sexta-feira, 14 de outubro de 2016

BRASIL É UM DOS PAÍSES MAIS VIOLENTOS E PERIGOSOS PARA O TRABALHO DOS JORNALISTAS SEGUNDO A ENTIDADE MUNDIAL REPÓRTERES SEM FRONTEIRAS

4 jornalistas só em 2106 foram assassinados em nosso país que na América do Sul está bem atrás do Uruguai, do Chile, da Argentina, do Peru e até da Bolívia no ranking da liberdade de informação: isso sinaliza também péssima condição de vida da nossa população


Este ranking contradiz a imagem do Brasil como estado de direito



Brasil  lamenta mortes de Santos Andrade, Pedro Palma, José Lacerda da Silva

A mais recente vítima da violência contra comunicadores no Brasil


Um texto no site da entidade não governamental e internacional Repórteres Sem Fronteiras está sendo postado hoje para atualizar os dados levantados sobre a atividade e os riscos dos profissionais de comunicação. No ranking negativo da Repórteres Sem Fronteiras o Brasil aparece infelizmente como um dos países da América Latina mais violentos e com maiores perigos para o trabalho dos jornalistas, sendo citados e contabilizados ataques físicos, morais, psicológicos, pressões, formas disfarçadas de censura e o que é pior um aumento de assassinatos de profissionais da mídia.  Agora em 2016 houve um retrocesso nesta situação porque em 2012 nosso país estava no continente em 54º lugar, em 2015 caiu para a 99ª posição e agora ficou apenas em 104º lugar, após a avaliação da RSF que mapeou a condição do jornalismo em 180 países de todo o planeta. Nesta avaliação levou em conta também a maior ou menos liberdade de informação. Mas este vexatório 104º lugar não é ainda o mais lamentável, no caso do Brasil: nosso país aparece em 4º lugar do mundo com mais jornalistas mortos em 2016. O ranking desta entidade é o mais respeitado levantamento mundial da atividade dos comunicadores, reconhecido e consultado pela ONU e levado em conta em todos os países da Terra. Em resumo, até hoje (14 de outubro de 2016), e somente neste ano, 4 repórteres foram vítimas de assassinato por aqui no território brasileiro, para se ter uma ideia da dimensão disso, é o mesmo número de mortos que ocorreu nos últimos 12 meses no Iraque. O México lamentavelmente está em 1º lugar nesta classificação hedionda em termos de diretos humanos, com 12 jornalistas assassinados neste ano. Em 2º se coloca a Síria, que está em guerra civil desde 2011 e ainda antes do Brasil, está em 3º lugar no ranking da morte de jornalistas o Iêmen, com 5 caos. O jornalismo brasileiro ficou em 4º lugar nesta classificação com 4 profissionais de imprensa, rádio ou TV mortos no exercício do seu trabalho. Nenhuma autoridade do Governo brasileiro ainda nem mesmo se manifestou sobre esta situação vexatória em termos de um estado de direito e imagem pública. Especialistas já reagiram a esta informação negativa para nosso país, por aqui e no exterior, em suma, a avaliação é que falta um mecanismo nacional e oficial de proteção ao repórter,  além de uma crescente desvalorização da liberdade de informação, casos de ameaça ou de recaída da censura de variadas formas, como a pressão de anunciantes ou uma espécie de censura econômica à livre expressão dos jornalistas. Num contexto brasileiro de desrespeito à lei por parte de autoridades políticas, de corrupção em vários níveis ou esferas e de impunidade geral na Nação, tudo isso explica mas claro que não justifica o Brasil estar assim como a Venezuela ou a Colômbia bem atrás da Bolívia, do Peru, da Argentina e do Chile nesta avaliação crítica anual da entidade Repórteres Sem Fronteiras. O Uruguai é o país da América do Sul melhor colocado neste ranking internacional e oficial, mesmo assim, está só na 20ª posição. Porém, os uruguaios estão bem à frente e melhores do que nosso país, que é apenas e tão somente o 104º colocado no conceito mundial da liberdade de informação, além de estar rankeado vergonhosamente em 4º lugar em número de mortes de jornalistas. Este fato é mais do que um alerta, sinaliza urgência total em mudanças e avanços na realidade brasileira em geral até no enfoque da condição de vida aqui, agora. (Antônio de Pádua Silva Padinha)


Silêncio, desinformação, violência....

Brasil  está na galeria de repórteres mortos no Museu de Washington
Profissionais da mídia não são únicas vítimas desta violência...
...que sinaliza má condição de vida da população no Brasil 


Fontes: Repórteres Sem Fronteiras - UOL
             www.folhaverdenews.com 
 

9 comentários:

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  3. "Isso mostra o quanto o nosso país precisa mudar em termos estruturais na sua realidade": comentário de José Sousa Mendes, que fez Sociologia na Unesp e hoje trabalha no comércio em São Paulo (SP).

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  4. "Uma outra coisa que fica clara prá gente é que a violência não é só contra jornalistas, ainda hoje vi na TV agora que o secretário de Meio Ambiente e Turismo em Altamira no Pará foi executado por conta de sua ação desagradar interesses naquela região. E assim em todo o setor": comentário de Luís Carlos Morais Júnior, de Curitiba (Paraná) que é advogado militante da OAB.

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  5. Depois de ver esta postagem aqui nesse blog dei uma olhada no Google e vi informação da agência de notícias EFE que desde 2012 foram 22 jornalistas brasileiros assassinados em meio a seus trabalhos": comentário de Analúcia Martins, de Campinas (SP), produtora de moda e de eventos que tem dois sobrinhos estudando Jornalismo na Unicamp.

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  6. Analúcia Martins também comentou que "houve um aumento no índice de violência contra jornalistas, somando 321 o número de jornalistas vítimas de ações violentas e mortes em todo o planeta".

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  7. Segundo a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (ABRAAJI), só em 2014, durante a Copa do Mundo houve um total de 190 casos de agressão, envolvendo 178 profissionais, os repórteres sofrem agressões de todos os tipos.

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  8. Repórteres sem Fronteiras é uma organização não-governamental criada na França por Robert Ménard, Rony Brauman e Jean-Claude Guillebaud, em 1985, com a finalidade de defender a liberdade de imprensa no mundo. A sede da RSF é em Paris.

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  9. A campanha Some wins don’t deserve medals (Algumas vitórias não merecem medalhas) visa debater assuntos relacionados à violência contra jornalistas, chamando atenção para propostas fundamentais dentro e fora do jornalismo. De acordo com a Repórteres Sem Fronteiras, muitos jornalistas morrem por estarem investigando casos ligados à corrupção, à ordem pública e ao crime organizado. Isso explica também a situação neste setor por aqui no Brasil.

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