sexta-feira, 7 de outubro de 2016

GOVERNOS AINDA AGORA NÃO ACORDARAM PARA O VALOR FUNDAMENTAL DO MEIO AMBIENTE QUE É O FATOR Nº 1 PARA UM DESENVOLVIMENTO DE VERDADE DO BRASIL


O país da natureza esta cada vez mais virando da desnatureza por falta duma gestão governamental sustentável: aqui um resumo da história da ecologia em nosso país e do que precisa mudar e avançar nas cidades, em todas as regiões e na Nação




Dois dos inimigos do avanço da ecologia e da cidadania


 

O site Eco 21 fez uma síntese histórica de como tem sido enfocado pelos Governos o Meio Ambiente no país da natureza (atualmente, da desnatureza...): desde o século passado até hoje já existe em ação uma história da ecologia e da cidadania, aqui no blog Folha Verde News resumimos algumas das principais informações sobre a falta de planos, programas e políticas pública no setor socioambiental do Brasil. Dois especialistas que são muito respeitados como pesquisadores pela sociedade civil brasileira, em parte, também na área governamental, Liszt Vieira (Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro, sociólogo e ambientalista) lado a lado com Renato Cader (cientista responsável pelo programa de doutorado em Meio Ambiente na Unicamp) foram os dois especialistas que fizeram este levantamento aqui resumido. Ele serve de guia para o conteúdo de nosso post hoje aqui neste webespaço que se integra ao movimento ecológico, científico, da cidadania, da cultura e da luta pela não violência: ao longo de 5 anos, fizemos aqui 2.863 postagens dentro desta temática, segundo as medições Google, estes posts tiveram mais de 390 mil visualizações, cerca de 10 mil internautas estão acessando por mês o nosso blog, que tem atualização diária, todos os dias entre 400 e 600 pessoas acompanham nossas matérias, com fotos e comentários, no mais das vezes, contendo críticas à realidade socioambiental brasileira, em várias regiões, temos mostrado problemas e faltas de solução que revelam o país ainda carente duma gestão de Desenvolvimento Sustentável. "Agora, com as eleições municipais de 2016 ainda em andamento aonde há o 2º Turno, este enfoque de hoje é essencial para se inciar a partir das cidades mudanças e avanços. É algo difícil de acontecer, mas vital e depende também do empenho de todos nós, ambientalistas e da mídia, destacando esta urgência", comentou por aqui o nosso editor de conteúdo o repórter e ecologista Antônio de Pádua Silva Padinha. Confira o post de hoje a seguir, rumo à criação dum futuro sustentável no Brasil. 
 
  Outros inimigos: queimadas e desmatamentos insustentáveis

 
  Por outro lado o avanço da tecnologia é o amigo nº 1



 

Na década de 30, o Brasil inicia um período de consolidação de investimentos públicos e privados em grandes obras de infraestrutura. Nessa época ainda nem se falava no tal de desenvolvimento sustentável, porém, já havia uma vertente de política ambiental orientada apenas para preservação. Existia um movimento de políticos, jornalistas e especialmente de cientistas que se organizavam para discutir políticas de proteção ao patrimônio natural brasileiro. Esses grupos contribuíram para elaboração do primeiro Código Florestal do país em 1934 – instituído pelo Decreto 23793/1934 – onde eram definidas bases para proteção dos ecossistemas florestais e para regulação da exploração dos recursos madeireiros. Esta versão nº 1 do Código Florestal contribuiu para a criação do que veio a ser o 1º Parque Nacionalno Brasil em 1937, o Parque de Itatiaia. Dois anos depois foram criados também os Parques Nacionais de Iguaçu e da Serra dos Órgãos. Era somente o começo dessa história. Bem mais recentemente, no plano institucional, a área ambiental do Governo Federal sofreu uma grande transformação com a aprovação da Medida Provisória que dispôs sobre a criação do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, fruto do desmembramento do IBAMA, que passa a ser responsável apenas pelo licenciamento ambiental, o controle da qualidade ambiental, a autorização do uso dos recursos naturais e a fiscalização. Já o Instituto Chico Mendes ficou responsável pela gestão e proteção de Unidades de Conservação, orientando-se para políticas de uso sustentável. Essa divisão gerou resistência por partes dos servidores públicos e de alguns representantes da área ambienta, se criando assim a visão equivocada de que essa mudança poderia vir a  prejudicar a política ambiental brasileira. Porém, você que acompanha direto as nossas postagens aqui neste blog sabe que são muitos os adversários e os inimigos do ambiente.
Um dos maiores problemas da política ambiental atualmente é a dificuldade em promover a transversalidade, considerando os múltiplos interesses que permeiam os diversos setores do Governo, sejam eles econômicos, políticos, ambientais, culturais, sociais. Os interesses econômicos em geral consideram os ecológicos um entrave ao desenvolvimento de suas atividades e ao crescimento do Brasil. É o chamado desenvolvimentismo. Na verdade, só uma harmonia entre os interesses econômicos e ecológicos será capaz de atualizar a gestão pública e aproximar o Brasil da sustentabilidade. Os tabus e visões equivocadas ao longo de décadas pressionaram fortemente os governos em diversos casos e situações, como transgênicos, usina nuclear de Angra 3, megahidroelétricas como a do Rio Madeira ou a transposição do Rio São Francisco, bem como a prioridade ao petróleo e não às fontes mais limpas de energia. Isso precisa ser mudado para o Brasil se atualizar, hoje a questão socioambiental é um fator essencial para um desenvolvimento de verdade.


 

Vital é mudar a estrutura energética brasileira para fontes limpas...

  ...como a solar e a eólica equilibrando a ecologia com a economia





A política ambiental hoje no Brasil sinaliza alguns avanços no que diz respeito à participação dos governos federal, distrital, estaduais, municipais e da sociedade civil organizada, que á a força que impulsiona as mudanças, através do movimento cultural dos cientistas, dos ecologistas, das lideranças de cidadania. Essa dinâmica contribui para a melhoria da qualidade de vida da população e da governança ambiental, porém não garante prioridade na definição das políticas públicas aos interesses socioambientais. Isso contraria a perspectiva do desenvolvimento sustentável que enfrenta oposição em diversos segmentos do mercado e até mesmo em certos setores do Governo, ao enxergarem equivocadamente o meio ambiente como um entrave ao desenvolvimento, quando, na verdade, é um elemento propulsor do desenvolvimento. No caso do Brasil, a biodiversidade é responsável por aproximadamente 50% do PIB. Assim, é fundamental que empresas, população e Governo estejam em sintonia, visando conciliar também os interesses sociais, econômicos e ambientais Os interesses econômicos que procuram inviabilizar a transversalidade constituem o grande obstáculo para a promoção de uma política socioambiental integrada para aí sim iniciar a implantação ainda que tardia de um desenvolvimento sustentável por aqui no país que já vai virando da desnatureza, da poluição, da seca e da destruição da vida e da nossa nação. Precisamos urgentemente ir à luta, governo e população, para mudar esta história e juntos criarmos nosso futuro. 



  Só uma gestão ambiental sustentável pode garantir a sobrevivência...

...dos nossos recursos naturais, minerais e hídricos


 São vitais também a liberdade de expressão e a redução da violência




  

Fontes: www.eco21.com.br

             www.folhaverdenews.com

9 comentários:

  1. Logo mais aqui nessa seção de comentários postaremos mais informações, dados, opiniões e mensagens, aguarde, confira e participe de nossa edição.

    ResponderExcluir
  2. Você pode colocar direto aqui nesta seção o seu comentário ou se preferir, enviar uma mensagem para a redação do nosso blog navepad@netsite.com.br

    ResponderExcluir
  3. Você pode também optar por entrar em contato direto com o nosso editor de conteúdo enviando então um e-mail para padinhafranca603@gmail.com

    ResponderExcluir
  4. "Um resumo fundamental para todos neste momento do país, nas cidades e nas várias regiões, as informações tem boas fontes e os argumentos são bem objetivos": a gente agradece, em nome de todo o nosso movimento o elogio a este blog feito por Evair Mendes, de São Paulo (SP), empresário de exportação.

    ResponderExcluir
  5. João Suassuna é engenheiro agrônomo, pesquisador da Fundação Joaquim Nabuco e um dos maiores especialistas na questão hídrica principalmente no Nordeste. Ele nos dá informações sobre alguns dos problemas ambientais mais graves que ele tem observado e levantado. A seguir, um resumo.

    ResponderExcluir
  6. "As cidades brasileiras não costumam tratar adequadamente o seu ambiente natural. O resultado disso é que o caos, como por exemplo, enchentes como as ocorridas em São Paulo que entre outras causas decorrem da obstrução das galerias pluviais pelo lixo jogado nas ruas pela população ou não recolhido e reciclado como deveria ser pela prefeitura e governos".

    ResponderExcluir
  7. João Suassuna dá mais exemplos de gravers problemas ambientais:m "È o caso dos dematamentos
    ocorridos no bioma da Caatinga, no oeste pernambucano (bacia do Brígida, afluente do rio São Francisco), com o propósito de calcinar a gipsita para transformação daquele mineral em gesso, é outro acontecimento que tem tirado o sono dos ambientalistas. Realizados sem os cuidados devidos e, principalmente, desconsiderando a legislação ambiental vigente, essas ações vieram por exterminar, de vez, a frágil vegetação daquela região do sertão pernambucano, colocando os municípios de Araripina, Trindade, Ipubi, Ouricurí e Bodocó como fortes candidatos à formação de novos núcleos de desertificação, fenômeno que já ocorre no município de Cabrobó, no mesmo estado. E os desertos já estão chegando ao norte de Minas".

    ResponderExcluir
  8. "O lançamento de esgotos nos rios sem o devido tratamento é outra questão séria e que também reflete o despreparo dos governos e da população.
    Residimos em Casa Forte, em bairro de classe média do Recife, que vive, no momento, visível expansão imobiliária. Contam-se dezenas de edificações construídas ou em fase de construção e que já estão trazendo problemas ao sistema de esgotamento sanitário do bairro. Estas questões são fáceis de entender, porquanto a cidade do Recife tem uma malha de esgotos sanitários construída em meados do século XVII, portanto na época em que os holandeses dominavam a região. Antigos e obsoletos, os esgotos de Casa Forte não podem mais receber a carga adicional oriunda de tais edificações, o que tem resultado em mais comprometimento do Capibaribe, rio sabidamente bastante sacrificado pela poluição": mais um comentário de João Suassuna.

    ResponderExcluir
  9. "Eu gostaria de aqui destacar a bacia do rio São Francisco que merece referência, tendo em vista o seu contingente populacional, de cerca de 14 milhões de pessoas, que costumam despejar seus esgotos "in natura" (domésticos e industriais) em seu leito, o que tem resultado numa péssima qualidade das suas águas. A cidade ribeirinha de Petrolina, no oeste pernambucano, que possui um dos mais importantes pólos de irrigação do nordeste, tem as águas do Velho Chico impróprias para o banho, devido à existência, nelas, de elevados índices de coliformes fecais. Igual problema ocorre na bacia do rio Moxotó (afluente do São Francisco) no município de Ibimirim, também no estado de Pernambuco, onde o açude Poço da Cruz, o maior do estado, com capacidade de 500 milhões de metros cúbicos, mas que está com suas águas imprestáveis para o consumo humano, por apresentarem forte odor de esgotos recebidos dos municípios a montante da represa. O curioso de tudo isso é que as águas do rio São Francisco, previstas para serem bombeadas através do eixo leste do projeto de transposição, irão abastecer aquela represa, para, em seguida, irem em direção aos municípios de Gravatá e Campina Grande, localizados nos agrestes de Pernambuco e Paraíba, para o abastecimento de suas populações. O fato grave é que as ações do projeto irão fazer com que as águas do rio São Francisco, que já apresentam certas restrições para o consumo humano, sejam misturadas às águas de uma represa, cuja qualidade é duvidosa para o consumo, devido à presença de forte carga poluidora. Diante desses fatos e caso se concretize o projeto, torna-se fácil imaginar os problemas de saúde pública que irão surgir naquelas regiões, principalmente com doenças veiculadas pela água": finaliza seus comentários este ecologista de Pernambuco. Mande você também seus comentários, fatos e informações.

    ResponderExcluir

Translation

translation