com peso médio de cinco toneladas. Especialistas estimaram que, sozinho, o Patriarca, o principal e mais antigo Jequitibá do Parque do Vassununga, possa ter sequestrado mais de 132 toneladas de CO2 ao longo de sua existência.

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  4. O maior e mais antigo Jequitibá Rosa desta reserva reúne aproximadamente 190 metros cúbicos de madeira. Um centro da vida nativa de Vassununga.

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  5. Para assegurar que ninguém danifique este valioso patrimônio natural brasileiro é que em torno dele foi criada uma reserva chamada Parque Estadual de Vassununga, o local abriga uma das maiores quantidades de Jequitibás Rosa do mundo. A área protegida foi criada em 1970 e atualmente é gerida pela Fundação Florestal, importante para o meio ambiente, o clima, o estudo dos pesquisadores, a sobrevivência das espécies desta mata nativa e da educação ambiental das novas gerações.

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  6. Nestes dias de setembro, a cidade a que se integra o parque de Jequitibás, ameaçados pelo avanço dos canaviais, usinas e queimadas, é Santa Rita do Passa Quatro, onde nasceu o músico Zequinha de Abreu, de valor nacional e internacional.

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  7. Postamos aqui também no blog da ecologia e cidadania um vídeo do motoqueiro Marcelo Migliano que nos alertou sobre o Parque dos Vassununga, que precisamos conhecer e preservar, como reserva de mata nativa e de água e centro de pesquisas que ainda não foram feitas.

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