terça-feira, 18 de outubro de 2016

URGENTE: AGRICULTURA PRECISA MUDAR SUA ESTRUTURA PARA AUMENTAR A PRODUÇÃO DE ALIMENTOS EM 50% JÁ MAS DIMINUINDO AGROTÓXICOS E CO2

A conclusão e o alerta são da FAO e da ONU que analisam o problema em todo o planeta e fazem um estudo especial nos países de língua portuguesa como o Brasil e Angola: por aqui estamos entre os que emitem mais CO2 na agricultura



Brasil e Angola entre os países que mais precisam duma nova agricultura


Entre os países de língua portuguesa, Brasil e Angola lideram o ranking de emissão de dióxido de carbono (CO2) a partir da agricultura, da derrubada de florestas e do uso da terra. O relatório Estado da Alimentação e da Agricultura 2016, sendo divulgado  pela Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) pede mudanças urgentes na produção e no consumo de alimentos. Por este levantamento, ainda em 2014 o Brasil chegou a emitir 441,905 bilhões de toneladas de gás carbônico, enquanto Angola, segundo da lista, emitiu 29,584 bilhões de toneladas. Em seguida vem Moçambique com 17,705 bilhões de toneladas. Neste grupo de países, o Brasil também vem liderando na queima de resíduos de colheita, com 1,932 milhões de toneladas. Os especialistas em agricultura e alimentação defendem que o mundo deve optar por produzir mais com menos recursos e aproveitar os resíduos para melhorar a produção. A estimativa é que para atender toda a demanda por alimentos em 2050, a produção mundial anual de produtos agrícolas e gado seja 60% maior.O pior desta informação é que sem uma ação rápida e nova estrutura no setor, a mudança climática colocará milhões de pessoas em risco de fome e de pobreza. O estudo destaca ainda que hoje o potencial de rendimento ou produtividade é limitado pela degradação generalizada da terra e da crescente falta de água. Há carência de recursos também para um avanço da agroecologia no Brasil. 

FAO e ONU divulgam relatório 2016 sobre agricultura e alimentos



Um dos maiores desafios da atualidade é uma nova agricultura




Em pleno domingo, Elza Fiúza, da Agência Brasil, nos passava os dados da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) destacando que, com as mudanças climáticas, o desafio de alimentar para uma crescente população mundial aumenta. A população da Terra chegara a 9 bilhões de pessoas em 2050. Assim, é urgente aumentar a produção de alimentos. Segundo o representante da entidade no Brasil, Alan Bojanic, a Seca fez com que o Nordeste do Brasil perdesse 50% de sua produção nos últimos cinco anos, se comparado com os cinco anteriores. Com o tema O clima está mudando. A alimentação e a agricultura também precisam mudar a FAO estima agora em 2016 que o número mundial de habitantes vai superar os 9 bilhões em 2050. Segundo o órgão internacional, a produção mundial de alimentos precisaria aumentar em 60% para assegurar o equilíbrio da segurança alimentar. Diante deste desafio,é urgente haver resposta para esse problema,  hoje se precisa duma agricultura mais adaptativa, diferente, que seja sustentável, equilibrando os interesses econômicos com os ecológicos, a nova agricultura precisa de muita pesquisa. Também atualmente se necessita de mais variedades de alimentos que aguentem as variações de precipitação, de calor, de frio, problemas de enchente. Uma agricultura  que seja adaptada às atuais mudanças do clima e do ambiente.  Segundo a FAO, cultivar alimentos de forma sustentável significa adotar práticas que produzam mais com menos insumos na mesma área e usem recursos naturais com sabedoria. Significa, também, reduzir o desperdício, com melhor colheita, armazenamento, embalagem, transporte, infraestrutura e comércio dos alimentos. Além do mais, o órgão da ONU que se dedica a este setor defende como essenciais políticas públicas que facilitem o acesso dos mais pobres ao alimento. “Você pode produzir na quantidade suficiente, mas pode não ter acesso, ou seja, pode não ter segurança alimentar para todos. É importante ter equilíbrio entre acesso e produção no contexto nas mudanças climáticas”, destacou ainda Alan Bojanic, representante da FAO no Brasil.


Os recursos naturais e hídricos são essenciais...

...para a qualidade e a saúde no meio rural

A adubação orgânica ajuda a economia e a ecologia



Fontes:  ONU - FAO - Agência Brasil
              www.folhaverdenews.com 


9 comentários:

  1. É uma ação rápida, explica estudo da FAO, a mudança climática vai colocar milhões de pessoas em risco de fome e de pobreza. O estudo destaca ainda que o potencial de rendimento na produtividade agrícola é limitado pela degradação generalizada da terra e da crescente falta de água.

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  2. O relatório da FAO da ONU destaca entre os desafios da agricultura mundial no estado de segurança alimentar, o crescimento da população e do aumento da renda em grande parte do mundo em desenvolvimento. Estes dois fatores têm pressionado a demanda por alimentos e outros produtos agrícolas a níveis sem precedentes. O desafio é aumentar a produção diminuindo a emissão de CO2 e a poluição dos agrotóxicos.

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  5. "Apesar dos esforços da FAO e da ONU por aqui e em todo o mundo, especialmente nos países com menos cultura das pessoas ou mais interesses abusivos de lucro, este alerta não entra com o destaque que deveria na grande mídia, ninguém sabe o risco que está ocorrendo": comentário de José Fernando, engenheiro agrônomo, que é de Uberaba (MG) e atua agora na região canavieira de Ribeirão Preto (SP).

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  6. Dentro desta questão tem tudo a ver a campanha que a FAO está lançando hoje, 3ª feira, 18 de outubro, contra o desperdício de alimentos. A campanha #SemDesperdício quer reduzir pela metade a quantidade de alimentos jogados fora.

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  7. A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Emprapa), em parceria com o escritório da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) no Brasil e o WWF-Brasil estão lançando hoje (18) a campanha #SemDesperdício com o objetivo de reduzir este problema pela metade até o ano 2030.

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  8. Um esforço válido. E também chama a atenção para as transformações de comportamento necessárias diante dos impactos gerados pelas mudanças climáticas. A cada ano, a FAO da ONU estabelece um tema a ser discutido em todo o mundo e por aqui no Brasil também. Neste ano, o tema é “O clima está mudando. A alimentação e a agricultura também precisam mudar”.

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  9. A iniciativa da FAO, Embrapa e do WWF Brasil pretende ampliar a consciência dos consumidores sobre o desperdício de alimentos e gerar um impacto positivo nos hábitos de consumo alimentar. Isso é feito com a apresentação das consequências negativas do desperdício de alimentos para o meio ambiente, o orçamento familiar e a segurança alimentar, por meio das mídias digitais. Aqui no Brasil, a maior parte das sobras de alimentos ainda é descartada em lixões e o desperdício acarreta impacto ambiental negativo pela emissão de gases de efeito estufa. Para o presidente da Embrapa, Maurício Lopes, evitar o desperdício é uma forma de economia. “Evitando o desperdício na etapa de consumo, economiza-se dinheiro, recursos naturais, normalmente escassos, e também se ampliam as possibilidades de enfrentamento da insegurança alimentar”.

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