sexta-feira, 21 de outubro de 2016

BRASIL NÃO NUCLEAR E TODOS OS QUE LUTAM PELAS ENERGIAS LIMPAS SE PREOCUPAM COM ESTA NOTÍCIA

Nosso país exportará agora urânio enriquecido para a Argentina: é um furo de reportagem do movimento ecológico, científico e de cidadania que já repercute em sites do exterior e de todo o país onde é urgente investir em energias limpas


Risco ambiental e de saúde desnecessário num país rico em energias limpas

 
Nós aqui no blog Folha Verde News recebemos o alerta feito a todo nosso movimento, através do site Opera Mundi e a notícia realmente é preocupante:  o Brasil deve exportar em breve 4 toneladas de urânio enriquecido para a Argentina. O contrato foi firmado entre a INB (Industrias Nucleares do Brasil) e a Conuar (Combustibles Nucleares Argentinos), o governo brasileiro já autorizou a remessa e há negociações para nova venda em 2017. O transporte é um outro ponto preocupante, vai desde a unidade da INB até a Argentina por via terrestre, levando perigo a um enorme trajeto até a Argentina passando por rodovias e cidades que nem sabem que as cargas têm a maior radiatividade, capaz de agredir o ambiente e a saúde das pessoas.  A Articulação Antinuclear Brasileira assim como nosso blog, vários ambientalistas e pesquisadores, vem defendendo a priorização das pesquisas e alocação de recursos para energias renováveis e limpas.como a Solar ou a Eólica por exemplo. O gigantesco  investimento feito na cadeia de mineração e processamento de urânio tem causado impactos como a contaminação de água, ar e solo na Bahia e pode aumentar a irradiação de radioatividade e o número de acidentes nucleares no Brasil. Não é a primeira vez. No interior da Bahia, informa o G1, centenas de moradores de cidades como Guanambi (689 km de Salvador) protestaram várias vezes contra carregamento de urânio da estatal INB. Por lá ocorreu a passagem de nove carretas com 90 toneladas de urânio permanecendo estacionadas a céu aberto por um tempo.  Este tipo de preocupação é constante na cidade vizinha de Caetité, que é a única cidade brasileira com minas de urânio. Desde 1999, esta mesma indústria nuclear INB produz no local parte do urânio utilizado nas usinas nucleares de Angra 1 e 2. Como o Brasil ainda não domina comercialmente o processo de enriquecimento de urânio, necessário à produção do combustível nuclear, o minério é enviado para enriquecimento no exterior e depois volta, o que também encarece o processo, antieconômico e antiecológico também neste detalhe. A empresa já informou anteriormente a imprensa a sua visão de que o material é urânio concentrado, de baixa radiatividade. O carregamento, segundo esta estatal INB, foi disponibilizado pela Marinha, já que a produção da mina de Caetité caiu em 2010. O minério saiu de São Paulo para ser reembalado em Caetité, onde esses procedimentos já são realizados, para posterior envio à Europa para enriquecimento, ou seja, um processo complicado demais e que precisa ser contido a bem de mudar a estrutura energética brasileira através de um desenvolvimento sustentável, urgente no Brasil. Na Bahia, também em Salvador, onde tem havido protestos do Greenpeace, os moradores já impediram em uma ocasião a entrada da carga que pode ser de resíduos nucleares ou lixo radiativo. De toda forma, nada disso é necessário num país como o nosso rico em energias limpas: "O Brasil é rico em energias limpas mas sujo em termos de interesses e de homens públicos", comentou por aqui o nosso editor de conteúdo do Folha Verde News, o repórter e ecologista Antônio de Pádua Silva Padinha, que já editou mais de 50 matérias ao longo de 5 anos sobre diversos ângulos da luta Não Nuclear e nesse meio tempo cerca de 500 mil pessoas entraram neste blog da não violência. Não é por falta de luta nem de alerta nem aqui, nem na Bahia...


Saindo desde o interior da Bahia o comboio do urânio...


...vai atravessar várias rodovias e cidades brasileiras


Em vários lugares pesquisadores e população protestam
Aqui um dos pontos de mineração de urânio no interior do país


Além de ser antiecológico se trata dum processo antieconômico

Jovens da cidadania também protestam na Bahia


Fontes: www.operamundi.com.br - G1 - Reuters
             www.folhaverdenews.com

9 comentários:

  1. "A indignação de pesquisadores e da população começou já em 2008, quando foi apontada contaminação por urânio de uma mina de água em Caetité que chegou a ser fechada. Já existia uma situação de desconfiança da população e de falta de transparência da INB”, comentou Pedro Torres, do Greenpeace Brasil.

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  2. Pela periculosidade da carga, o presidente da INB e técnicos da Cnen (Comissão Nacional de Energia Nuclear), responsável pela fiscalização do setor no país, já em outra ocasião tiveram que se deslocar à Bahia para negociar a liberação do carregamento. Membros do Greenpeace ouviram pesquisadores e classificam o episódio como exemplo do desgoverno do programa nuclear brasileiro que é desnecessário, além do mais. O Ministério Público Federal voltará a abrir novo inquérito para investigar irregularidades e risco ambientais e de saúde no transporte do urânio.

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  3. Para Pedro Torres, "os ânimos estão acirrados de novo. O Greenpeace divulgou informação de que o padre Osvaldino Barbosa, que chegou a organizar protestos em Caetité, sofreu ameaças de morte. A CPT (Comissão Pastoral da Terra) diz ter promovido uma medição nas imediações das carretas estacionadas em Guanambi e que o nível de radiatividade apontado foi alto. A INB continua a descartar perigo no carregamento...

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  4. A estatal afirma que, por questões de segurança, o transporte desse tipo de carga só é informado previamente a órgãos como comandos militares e secretarias de segurança. Nega que o transporte estivesse sendo feito sem licença e que a INB tem competência e experiência para realizar o processo de reembalagem do material, porque este é um trabalho de rotina feito na mina”, disse, em nota, o presidente da INB, Alfredo Tranjan Filho tentando se defender das críticas e de processo do MP.

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  5. Logo mais, mais informações aqui nesta seção de comentários, você pode colocar aqui a sua opinião ou nos enviar mensagem, dados, fotos para a redação do blog e-mail navepad@netsite.com.br e/ou há ainda o e-mail do nosso editor de conteúdo daqui do blog padinhafranca603@gmail.com

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  6. "Para com isso, precisamos no Brasil é que se implante uma gestão ambiental a favor das energias limpas, urgente o desenvolvimento sustentável e a paralisação dessa loucura nuclear": comentário de Fernando Reis, de Juiz de Fora (MG) que nos manda notícia sobre passagem de comboio semelhante pela sua região.

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  7. "Não ao nuclear e sim à ecologia, à saúde e à vida": comentário de Maria Ana, estudante de Salvador na Bahia, que nos manda fotos do último protesto na cidade contra mineração e transporte de urânio.

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  8. "A grande mídia mal fala deste assunto, vi algumas coisas sobre este problema do urânio no interior da Bahia no blog do André Amaral e agora aqui, mais gente teria que enfocar isso": comentário de Luís Alves Ribeiro, exportador.

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  9. O blog a que Luís Alves se refere você também pode acessar, ele falou sobre um protesto em Caetité, uma das raras cidades do Brasil e do mundo onde tem minas de urânio: www.decoamaral.wordpress.com

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