segunda-feira, 17 de outubro de 2016

PESQUISADOR DO IMAZON FAZ UMA PROPOSTA QUE EMPRESAS E EMPRESÁRIOS DEVERIAM ACATAR PARA TODOS TERMOS FUTURO NESTE PAÍS

A bem do desenvolvimento sustentável do país os recursos que não podem mais ser usados em campanhas eleitorais deveriam ser canalizados para custear a solução de problemas ambientais: já há uma estimativa de como, de quanto e de quanto para se chegar a este objetivo maior brasileiro, vale analisar esta proposta de Paulo Barreto que colocada em ação avançará o Brasil em pelo menos 20 anos, agilizando a criação do nosso futuro já a partir de agora

 
O 1º passo para o Brasil vir a ser sustentável...
O nosso blog de ecologia e de cidadania abre o seu webespaço para o cientista Paulo Barreto que vai à luta por um planeta e um Brasil sustentável, trabalhando para que este desejo na Amazônia, nós aqui postamos uma outra matéria com este respeitado pesquisador do Imazon e mestre em Ciências Florestais pela Universidade Yale (EUA): a sua proposra agora, com certeza, já está sendo acolhida pelo movimento ecológico, científico e de cidadania, precisa ser acatada também pelas empresas e pelos empresários, como uma meta. Precisamos reduzir as emissões brasileiras de gases, que agravam o aquecimento global da Terra e desequilibram a ecologia em nosso país, gerando também doenças e dificuldades na economia. O Instituto Escolhas já calculou que hoje serão necessários cerca de 4 bilhões de reais, por ano, para bancar o reflorestamento de 12 milhões de hectares até 2030, o que é o passo inicial para se criar um Brasil sustentável e realmente desenvolvido. Nesse sentido, confira a seguir a proposta de Paulo Barreto e vamos desde já criar a vida futura de nossa Nação atualmente já desequilibrada por falta de gestão socioambiental de verdade. (Antônio de Pádua Silva Padinha)
 

Chance para os ex-financiadores de campanhas eleitorais praticarem o seu amor pelo Brasil: ele é real? Se for, então a oportunidade é esta agora

 

Dossel_Amazonia
Reflorestar árvores amazônicas e nativas de todos nossos biomas são o 1º passo


O texto da proposta de Paulo Barreto que precisa ser debatida no Brasil

"Empresas investiram quase 5 bilhões de reais na campanha eleitoral de 2014. Quando perguntados porque fizeram isso, os empresários geralmente dão resposta padrão: fortalecer a democracia, participar do processo. Ou seja, se eles foram sinceros, trata-se de uma verdadeira prova de amor pelo Brasil. Mas a maioria da população duvida disso e considera que eles estavam comprando favores dos políticos. Agora que o financiamento empresarial de campanha está proibido, as empresas têm a chance de provar que investiam desinteressadamente nas eleições. Uma prova seria investir os R$ 5 bilhões em outros benefícios coletivos que não poderão mais ser gastos, a cada quatro anos, em campanhas eleitorais, o que se equivale a R$ 1,25 bilhão por ano. Por exemplo, as empresas poderiam provar o amor ao Brasil, doando recursos para o plantio em massa de árvores. Justifico. O Brasil desmatou demais e em lugares errados e proibidos e está sofrendo por causa disso. O desmatamento no entorno dos rios agrava o efeito das estiagens e faz rios secarem, prejudicando o abastecimento para consumo humano, o uso para agricultura e a geração de energia por meio de hidrelétricas. Por outro lado, na época das chuvas muitos rios transbordam e alagam cidades. Isso ocorre porque sem a proteção da floresta parte do solo é levado para o leito do rio, deixando-o mais raso. E a água da chuva corre mais rapidamente para os rios quando o solo está nu. Com as árvores, a água escorreria mais lentamente e uma parte se infiltraria no solo em vez de escorrer pela superfície. Nos morros das cidades, a falta de floresta leva a deslizamentos de terras que matam e desalojam pessoas; geralmente as mais pobres que moram em lugares proibidos ou inadequados. Em suma, a população do campo e das cidades se beneficiaria com o reflorestamento". 

Paulo Barreto foi entrevistado também na BBC


Estímulo para mudar a realidade do Brasil: conclusão de Paulo Barreto


"Com R$ 1,25 bilhão por ano, seria possível custear um terço do custo total anual estimado para o Brasil atingir a meta de reflorestar 12 milhões de hectares até 2030, um plantio em massa, para transformar a realidade atual. Infelizmente, o plantio espontâneo ou obrigatório de árvores tem ficado muito aquém do que o necessário e pode continuar assim se depender dos políticos financiados pelos empresários no passado recente. Parte do reflorestamento que deveria ocorrer em áreas desmatadas ilegalmente deixou de ser obrigatório, pois os políticos anistiaram parte destes crimes ao mudarem o Código Florestal em 2012. Além disso, o prazo para o início do reflorestamento de áreas desmatadas ilegalmente tem sido adiado pelos mesmos políticos – em específico -  eles têm adiado o prazo para o Cadastro Ambiental Rural, que é o primeiro passo para a regularização ambiental. Acresça-se, nem o Congresso e nem o Executivo destinaram recursos do orçamento para apoiar os pequenos proprietários a reflorestarem suas áreas, conforme autoriza o Código Florestal.  Quanto seria possível plantar com o recurso que deixará de ser investido pelas empresas em financiamento de campanhas eleitorais? Considerando R$ 1,25 bilhão por ano, seria possível custear um terço do custo total anual estimado para o Brasil atingir a meta de reflorestar 12 milhões de hectares até 2030. Mesmo supondo que as empresas só estivessem dispostas a investir metade do que investiram na última eleição (equivalente a R$ 625 milhões por ano), ainda assim seria um volume expressivo e suficiente para consolidar uma indústria do reflorestamento de espécies nativas que será necessária para o reflorestamento em larga escala no país. Essa indústria envolve desde a coleta de sementes, preparação de mudas, plantio e manutenção das áreas plantadas. Investir em reflorestamento também beneficiaria diretamente os setores de algumas das empresas que financiaram eleições. Por exemplo, a JBS, a maior empresa de processamento de carne do mundo foi a maior financiadora de campanha em 2014 (R$ 350 milhões). Este valor anualizado seria suficiente para reflorestar quase 20 mil hectares por ano e isso  sónas fazendas que são suas fornecedoras. Finalmente, o financiamento do plantio de árvores resultaria em um ganho de reputação para todas as empresas que investirem na recuperação do meio ambiente, um ganho muito maior do que financiar políticos. Quais empresas estão dispostas a provar o seu amor pelo Brasil?". 


Atual Ministro do Meio Ambiente com certeza apoiará esta proposta...

...antes que a desertificação do Brasil inviabilize também a economia


 Fontes: www.oeco.org.br
              folhaverdenews.com, 

8 comentários:

  1. Logo mais, mais informações e detalhes desta pauta e também opiniões e mensagens, aguarde nossa edição, confira, participe. Desde já você pode inserir aqui o seu comentário como fez logo de cara Luiz Ávila, de São Paulo (SP), que atua como educador ambiental na rede privada de escolas.

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  2. "Creio que esta proposta do cientista Paulo Barreto se trata dum caminho de grandes mudanças e deveria ser divulgada mais no Brasil": é a mensagem que nos deixou Luiz Ávila.

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  3. Você tem outra opção além de colocar direto aqui o seu comentário, pode se preferir enviar um e-mail prá redação do nosso blog de ecologia e cidadania: navepad@netsite.com.br

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  4. Pode também enviar sua mensagem até com sugestão de pauta pro nosso editor de conteúdo aqui do blog do movimento ecológico, científico e de cidadania, enviando para padinhafranca603@gmail.com

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  5. "Investir numa proposta como esta cerca de 3 ou 4 bilhões de reais em 1 ou 2 anos poderá causar uma revolução, avançando nosso país no contexto dos países, isso ajudaria também abri mercado para o Brasil": comentário de Maria Helena, professora de geografia, que atualmente reside em Belo Horizonte (MG) e é carioca do Botafogo.

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  6. "Já foram gastos tantos bilhões com corrupção ou com bobeiras porque não investir na recuperação do ambiente, que é um fator de desenvolvimento para nossa população?": quem pergunta ainda é a professora de Geografia Maria Helena Santos.

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  7. "Há agricultores e pecuaristas de boa votade, fazendo um trabalho espontâneo de reflorestamento mas é mesmo urgente um projeto maior, mais amplo, um plantio em massa de espécies nativas": quem comenta é Flávio Alves, engenheiro florestal na região de Araxá (MG).

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  8. "Ou algo assim ou será o caos do ambiente e por consequência do país todo": comentário de Manuel Henrique Pereira Alves, do Rio de Janeiro (RJ), técnico portuário.

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