Festival de cinema já está rolando em São Paulo com filmes feitos por índios: mostra um crescimento cultural dos povos da floresta indo à luta no Brasil de agora


Isaac Piyãko foi eleito prefeito de Marechal Thaumaturgo com 56,52% dos votos (Foto: Arquivo pessoal)
Piyãko eleito Prefeito em cidade do Acre mostra a força crescente dos povos da floresta

 
Um olhar indígena sobre a nossa natureza é o tom da Bienal Aldeia

 
Agora desde o dia 7 está acontecendo a 2ª  edição nacional do festival Aldeia SP – Bienal de Cinema Indígena, que traz 53 filmes da cinematografia produzida exclusivamente por índios brasileiros nos últimos seis anos. Em busca do estilo nativo brasileiro de cinema, o olhar e a narrativa dos diretores indígenas estarão até o dia 12 de outubro nas salas do Circuito SPcine de Cinema, nas unidades dos Centros Educacionais Unificados (CEUs) da Prefeitura de São Paulo e no Centro Cultural São Paulo (CCSP). "Os filmes tem um enfoque diferente que pode ser percebido como um olhar indígena, assim também uma narrativa incomum, não é uma mostra etnográfica, é um festival de cinema, mas tem muita diversidade cultural”, disse Airton Krenak, idealizador deste festival. A organização do evento trará dez dos diretores para São Paulo. Entre eles, Alberto Álvares (Guarani Nhandeva, Mato Grosso do Sul), Alexandre Pankararu (Pankararu, Pernambuco), Carlos Papá (Guarani, São Paulo), Cristiane Takuá (Takuá, São Paulo), Jerá Giselda (Guarani Mbya, São Paulo) e Morzaniel Iramari Yanomami (Yanomami, Roraima/Amazonas). "Se em 2014, quando ocorreu a primeira edição, a maior parte das produções era da Amazônia, agora a gente tem também o Nordeste muito bem representado, assim como o Sul e o Sudeste brasileiro. Temos filmes até das Missões na Argentina”, disse Airton Krenak.
Ele ressaltou ainda o papel de destaque das mulheres indígenas no festival, autoras da maioria dos filmes. “Dois terços da produção de audiovisual que está nessa mostra têm realizadoras mulheres à frente, quando não estão dirigindo, estão narrando, elas são as protagonistas. Entre outros filmes, para exemplificar a força feminina dos índios, aqui algumas das produções dirigidas por mulheres indígenas, como Baniwa Elisangela Fontes Olímpio, que traz o documentário Nora Malcriada, e Tukana Larissa Ye’padiho Mota Duarte, que apresentará o filme autobiográfico Wehsé Darasé – Trabalho da Roça. Tariana Maria Claudia Dias Campos exibirá As Manivas de Basebó – Histórias e Tradições, e Tukana Maria Cidilene Basílio, em parceria com a Baré Alcilane Melgueiro Brazão, apresentando Não Gosta de Fazer mas Gosta de Comer. Confira na seção de comentários aqui no blog da ecologia e da cidadania algumas outras informações, como por exemplo,  destaques deste festival de cinema nativo do Brasil, indo à luta pela cultura da vida da nossa natureza.




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A História da Cutia e do Macaco” (produção do Mato Grosso e São Paulo, Kawaiwete)
 
Fontes: Agência Brasil - G1 - BBC
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