sexta-feira, 28 de outubro de 2016

ECONOMISTA VIRA ECOLOGISTA ATRAVÉS DO SEU TRABALHO COM AS IMAGENS AGORA PREMIADAS DE NOVO


Sebastião Salgado vence prêmio França - Brasil  2016 alertando sobre megacrise existencial da nossa espécie e através das suas fotos e sua luta cult fortalecendo nosso movimento pela vida


Um fotógrafo contemporâneo, de Minas Gerais para o mundo


Através de Vladimir Platonow, repórter da Agência Brasil, fomos informados agora de uma premiação internacional  de grande destaque dum renomado fotógrafo brasileiro que, por uma contradição, mesmo tendo se formado em economia, virou ecologista, para esta virada foi inspirado no seu próprio trabalho com imagens da vida: "As mudanças bruscas no planeta provocadas pelo homem têm levado à destruição de ambientes naturais e de civilizações primitivas, mas também podem levar a nossa própria espécie a uma situação sem volta, a um extermínio", falou o fundador do Instituto Terra, fotógrafo de arte Sebastião Salgado ao receber o Prêmio Personalidade, da Câmara de Comércio França-Brasil. Foi na entrega do prêmio ressaltada a sua contribuição artística, humanitária e socioambiental do ser humano e dos países. 


Aqui, uma das suas primeiras fotos...

...esta é uma das suas fotos que Sebastião Salgado mais curte


Economista por formação, ecologista por opção, Salgado já percorreu todos os continentes, desde 1973, quando se iniciou na carreira de fotógrafo, após uma viagem à África. Autor de vários livros de fotografia, frutos de projetos elaborados ao longo de anos, incluindo Trabalhadores, Terra, Outras Américas, Êxodos e Gênesis, ele faz uma análise pouco otimista da atuação da civilização atual sobre o planeta, que está segundo ele chegando perto do limite de exaustão. Um ecocídio, como dizem os ambientalistas em geral:  "Eu acho que a nossa espécie está vivendo completamente fora da realidade. A partir de um certo momento, a gente passou a destruir e depredar a natureza, o nosso mundo. Nós estamos consumindo muito mais do que o nosso planeta pode dar. Estamos indo para um buraco sem saída. O planeta não tem condição de bancar tudo isso, mudar esta situação radicalmente deve ser a luta de todos nós".  A festa do prêmio França-Brasil foi no Rio de Janeiro mas Sebastião Salgado falou mais é do interior de Minas Gerais, do termpo em que era menino, fonte de seu amor pela natureza, sua inspiração. Aqui no blog do nosso movimento ecológico, científico e de cidadania ficamos felizes com esta premiação, nos sentimos também premiados, da mesma forma como Sebastião Salgado estamos indo à luta para mudar a realidade e criar um futuro sustentável. Só que Salgado tem uma vantagem em relação a todos nós do nosso movimento: ele luta pela ecologia através da beleza contra a violência. (Antônio de Pádua Silva Padinha)


Autoretrato do fotógrafo ecologista e poeta da imagem


Fontes: Agência Brasil - France Press
            www.folhaverdenews,com

7 comentários:

  1. Através de sua fotos, que ele prefere em preto e branco, bem como na sua vida hoje de uma das raras celebridades cults do Brasil, Sebastião Salgado sempre alerta sobre uma crise maior do homem hoje.

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  2. “Não é uma crise do capitalismo. É muito mais do que isso. É a crise existencial de uma espécie. Vamos ter que fazer uma autocrítica de toda nossa maneira de viver, de consumir, se comportar e se relacionar. Eu tenho uma grande esperança no planeta, mas não sei se a espécie humana vai sobreviver, estamos indo diretamente contra a parede": comentário de Sebastião Salgado sobre a megacrise planetária, um ecocídio.


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  3. Ele aproveitou seu prêmio e falou bastante de Minas Gerais e também da tragédia de Mariana, situação ícone da violência atual, provocada pelo rompimento de uma barragem da empresa Samarco há um ano, que varreu o distrito de Bento Ribeiro, arrasando tudo pelo caminho e deixando 21 pessoas mortas, Salgado reafirmou que o importante é garantir que as multas e indenizações sejam aplicadas na região:“O dinheiro das multas não vai para o meio ambiente. Ele vai para o cofre público e vai pagar o déficit do Estado, não voltará jamais para a região. Há um ano nós propusemos a criação de um fundo para recuperar a área. Temos que ressarcir e reconstruir o que for necessário. Refazer todas as fontes de água, recompor as matas ciliares, o sistema de esgoto. É um problema de longo prazo. Para recuperar o Rio Doce, temos que plantar no entorno de 370 mil nascentes. Até agora o fundo só contemplou umas 500 nascentes": comentou ainda Sebastião Salgado.

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  6. "Sebastião Salgado mantém nas suas imagens a visão da criança do interior de Minas e isso que faz dele um poeta universal da imagem da nossa última ecologia": comentário do nosso editor, o repórter e ecologista Padinha.

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  7. "Em meio a tantas tragédias e tantas violências, finalmente um oásis, as imagens e a sabedoria da vida do Sebastião Salgado": comentário de Rafael Salles, de Sorocaba (SP), que captou nosso blog em visita à ECA da USP em São Paulo.

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