São Paulo - Funcionários da Petrobras Transporte S. A. e equipes de emergências químicas da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo trabalham na contenção do vazamento de nafta, em São Miguel Paulista, zona l
Técnicos trabalham na contenção do vazamento de nafta que agride saúde do ambiente e da população em torno da rua Mirassol D'Oeste na Vila Jacuí




Segundo a repórter da Agência Brasil Marli Moreira nos informa via a EBC, permanece interditado todo o quarteirão da rua Mirassol D'Oeste, esquina com a rua Flor de Inverno, na Vila Jacuí, conhecida por Vila das Camélias, na região de São Miguel Paulista, no extremo leste da cidade de São Paulo, onde, ainda na tarde de terça-feira foram retiradas 60 pessoas de 20 casas por causa do vazamento de Nafta do oleoduto da Petrobras Transporte S.A. (Transpetro), subsidiária da companhia responsável pelo transporte e logística da distribuição de petróleo. O vazamento pode ter ocorrido por uma tentativa de furto do produto escoado entre os terminais de Guarulhos e São Caetano do Sul (SP) mas a  polícia ainda investiga os eventuais autores da possível ação criminosa, que pode ter sido também um acidente ou falha de manutenção no duto. Moradores da vizinhança já vinham sentindo antes um mal estar com o cheiro de um produto químico, mas apenas na ontem foram detectadas as perfurações no oleoduto. A dona de casa Cleonice da Silva, 35 anos, contou detalhes sobre o "odor insuportável” e que a mãe e a irmã dela foram para a casa de uma tia porque estavam sentindo dor de cabeça, náuseas e tontura. De acordo com Cleonice e outras moradores do bairro, o cheiro é tão forte que quase não é possível ficar dentro de casa ou nas proximidades do local. "A gente não está conseguindo ficar dentro de casa porque o cheiro forte está exalando pelos ralos. Me orientaram a cobrir os ralos com um pano molhado, mas não adiantou", explicou a moradora Rosângela Santana Silva, achando que deveriam ser tomadas "mais medidas". Ao lado dela, Michele Pontes, de 29 anos, mãe de três crianças com idades entre 4 e 13 anos, disse que tem medo de deixar o imóvel onde mora enquanto é feito o trabalho de contenção da Nafta, porque a região tem muitos moradores de rua e teme que sua casa seja invadida. Gostaria que médico ou um ambulância atendesse moradores e crianças emergencialmente nas casas.


São Paulo - Funcionários da Petrobras Transporte S. A. e equipes de emergências químicas da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo trabalham na contenção do vazamento de nafta, em São Miguel Paulista, zona l
Técnicos da Cetesb usam equipamentos de proteção o que moradores não têm...



Moradora ao lado do ponto onde ocorreu o fato, Maria Eudice, de 35 anos, relatou que teve de procurar o pronto-socorro mais próximo porque sua pressão subiu demais, ela contou ainda que as casas no entorno ficaram sem energia elétrica até ontem à noite: "Se o problema não for resolvido hoje (quinta-feira) vou com a família pro interior para casa de parentes". A Transpetro por sua vez informou que abrigou 24 das 60 pessoas que tiveram suas casas interditadas pela Defesa Civil em hotéis da região. Ainda não há um prazo para a liberação dos imóveis. Bem na esquina da rua evacuada fica um terreno ao lado de um galpão industrial e foi por meio deste imóvel que os criminosos escavaram um túnel para ter acesso mais direto ao oleoduto. A empresa conseguiu recuperar 136 mil litros de Nafta, mas uma quantidade ainda não calculada penetrou no solo e avançou para um córrego existente a menos de cem metros do local, o que agrava a situação e pode ampliar a contaminação. Além de técnicos da Transpetro, atuam no local equipes da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) e da Defesa Civil Municipal. Foi o engenheiro Anderson Pioli, da Cetesb, quem informou que para corrigir os danos foram feitas perfurações no solo para atingir o lençol freático e assim bombear o produto: "Como a Nafta não se mistura na água, ela fica na superfície e é a primeira camada líquida encontrada". Ele comentou também com um correspondente da agência de notícias Reuters que já começou a ser feita a aeração do córrego em um trabalho mecânico semelhante ao exaustor para ajudar na evaporação do resíduo químico. Mais informações e atualização do acidente aqui no blog em nossa seção de comentários, confira.


Fontes: Agência Brasil - Reuters
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